Carnaval: Previna-se contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis durante o feriado mais esperado do ano

Folia, bloquinhos, desfiles na avenida; grandes eventos para quem gosta de pular o carnaval; época do ano mais esperada pelos brasileiros. Além de levar a fantasia, o adereço que não pode faltar é o preservativo. Isto porque, durante o período festivo, cresce a interação informal entre as pessoas, facilitando a prática de relações sexuais sem proteção, e consequentemente, a proliferação de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs).

Segundo último levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano, estima-se que são diagnosticados em todo o mundo mais de 376 milhões de novos casos de DSTs curáveis, como sífilis, gonorreia, clamídia e trocomoníase.

Ainda que algumas delas tenham tratamento, as DSTs permanecem como uma das principais ameaças à saúde e ao bem-estar de homens e mulheres. Entre as mais conhecidas, estão a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS, causada pelo vírus HIV), a sífilis, a gonorreia e o papiloma vírus humano (HPV), principal responsável pelo câncer de colo de útero.

De sinais discretos nos órgãos genitais a consequências mais graves, os sintomas das DSTs são variados: dores no genital, secreções pela uretra, úlceras ou feridas genitais, além de verrugas. De acordo com os sintomas, normalmente detecta-se a doença específica.

Para evitar o contágio de algumas delas, como por exemplo, o HPV e a hepatite B, são recomendadas vacinas. Entretanto, a melhor prevenção é através do uso de preservativos (masculinos ou femininos). A eficácia deste método contraceptivo é ainda maior na prevenção das doenças transmitidas por fluidos corporais, a exemplo da AIDS e hepatite B.

Vale ressaltar que além do carnaval, a preocupação e prevenção contra as DSTs deve existir durante o ano todo. Fazer exames regularmente é recomendável a todos que mantêm vida sexual ativa e que tenham algum comportamento de risco, como o não uso de preservativo ou a manutenção de mais de um parceiro.

 

Estadão: Entenda como funciona a vasectomia, cirurgia realizada em Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro, 64 anos, se submeteu, na noite de quinta-feira, 30, a uma vasectomia, procedimento médico de esterilização para homens que não desejam ter filhos biológicos. 

Após passar a tarde em Minas, discutindo providências para as enchentes que assolam o Estado, o presidente desembarcou de volta em Brasília, às 18h, e seguiu para o Hospital das Forças Armadas (HFA) para se submeter à cirurgia.  

Quando saiu do centro médico, antes das 20h30, ele caminhou lentamente até o carro, com um dos braços apoiado sobre um assessor. Ainda em repouso, Bolsonaro se reuniu nesta sexta, 31, no Palácio da Alvorada, com os ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Jorge Oliveira (Secretaria-Geral). Ao deixar o local, Heleno afirmou que a condição de saúde do presidente “está ótima”. 

É a segunda vez que Jair Bolsonaro passa pela cirurgia. A primeira ocorreu após o nascimento de seu quarto filho, Renan Bolsonaro, de 22 anos. Depois, ele desfez a vasectomia para que a sua mulher, Michelle Bolsonaro, pudesse engravidar de Laura, hoje com nove anos de idade.

Ao Estado, o médico Danilo Galante, membro da Sociedade Brasileira de Urologia, explica que são poucos os casos nos quais um homem faz duas vasectomias. “Apesar de não trazer danos à saúde, uma segunda vasectomia aumenta o risco de dor crônica, pois é a terceira cirurgia que está sendo feita no órgão”, afirma.

Galante destaca ainda que, para evitar complicações, o paciente deve ficar 10 dias sem ter relações sexuais e 15 dias sem fazer exercício físico. O esforço antes da hora pode levar a um aumento da pressão arterial, causando o risco de rompimento de veias do testículo e, consequentemente, sangramentos e hematomas na região. 

Leia abaixo perguntas e respostas sobre a vasectomia respondidas pelo urologista Danilo Galante. As questões abordam desde possíveis riscos e cuidados até questões estéticas. Confira:

Como se dá a vasectomia?

Ela ocorre pelo corte dos ductos deferentes, que conduzem os espermatozoides produzidos nos testículos para serem misturados com o sêmen. O médico interrompe esse fluxo tirando um fragmento pequeno de cada um desses canais. Pode ser feito um corte de cada lado do escroto, de cerca de um centímetro e meio, ou um corte único no meio dele, para ter acesso aos dois lados com uma só abertura. A operação é de baixíssimo risco e leva cerca de 40 minutos.

