Já ouviu falar de bexiga “irritada” ou hiperativa?

A bexiga hiperativa é um problema comum, uma das principais causas para incontinência urinária, e, embora muitas pessoas achem que é um problema de envelhecimento, a doença tem tratamento. Ela tem alta incidência em ambos os sexos, mais ainda em mulheres de meia idade com sobrepeso/obesidade. A condição resulta em urgência miccional, aumento da frequência urinária, noctúria (necessidade de se levantar durante a noite para esvaziar a bexiga) e dor ao urinar.

O problema vai aumentando com a idade (também nos homens com problemas prostáticos), atingindo 15% a 20% da população. O problema ocorre quando o músculo da bexiga (detrusor) contrai de forma involuntária durante a fase de enchimento da bexiga, causando dor na região e vontade súbita de urinar (urgência), mesmo sem bexiga cheia. A bexiga hiperativa atrapalha consideravelmente a vida dos pacientes, uma vez que os torna bastante limitados. Terminar de ver um filme, participar de uma reunião de trabalho e viagens longas tornam-se tarefas impossíveis para essas pessoas.

As principais causas são: lesões traumáticas da medula espinhal, hérnia de disco, AVC, esclerose múltipla, infecção urinária, cálculos na bexiga.

O tratamento depende da causa. Terapia comportamental, medicamentos e cirurgia são algumas das opções. A escolha depende da intensidade dos sintomas e do quanto a doença está interferindo na qualidade de vida.

Fatores que podem atrapalhar a vida sexual do homem

Muitas pesquisas já demonstraram que sexo traz diversos benefícios para a saúde, além de proporcionar muito bem-estar. Porém, alguns hábitos, doenças e até mesmo fatores psicológicos podem interferir, diminuindo o desejo ou atrapalhando o desempenho sexual de homens e mulheres. Nos homens, a disfunção erétil (incapacidade de obter ou manter ereção suficiente para penetração) é o principal motivo de queixas ao urologista.

Homens até 40 anos de idade têm como principais motivos para DE fatores psicológicos, notadamente estresse, ansiedade e depressão. Vida conturbada com certeza desfoca o paciente e atrapalha no desempenho sexual, independentemente da causa. 

Diabetes e hipertensão arterial são as principais doenças causadoras da impotência masculina. Estudo do Centro de Referência em Saúde do Homem (Hospital Brigadeiro) apontou incidência de 35% de diabetes nos homens em tratamento para disfunção sexual na unidade. Essas doenças, quando não controladas, geram estreitamento das artérias penianas, diminuindo a circulação do sangue e, consequentemente, causando falta de ereção. A situação se agrava quando o homem diabético possui outras doenças crônicas associadas como obesidade e problemas com colesterol e triglicérides.

A impotência sexual por diabetes pode ser revertida quando tratada no início do quadro, quando as alterações não se tornaram crônicas. É certo que manter os níveis de glicemia regulados sempre vai melhorar a condição erétil do paciente. Medicações adequadas por via oral ou injetáveis (insulina), além de alimentação correta e exercícios regulares, são a base do tratamento do diabético.

Outra causa comum em pacientes acima dos 50 anos é a popular “andropausa” (diminuição de testosterona) que pode levar à perda de libido e da ereção, além de alterações de humor, sono, ganho de massa muscular e fadiga. Corrigir os níveis desse hormônio melhoram todos esses sintomas.

O homem que sofre de disfunção erétil precisa procurar um urologista o quanto antes para um diagnóstico e tratamento adequados.

Como funciona a cintilografia renal?

A cintilografia renal é um exame que avalia a função glomerular (de filtração renal) do paciente, observando-se acúmulo, passagem e excreção através das vias urinárias. Isso é feito através da injeção, na veia, de uma substância radioativa chamada radiofármaco (contraste).

Existem dois tipos de cintilografia renal:

Cintilografia renal dinâmica (DTPA): usada para avaliar a função glomerular dos rins e para saber se as vias excretoras urinarias estão obstruídas. Esse exame é especialmente utilizado no diagnóstico de estenose de JUP (estreitamento da porção do ureter junto ao rim)

• A pessoa urina e depois deita-se na maca;
• É injetado o radiofármaco DTPA pela veia;
• É administrado também pela veia um fármaco (diurético) para estimular a formação de urina;
• São obtidas as imagens dos rins através da ressonância magnética;
• O paciente depois vai ao sanitário urinar e é obtida uma nova imagem dos rins.

