Causas e sintomas dos cálculos na bexiga

Você certamente já ouviu falar de “pedras” nos rins e que estas causam muita dor, não é mesmo? Pois saiba que essas massas duras de minerais também podem acometer a bexiga, responsável pelo nosso armazenamento e esvaziamento de urina. Homens acima dos 70 anos, com problema na próstata, são os mais atingidos. Entretanto, mesmo os jovens precisam de atenção, quando há obstrução da saída da urina (por exemplo, por estreitamente da uretra, canal urinário do penis). A urina altamente concentrada em um paciente com alguma obstrução na uretra é a união perfeita para a formação do “cálculo vesical”. Os minerais que a compõem, notadamente o cálcio, são os mesmo das famosas pedras nos rins. No entanto, é possível acontecer uma “importação” dessas massas dos rins. Ou seja, o cálculo forma-se no rim, chega a bexiga e, não sendo expelido, começa a ganhar volume. Outras situações também podem levar a cálculos de bexiga: a “bexiga neurogênica”, por não esvaziamento completo da bexiga; a hiperplasia prostática benigna (HPB), que aumenta o tamanho da glândula e as inflamações no trato urinário.

São sintomas de um possível cálculo na bexiga: alta frequência de idas ao banheiro, dores ao urinar, desconforto no pênis, presença de sangue na urina ou coloração turva/escura ou ainda repetidas infecções urinárias.

Em caso de persistência desses sintomas, o paciente deve procurar um urologista. Os cálculos quando não retirados, podem causar retenção urinária aguda e até mesmo irritação crônica da bexiga, levando a tumores.

URINAR: QUAL A FREQUÊNCIA NORMAL?

Muitas pessoas se perguntam qual a frequência normal de micções ao dia. Em média, as pessoas urinam de quatro a sete vezes por dia, com intervalo de aproximadamente duas horas. Esse número varia com diversos fatores, listados abaixo.

Nas mulheres grávidas, por exemplo, há sobrecarga de volume sanguíneo e, consequentemente, maior volume de urina produzidos. Isso, aliado à compressão uterina na bexiga, é um dos principais motivos para aumento da frequência nas gestantes. 

A faixa etária, quantidade e tipo de líquidos ingeridos, a prática de exercícios físicos (e a consequente liberação de suor) e as doenças cardiovasculares aumentam o nível de retenção de água no corpo, influenciando diretamente na frequência do ato de urinar.

Alterações inesperadas na rotina devem ser observadas com cuidado. Caso a sua média normal de micções se eleve ou diminua pense em algumas primeiro em algumas explicações: baixo/alto consumo de líquidos, alterações de sono e l aumento de exercícios físicos. Na ausência desses fatores, devem ser investigados problemas no trato urinário. a infecção urinária é o problema mais comum, ela causa aumento da frequência, com urina mais escura e com odor mais forte.

Alterações da bexiga, como a bexiga hiperativa e/ou a bexiga neurogênica, podem causar aumento da frequência associada a urgência (pressa) miccional. 

Qualquer anormalidade merece sua atenção. Por isso, procure um urologista para fazer exames e receber orientações adequadas em caso de necessidade de tratamento.

Saiba por que não se deve fazer xixi em pé (especialmente na gravidez)

É compreensível que as mulheres, especialmente as grávidas, queiram evitar, por razões higiênicas, o contato direto com o vaso sanitário quando estão fora de casa. Contudo, uma reportagem da revista Crescer mostra que urinar em pé pode prejudicar os órgãos da pelve.

Durante a micção contraímos a bexiga. Consequentemente, ocorre um relaxamento do assoalho pélvico, permitindo a saída completa da urina. Esses movimentos são atrapalhados na posição em pé ligeiramente encurvada, típica usada para evitar contato com o vaso sanitário. Os obstáculos tornam-se ainda maiores para as grávidas, pelo volume da barriga. Quando o movimento não é adequado, a bexiga não esvazia totalmente e sobra resíduo nela. Todas as vezes que existe resíduo miccional há risco de infecção urinária. Por isso, recomenda-se o uso de lenços umedecidos para limpar o assento ou de papéis protetores que evitam o contato direto com a superfície do vaso. Dessa forma, é possível conciliar higiene pessoal com a garantia do bom funcionamento do sistema urinário. A sua saúde agradece!