A vasectomia é realizada só em hospital?

Não. Ela pode ocorrer tanto em ambiente hospitalar, com sedação geral, quanto em consultório, com anestesia local. As técnicas e o tempo de cirurgia são os mesmos. A diferença é que no consultório o paciente fica acordado e pode sentir algumas puxadas na região operada. Homens com doenças crônicas de risco cirúrgico, como as de coração e respiratórias, idosos com mais de 60 anos ou os com pavor de agulha devem fazer no hospital. 

Qual é a idade recomendada para fazer a vasectomia?

Não existe essa restrição. A legislação brasileira permite a cirurgia em homens com capacidade civil plena e maiores de 25 anos ou, pelo menos, com dois filhos vivos. A idade não faz muita diferença nos efeitos.

A vasectomia causa alguma mudança nos hormônios do homem?

Não. A vasectomia não muda em nada a parte hormonal, a sensibilidade do pênis e a ereção. A consequência direta é a diminuição do volume ejaculado em 30% a 40%. Além disso, o sêmen fica mais transparente e menos viscoso, porque o que dá a aparência esbranquiçada é o espermatozoide.

E afeta na estética?

Não muda o tamanho do testículo, não atrofia, nem nada. Vale dizer também que a cicatriz costuma sumir, porque o saco escrotal é uma região do corpo com boa cicatrização. Mesmo se não cicatrizar, o que é difícil, a pequena marca que fica se esconderia entre as dobras da bolsa escrotal. Nunca vi paciente se incomodar ou pedir plástica.

A vasectomia é um método contraceptivo totalmente confiável?

A taxa de confiança da vasectomia é 99,95%. Para o operado atingir esse índice, ele deve ficar 10 dias sem ejacular após a cirurgia. Depois desse período, ele precisa colher 20 ejaculações que servirão de amostra no exame de espermograma, que serve para averiguar o sêmen do homem infértil.

Na primeira análise, só dois a cada cem pacientes apresentam um material sem resquícios de espermatozóides. Então, pedimos uma nova coleta para, a partir dela, a vasectomia garantir o grau de confiabilidade desejado.

Com qual tipo de médico pode fazer uma vasectomia? E a reversão?

A primeira pode ser realizada com um cirurgião geral ou urologista. Já a outra deve ocorrer com o urologista ou com um médico especializado em infertilidade. Entretanto, aconselho que o homem faça a vasectomia com um profissional que trabalhe com a reversão, porque os que que não sabem reverter geralmente não se preocupam com a possibilidade de o paciente voltar atrás. 

Então ele tende a fazer procedimentos que dificultam a reversão, como tirar três centímetros do ducto em vez de meio centímetro. Isso faz com que os cochos fiquem muito distantes um do outro. É como cortar dois barbantes [presos em extremidades diferentes] e não conseguir reaproximá-los. 

Qual é mais confiável: vasectomia ou laqueadura?

Ambos têm a mesma eficiência. A questão é que a cirurgia na mulher precisa, obrigatoriamente, de anestesia geral e é mais invasiva, pois os ovários estão dentro do abdômen enquanto os testículos estão para fora do corpo.

As taxas de complicação, dor e sangramento no homem são menores.

Quais cuidados devem ser tomados no pós-operatório?

O paciente deve ficar 10 dias sem ter relações sexuais, 15 dias sem fazer exercício físico e sete sem atividades que aceleram o coração. Esse último porque pode haver o aumento da pressão arterial, causando o risco do rompimento de veias do testículo e, consequentemente, sangramentos e hematomas na região. 

A maioria dos pacientes não reclama de nada depois de dez dias. A principal queixa é a sensação de peso na região do escroto.

Link original da matéria: https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,entenda-como-funciona-a-vasectomia-cirurgia-realizada-em-jair-bolsonaro,70003183017

Quer introduzir brinquedos eróticos na sua vida sexual? Especialista dá dicas

Muitos casais manifestam o desejo de introduzir brinquedos eróticos na rotina sexual, mas não o fazem por receio, dos dois ou de um dos entes. Apesar da proliferação de sex shops e da possibilidade de encomendar esses produtos pela internet, o tema ainda é percebido como um tabu, especialmente para homens heterossexuais.

