Junho: mês da conscientização da infertilidade

Junho é reconhecido como o mês Mundial da Conscientização da Infertilidade e tem o objetivo de alertar para essa causa. Um casal é considerado infértil quando, após um ano de relações sexuais frequentes, desprotegidas e bem distribuídas ao longo do ciclo menstrual, não ocorre gestação. Cerca de 1 em cada 5 casais têm problemas para engravidar e acabam precisando de ajuda especializada. Aproximadamente 1/3 dos casos acontecem por problemas exclusivamente masculinos ou femininos e 1/3 por contribuição dos dois.

A varicocele – dilatação que ocorre nas veias presentes dentro do escroto –

 é a causa mais comum (e tratável) de infertilidade masculina. Ocorre por veias dilatadas e tortuosas na região do escroto. Outros fatores também podem causar este problema, como a criptorquidia (quando não houve descida correta do testículo para o escroto), histórico de torção testicular, infecções do trato genital masculino, inflamação testicular e outros. Infelizmente, cerca de 25% das causas são desconhecidas, não possuindo tratamento específico.

Já nas mulheres, a idade – acima de 35 anos –  é o fator que mais afeta a fertilidade, seguida por outros como endometriose, síndrome do ovário policístico (SOP) e alterações tubárias.

Tanto no homem como na mulher, a obesidade pode comprometer a fertilidade. O excesso de peso pode desencadear desequilíbrios hormonais que afetam a produção de espermatozoides e também a ovulação.

Em casos de infertilidade, o casal deve buscar ajuda especializada para realizar exames em ambos a fim de descobrir a causa do problema. O tratamento varia exatamente de acordo com o motivo da infertilidade. Quando não existe uma causa definida ou há impossibilidade de correção, indica-se um dos métodos de fertilização assistida.

Em caso de dúvida, consulte sempre um especialista.

Alguns mitos e verdades sobre o pênis

O órgão sexual masculino é cercado por algumas crenças, até peculiares. Vou discutir algumas das mais comuns:

É possível “quebrar” ou fraturar o pênis?

O pênis não tem osso, mas pode ser fraturado. O termo, apesar de incorreto, já tornou-se muito conhecido e usado inclusive pelos urologistas. A fratura peniana é muito dolorida e ocorre quando há um trauma durante a ereção. Em praticamente todos os casos, acontece durante uma relação sexual. As posições mais propícias para esse tipo de problema são o sexo com a mulher por cima.

Pode ser necessária cirurgia para reparar os danos, e as complicações de longo prazo podem incluir cicatrizes, pênis torto, disfunção erétil ou até dificuldade para urinar.

 

Ter o pênis “torto” significa doença?

Não necessariamente. Ter uma pequena curvatura no órgão genital é comum, seja para a esquerda, direita, para cima ou para baixo. Se você não sente dores ou não tem problemas na penetração, não existe problema.

O grau de curva considerado comum é de até 25 graus. Inclusive, é incomum o homem ter o pênis 100% reto.

Caso seu pênis faça uma curva mais acentuada, existem duas hipóteses: uma má formação congênita (ao nascimento) ou por Doença de Peyronie. Esta última é provocada por trauma peniano e posterior crescimento de placas de fibrose duras em um lado do órgão. O pênis se curve anormalmente na direção da placa fibrótica, causando dores e dificultando a ereção e/ou penetração.

É necessário tratar apenas quando a tortuosidade causa dor, desconforto ou até impossibilidade de penetração. A dor muitas vezes é apenas da(o) parceira(o). O tratamento é sempre cirúrgico com: encurtamento do lado longo ou alongando o lado curto (removendo as estruturas duras que foram desenvolvidas internamente).

 

Existe relação entre os tamanhos dos pés e do pênis?

Não. Em um estudo de 2002 publicado no British Journal of Urology, pesquisadores concluíram que a ideia de que exista uma relação entre comprimento do pênis e tamanho de sapato (ou do pé) não tem base científica.

 

Os homens sentem menos prazer quando transam de camisinha?