Cintilografia estática (DMSA): avalia a função tubular e a estrutura anatômica do córtex renal (área de filtração renal). É um método confiável e acurado para o diagnóstico e acompanhamento de cicatrizes renais. É muito utilizada em crianças, sendo realizada principalmente nos casos onde há história de pielonefrite (infecção renal):

1. É injetado na veia o radiofármaco DMSA;
2. A pessoa espera cerca de 4 a 6 horas para este se acumular nos rins;
3. A pessoa é colocada na máquina de ressonância para se obter as imagens dos rins.

Lembre-se de que qualquer tipo de exame deve ser solicitado por um médico especializado na área para que não seja feito nenhum procedimento sem necessidade.

Você já teve contato com o herpes vírus?

O herpes genital é uma doença sexualmente transmissível (DST) bastante comum causada por dois tipos de vírus: 1 (HSV-1) e 2 (HSV-2). O primeiro tipo é comumente associado a infecções dos lábios, boca e da face, enquanto o segundo normalmente é transmitido através das relações sexuais, afetando os genitais de ambos os sexos.

Estima-se que 90% da população entrou ou entrará em contato com o herpes em algum momento da vida. Para isso, basta que tenha mais de três parceiros sexuais na vida. Uma vez no organismo do paciente, o vírus do herpes dificilmente será eliminado, pois ele se aproveita do material fornecido pelas células do hospedeiro, que possibilitam sua replicação.

Ocorre que muitas pessoas nunca desenvolverão a doença, por mais expostas que sejam. Já pacientes susceptíveis, vão desenvolvê-la diversas vezes na vida.

O herpes provoca lesões (pequenas bolhas esbranquiçadas) na pele ou nas mucosas dos órgãos sexuais, que podem arder, coçar ou até se transformar em pequenas ulcerações que sangram. Além disso, sintomas parecidos com o da gripe podem acompanhar o quadro: apetite reduzido, febre, mal-estar e dores musculares.

Se você possui o vírus do herpes, deve ficar atento, pois traumatismo local, cansaço, estresse e baixa imunidade são condições propícias para a ativação do vírus. Quando a doença está ativa, métodos de prevenção, como a camisinha, não podem ser descartados, pois o herpes é extremamente contagioso.

As lesões costumam regredir espontaneamente entre sete e oito dias, ciclo comum da doença; Entretanto, existem pomadas e medicações que ajudam a acelerar o próximo de recuperação. Géis anestésicos também podem ser prescritos, trazendo maior conforto ao paciente.

Quedas e traumas são as causas mais comuns para Estenose de Uretra

Estenose de uretra é um estreitamento que ocorre em uma parte da uretra, que pode provocar redução ou interrupção completa do fluxo urinário. Essa alteração pode ocorrer desde o meato (orifício de saída do pênis), até o colo da bexiga, passando pela uretra peniana e pela uretra bulbar. Esta última localiza-se um pouco antes da próstata e é a mais acometida por traumas em geral. 

A principal causa para o problema são os traumas, as “quedas a cavaleiro”, quando a pessoa cai como se estivesse montando em uma cela de cavalo. Elas são comuns em pacientes em que estão andando de patinete, patins, skate e caem com a região do períneo em cima de um cano ou outra superfície e se machucam.

Outras causas comuns para a estenose de uretra incluem uretrite por gonococo (gonorreia), clamídia e traumas por sonda, podendo ocorrer tanto por tentativa mal sucedida quanto por sondagem crônica. Ou seja, por muito tempo.

Quase todos os pacientes acometidos são homens, principalmente homens jovens e o tratamento depende da extensão do estreitamento e da localização da lesão. Na maioria das vezes, a primeira cirurgia tentada é endoscópica (chama uretrotomia interna) e consiste em abrir a região fechada com uma “faquinha”. O principal tratamento é a uretroplastia, onde é realizada uma plástica na região da lesão.

Saiba como se formam os cálculos renais

Os cálculos renais se formam em organismos com alteração metabólica já existente. Exemplos disso são cálcio aumentado na urina ou diminuição de inibidor (protetor), como o citrato.

Quando o componente mineral (soluto) está em concentração maior na urina, ele se precipita e forma as pedras.