“Quando a gente fala disso em consultório, eles até mudam de assunto”, observa Danilo Galante, urologista com doutorado na USP e membro da Sociedade Brasileira de Urologia. O médico observa que os homens heterossexuais, em sua maioria, ainda têm bastante resistência aos brinquedos eróticos e vinculam a ideia de usá-los ao fato deles serem “incompetentes”.

É justamente para demover um quadro como esse, que é mais comum do que muitos imaginam, que o Dr. Galante recomenda uma abordagem carinhosa e cuidadosa na hora de sugerir introduzir os brinquedinhos no sexo. “Todo argumento para se mudar alguma coisa na relação sexual tem que se demonstrar para a pessoa que o casal tá fechado um com outro e que qualquer coisa será para que role mais afeto, mais conexão entre o casal, mais tesão”.

O urologista ressalta que é natural que a pessoa que ouve a proposta fique na defensiva e até insegura, pois pode imaginar que há algo errado com ela ou com a vida sexual do casal. “Tem que começar sempre reforçando positivamente o outro lado para dar segurança para a outra pessoa, mas q vale a pena fazer algumas mudanças para apimentar ou para tornar mais picante a situação”.

Melhorar ≠ salvamento

O urologista observa que uma relação deteriorada não será resgatada pela introdução de brinquedinhos e que, se for esse o caso, não vale nem mesmo a tentativa. “Eles sempre podem melhorar a relação, mas não podem ser um salvamento”, observa. “Pode ser uma forma do casal se conhecer mais, se gostar mais e tornar a situação mais atraente”.

Começando a brincar

De acordo com Galante, o ideal para aqueles que estão começando a se aventurar por este universo são os géis e os vibradores menores , “os que têm menos textura são os que machucam menos”, adverte.

Dependendo do gosto da pessoa e do casal, algemas e chicotes também podem ser inseridos no menu, mas o doutor ressalva: “Não adianta comprar uma brinquedoteca e fazer vários lançamentos. Tem que ir aos poucos. Se a pessoa mais interessada for a mulher, tem que ser algo que dê prazer a ela”.

Para que não haja surpresas desagradáveis nesse estágio inicial, é importante seguir algumas orientações com cuidado ao optar por brincar com um vibrador ou dildo (pênis de borracha) . “A primeira coisa é escolher um tamanho menor do que se imagina para dificultar as chances de machucar. Usar lubrificante. Muito lubrificante”, recomenda. “Se for um casal lésbico encapar o vibrador. Ter cuidado na introdução é imperativo. Toda vez que usar, lavar com água e sabonete para não virar um local de proliferação de bactéria”.

São justamente os vibradores e os dildos que mais fazem sucesso com as mulheres, observa o médico que salienta não haver uma estatística científica medindo se há mais adesão pelos brinquedinhos entre casais homossexuais ou heterossexuais. “As mulheres são mais receptivas a brinquedos eróticos e os gays também. Na verdade porque a maioria dos brinquedos é de penetração. Então esse é o principal motivo para que eles aceitem mais do que o homem hétero”.

Mas há, sim, variedade de brinquedos que os homens heterossexuais podem fazer uso. Um dos mais populares é o anel peniano e Galante é bastante reticente em relação a ele. “Já vi muito acidente com anel peniano. A ideia é aumentar a dureza do pênis com congestão e aí você dificulta que tenha a saída de sangue. Alguns anéis não são fáceis de ser retirados. Já vi alguns casos do paciente ter que parar no pronto socorro e o cara ter sérios problemas”.

Galante sugere evitar os anéis metálicos e apostar nos de borracha, mais folgados. “Há alguns  modelos que até vêm com um vibradorzinho que vai estimulando a mulher durante a penetração”, indica.

Explorando a região anal

Curiosos em explorar a região anal podem optar tanto pelo plug anal como pelas bolinhas tailandesas. A função de ambos é masturbatória e explora bastante essa região altamente erógena. O urologista adverte que a sensibilidade é igualmente grande e os cuidados para não machucar a área devem ser redobrados. “Preparar bastante com dedo, com língua e usar muito lubrificante para não machucar a região. Qualquer sinal de que está machucando, parar e começar outro dia quando estiver restabelecido. Isso vale tanto para casais heterossexuais como homossexuais”.

