Jornal de Uberaba: Vai para a praia? Urologista indica 4 principais cuidados que evitam a infecção urinária no verão

O verão é um período em que as pessoas associam calor, férias, dias de sol, praia. Mas nem tudo são flores; a diversão pode ser prejudicada já que há um aumento dos casos de infecção urinária, comumente observados nesta época.

Na estação, crescem as chances de infecção de urina em razão da
presença anormal de bactérias nas regiões do trato urinário.

A doença é muito mais comum no sexo feminino, com até 90% dos casos.
“Isso se deve, principalmente, ao fato da uretra feminina ser mais curta
(cerca de 5 cm) em relação a do homem e também por ser muito próxima
ao ânus – moradia das principais bactérias urinárias” afirma o
urologista e Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU),
Dr. Danilo Galante.

Para aproveitar o que o verão oferece de melhor, o especialista listou
4 principais cuidados que, ao serem adotados, livram qualquer um de
sofrer com este desconforto!

Cuidado com a desidratação

O calor também aumenta a desidratação (principal razão para o
aumento dos casos de infecção e a ingestão insuficiente de
líquidos). Galante recomenda consumir pelo menos dois litros de água
por dia.

Biquíni molhado

A exposição à umidade, com uso de roupas de banho molhadas durante o
dia todo _favorece a infecção por fungos como a candidíase; que
acomete homens e mulheres. Este tipo de infecção facilita o processo
de infecção urinária por bactérias (ambas acontecem com frequência
de forma associada). Galante recomenda _secar-se bem após sair da água
e trocar o biquíni molhado por uma peça de roupa seca, além de evitar
o uso de lingeries com tecidos sintéticos, bem como roupas justas
demais, que dificultam a ventilação da região genital.

Alimentação desregrada

A adoção de uma dieta desequilibrada por conta das festas de fim de
ano e do período de férias pode ocasionar uma queda da resistência,
desequilibrando o organismo e baixando sua proteção, o que favorece a
infeção urinária. O especialista aconselha uma alimentação
saudável, evitando o consumo em excesso de bebidas alcoólicas.

Não prender o xixi

Galante finaliza prescrevendo urinar logo após relações sexuais e
não ‘prender’ a urina quando surgir a vontade de ir ao banheiro.

Dr. Danilo Galante – Formado em medicina pela Universidade Federal de
São Paulo (UNIFESP) com especialização em Urologia pela UNESP.
Pós-graduado em Cirurgia Robótica pelo Hospital Oswaldo Cruz – SP.
Doutorado em urologia pela USP, além de Fellow Observer of Johns
Hopkins School of Medicine Brady Urological Institute Laparoscopic and
Robotic Urologic Surgery. Membro Titular da Sociedade Brasileira de
Urologia e Instrutor do ATLS (Advanced Trauma Life Support), atua em
áreas diversificadas como Cálculos Urinários; Infertilidade
(incluindo Reversão de Vasectomia), Disfunção Sexual e Cirurgia
Robótica.

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Metrópoles: Não curte vibrador? Entenda o papel dos sex toys no movimento sex-positive

Apesar dos muitos benefícios dos sex toys, especialista explica por que está tudo bem não ser adepto aos brinquedos sexuais

Nos últimos anos, com a liberdade sexual e o movimento sex-positive em alta, tem sido cada vez maior o incentivo do autoconhecimento por meio da masturbação e do uso de sex toys, como os vibradores.

Contudo, em meio a uma ebulição de artigos e celebridades militando em favor dos brinquedos sexuais, pode surgir a dúvida: “será que só eu não gosto de acessórios de sex shop?”.

De acordo com o urologista e sexólogo Danilo Galante, ainda que o movimento de incentivo ao uso de sex toys não possa ser visto como uma forma de pressão, as pessoas devem ter em mente que os brinquedos são apenas mais uma opção para descobrir o prazer. “No fundo, em matéria de sexo, cada um deve fazer o que se sente bem, mais à vontade e confortável em fazer”, explica

Ainda segundo o especialista, não há problema algum em não gostar de sex toys, uma vez que eles estão no mercado como um complemento, não como algo obrigatório.

Tem muita gente que não gosta e não se sente bem usando. Na verdade, a maioria das pessoas que gostam de se masturbar não usam sex toys. Caso a pessoa queira testar e ver como se sai com eles, ótimo. Mas quem prefere se tocar e se conhecer sem eles, ótimo também”, diz.