A formação de cálculos renais é mais comum em pacientes com predisposição ao problema, principalmente por componente genético (familiar). Quem tem pai, mãe ou irmão com o problema tem três vezes mais chances de ter cálculo renal. A formação dos cálculos também se relaciona  a hábitos como tomar pouca água, ingerir muito sódio e grande quantidade de proteína animal.

Distúrbios como hiperparatireoidismo, acidose tubular renal e desidratação também podem desencadear o problema. Cálculos podem surgir de um dia para o outro. Para isso, basta haver um aumento súbito da concentração do mineral, em um fim de semana de desidratação e grande consumo de sódio, por exemplo, para as pedras renais se formarem.

O sintoma mais comuns é forte crise de dores provocadas pelas pedras, ponto de partida para o diagnóstico, além de urina muito densa e escura ou com pontos de sangue. Outros sintomas: náusea, vômito, inquietação e sudorese.

Vale ressaltar que os pacientes que têm pedras minúsculas podem não apresentar nenhum tipo de sintoma, eliminando-as com o aumento do consumo de água.

Exames laboratoriais da urina analisam a acidez e a presença de cristais ou infecção. Exames de imagem como tomografia e ultrassom avaliam o tamanho e localização das pedras. Cálculo acima de um centímetro precisa ser tratado, com algum procedimento para fragmentá-lo.

Opções de tratamento:

1) Litotripsia extracorpórea, considerada a menos agressiva para o organismo, realizada através de ondas eletromagnéticas que destroem o material sólido. O paciente elimina os cálculos. 

2)  Ureterolitotripsia flexível – Utilizada principalmente para pedras de até 1,5cm. Procedimento endoscópico, sem cortes, onde são fragmentados os cálculos com um aparelho flexivel que vai até o rim. 

3) Nefrolito percutanea -Utilizado para tratamento de cálculos maiores que 1,5cm. O procedimento que perdura a pele, onde é feita uma incisão nas costas do paciente e um aparelho penetra na pele até atingir o rim para a retirada do cálculo.

Doença Renal Crônica em idosos

Há mais de 50 anos ocorre um crescimento importante da população idosa em todo o mundo. Com isso, é natural que aumentem também os casos de doenças crônicas. A Doença Renal Crônica (IRC) é um exemplo, sendo causada principalmente pela hipertensão e diabetes. Infecções urinárias de repetição e cálculos renais também são grandes causadores de IRC. É muito importante conhecermos as causas do problema para que sejam efetivas medidas de prevenção e detecção precoce, sendo instituído tratamento correto tão logo possível da doença.

A doença renal crônica piora lentamente, sendo assintomática em seus estágios iniciais. Infelizmente sinais de IRC como anemia, fraqueza e edema só aparecem em estágios mais avançados da doença.

O tratamento consiste em proteger o que resta da função renal, com hidratação via oral, evitando medicações tóxicas para os rins (anti-inflamatórios e alguns antibióticos) e tratando as causas iniciais (hipertensão, diabetes, cálculos, infecção).

Quando o paciente perde completamente a função renal, o tratamento é a diálise, que pode ser feita por:

– Hemodiálise: procedimento através do qual todo o sangue do paciente é filtrado por uma máquina que libera o corpo dos resíduos prejudiciais à saúde, como o excesso de sal e de líquidos. É normalmente realizada 3x por semana.

– Diálise peritoneal: Tem a mesma função hemodiálise, mas é feito por cateter colocado cirurgicamente no abdome. Um líquido de diálise é colocado no abdome e drenado. O processo é mais lento e precisa ser repetido mais vezes na semana que a hemodiálise..

Todos os pacientes com IRC são avaliados como possíveis receptores de rins transplantados. Quando um paciente recebe um rim por transplante, ele melhora sua qualidade de vida simplesmente pelo fato de não precisar mais de diálise.

Por que fazer a “cirurgia de fimose”?

Fimose é a dificuldade de expor a glande (“cabeça”do pênis), levando a vários problemas: dificuldade para urinar, dores na região genital, incômodos com a higiene local (sujeira e mau cheiro), além de aumentar a chance de infecção urinária.

A pomada, inicialmente usada no tratamento de alguns pacientes, só é efetiva para “descolar” a pele do prepúcio da glande, a que chamamos de aderência balano-prepucial. Ela não resolve quando o prepúcio estrangula a glande, impedindo sua exposição. Esses casos só são resolvidos com cirurgia (postectomia). Nesse procedimento, é realizado retirada do excesso de pele e a glande fica livre e exposta.