Galante reforça que a introdução dos brinquedo erótico é uma solução saudável para desenvolver o afeto e o tesão entre quatro paredes, mas recomenda ficar alerta a possíveis cenários. “São duas situações de alarme”, advoga. “Psicológico, quando um dos dois começa a achar mais graça no brinquedo do que no parceiro, e físico, quando a pessoa começa a se machucar usando o brinquedo”.

Fonte: https://delas.ig.com.br/amoresexo/2020-01-27/quer-introduzir-brinquedos-eroticos-na-sua-vida-sexual-especialista-da-dicas.html

Já ouviu falar em “blue balls”?

Existe uma situação conhecida por muitos homens que ocorre quando há muita excitação, sem ejaculação correspondente. Ao ficar extremamente excitado, ocorre uma hipertensão do epidídimo, parte superior do testículo, que pode deixar os testículos “azuis”, daí a expressão “blue balls“.

O que ocorre normalmente: o estímulo ou excitação sexual fazem com que o cérebro, os nervos, o coração, os vasos sanguíneos e os hormônios trabalhem juntos a fim de aumentar rapidamente a quantidade de sangue fluindo para dentro do pênis. O sangue fica preso dentro das duas câmaras esponjosas (corpos cavernosos) localizadas no corpo do órgão. Ao se encherem de sangue, o órgão adquire rigidez e aumento em extensão e diâmetro. Durante a excitação prolongada que não se segue de ejaculação, pode haver uma congestão sanguínea na região dos testículos, levando a um acúmulo de sangue e deixando-os levemente azulados.

hipertensão do epidídimo também pode vir acompanhada de dor na região genital. Há homens que descrevem outros sintomas, como dores de cabeça, dores musculares e mau humor e, em casos mais graves, relatos de dores de estômago.

Normalmente, a ejaculação é capaz de aliviar o quadro de dor, porém alguns casos podem necessitar de ajuda médica com analgésicos. 

Engolir o sêmen ou não? Conheça alguns mitos e verdades sobre o assunto

O sêmen é uma secreção de cor branca amarelada produzida pelos homens para transportar espermatozoides até o óvulo feminino. Cerca de 15% do ejaculado é de espermatozoides, o restante é formado por enzimas, ácido cítrico e líquidos produzidos pela próstata e vesículas seminais. Vamos comentar alguns mitos e verdades sobre engolir o sêmen:

 –  É possível pegar doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) através do sêmen: VERDADE

Se o homem que ejacular for portador do vírus do HIV ou ureterite como gonorreia ou Clamídia, o parceiro ou parceira pode ser contaminado através do contato da secreção com a mucosa da boca. No caso de outras infecções, a chance de transmissão é pequena, pois o sêmen vai para o estômago. De qualquer forma, é fundamental ressaltar que para relações sexuais sem camisinha em que vai haver a ejaculação na boca, é indispensável que se tenha o mínimo de intimidade e conhecimento prévio sobre a pessoa, sempre sabendo que o risco existe. 

– É possível engravidar engolindo sêmen: MITO

Mesmo que existam muitos espermatozoides na composição do sêmen, quando engolido, ele segue para o sistema digestivo, e não reprodutivo. Lá, eles morrem. Para que haja fecundação é necessário que o esperma entre em contato direto com os ovários e útero.

– É possível alterar o gosto do sêmen: VERDADE

 Alguns alimentos, quando ingeridos em grande quantidade e antes da relação sexual, podem sim causar alteração no sabor: algumas frutas, como o abacaxi, além do álcool, cigarro, alho, frituras e tudo o que tem um sabor intenso, picante ou amargo, podem afetar as características dos fluidos negativamente. Melhor evitá-los antes da relação sexual. Mas é válido lembrar que a mudança é pequena, ou seja, sêmen sempre terá gosto e cheiro de sêmen.

– O sêmen é sujo: MITO

O sêmen não tem sujeira alguma, a não ser em casos de infecções, como a prostatite ou uretrite. Quando a situação é essa, há sintomas, como dor ao ejacular, mudança na coloração, sangue no sêmen, cheiro mais forte. Este ejacado obviamente não é recomendável que se engula, ou mesmo que se coloque na boca.

– Engolir sêmen faz mal à saúde: MITO

A não ser que o homem que ejacula esteja com alguma infecção, a ingestão de sêmen não faz mal à saúde, mas também não promove nenhum benefício. 