Entenda porque cada vez mais jovens sofrem com a impotência sexual

Jovens sexualmente ativos imaginam que a impotência é um problema que acomete exclusivamente os mais velhos. Porém, de acordo com estudo recente, um a cada quatro homens diagnosticados com disfunção erétil tem menos de 40 anos de idade. 

Pesquisas já identificaram diversos fatores físicos e psicológicos, como causadores de disfunção erétil. De acordo com dados do centro americano de pesquisas National Institutes of Health quase 30 milhões de americanos tem inabilidade para ter ou manter uma ereção firme.

O estilo de vida contemporâneo, marcado por estresse, problemas psicológicos, alto consumo de comidas processadas com agentes químicos, além da ansiedade provocada por frequentes encontros casuais, são fontes significativas para o problema. Vale ressaltar, no entanto, que existe uma diferença entre disfunção crônica e problemas ocasionais que podem atrapalhar a ereção, situação razoavelmente comum.

A preocupação com o desempenho na cama pode ser um obstáculo considerável, especialmente para os mais jovens, que tendem a ser mais inseguros. Traumas físicos tanto no pênis quanto nos testículos podem também impactar negativamente e demandam cuidados. Já os homens mais velhos devem ter uma atenção especial com a saúde, com foco na prevenção de diabetes e problemas cardíacos, que impactam seriamente a vida sexual.

O consumo de cigarro, álcool e drogas também pode levar à impotência, assim como alguns medicamentos. Resolver o problema de forma adequada requer a procura de ajuda especializada. Por isso, não deixe de consultar o seu urologista.

Prevenir é (e sempre será!) o melhor remédio

O “Novembro Azul” terminou, mas as medidas que podem garantir o diagnóstico precoce do câncer de próstata, o segundo de maior incidência entre os homens são válidas para o ano todo. 

A campanha anual tem o mérito de chamar a atenção para a importância de se fazer consultas regulares ao urologista com exames de toque retal e o de PSA (Antígeno Prostático Específico), especialmente a partir dos 50 anos de idade. No entanto, a resistência a manter um acompanhamento constante ainda é uma realidade entre muitos homens.

A doença é assintomática em praticamente todos os pacientes em estágio inicial da doença. Já na fase mais avançada da doença ocorrem sintomas de obstrução da bexiga (dificuldade em urinar, aumento da frequência diurna e noturna), além de obstrução alta dos rins, complicando com infecção generalizada ou insuficiência renal nos casos mais graves.

O exame de PSA é útil para detectar situações anormais na próstata: inflamações, infecções, crescimento benigno e tumores. Aliado ao toque retal, a dosagem de PSA no sangue é importante para ter suspeita de câncer de próstata, com possível necessidade de biópsia. Aliás, a biópsia, exame em que se retiram fragmentos da glândula para análise em laboratório, é o único método aceito para diagnóstico do câncer de próstata.

As principais recomendações para diminuir as chances de câncer de próstata são: manter uma alimentação saudável e equilibrada, não fumar, manter normais os níveis de pressão arterial, colesterol e glicemia, evitar sobrepeso e obesidade e praticar atividades físicas regularmente. Preocupar-se com a prevenção não somente ao longo do “Novembro Azul” sempre será o melhor remédio. Por isso, em qualquer época do ano, procure o seu urologista.

Fazer sexo reduz a chance de câncer de próstata?

Uma recente pesquisa divulgada pela revista European Urology indica que a máxima “sexo é vida” talvez não seja meramente um estímulo para a prática sexual. A saúde masculina pode obter benefícios significativos a partir do ato de ejacular, especialmente em termos de prevenção. 

Segundo o trabalho, um orgasmo ao dia já reduz a chance de desenvolvimento de câncer de próstata. Isso talvez esteja ligado a melhora da qualidade do sono e ao fortalecimento do sistema imunológico com proteção maior contra muitas doenças, incluindo as cardíacas. 

Os participantes do estudo que ejacularam mais de 21 vezes por mês (masturbação ou de intercurso sexual) diminuíram em cerca de 20% a sua probabilidade de tumor na próstata. Uma das hipóteses para explicar esse efeito é a liberação do hormônio ocitocina, responsável pelo prazer do orgasmo.

