Alguns mitos e verdades sobre o pênis

O órgão sexual masculino é cercado por algumas crenças, até peculiares. Vou discutir algumas das mais comuns:

É possível “quebrar” ou fraturar o pênis?

O pênis não tem osso, mas pode ser fraturado. O termo, apesar de incorreto, já tornou-se muito conhecido e usado inclusive pelos urologistas. A fratura peniana é muito dolorida e ocorre quando há um trauma durante a ereção. Em praticamente todos os casos, acontece durante uma relação sexual. As posições mais propícias para esse tipo de problema são o sexo com a mulher por cima.

Pode ser necessária cirurgia para reparar os danos, e as complicações de longo prazo podem incluir cicatrizes, pênis torto, disfunção erétil ou até dificuldade para urinar.

 

Ter o pênis “torto” significa doença?

Não necessariamente. Ter uma pequena curvatura no órgão genital é comum, seja para a esquerda, direita, para cima ou para baixo. Se você não sente dores ou não tem problemas na penetração, não existe problema.

O grau de curva considerado comum é de até 25 graus. Inclusive, é incomum o homem ter o pênis 100% reto.

Caso seu pênis faça uma curva mais acentuada, existem duas hipóteses: uma má formação congênita (ao nascimento) ou por Doença de Peyronie. Esta última é provocada por trauma peniano e posterior crescimento de placas de fibrose duras em um lado do órgão. O pênis se curve anormalmente na direção da placa fibrótica, causando dores e dificultando a ereção e/ou penetração.

É necessário tratar apenas quando a tortuosidade causa dor, desconforto ou até impossibilidade de penetração. A dor muitas vezes é apenas da(o) parceira(o). O tratamento é sempre cirúrgico com: encurtamento do lado longo ou alongando o lado curto (removendo as estruturas duras que foram desenvolvidas internamente).

 

Existe relação entre os tamanhos dos pés e do pênis?

Não. Em um estudo de 2002 publicado no British Journal of Urology, pesquisadores concluíram que a ideia de que exista uma relação entre comprimento do pênis e tamanho de sapato (ou do pé) não tem base científica.

 

Os homens sentem menos prazer quando transam de camisinha?

Sim, mas depende da grossura da camisinha. Acamada de borracha pode reduzir a sensibilidade peniana dos homens, mas existem maneiras de deixar o sexo mais prazeroso, como usar a camisinha mais fina possível. Além disso, um lubrificante pode deixar o uso deste contraceptivo muito melhor.

 

Será que meu pênis é pequeno?

Embora haja diversas pesquisas diferentes, realizados em todo o mundo, é consenso junto à comunidade médica que o tamanho normal do comprimento do pênis ereto varie entre 9 cm e 13 cm. Quanto a circunferência, são valores normais entre 9 cm e 12 cm.

Assim, qualquer membro que tenha tamanho ereto inferior a 9 cm é considerado pequeno. Chamamos micro pênis se o órgão é menor que 7 cm, quando em ereção.

Então, se seu pênis se encaixa nos padrões obtidos em estudo, fique tranquilo: você faz parte da grande maioria da população e tem um membro normal.

 

Os testículos podem doer quando ocorre excitação sem ejaculação?

Sim! Ao ficar extremamente excitado, ocorre uma hipertensão doa vasos do epidídimo, parte superior do testículo, que pode deixar os testículos “azuis”, daí a expressão “blue balls”.

O que ocorre normalmente: o estímulo ou excitação sexual fazem com que o cérebro, os nervos, o coração, os vasos sanguíneos e os hormônios trabalhem juntos a fim de aumentar rapidamente a quantidade de sangue para dentro do pênis. O sangue fica preso dentro das duas câmaras (corpos cavernosos) localizadas no corpo do órgão. Ao se encherem de sangue, o órgão adquire rigidez e aumento em extensão e diâmetro. Quando a excitação prolongada não se segue de ejaculação, pode haver uma congestão sanguínea na região dos testículos, levando a um acúmulo de sangue e deixando-os levemente azulados.

A hipertensão do epidídimo também pode levar a dor genital. Há homens que descrevem outros sintomas: dores de cabeça, dores musculares e mau humor. 

Normalmente, a ejaculação é capaz de aliviar o quadro de dor, porém alguns casos podem necessitar de analgésicos.