 

Infecção urinária na gravidez

Toda gestante torna-se mais sujeita a alguns problemas de saúde extras em decorrência das modificações que ocorrem em seu corpo, demandando maiores cuidados. Uma das doenças mais comuns no período é a infecção urinária(ou cistite)afetando cerca de 10% das grávida e provocando partos prematuros ou abortos espontâneos nos casos mais graves.

Uma das principais alterações no organismo feminino ocorre pela pressão do útero aumentado sobre a bexiga da paciente. Dificuldade em esvaziar toda a bexiga pode levar a cistite muitos casos são assintomáticos, ou seja, sem sinais da doença, com diagnóstico apenas por exame de urina. por esse motivo recomendamos coleta de urina a cada 3 meses na gestação. Lembrando que a origem do problema pode ser anterior à gestação. Pacientes com histórico prévio de infecção urinária devem fazer monitoramento mAis frequente durante o pré-natal

A partir do diagnóstico tratamos com antibióticos que não tenham interferência na gestação (alguns são proibidos nessa fase). A suplementação com vitamina C ainda não foi comprovado como benéfica, mas não traz mal ao paciente desde que abaixo de 1g por dia. 

Manter o pré-natal em dia, realizando ao menos três exames de urina durante a gravidez; ficar atenta a eventuais dores ou ardência ao urinar; ir ao banheiro com maior frequência (Pelo menos a cada 3 horas), evitando retenções prolongadas; e ingerir líquidos com vitamina C (sucos de frutas como laranja, limão e acerola) são algumas medidas preventivas. Cuide bem do seu corpo e procure ajuda médica se tiver qualquer um dos sintomas citados. A sua saúde e o seu bebê agradecem.  

Câncer uretral

O câncer da uretra (canal que leva a urina da bexiga para o meio externo) é raro e afeta principalmente pacientes a partir dos 50 anos de idade, sendo 4x mais frequente nas mulheres.

O exame para o diagnóstico é a uretrocistocopia (endoscopia da parte baixa do trato urinário) com biópsia. Quando a doença é detectada, outros exames complementares são necessários para saber a extensão do tumor: de sangue, de imagem (tomografia computadorizada ou ressonância magnética) da pelve e radiografia do tórax.

Nos homens, o tumor pode ser palpável e percebido a partir de obstruções e ardência ao urinar. Outros sintomas são representados por secreções e sangramentos que partem da uretra, além de dores e da presença de sangue na urina.

Tumores na uretra podem se estender para períneo, pele do escroto, diafragma urogenital e próstata, além do próprio pênis.

Já no caso das mulheres, o período pós-menopausa, entre os 50 e os 60 anos de idade, é o de maior incidência. Inflamações crônicas, Doenças Sexualmente Transmissíveis (principalmente o HPV), além de pólipos e infecções urinárias, são alguns dos possíveis fatores associados. O câncer uretral feminino também pode gerar tumores palpáveis e tem sintomas similares aos dos homens, acrescentando-se dores no ato sexual.

O tratamento da doença é predominantemente cirúrgico, havendo apenas a diferença de abordagem de acordo com o tipo de lesão: quando superficial e pouco agressiva, pode ser retirada por meio de ressecção local. No entanto, quando o tumor apresenta grande volume e mais invasiva, torna-se necessária a realização de uma cirurgia mais ampla. Nos casos de metástase, o tratamento é a  quimioterapia. 

Previna-se contra as DSTs

Mesmo com algumas delas sendo curáveis, as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) permanecem como uma das principais ameaças à saúde e ao bem-estar de homens e mulheres. Entre as mais conhecidas estão a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS, causada pelo vírus HIV), a sífilis, a gonorreia e o papiloma vírus humano (HPV), responsável pelo câncer de colo de útero. Elas podem ser contraídas por sexo oral, anal e vaginal desprotegidos. 

De sinais discretos nos órgãos genitais a consequências mais graves, os sintomas das DSTs são bastante variados: dores ao urinar, secreções pela uretra, úlceras ou feridas genitais ou verrugas. De acordo com os sintomas normalmente detecta-se o a doença especifica.

Estima-se que a cada ano são diagnosticados em todo mundo cerca de 340 milhões de novos casos de DSTs curáveis, como sífilis e gonorreia. Fazer exames regularmente é recomendável a todos que mantêm vida sexual ativa e que tenham algum comportamento de risco, como o não uso de preservativo ou a manutenção de mais de um parceiro.