Sim, mas depende da grossura da camisinha. Acamada de borracha pode reduzir a sensibilidade peniana dos homens, mas existem maneiras de deixar o sexo mais prazeroso, como usar a camisinha mais fina possível. Além disso, um lubrificante pode deixar o uso deste contraceptivo muito melhor.

 

Será que meu pênis é pequeno?

Embora haja diversas pesquisas diferentes, realizados em todo o mundo, é consenso junto à comunidade médica que o tamanho normal do comprimento do pênis ereto varie entre 9 cm e 13 cm. Quanto a circunferência, são valores normais entre 9 cm e 12 cm.

Assim, qualquer membro que tenha tamanho ereto inferior a 9 cm é considerado pequeno. Chamamos micro pênis se o órgão é menor que 7 cm, quando em ereção.

Então, se seu pênis se encaixa nos padrões obtidos em estudo, fique tranquilo: você faz parte da grande maioria da população e tem um membro normal.

 

Os testículos podem doer quando ocorre excitação sem ejaculação?

Sim! Ao ficar extremamente excitado, ocorre uma hipertensão doa vasos do epidídimo, parte superior do testículo, que pode deixar os testículos “azuis”, daí a expressão “blue balls”.

O que ocorre normalmente: o estímulo ou excitação sexual fazem com que o cérebro, os nervos, o coração, os vasos sanguíneos e os hormônios trabalhem juntos a fim de aumentar rapidamente a quantidade de sangue para dentro do pênis. O sangue fica preso dentro das duas câmaras (corpos cavernosos) localizadas no corpo do órgão. Ao se encherem de sangue, o órgão adquire rigidez e aumento em extensão e diâmetro. Quando a excitação prolongada não se segue de ejaculação, pode haver uma congestão sanguínea na região dos testículos, levando a um acúmulo de sangue e deixando-os levemente azulados.

A hipertensão do epidídimo também pode levar a dor genital. Há homens que descrevem outros sintomas: dores de cabeça, dores musculares e mau humor. 

Normalmente, a ejaculação é capaz de aliviar o quadro de dor, porém alguns casos podem necessitar de analgésicos.

Glande inflamada

Você já ouviu falar em “balanite”? A inflamação da mucosa presente na glande do pênis, associada ou não a uma infecção, é frequente em homens que têm fimose. Se apenas o prepúcio é acometido, é chamada de “postite”. Agora, se a glande também fica inflamada, recebe o nome de “balanopostite”.

A doença possui alguns fatores de risco, a exemplo do diabetes tipo 2 e da obesidade. Contudo, o mais importante destes é a falta de higienização da região genital. A formação e o acúmulo de esmegma, secreção branca formada pela descamação de células mortas da pele, é uma fonte de contaminações do prepúcio por microrganismos, como fungos e bactérias. O esmegma acumulado estreita o prepúcio e dificulta a limpeza adequada da glande, facilitando o surgimento de infecções com potencial para agravar o quadro.

A inflamação também pode ser provocada por ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), como a candidíase e a gonorreia, ou através do contato da pele com produtos que causam irritação ou alergias, a exemplo de tecidos ou substâncias presentes em sabonetes, cremes, pomadas e outros produtos.

Além da glande avermelhada, com um inchaço que leva ao estreitamento do canal urinário, a balanite pode apresentar outros sintomas, como dor, irritação, coceira, descamação da mucosa da glande e surgimento de uma secreção purulenta abaixo do prepúcio. O diagnóstico é obtido a partir de exames laboratoriais, que permitem a identificação do agente causador e a correta aplicação de medidas de tratamento.

A inflamação é combatida com o uso de medicamentos (como pomadas, por exemplo), assim como a eventual infecção associada. É recomendável que parceiros sexuais de pessoas acometidas pelo problema também sejam tratados para evitar uma reinfecção. Outra medida é a cirurgia para retirada de fimose, visando permitir a exposição da glande e, consequentemente, sua higienização correta, a mais eficaz das medidas preventivas.

MITOS E VERDADES SOBRE A VASECTOMIA

A vasectomia é a cirurgia para esterilização mais eficiente e feita no mundo. No entanto, muitos homens ainda têm medo de se submeter ao procedimento, principalmente devido a diversos mitos disseminados por leigos no assunto. 