Não há regras

Assim como em todas as outras áreas, na sexualidade, a sociedade tende a querer impor regras. Porém, o prazer sexual é subjetivo e, de acordo com Danilo, não existem critérios quanto às formas de sentir prazer.

O especialista reforça a importância dos sex toys como uma forma de apimentar a vida sexual – seja ela solo ou em um relacionamento -, mas lembra que eles não devem ser vistos como a única forma de obter prazer. No mais, Não há uma maneira única de se satisfazer.

A pessoa tem que fazer o que se sente melhor e conseguir, de uma certa forma, chegar no prazer máximo dela com o mínimo de conforto e se sentindo bem pra isso. Se tudo isso acontecer, está ótimo”, finaliza.

 

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TV Gazeta – Incontinência urinária: Fatores de riscos e tratamentos

Incontinência Urinária ou perda de urina de forma involuntária, foi o tema da entrevista do último dia 17 que dei no programa Você Bonita da Tv Gazeta. Esse é um problema que pelo menos 1/3 da população pode vir a ter e pode dar tanto em homens quanto em mulheres e muda drasticamente a qualidade de vida dos acometidos. Veja mais sobre o assunto na entrevista completa abaixo!

Incontinência urinária fatores de risco e tratamentos Você Bonita 17 12 20
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Diário Online: Vai fundo que dá! Entenda os motivos do gosto pela penetração profunda

Ainda que repertório sexual seja uma coisa relativa, que varia de cada pessoa, não é difícil notar uma preferência de muitas pessoas pela penetração profunda na transa – ainda que seja no calor do momento.

De acordo com o urologista e sexólogo Dr. Danilo Galante, um dos motivos de muitas pessoas serem tão adeptas da penetração profunda é a sensação de proximidade que ela traz, além do próprio prazer proporcionado.

“Na penetração profunda as pessoas ficam mais grudadas. Sem contar que podem ter mais prazer, porque o órgão genital tem sensibilidade por área de contato. Logo, quanto mais dentro o órgão estiver, maior pode ser o prazer para as duas partes”, explica.

Por outro lado, há quem sinta incômodo durante uma penetração mais profunda – principalmente entre as mulheres. O médico aponta que isso acontece pelo contato com o colo do útero, que pode machucar.

Jornal Opção: Homens descuidaram da saúde durante pandemia, aponta pesquisa

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) fez um levantamento para medir o impacto da pandemia na saúde e como atingiu a especialidade. Os dados mostraram que 88% dos participantes se sentiram afetados. No contingente masculino, 75% tinham mais de 40 anos e, desse grupo, 55% deixaram de ir ao médico ou abandonaram o tratamento nesse período.

Foi informado também que 38% dos entrevistados foi pelo menos uma vez ao urologista, 27% ainda não tinham se consultado e 3% alegavam que nunca procurariam um especialista. 

Cerca de 500 pessoas de 22 estados responderam a pesquisa on-line, onde 77% eram homens e 23%, mulheres.

“Esses números são preocupantes. Sabemos que até 90% dos pacientes com câncer de próstata em estágio inicial podem ser curados e quase nenhum deles quando diagnosticados com metástases”, disse o urologista e Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Dr. Danilo Galante. 

Os especialistas ressaltaram que a prevenção do câncer de próstata deve ocorrer durante o ano inteiro, mesmo em meio uma crise sanitária como a que o mundo está passando.  

A estimativa para 2020 é de cerca de 66 mil novos casos, com 15.576 mortes relacionadas à doença. O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens no mundo. 

Cirurgia de fimose pode curar a ejaculação precoce?

A ejaculação é precoce quando ocorre logo após a penetração ou até mesmo antes, sem que o paciente tenha o devido controle sobre esse evento. Os homens que sofrem com o problema vão menos preparados para uma relação sexual e acabam ejaculando antes do momento adequado. A ansiedade é sempre associada ao problema.

Uma das causas da ejaculação precoce (EP) é a sensibilidade aumentada no pênis. Como o prepúcio (pele que recobre a cabeça do pênis) tem alta sensibilidade, existe uma teoria de que a remoção dessa pele através de uma cirurgia (circuncisão) poderia tratar a EP, já que diminuiria a sensibilidade da glande.

