Já ouviu falar em “blue balls”?

Existe uma situação conhecida por muitos homens que ocorre quando há muita excitação, sem ejaculação correspondente. Ao ficar extremamente excitado, ocorre uma hipertensão do epidídimo, parte superior do testículo, que pode deixar os testículos “azuis”, daí a expressão “blue balls“.

O que ocorre normalmente: o estímulo ou excitação sexual fazem com que o cérebro, os nervos, o coração, os vasos sanguíneos e os hormônios trabalhem juntos a fim de aumentar rapidamente a quantidade de sangue fluindo para dentro do pênis. O sangue fica preso dentro das duas câmaras esponjosas (corpos cavernosos) localizadas no corpo do órgão. Ao se encherem de sangue, o órgão adquire rigidez e aumento em extensão e diâmetro. Durante a excitação prolongada que não se segue de ejaculação, pode haver uma congestão sanguínea na região dos testículos, levando a um acúmulo de sangue e deixando-os levemente azulados.

hipertensão do epidídimo também pode vir acompanhada de dor na região genital. Há homens que descrevem outros sintomas, como dores de cabeça, dores musculares e mau humor e, em casos mais graves, relatos de dores de estômago.

Normalmente, a ejaculação é capaz de aliviar o quadro de dor, porém alguns casos podem necessitar de ajuda médica com analgésicos. 

Engolir o sêmen ou não? Conheça alguns mitos e verdades sobre o assunto

O sêmen é uma secreção de cor branca amarelada produzida pelos homens para transportar espermatozoides até o óvulo feminino. Cerca de 15% do ejaculado é de espermatozoides, o restante é formado por enzimas, ácido cítrico e líquidos produzidos pela próstata e vesículas seminais. Vamos comentar alguns mitos e verdades sobre engolir o sêmen:

 –  É possível pegar doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) através do sêmen: VERDADE

Se o homem que ejacular for portador do vírus do HIV ou ureterite como gonorreia ou Clamídia, o parceiro ou parceira pode ser contaminado através do contato da secreção com a mucosa da boca. No caso de outras infecções, a chance de transmissão é pequena, pois o sêmen vai para o estômago. De qualquer forma, é fundamental ressaltar que para relações sexuais sem camisinha em que vai haver a ejaculação na boca, é indispensável que se tenha o mínimo de intimidade e conhecimento prévio sobre a pessoa, sempre sabendo que o risco existe. 

– É possível engravidar engolindo sêmen: MITO

Mesmo que existam muitos espermatozoides na composição do sêmen, quando engolido, ele segue para o sistema digestivo, e não reprodutivo. Lá, eles morrem. Para que haja fecundação é necessário que o esperma entre em contato direto com os ovários e útero.

– É possível alterar o gosto do sêmen: VERDADE

 Alguns alimentos, quando ingeridos em grande quantidade e antes da relação sexual, podem sim causar alteração no sabor: algumas frutas, como o abacaxi, além do álcool, cigarro, alho, frituras e tudo o que tem um sabor intenso, picante ou amargo, podem afetar as características dos fluidos negativamente. Melhor evitá-los antes da relação sexual. Mas é válido lembrar que a mudança é pequena, ou seja, sêmen sempre terá gosto e cheiro de sêmen.

– O sêmen é sujo: MITO

O sêmen não tem sujeira alguma, a não ser em casos de infecções, como a prostatite ou uretrite. Quando a situação é essa, há sintomas, como dor ao ejacular, mudança na coloração, sangue no sêmen, cheiro mais forte. Este ejacado obviamente não é recomendável que se engula, ou mesmo que se coloque na boca.

– Engolir sêmen faz mal à saúde: MITO

A não ser que o homem que ejacula esteja com alguma infecção, a ingestão de sêmen não faz mal à saúde, mas também não promove nenhum benefício. 

 

Infecção urinária na gravidez

Toda gestante torna-se mais sujeita a alguns problemas de saúde extras em decorrência das modificações que ocorrem em seu corpo, demandando maiores cuidados. Uma das doenças mais comuns no período é a infecção urinária(ou cistite)afetando cerca de 10% das grávida e provocando partos prematuros ou abortos espontâneos nos casos mais graves.