Para combater a desinformação, esclarecemos alguns mitos e verdades sobre a vasectomia. Confira:

MITOS

1 – A cirurgia causa impotência sexual

No procedimento, apenas os ductos deferentes são cortados, impedindo a passagem dos espermatozoides. Isso não interfere nos nervos responsáveis pela ereção, não tendo como afetá-la. 

2 – Perda de sensibilidade no pênis ou testículos 

Na cirurgia, os nervos da pele não sofrem qualquer tipo de intervenção. As complicações possíveis são sangramentos / hematomas, dor crônica e infecção, correspondendo a menos de 5% do total de pacientes operados. 

3 – Todos os pacientes têm dor crônica após serem operados

A dor crônica pode permanecer por até três meses, mas acomete menos de 3% dos pacientes.

4 – A vasectomia zera a ejaculação

Estima-se uma diminuição aproximada de 60% no volume ejaculado. O sêmen adquire aspecto menos espesso e transparente. Portanto, a ejaculação ocorre, com volume e aspectos diferentes.

5 – O orgasmo pode ser perdido

O paciente que faz a vasectomia mantém todas as sensações de prazer, incluindo o orgasmo. Somente o volume da ejaculação é alterado.

VERDADES

1 – É um procedimento rápido

Os dois lados do escroto são operados e o tempo estimado para a realização da cirurgia é inferior a uma hora.

2 – O paciente tem uma breve recuperação

Já no dia seguinte, é possível retornar ao trabalho e às demais atividades cotidianas.

3 – A cirurgia tem alternativas quanto ao local de realização

O procedimento pode ser feito no hospital ou no próprio consultório médico, caso seja equipada para isso. 

Já ouviu falar em “blue balls”?

Existe uma situação conhecida por muitos homens que ocorre quando há muita excitação, sem ejaculação correspondente. Ao ficar extremamente excitado, ocorre uma hipertensão do epidídimo, parte superior do testículo, que pode deixar os testículos “azuis”, daí a expressão “blue balls“.

O que ocorre normalmente: o estímulo ou excitação sexual fazem com que o cérebro, os nervos, o coração, os vasos sanguíneos e os hormônios trabalhem juntos a fim de aumentar rapidamente a quantidade de sangue fluindo para dentro do pênis. O sangue fica preso dentro das duas câmaras esponjosas (corpos cavernosos) localizadas no corpo do órgão. Ao se encherem de sangue, o órgão adquire rigidez e aumento em extensão e diâmetro. Durante a excitação prolongada que não se segue de ejaculação, pode haver uma congestão sanguínea na região dos testículos, levando a um acúmulo de sangue e deixando-os levemente azulados.

hipertensão do epidídimo também pode vir acompanhada de dor na região genital. Há homens que descrevem outros sintomas, como dores de cabeça, dores musculares e mau humor e, em casos mais graves, relatos de dores de estômago.

Normalmente, a ejaculação é capaz de aliviar o quadro de dor, porém alguns casos podem necessitar de ajuda médica com analgésicos. 

Engolir o sêmen ou não? Conheça alguns mitos e verdades sobre o assunto

O sêmen é uma secreção de cor branca amarelada produzida pelos homens para transportar espermatozoides até o óvulo feminino. Cerca de 15% do ejaculado é de espermatozoides, o restante é formado por enzimas, ácido cítrico e líquidos produzidos pela próstata e vesículas seminais. Vamos comentar alguns mitos e verdades sobre engolir o sêmen:

 –  É possível pegar doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) através do sêmen: VERDADE

Se o homem que ejacular for portador do vírus do HIV ou ureterite como gonorreia ou Clamídia, o parceiro ou parceira pode ser contaminado através do contato da secreção com a mucosa da boca. No caso de outras infecções, a chance de transmissão é pequena, pois o sêmen vai para o estômago. De qualquer forma, é fundamental ressaltar que para relações sexuais sem camisinha em que vai haver a ejaculação na boca, é indispensável que se tenha o mínimo de intimidade e conhecimento prévio sobre a pessoa, sempre sabendo que o risco existe. 