Sendo assim, não podemos considerar a cirurgia de fimose ou circuncisão como um tratamento para a EP. Mas, se você sofre com o problema, não se preocupe. Procure um urologista para saber como lidar com a situação e ter orientações comportamentais especificamente voltadas para relações sexuais. Lembre-se também de nunca ir para uma relação sem uma “estratégia”. Caso contrário, a tendência é que a ejaculação ocorra antes da hora.

Atualmente, existem medicações para tratar o problema, pertencentes a uma classe dos antidepressivos que diminuem a libido do paciente, ou seja, a vontade de transar, postergando assim o momento da ejaculação.

Amazonas Notícias: Incontinência urinária: Estudo epidemiológico recente revela que 45% das mulheres e 15% dos homens apresentam a condição no Brasil

Para averiguar a prevalência do problema no Brasil, um estudo epidemiológico recente investigou mais de 5 mil pessoas com idade acima de 40 anos, residentes em cinco grandes capitais, e revelou que 45% das mulheres e 15% dos homens apresentam incontinência urinária (mesma taxa encontrada em outros países). Estima-se que, acima dos 70 anos, o risco de apresentar a condição seja de quatro a cinco vezes maior do que entre os 20 e 40 anos.

A incontinência urinária pode ter sérias repercussões no dia a dia. Estudos apontam que pessoas com a condição enfrentam maiores níveis de ansiedade e depressão, sofrem com redução da produtividade no trabalho, encaram isolamento e reclusão ou afastamento de seus parceiros. Além da perda involuntária de urina em si, outro fator que pode levar a constrangimentos é o uso de fraldas e absorventes.

Para entender melhor sobre o assunto o urologista e Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) Dr. Danilo Galante responde as principais dúvidas que cercam a condição tão comum entre os brasileiros.

Existem tipos de incontinência urinária?

Sim. Existem três tipos de incontinência: de esforço: (mediante movimentos físicos que aumentem a pressão sobre o abdômen, como tosse, espirro, falar, andar, esforço físico, mesmo que leve); de urgência também chamada de “síndrome da bexiga hiperativa” cujo principal sintoma é a urgência miccional (súbito desejo de urinar) em razão de contrações involuntárias da bexiga associadas, principalmente, a alterações neurológicas do paciente; e por fim, a mista: que combina os dois diferentes tipos.

Como fazer o diagnóstico preciso de incontinência?

O tratamento dos dois tipos de incontinência é diferente. Portanto um tratamento correto ocorre após um diagnóstico correto. Uma boa conversa com o paciente sobre suas queixas e em que momento ele perde urina aliados a um exame físico completo normalmente respondem a essa dúvida. Também é comum perdir exames de urina, de sangue e eventualmente um exame mais específico que é o Estudo Urodinâmico.

Quais os fatores de risco para incontinência urinária?

Alguns fatores de risco são comuns a homens e mulheres, como o avançar da idade, diabetes, obesidade, doenças neurológicas e fatores hereditários. Entre as mulheres, que são as mais atingidas, podem contribuir questões como ter tido muitos filhos, queda de hormônios na menopausa e antecedente de cirurgias ginecológicas. Entre os homens, histórico de cirurgia de próstata para tratamento de um câncer é o principal fator envolvido. Mas devemos lembrar que, ocasionalmente, o problema tem a ver com infecções, pedras na bexiga e tumores.

Existe cura para a condição? Quais são os tratamentos?

O problema tem cura na maioria dos casos e, em situações mais complexas, existem tratamentos eficazes, seguros e que mantêm (ou devolvem) a qualidade de vida do paciente. O tratamento inclui mudanças comportamentais e de estilo de vida, como evitar o excesso de líquidos, realizar micções periódicas e controlar a obstipação e outros problemas clínicos, como diabetes e obesidade. Também pode envolver sessões de fisioterapia para o assoalho pélvico e a bexiga e o uso de diferentes medicamentos.

Existe cirurgia para a condição?

Em casos mais complexos ou que não têm boa resposta ao tratamento prévio, há a possibilidade de se optar por procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos como a a colocação de slings – as tais “faixas” colocadas em baixo da uretra para dar uma sustentação a ela e consequente continência ao paciente. Há também a opção do implante de um marcapasso na bexiga que, por meio de estimulação elétrica do nervo sacral, ajuda a normalizar a comunicação entre a bexiga e o cérebro, reduzindo os episódios de incontinência e proporcionando bem-estar e autonomia aos pacientes.