Uma das principais alterações no organismo feminino ocorre pela pressão do útero aumentado sobre a bexiga da paciente. Dificuldade em esvaziar toda a bexiga pode levar a cistite muitos casos são assintomáticos, ou seja, sem sinais da doença, com diagnóstico apenas por exame de urina. por esse motivo recomendamos coleta de urina a cada 3 meses na gestação. Lembrando que a origem do problema pode ser anterior à gestação. Pacientes com histórico prévio de infecção urinária devem fazer monitoramento mAis frequente durante o pré-natal

A partir do diagnóstico tratamos com antibióticos que não tenham interferência na gestação (alguns são proibidos nessa fase). A suplementação com vitamina C ainda não foi comprovado como benéfica, mas não traz mal ao paciente desde que abaixo de 1g por dia. 

Manter o pré-natal em dia, realizando ao menos três exames de urina durante a gravidez; ficar atenta a eventuais dores ou ardência ao urinar; ir ao banheiro com maior frequência (Pelo menos a cada 3 horas), evitando retenções prolongadas; e ingerir líquidos com vitamina C (sucos de frutas como laranja, limão e acerola) são algumas medidas preventivas. Cuide bem do seu corpo e procure ajuda médica se tiver qualquer um dos sintomas citados. A sua saúde e o seu bebê agradecem.  

Câncer uretral

O câncer da uretra (canal que leva a urina da bexiga para o meio externo) é raro e afeta principalmente pacientes a partir dos 50 anos de idade, sendo 4x mais frequente nas mulheres.

O exame para o diagnóstico é a uretrocistocopia (endoscopia da parte baixa do trato urinário) com biópsia. Quando a doença é detectada, outros exames complementares são necessários para saber a extensão do tumor: de sangue, de imagem (tomografia computadorizada ou ressonância magnética) da pelve e radiografia do tórax.

Nos homens, o tumor pode ser palpável e percebido a partir de obstruções e ardência ao urinar. Outros sintomas são representados por secreções e sangramentos que partem da uretra, além de dores e da presença de sangue na urina.

Tumores na uretra podem se estender para períneo, pele do escroto, diafragma urogenital e próstata, além do próprio pênis.

Já no caso das mulheres, o período pós-menopausa, entre os 50 e os 60 anos de idade, é o de maior incidência. Inflamações crônicas, Doenças Sexualmente Transmissíveis (principalmente o HPV), além de pólipos e infecções urinárias, são alguns dos possíveis fatores associados. O câncer uretral feminino também pode gerar tumores palpáveis e tem sintomas similares aos dos homens, acrescentando-se dores no ato sexual.

O tratamento da doença é predominantemente cirúrgico, havendo apenas a diferença de abordagem de acordo com o tipo de lesão: quando superficial e pouco agressiva, pode ser retirada por meio de ressecção local. No entanto, quando o tumor apresenta grande volume e mais invasiva, torna-se necessária a realização de uma cirurgia mais ampla. Nos casos de metástase, o tratamento é a  quimioterapia. 

Previna-se contra as DSTs

Mesmo com algumas delas sendo curáveis, as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) permanecem como uma das principais ameaças à saúde e ao bem-estar de homens e mulheres. Entre as mais conhecidas estão a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS, causada pelo vírus HIV), a sífilis, a gonorreia e o papiloma vírus humano (HPV), responsável pelo câncer de colo de útero. Elas podem ser contraídas por sexo oral, anal e vaginal desprotegidos. 

De sinais discretos nos órgãos genitais a consequências mais graves, os sintomas das DSTs são bastante variados: dores ao urinar, secreções pela uretra, úlceras ou feridas genitais ou verrugas. De acordo com os sintomas normalmente detecta-se o a doença especifica.

Estima-se que a cada ano são diagnosticados em todo mundo cerca de 340 milhões de novos casos de DSTs curáveis, como sífilis e gonorreia. Fazer exames regularmente é recomendável a todos que mantêm vida sexual ativa e que tenham algum comportamento de risco, como o não uso de preservativo ou a manutenção de mais de um parceiro.

Recomendam-se vacinas para evitar o contágio de algumas das DSTs, como o HPV e a hepatite B. Entretanto, a melhor prevenção, por meio do uso de preservativos (masculinos ou femininos) ainda é o melhor remédio. A eficácia é ainda maior na prevenção das doenças transmitidas por fluidos corporais, a exemplo da AIDS.

Sempre mantenha um diálogo transparente com seu parceiro(a) e, se perceber qualquer sintoma, não deixe de procurar ajuda médica para as devidas orientações e tratamentos. Lembre-se, o maior aliado da sua saúde é você!

O que são rins policísticos?