Recomendam-se vacinas para evitar o contágio de algumas das DSTs, como o HPV e a hepatite B. Entretanto, a melhor prevenção, por meio do uso de preservativos (masculinos ou femininos) ainda é o melhor remédio. A eficácia é ainda maior na prevenção das doenças transmitidas por fluidos corporais, a exemplo da AIDS.

Sempre mantenha um diálogo transparente com seu parceiro(a) e, se perceber qualquer sintoma, não deixe de procurar ajuda médica para as devidas orientações e tratamentos. Lembre-se, o maior aliado da sua saúde é você!

O que são rins policísticos?

A doença renal policística (conhecida pela sigla em inglês PKD, de Polycistic Kidney Disease) afeta homens e mulheres e normalmente está associada a fatores genéticos. A principal característica é a formação de várias dilatações (semelhantes a bolhas ou cistos) nos néfrons, as unidades funcionais do rim encarregadas de filtrar o sangue e eliminar a urina. Em cada um dos rins, existem de 600 mil a 800 mil néfrons.

 A presença nos rins de poucos cistos simples e isolados, após os 50 anos de idade, é considerada normal. No entanto, a presença de grandes quantidades pode ser um problema. De progressão lenta, a doença pode levar décadas para se manifestar. Na maioria dos casos (85%), a causa é uma mutação genética (gene PKD1). Nos demais, o gene afetado é o PKD2. Casos mais agressivos podem ocorrer quando o PKD1 é impactado, pois nessa situação os cistos surgem e crescem mais rapidamente. A consequência mais grave é a perda progressiva das funções dos rins e a destruição do tecido que os reveste, levando à insuficiência renal crônica.

Sintomas como dores lombares, náuseas, presença de sangue na urina e ocorrência de infecções urinárias podem ser indicativos da doença, cujo diagnóstico pode ser confirmado por exames de imagem )ultrassom, ressonância magnética e tomografia computadorizada).

Atualmente, a abordagem médica busca aliviar os sintomas e realizar um controle de complicações. Ainda não há um tratamento específico. As pesquisas visam o desenvolvimento de drogas capazes de inibir a evolução dos cistos renais. Aqueles com casos mais graves são encaminhados para a hemodiálise enquanto aguardam a possibilidade de transplante de rim.

Vale destacar algumas recomendações a quem apresenta possíveis sintomas da doença renal policística: devido à questão genética, parentes de primeiro grau com mais de 18 anos devem ser avaliados; manter a pressão arterial em níveis normais; beber muito líquido, evitar ingestão excessiva de cafeína e não fumar.  

Higiene íntima masculina

Manter hábitos regulares de higiene corporal é importante não apenas por fatores sociais. As relações íntimas são diretamente impactadas, afinal a limpeza evita riscos de irritações ou inflamações nos genitais, causadas por coceiras ou, nos casos mais graves, infecções por fungos como a candidíase.

Para os homens, lavar as mãos antes e após usar o banheiro é uma medida simples e eficaz para evitar problemas no pênis. Realizar limpeza prévia é importante, pois impede que bactérias e fungos contaminem a mucosa e a pele da região genital. 

O uso do papel higiênico também é fundamental, pois evita odores fortes da roupa íntima suja, o que não é o único problema. Os restos de urina, em contato direto com o pênis, favorecem surgimento de inflamações e infecções fúngicas. Sendo rica em amônia, a urina funciona como um “meio de cultura” para germes.

Durante o banho, o homem deve fazer a limpeza total do pênis, puxando totalmente todo o prepúcio para fazer a higiene da glande (a cabeça) com água e sabonete. Isso elimina a gordura acumulada (chamada de “esmegma”, uma secreção branca) na mucosa e na pele.

Após o ato sexual é recomendável fazer uma limpeza do pênis para eliminar restos de sêmen, resíduos de lubrificante do preservativo ou secreções da parceira(o). Dessa forma, todos os possíveis meios de cultura de bactérias e fungos são removidos.

As cuecas que mais favorecem a saúde masculina são as de algodão, do tipo “samba-canção” ou boxer, que não apertam a região genital e proporcionam conforto. O pênis, os testículos e os espermatozoides são preservados sob uma temperatura adequada e com uma boa circulação de ar. Trocá-las diariamente e mantê-las sempre limpas também é fundamental para manter a higiene íntima. A sua saúde agradece!