Embora manter uma rotina sexual saudável seja importante para a qualidade de vida de qualquer paciente, os resultados da pesquisa não são conclusivos por não haver evidências científicas suficientes de que ejacular frequentemente proteja a glândula da doença. 

A fim de prevenir o câncer de próstata, o segundo mais comum entre os homens (perdendo apenas para o tumor de pele), o mais recomendável ainda é manter uma alimentação equilibrada em conjunto com a prática regular de exercícios físicos.

Tipos de tratamento para câncer de próstata localizado

O principal tratamento para o câncer de próstata localizado é o cirúrgico, que consiste basicamente na extração da glândula, das vesículas seminais e do ductos deferentes. Esse procedimento pode ser feito de forma convencional (aberta), com incisão no abdômen desde o umbigo até a púbis, por laparoscopia ou ainda por cirurgia robótica. Em comum, todas as alternativas têm o mesmo objetivo principal: a retirada de toda a próstata.

Robótica 

Apesar de ter um custo mais elevado e não ser coberta pelos planos de saúde, a cirurgia robótica tem menores níveis de dor, sangramento no pós-operatório (menor índice de transfusão sanguínea)  e necessidade de UTI. O paciente tem uma internação hospitalar mais curta e, consequentemente, uma recuperação mais rápida para retornar às atividades cotidianas

As chances de cura para todas as modalidades são semelhantes, mas há vantagens quanto ao tempo mais rápido para recuperação de potência sexual e continência urinária. 

 Radioterapia e HIFU

A radioterapia pode ser usada de forma primária, como primeiro tratamento, ou adjuvante, após o procedimento cirúrgico, nos casos em que este não tenha sido suficiente para curar o tumor. O método tradicional prevê a aplicação de doses baixas, em dias alternados, durante um período de 45 dias.

Já o HIFU (“ultrassom focalizado de alta intensidade”) tem sido especialmente indicado para tumores de dimensões reduzidas em próstatas pequenas e que sejam localizados. A técnica visa a inserção na glândula de uma agulha que emite ondas de radiofrequência, cuja função é a de provocar um aumento da temperatura do tumor, induzindo a um processo de degeneração das células cancerígenas.

Quanto aos resultados, independentemente do tipo de tumor que acomete a próstata, o controle é feito por meio do exame de PSA, comparando-se índices de antes e depois do tratamento.

Mitos e verdades sobre a vasectomia

A vasectomia é a cirurgia para esterilização mais eficiente e feita no mundo. No entanto, muitos homens ainda têm medo de se submeter ao procedimento, principalmente devido a diversos mitos disseminados por leigos no assunto. 

Para combater a desinformaçãoesclarecemos alguns mitos e verdades sobre a vasectomia. Confira:

MITOS

1 – A cirurgia causa impotência sexual

No procedimento, apenas os ductos deferentes são cortados, impedindo a passagem dos espermatozoides. Isso não interfere nos nervos responsáveis pela ereção, não tendo como afetá-la. 

2 – Perda de sensibilidade no pênis ou testículos 

Na cirurgia, os nervos da pele não sofrem qualquer tipo de intervenção. As complicações possíveis são sangramentos / hematomas, dor crônica e infecção, correspondendo a menos de 5% do total de pacientes operados. 

 Todos os pacientes têm dor crônica após serem operados

A dor crônica pode permanecer por até três meses, mas acomete menos de 3% dos pacientes.

4 – A vasectomia zera a ejaculação

Estima-se uma diminuição aproximada de 60% no volume ejaculado. O sêmen adquire aspecto menos espesso e transparente. Portanto, a ejaculação ocorre, com volume e aspectos diferentes.

5 – O orgasmo pode ser perdido

O paciente que faz a vasectomia mantém todas as sensações de prazer, incluindo o orgasmo. Somente o volume da ejaculação é alterado.

VERDADES

 É um procedimento rápido

Os dois lados do escroto são operados e o tempo estimado para a realização da cirurgia é inferior a uma hora.

2 – O paciente tem uma breve recuperação

Já no dia seguinte, é possível retornar ao trabalho e às demais atividades cotidianas.