A doença renal policística (conhecida pela sigla em inglês PKD, de Polycistic Kidney Disease) afeta homens e mulheres e normalmente está associada a fatores genéticos. A principal característica é a formação de várias dilatações (semelhantes a bolhas ou cistos) nos néfrons, as unidades funcionais do rim encarregadas de filtrar o sangue e eliminar a urina. Em cada um dos rins, existem de 600 mil a 800 mil néfrons.

 A presença nos rins de poucos cistos simples e isolados, após os 50 anos de idade, é considerada normal. No entanto, a presença de grandes quantidades pode ser um problema. De progressão lenta, a doença pode levar décadas para se manifestar. Na maioria dos casos (85%), a causa é uma mutação genética (gene PKD1). Nos demais, o gene afetado é o PKD2. Casos mais agressivos podem ocorrer quando o PKD1 é impactado, pois nessa situação os cistos surgem e crescem mais rapidamente. A consequência mais grave é a perda progressiva das funções dos rins e a destruição do tecido que os reveste, levando à insuficiência renal crônica.

Sintomas como dores lombares, náuseas, presença de sangue na urina e ocorrência de infecções urinárias podem ser indicativos da doença, cujo diagnóstico pode ser confirmado por exames de imagem )ultrassom, ressonância magnética e tomografia computadorizada).

Atualmente, a abordagem médica busca aliviar os sintomas e realizar um controle de complicações. Ainda não há um tratamento específico. As pesquisas visam o desenvolvimento de drogas capazes de inibir a evolução dos cistos renais. Aqueles com casos mais graves são encaminhados para a hemodiálise enquanto aguardam a possibilidade de transplante de rim.

Vale destacar algumas recomendações a quem apresenta possíveis sintomas da doença renal policística: devido à questão genética, parentes de primeiro grau com mais de 18 anos devem ser avaliados; manter a pressão arterial em níveis normais; beber muito líquido, evitar ingestão excessiva de cafeína e não fumar.  

Higiene íntima masculina

Manter hábitos regulares de higiene corporal é importante não apenas por fatores sociais. As relações íntimas são diretamente impactadas, afinal a limpeza evita riscos de irritações ou inflamações nos genitais, causadas por coceiras ou, nos casos mais graves, infecções por fungos como a candidíase.

Para os homens, lavar as mãos antes e após usar o banheiro é uma medida simples e eficaz para evitar problemas no pênis. Realizar limpeza prévia é importante, pois impede que bactérias e fungos contaminem a mucosa e a pele da região genital. 

O uso do papel higiênico também é fundamental, pois evita odores fortes da roupa íntima suja, o que não é o único problema. Os restos de urina, em contato direto com o pênis, favorecem surgimento de inflamações e infecções fúngicas. Sendo rica em amônia, a urina funciona como um “meio de cultura” para germes.

Durante o banho, o homem deve fazer a limpeza total do pênis, puxando totalmente todo o prepúcio para fazer a higiene da glande (a cabeça) com água e sabonete. Isso elimina a gordura acumulada (chamada de “esmegma”, uma secreção branca) na mucosa e na pele.

Após o ato sexual é recomendável fazer uma limpeza do pênis para eliminar restos de sêmen, resíduos de lubrificante do preservativo ou secreções da parceira(o). Dessa forma, todos os possíveis meios de cultura de bactérias e fungos são removidos.

As cuecas que mais favorecem a saúde masculina são as de algodão, do tipo “samba-canção” ou boxer, que não apertam a região genital e proporcionam conforto. O pênis, os testículos e os espermatozoides são preservados sob uma temperatura adequada e com uma boa circulação de ar. Trocá-las diariamente e mantê-las sempre limpas também é fundamental para manter a higiene íntima. A sua saúde agradece!

Crianças também devem ir ao urologista?

A uropediatria é um ramo da urologia focado no atendimento a crianças. Em geral, a demanda do público infanto-juvenil por consultas e exames com o especialista no trato urinário é gerada por casos de fimose, testículo que não desceu a bolsa e infecção urinária. É importante ressaltar que, mesmo sendo o médico de referência para a saúde masculina, o urologista também atende a pacientes do sexo feminino.

Tanto meninos quanto meninas podem sofrer, desde cedo, com infecções urinárias, que pode ter como sintoma inicial apenas uma febre sem causa aparente. A doença é mais comum nos meninos devido ao prepúcio, a pele que reveste a ponta do pênis, normalmente mais fechado nos primeiros anos de vida, devendo-se abrir de forma espontânea. Contudo, se isso não ocorrer até os dois anos de idade, a ajuda médica pode se tornar necessária.