– É possível engravidar engolindo sêmen: MITO

Mesmo que existam muitos espermatozoides na composição do sêmen, quando engolido, ele segue para o sistema digestivo, e não reprodutivo. Lá, eles morrem. Para que haja fecundação é necessário que o esperma entre em contato direto com os ovários e útero.

– É possível alterar o gosto do sêmen: VERDADE

 Alguns alimentos, quando ingeridos em grande quantidade e antes da relação sexual, podem sim causar alteração no sabor: algumas frutas, como o abacaxi, além do álcool, cigarro, alho, frituras e tudo o que tem um sabor intenso, picante ou amargo, podem afetar as características dos fluidos negativamente. Melhor evitá-los antes da relação sexual. Mas é válido lembrar que a mudança é pequena, ou seja, sêmen sempre terá gosto e cheiro de sêmen.

– O sêmen é sujo: MITO

O sêmen não tem sujeira alguma, a não ser em casos de infecções, como a prostatite ou uretrite. Quando a situação é essa, há sintomas, como dor ao ejacular, mudança na coloração, sangue no sêmen, cheiro mais forte. Este ejacado obviamente não é recomendável que se engula, ou mesmo que se coloque na boca.

– Engolir sêmen faz mal à saúde: MITO

A não ser que o homem que ejacula esteja com alguma infecção, a ingestão de sêmen não faz mal à saúde, mas também não promove nenhum benefício. 

 

Infecção urinária na gravidez

Toda gestante torna-se mais sujeita a alguns problemas de saúde extras em decorrência das modificações que ocorrem em seu corpo, demandando maiores cuidados. Uma das doenças mais comuns no período é a infecção urinária(ou cistite)afetando cerca de 10% das grávida e provocando partos prematuros ou abortos espontâneos nos casos mais graves.

Uma das principais alterações no organismo feminino ocorre pela pressão do útero aumentado sobre a bexiga da paciente. Dificuldade em esvaziar toda a bexiga pode levar a cistite muitos casos são assintomáticos, ou seja, sem sinais da doença, com diagnóstico apenas por exame de urina. por esse motivo recomendamos coleta de urina a cada 3 meses na gestação. Lembrando que a origem do problema pode ser anterior à gestação. Pacientes com histórico prévio de infecção urinária devem fazer monitoramento mAis frequente durante o pré-natal

A partir do diagnóstico tratamos com antibióticos que não tenham interferência na gestação (alguns são proibidos nessa fase). A suplementação com vitamina C ainda não foi comprovado como benéfica, mas não traz mal ao paciente desde que abaixo de 1g por dia. 

Manter o pré-natal em dia, realizando ao menos três exames de urina durante a gravidez; ficar atenta a eventuais dores ou ardência ao urinar; ir ao banheiro com maior frequência (Pelo menos a cada 3 horas), evitando retenções prolongadas; e ingerir líquidos com vitamina C (sucos de frutas como laranja, limão e acerola) são algumas medidas preventivas. Cuide bem do seu corpo e procure ajuda médica se tiver qualquer um dos sintomas citados. A sua saúde e o seu bebê agradecem.  

Câncer uretral

O câncer da uretra (canal que leva a urina da bexiga para o meio externo) é raro e afeta principalmente pacientes a partir dos 50 anos de idade, sendo 4x mais frequente nas mulheres.

O exame para o diagnóstico é a uretrocistocopia (endoscopia da parte baixa do trato urinário) com biópsia. Quando a doença é detectada, outros exames complementares são necessários para saber a extensão do tumor: de sangue, de imagem (tomografia computadorizada ou ressonância magnética) da pelve e radiografia do tórax.

Nos homens, o tumor pode ser palpável e percebido a partir de obstruções e ardência ao urinar. Outros sintomas são representados por secreções e sangramentos que partem da uretra, além de dores e da presença de sangue na urina.

Tumores na uretra podem se estender para períneo, pele do escroto, diafragma urogenital e próstata, além do próprio pênis.

Já no caso das mulheres, o período pós-menopausa, entre os 50 e os 60 anos de idade, é o de maior incidência. Inflamações crônicas, Doenças Sexualmente Transmissíveis (principalmente o HPV), além de pólipos e infecções urinárias, são alguns dos possíveis fatores associados. O câncer uretral feminino também pode gerar tumores palpáveis e tem sintomas similares aos dos homens, acrescentando-se dores no ato sexual.