É possível prevenir a IU?

Sim, a partir de exercícios de fortalecimento para a musculatura do assoalho pélvico que consistem em contrair os músculos do assoalho pélvico por 20 segundos e depois relaxá-los por 10 segundos. Esses exercícios devem ser repetidos 10 vezes em cada sessão com 3 sessões por dia. Além disso, é recomendável perder 5% ou mais do peso; o que já vai ajudar muitos pacientes obesos a melhorar sua incontinência urinária.

Link original da matéria: https://amazonasnoticias.com.br/incontinencia-urinaria-estudo-epidemiologico-recente-revela-que-45-das-mulheres-e-15-dos-homens-apresentam-a-condicao-no-brasil/ 

Jovem Pan: Projeto de Lei propõe reduzir idade mínima para laqueadura e vasectomia

Aos 34 anos, o Rodrigo Sumi concretizou recentemente uma vontade antiga: fazer uma vasectomia. Apesar de ser jovem, o servidor público nunca pensou em ter filhos. Já recuperado da cirurgia, ele conta que a sensação é de tranquilidade. “Quando você decide ter uma criança você adquire novas responsabilidades, um compromisso também. Não basta você gerar só por gerar. Você tem que dar o seu melhor e pensando nesse sentido, e levando isso em consideração, eu optei por fazer a cirurgia e não ter filhos.” O médico Danilo Galante, sexólogo e membro da Sociedade Brasileira de Urologia, foi quem realizou a cirurgia do Rodrigo. Apesar de ser um dos procedimentos mais realizados do mundo, o médio ressalta que ainda há muitos tabus e preconceitos a respeito da vasectomia. “A maioria dos homens têm dúvidas em relação a complicações, esse é o principal tabu. Se tem alguma dificuldade de ereção, de tem algum tipo de perda de sensibilidade ou se esses homens vão parar de ejacular ou parar de ter orgasmos. A maioria dos pacientes desconhece que a vasectomia é um procedimento simples, rápido e com poucas complicações”, conta.

Câmara analisa flexibilização de vasectomia e laqueadura
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Atualmente, está em análise um Projeto de Lei (PL) na Câmara dos Deputados que pretende flexibilizar as regras para laqueadura e vasectomia. A proposta, apresentada pelo deputado Denis Bezerra (PSB), reduz de 25 para 20 anos a idade mínima para que homens e mulheres optem pela esterilização voluntária. Segundo o deputado, o texto também acaba com a exigência atual de que um interessado tenha pelo menos 2 filhos vivos para tomar a decisão, caso não tenha a idade mínima. “Entendemos que a autonomia de decidir sobre o corpo deve ser preservada a todo custo, sem interferências externas. Seja do parceiro ou do Estado.”

O médico Danilo Galante discorda das mudanças. Para ele, a alteração na idade mínima para realizar os procedimentos é desnecessária. “Com certeza vai aumentar o número de pacientes que vão se arrepender e vai aumentar a reversão de vasectomia no futuro. Acho de 25 anos é uma idade razoável porque a maioria dos homens já pensou no assunto de ser pai ou não. Muitos desses homens já são casados, já têm filhos. Ou considero 20 anos muito cedo”, avalia. Segundo dados do Sistema Único de Saúde, o número de vasectomias cresceu mais de 40,5%, partindo de 26 mil procedimentos realizados em 2009 para mais de 36 mil quase dez anos depois, em 2018. No ano passado, foram registradas mais de 49 mil cirurgias.

*Com informações da repórter Letícia Santini

Portal Metrópoles: Você é padrão ou XL? Saiba os riscos de usar o tamanho errado de camisinha

Escolher a camisinha ideal para o próprio pênis pode parecer uma tarefa fácil, mas, ao que tudo indica, não é bem assim. Pelo menos não no início da vida sexual.

É o que garante o urologista e sexólogo Danilo Galante. “Normalmente os homens não sabem qual é o tamanho ideal do preservativo, mas eventualmente acabam acertando pelo método de tentativa e erro”, explica.

Método esse, afirma o especialista, acaba por ser a forma mais eficaz de descobrir o tamanho certo de preservativo para cada pênis.