E quem deve realizar a postectomia?

  • Pacientes com fimose, ou seja, aqueles que não conseguem expor a glande
  • Pacientes que apresentam infecções do pênis de repetição – chamada balanite (infecção da glande) e a postite (infecção do prepúcio), ou ainda balanopostite
  • Questões religiosas: judeus costumam operar os bebês assim que nascem
  • Prevenção de doenças – Estudos mostram benefício na redução do risco de câncer de pênis, de doenças sexualmente transmissíveis (HPV) e de infecções de repetição quando a cirurgia é feita ainda no primeiro ano de vida.

A cirurgia pode ser motivada ainda por questões estéticas e pela melhora na higienização do pênis, já que o excesso de pele pode acumular secreção (esmegma) e provocar mau cheiro.

Após a cirurgia, não há grandes limitações para o paciente, pedimos apenas para que evite exercícios intensos e situações de risco para colisões com a região operada. Dor não é uma queixa comum. Roupas íntimas mais apertadas após a cirurgia são úteis, já que evitam que o órgão balance, gerando desconforto. Em relação à abstinência sexual, recomenda-se que o paciente fique quatro semanas sem sexo após a cirurgia.

Infertilidade causada por problemas hormonais

Um casal é considerado infértil quando, após um ano de relações sexuais frequentes, desprotegidas e bem distribuídas ao longo do ciclo menstrual, não ocorre gestação.

O casal deve ser abordado conjuntamente, de forma que a infertilidade é do casal e não de um dos cônjuges. Sempre é avaliada a histórias pessoal dos dois e então analisadas todas as possíveis causas de infertilidade: uso de medicações, cirurgias anteriores, doenças pré-existentes, tipo de trabalho exercido, uso de anabolizantes e uso de terapia de reposição de testosterona.

Nos exames laboratoriais, avaliamos hormonalmente: a função da tireoide, os níveis de testosterona e todos os hormônios que entram no eixo de produção da testosterona (como FSH e LH, produzidos pela hipófise e responsáveis por regular a atividade dos ovários e testículos), o estrógeno e a progesterona, dois hormônios femininos diretamente envolvidos no processo da gravidez.

O tratamento da infertilidade sempre consiste em tratar o fator que está deteriorando a fertilidade. Isso ocorre também quando a causa é hormonal. Um exemplo típico é o paciente infértil por baixos níveis de testosterona. Nesse caso, é feito uma terapia para estímulo de produção de testosterona pelo próprio corpo.

Quando não existe uma causa definida ou há impossibilidade de correção, indica-se os métodos de fertilização assistida.

Causas e tratamentos para dificuldade miccional

Dificuldade miccional ou dificuldade para urinar é a condição que afeta os pacientes com problemas de esvaziamento da bexiga. Tanto homens quanto mulheres podem sofrer com a complicação, que pode ser causada pelo uso de medicamentos e até por doenças graves como câncer.

Os principais sintomas que o paciente pode apresentar são: jato de urina fraco ou entrecortado, esforço para iniciar a micção, hesitação e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. Urgência, dor e frequência urinária aumentada também podem acometer o paciente.

As principais causas do problema são hiperplasia prostática benigna (próstata aumentada ou obstrutiva), estreitamento do canal urinário, bexiga que não se abre corretamente e hipocontratilidade detrusora (bexiga que não contrai adequadamente), além de doenças inflamatórias e infecciosas.

O paciente pode ser diagnosticado através de exame clínico com o seu médico, onde são realizados também exames físicos para identificar sinais do mau esvaziamento da bexiga, como: bexiga palpável, dor à palpação do abdome e próstata aumentada ao toque digital.

Após diagnóstico da causa, o tratamento pode ser clínico ou cirúrgico. Homens com próstata aumentada ou obstrutiva incialmente são tratados com medicamentos para relaxar ou diminuir o tamanho da próstata e, no insucesso, são levados à cirurgia. Pacientes com estreitamento da uretra podem ser tratados cirurgicamente através de uretrotomia interna (abertura endoscópica do canal) ou uretroplastia (cirurgia aberta para abertura da área estreita). Pacientes com problemas na bexiga podem ser medicados e/ou encaminhados a fisioterapia.