O tratamento da doença é predominantemente cirúrgico, havendo apenas a diferença de abordagem de acordo com o tipo de lesão: quando superficial e pouco agressiva, pode ser retirada por meio de ressecção local. No entanto, quando o tumor apresenta grande volume e mais invasiva, torna-se necessária a realização de uma cirurgia mais ampla. Nos casos de metástase, o tratamento é a  quimioterapia. 

Previna-se contra as DSTs

Mesmo com algumas delas sendo curáveis, as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) permanecem como uma das principais ameaças à saúde e ao bem-estar de homens e mulheres. Entre as mais conhecidas estão a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS, causada pelo vírus HIV), a sífilis, a gonorreia e o papiloma vírus humano (HPV), responsável pelo câncer de colo de útero. Elas podem ser contraídas por sexo oral, anal e vaginal desprotegidos. 

De sinais discretos nos órgãos genitais a consequências mais graves, os sintomas das DSTs são bastante variados: dores ao urinar, secreções pela uretra, úlceras ou feridas genitais ou verrugas. De acordo com os sintomas normalmente detecta-se o a doença especifica.

Estima-se que a cada ano são diagnosticados em todo mundo cerca de 340 milhões de novos casos de DSTs curáveis, como sífilis e gonorreia. Fazer exames regularmente é recomendável a todos que mantêm vida sexual ativa e que tenham algum comportamento de risco, como o não uso de preservativo ou a manutenção de mais de um parceiro.

Recomendam-se vacinas para evitar o contágio de algumas das DSTs, como o HPV e a hepatite B. Entretanto, a melhor prevenção, por meio do uso de preservativos (masculinos ou femininos) ainda é o melhor remédio. A eficácia é ainda maior na prevenção das doenças transmitidas por fluidos corporais, a exemplo da AIDS.

Sempre mantenha um diálogo transparente com seu parceiro(a) e, se perceber qualquer sintoma, não deixe de procurar ajuda médica para as devidas orientações e tratamentos. Lembre-se, o maior aliado da sua saúde é você!

O que são rins policísticos?

A doença renal policística (conhecida pela sigla em inglês PKD, de Polycistic Kidney Disease) afeta homens e mulheres e normalmente está associada a fatores genéticos. A principal característica é a formação de várias dilatações (semelhantes a bolhas ou cistos) nos néfrons, as unidades funcionais do rim encarregadas de filtrar o sangue e eliminar a urina. Em cada um dos rins, existem de 600 mil a 800 mil néfrons.

 A presença nos rins de poucos cistos simples e isolados, após os 50 anos de idade, é considerada normal. No entanto, a presença de grandes quantidades pode ser um problema. De progressão lenta, a doença pode levar décadas para se manifestar. Na maioria dos casos (85%), a causa é uma mutação genética (gene PKD1). Nos demais, o gene afetado é o PKD2. Casos mais agressivos podem ocorrer quando o PKD1 é impactado, pois nessa situação os cistos surgem e crescem mais rapidamente. A consequência mais grave é a perda progressiva das funções dos rins e a destruição do tecido que os reveste, levando à insuficiência renal crônica.

Sintomas como dores lombares, náuseas, presença de sangue na urina e ocorrência de infecções urinárias podem ser indicativos da doença, cujo diagnóstico pode ser confirmado por exames de imagem )ultrassom, ressonância magnética e tomografia computadorizada).

Atualmente, a abordagem médica busca aliviar os sintomas e realizar um controle de complicações. Ainda não há um tratamento específico. As pesquisas visam o desenvolvimento de drogas capazes de inibir a evolução dos cistos renais. Aqueles com casos mais graves são encaminhados para a hemodiálise enquanto aguardam a possibilidade de transplante de rim.

Vale destacar algumas recomendações a quem apresenta possíveis sintomas da doença renal policística: devido à questão genética, parentes de primeiro grau com mais de 18 anos devem ser avaliados; manter a pressão arterial em níveis normais; beber muito líquido, evitar ingestão excessiva de cafeína e não fumar.