Como se sabe, camisinhas não são como calças, que têm infinitas opções de tamanhos para todas as variações de membros. No Brasil, a média do tamanho do pênis dos homens é algo em torno de 14,5cm, e as camisinhas tradicionais do mercado contemplam vários centímetros para mais e menos.

Nas camisinhas extra grandes disponíveis, ainda que mude também o comprimento, o que realmente faz diferença é a circunferência. Enquanto camisinhas médias têm cerca de 53mm de largura, as chamadas XL costumam ter 56mm.

Apertou, afrouxou

Se no tamanho pode não fazer tanta diferença usar uma camisinha maior, já que existe a bainha para ficar dobrada na base do pênis, no diâmetro faz muita.

Danilo alerta para os riscos de usar uma camisinha extra grande sem ter um pênis com tamanho suficiente para isso. “O principal risco é perder a camisinha lá dentro, já que vai ficar frouxa, sem contar o incômodo”, diz.

Na situação contrária, que é usar uma camisinha menor do que a que o pênis necessita, o risco é o preservativo romper. “Também pode causar uma sensação de aperto muito forte na base do pênis. Não traz complicações, mas incomoda durante a relação”, finaliza.

Confira a matéria original em https://www.metropoles.com/colunas-blogs/pouca-vergonha/voce-e-padrao-ou-xl-saiba-os-riscos-de-usar-o-tamanho-errado-de-camisinha 

PORTAL GQ: Vasectomia: especialista diz 8 mitos e verdades sobre a cirurgia

vasectomia é o procedimento de esterilização para homens, normalmente feito no próprio consultório médico, e que tem se popularizado no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde, o país apresentou uma alta na procura por essa cirurgia, quando comparamos os anos de 2011 e 2017. O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou um crescimento de 20% no número de vasectomias, indo dos 30,6 mil em 2011 para os 36,7 mil em 2017.

Vasectomia: especialista diz 8 mitos e verdades sobre a cirurgia (Foto: Getty Images)

Vasectomia: especialista diz 8 mitos e verdades sobre a cirurgia (Foto: Getty Images)

Apesar do número crescente, muitos homens ainda têm medo de se submeter ao procedimento, principalmente devido a diversos mitos disseminados sobre o assunto. Entre as dúvidas mais comuns: “Será que a vasectomia causa impotência sexual? Causa dor crônica? Causa perda de sensibilidade peniana?”.

Para esclarecer as dúvidas, o urologista e sexólogo Danilo Galante desmembrou os principais mitos. Confira abaixo:

A cirurgia causa impotência sexual?
MITO! No procedimento, apenas os ductos deferentes são cortados, impedindo a passagem dos espermatozoides. Isso não interfere nos nervos responsáveis pela ereção, não tendo como afetá-la.

Perda de sensibilidade no pênis ou testículos?
MITO! Na cirurgia, os nervos da pele não sofrem qualquer tipo de intervenção. As complicações possíveis são sangramentos / hematomas, dor crônica e infecção, correspondendo a menos de 5% do total de pacientes operados.

Todos os pacientes têm dor crônica após serem operados?
MITO! A dor crônica pode permanecer por até três meses, mas acomete menos de 3% dos pacientes.

MITO! Estima-se uma diminuição aproximada de 60% no volume ejaculado. O sêmen adquire aspecto menos espesso e transparente. Portanto, a ejaculação ocorre, com volume e aspectos diferentes.

O orgasmo pode ser perdido?
MITO! O paciente que faz a vasectomia mantém todas as sensações de prazer, incluindo o orgasmo. Somente o volume da ejaculação é alterado.

É um procedimento rápido?
VERDADE! Os dois lados do escroto são operados e o tempo estimado para a realização da cirurgia é inferior a uma hora.

O paciente tem uma breve recuperação?
VERDADE! Já no dia seguinte, é possível retornar ao trabalho e às demais atividades cotidianas.

A cirurgia tem alternativas quanto ao local de realização?
VERDADE! O procedimento pode ser feito no hospital ou no próprio consultório médico, caso seja equipada para isso.

Confira a matéria no link original: https://gq.globo.com/Corpo/noticia/2020/10/vasectomia-especialista-diz-8-mitos-e-verdades-sobre-cirurgia.html