Outro motivo para correção, ainda no mesmo assunto, é a fimose, que consiste na dificuldade em expor a glande (cabeça do pênis). Além de uma má higienização, há ocorrência de inflamações e infecções de repetição, problema pode ser resolvido através de um procedimento cirúrgico. O terceiro maior motivo das consultas infantis ao urologistas são para correção do testiculo que nasceu fora do escroto. Sua correção, feita o quanto antes, diminui a chance de infertilidade futura desse menino. 

O cuidado com as meninas torna-se ainda mais necessário a partir de um ano de idade, quando a possibilidade de infecção urinária aumenta devido à proximidade da uretra ao ânus, o que facilita a migração de bactérias para a bexiga. Quando há queixas de dores, ardência ou dificuldade para urinar, é hora dos pais recorrerem ao urologista.

Para prevenção da infecção urinária em ambos os sexos, recomenda-se evitar o excesso de retenção da urina. A média ideal estimada de intervalo entre uma ida e outra ao banheiro gira em torno de três horas. Ingerir líquidos regularmente, em especial a água, e manter uma dieta equilibrada também são medidas importantes para garantir um bom funcionamento do trato urinário.

Quando o homem deve fazer um espermograma?

O exame que permite avaliar os espermatozoides produzidos pelo homem é o espermograma. Ele é indicado para medir a função reprodutiva masculinaEstima-se que 15 a 20% dos casais procurarão ajuda médica para engravidar. Em cerca de 30% dos casos, o problema é exclusivamente masculino, estando também presente em metade das situacoes de fatores mistos (masculino e feminino). Ressalte-se que a infertilidade exige uma abordagem criteriosa, envolvendo o casal. Todas as possíveis causas, como uso de medicações, cirurgias anteriores, doenças pré-existentes e histórico familiar devem ser consideradas.

O espermograma também é solicitado como exame de controle para cirurgias de vasectomia e reversão de vasectomia. Ele consiste na coleta, por meio de masturbação em laboratório, de uma amostra de sêmen. O material ejaculado é encaminhado para análises macroscópica (a olho nu) e microscópica. São avaliados critérios como viscosidade e cor. Já ao microscópio é possível registrar concentração de espermatozoides por ml, motilidade (rapidez) e sua morfologia (aspecto geral).

Os homens que irão se submeter ao espermograma não devem ter ejaculado em um período de dois a cinco dias antes do exame. O objetivo é evitar qualquer influência na quantidade total de espermatozoides que estarão presentes no sêmen.

Em alguns casos, podem ser necessários exames complementares, a exemplo da fragmentação do DNA espermático, que avalia com alta precisão a morfologia dos espermatozoides; ou um teste de carga viral, solicitado quando o paciente possui alguma doença causada por vírus.

Causas e sintomas dos cálculos na bexiga

Você certamente já ouviu falar de “pedras” nos rins e que estas causam muita dor, não é mesmo? Pois saiba que essas massas duras de minerais também podem acometer a bexiga, responsável pelo nosso armazenamento e esvaziamento de urina. Homens acima dos 70 anos, com problema na próstata, são os mais atingidos. Entretanto, mesmo os jovens precisam de atenção, quando há obstrução da saída da urina (por exemplo, por estreitamente da uretra, canal urinário do penis). A urina altamente concentrada em um paciente com alguma obstrução na uretra é a união perfeita para a formação do “cálculo vesical”. Os minerais que a compõem, notadamente o cálcio, são os mesmo das famosas pedras nos rins. No entanto, é possível acontecer uma “importação” dessas massas dos rins. Ou seja, o cálculo forma-se no rim, chega a bexiga e, não sendo expelido, começa a ganhar volume. Outras situações também podem levar a cálculos de bexiga: a “bexiga neurogênica”, por não esvaziamento completo da bexiga; a hiperplasia prostática benigna (HPB), que aumenta o tamanho da glândula e as inflamações no trato urinário.

São sintomas de um possível cálculo na bexiga: alta frequência de idas ao banheiro, dores ao urinar, desconforto no pênis, presença de sangue na urina ou coloração turva/escura ou ainda repetidas infecções urinárias.

Em caso de persistência desses sintomas, o paciente deve procurar um urologista. Os cálculos quando não retirados, podem causar retenção urinária aguda e até mesmo irritação crônica da bexiga, levando a tumores.