3 – A cirurgia tem alternativas quanto ao local de realização

O procedimento pode ser feito no hospital ou no próprio consultório médico, caso seja equipada para isso. 

Por que o risco de pedras nos rins aumenta no calor?

O calor intenso do verão, o aumento da transpiração e a baixa ingestão de água são os principais responsáveis pelo aumento do risco de formação dos cálculos renaispopularmente conhecidos como pedras nos rins

Segundo o Centro de Referência para a Saúde do Homem, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, os casos de cálculo renal aumentam 30% nos períodos mais quentes do ano. Estima-se que homens tenham mais cálculos que mulheres. 

Em geral, os cálculos renais são formados em pacientes com pré-disposição genética, ou seja, a maioria tem histórico familiar positivoA consolidação das pedras acontece quando o soluto (mineral) está em uma concentração acima do que o solvente (urina) consegue diluir.

Em resumo, para que ocorram pedras nos rins, é preciso ter uma urina com pouca água, muito mineral ou a junção dos dois. A pedras são compostas por cálcio (90%h, ácido úrico, cistina, estruvita ou mista. Sabe-se que, independentemente da estação do ano, há maior risco em formar pedras quando o paciente perde bastante água e não faz a reposição adequada, possibilidade ainda aumentada com consumo exagerado de alimentos contendo altas concentrações de sódio e proteína.

Portanto, a dieta ideal inclui alta ingestão de líquidos  cerca de dois litros/dia de água e/ou sucos cítricos, associado à diminuição do uso de sal nos alimentos. As refeições diárias devem conter uma quantidade razoável de verduras, legumes e frutas.

Como reconhecer uma doença da próstata?

A próstata é uma glândula exclusivamente masculina, do tamanho de uma castanha portuguesa, localizada entre a bexiga e a uretra, envolvendo essa última. Produz o PSA, enzima que alimenta e permite movimento aos espermatozoides formados no testiculo. 

O câncer de próstata assumiu muita importância na urologia por ser um dos tipos de tumor mais frequente nos homens, primeiro no ranking em prevalência e segundo em mortalidade (atrás apenas do câncer de pulmão). O câncer de próstata raramente dá sintomas e seu diagnóstico é sugerido quando há toque retal ou níveis sanguíneos de PSA alterados. Entretanto, as doenças benignas da próstata são muito mais frequentes, representando 90% dos casos. Comentaremos um pouco delas abaixo:

 1) Hiperplasia benigna da próstata (HPB)

É a principal doença benigna da próstata, ocorrendo a partir dos 40 anos de idade. Sabe-se que apenas parte desses homens terão seu padrão urinário afetado por ela com consequente piora na qualidade de vida. O homem passa a ter jato urinário mais fraco, fazendo força pra urinar. Ocorre sensação constante de bexiga cheia, o que leva o paciente a querer urinar frequentemente (em pequenas quantidades) tanto de dia quanto de noite. Em casos mais avançados há urgência para urinar e eventualmente incontinência (perda involuntária). Complicações como infecções urinárias e falência renal podem também ocorrer. 

Pacientes com piora da qualidade de vida merecem ser tratados. Inicialmente o tratamento é sempre com medicações via oral. Quando o paciente não pode tomar a medicação por qualquer motivo ou esse tratamento não surte efeito, lançamos mão da cirurgia. O tratamento cirúrgico pode ser endoscópico (por dentro do canal e sem cortes) ou com cirurgia aberta convencional ou até robótica. O tipo de cirurgia é escolhido com o paciente e depende de cada caso.

2) PROSTATITE

A prostatite, ou próstata inflamada, é outra doença que pode afetar a glândula. Quando não tratada, pode se tornar uma doença crônica e de difícil controle. O tratamento varia de acordo com a causa e pode incluir: antibióticos por até 30 dias,  medicações que relaxam a próstataanti-inflamatórios, fisioterapia, massagem da próstata e suplementos naturais com vitaminas A, C, E, antioxidantes e zincoAlgumas medidas podem ser adotadas para a prevenção da prostatite, tais como o uso de preservativos e a manutenção de uma dieta saudável, além de hábitos de higiene, prática regular de exercícios físicosingestão frequente de água, entre outras.