Jornal de Brasília: Dr. Danilo Galante explica que cores e odores na urina podem indicar se há algum problema de saúde

Dr. Danilo Galante é formado em medicina pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) com especialização em Urologia pela UNESP

Tons e odores, a urina pode dizer muito sobre a saúde de um indivíduo. Normalmente, o famoso “xixi” transporta os resíduos e as toxinas que precisam ser eliminados do organismo.

Sobre tonalidades e cheiros, o amarelo claro, quase transparente, com pouca espuma e sem cheiro, é o líquido ideal a ser despejado no vaso sanitário.

Cores como rosado (pode indicar infecção urinária); vermelho (pode apontar cálculo renal, lúpus, doença de Berger, etc), castanho ou alaranjado (pode haver problemas hepáticos), são indicativos que deve haver algum problema no organismo.

Na maioria das vezes, o cheiro forte na urina é sinal de pouca água ingerida ao longo do dia. No entanto, há casos em que o mau cheiro pode estar relacionado à uma infecção urinária ou a uma possível presença de açúcar no sangue.

“Devemos ficar atentos quando esse cheiro forte vier acompanhado por outros sinais e sintomas como dor ou ardor para urinar, sede excessiva e inchaços. Nestes casos, a recomendação é consultar o urologista para que se identifique a possível causa dessa alteração”, adverte o urologista Dr. Danilo Galante.

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GQ Globo: Disfunção erétil e a relação (comprovada) com uso de vape, o cigarro eletrônico da moda

Pesquisa norte-americana de 2021 aponta que cigarros eletrônicos dobram as chances de disfunção erétil nos homens. À GQ Brasil, médico urologista explica causas, efeitos e os tratamentos adequados

Vape, pen-drive, POD… hoje em dia existem diversas denominações quando o assunto é cigarro eletrônico. Trata-se de um pequeno aparelho, disponível em diferentes cores e formatos, que foi vendido inicialmente como uma alternativa para quem gostaria de parar de fumar. No entanto, dados recentes apontam que não só o vape é ineficaz para esse objetivo, como ele traz novos riscos, sobretudo para os jovens, atraídos pelas essências muitas vezes doces misturadas aos produtos tóxicos.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a troca do cigarro pelo cigarro eletrônico não diminuí em nada o risco ao usuário, provocando e agravando diversos problemas de saúde. Essa variedade de opções de “sabores”, pior, pode aumentar o risco de desenvolver um vício.

A novidade recém descoberta pelas Insituições New York University e Johns Hopkins University, nos Estados Unidos, é que o uso do cigarros eletrônicos pode também aumentar a probablidade de disfunção erétil nos homens.

A pesquisa foi publicada na revista científica American Journal of Preventative Medicine em novembro de 2021, e apresentou um alerta importante relacionado à saúde sexual masculina

De acordo com os dados, os homens que utilizam os “vapes” possuem 2,4 vezes mais de apresentar problemas no desempenho sexual. Cerca de 45.971 homens norte-americanos com idades entre 20 e 65 anos, participaram da análise. 

GQ Brasil conversou com o médico urologista Danilo Galante, formado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com doutorado em urologia pela The Brady Urological Institute at Johns Hopkins, para entender melhor a relação entre o uso dos cigarros eletrônicos e a disfunção erétil. A entrevista você confere a seguir:

GQ Brasil: Qual a relação entre o fumo (no geral) e o desempenho sexual?

DG: A disfunção erétil é causada pelo cigarro é uma situação em que os vasos sanguíneos do pênis – responsáveis por conduzirem sangue e assim provocarem a ereção – sofrem com a perda de endurecimento das paredes, o que chamamos de inflamação vascular. O sangue não chega da mesma forma e o desempenho é afetado. A disfunção erétil vascular é uma das piores que existem do ponto de vista do tratamento. Ela é crônica e pode piorar

GQ Brasil: Sabemos que o cigarro eletrônico é indicado para quem deseja parar de fumar. Na sua avaliação, esses novos dados descobertos já seriam o suficiente para alterar essa recomendação?

DG: A nicotina é uma das principais substâncias encontradas tanto no cigarro normal como no vape. Muitas pessoas acreditam que os vapes não fazem mal porque não possuem substâncias que queimam como o alcatrão, mas, em contrapartida, eles possuem várias propriedades nocivas que existem no cigarro comum; chumbo, alumínio, metais pesados em geral. Já foi comprovado que eles causam vários problemas como doenças cardiovasculares, derrame, e disfunção erétil.

Um dos maiores problemas desses cigarros eletrônicos da moda é que eles são altamentes viciantes e não possuem alguns dos problemas do cigarro normal, como, por exemplo; mal cheiro, dentes amarelados e tosse. Essa são as situações que impedem muitas pessoas de fumar. O vape facilita o fumo e é comprovado que ele detém um poder de vício de 3 a 5 vezes maior que o cigarro, então eu não sei até onde essa recomendação de passar a usar cigarros etetrônicos para quem deseja parar de fumar é válida.

GQ Brasil: Como a disfunção erétil pode ser tratada? Tem cura?

DG: Uma vez que existe essa inflamação, não tem muito o que fazer pra voltar atrás. É preciso interromper o cigarro e cuidar da saúde, é a única maneira de diminuir a progressão da doença. A gente consegue diminuir a piora com tratamento, mas não é possível regredir ao zero. O que fazemos, geralmente, é utilizar medicações para melhorar a ereção, a mais famosa delas é o viagra. Também existe um tratamento que é feito com injeções no pênis, para estimular seu endurecimento. E a forma de tratar mais radical que existe é a prótese peniana. 

GQ Brasil: Existe um imaginário popular de que apenas homens mais velhos ou a partir de certas idades lidam com disfunções de ereção. Isso é mito ou o panorama atualmente inclui com mais frequência os homens mais jovens?

DG: Os homens mais velhos possuem mais doenças, consequentemente. problemas metabólicos, renais, arteriais, enfim… tudo isso é fator de risco para a disfunção erétil. O que acontece é que pelo menos 30 a 40% das disfunções são psicogenética, ou seja, de origem psicológica. Isso inclui quase a totalidade do jovens. Por isso, é bobagem pensar que os homens mais novos não sofrem com problemas de ereção, só o que muda é a causa. O homem jovem fumante há cinco anos não vai desenvolver um quadro de disfunção erétil, mas esse mesmo jovem vai virar um idoso que fumou por 30 anos e aí terá um desempenho sexual comprometido.

GQ Brasil: Atualmente o uso dos vapes são uma febre entre o público jovem. O senhor acredita que seria preciso de uma campanha de alerta para os riscos do produto?

DG: Até o momento, não temos nenhuma campanha voltada ao uso dos vapes, mas acho que seria importante ter. Todas as campanhas voltadas à prevenção são mais efetivas em comparação as campanhas de tratamento. É mais fácil evitar os pacientes de terem, do que correr atrás quando a doença já estiver instalada. Então com certeza valeria a pena investir uma mobilização para a campanha de alerta, tanto pela Sociedade Brasileira de Urologia como o Minstério da Saúde.

GQ Brasil: Além de evitar cigarros eletrônicos (e os comuns), existem outras coisas que você alertaria para prevenir a disfunção erétil?

DG: Existem dois motivos que causam a disfunção erétil: o orgânico e o psicológico. O primeiro é associadado a doenças como pressão alta e diabetes. O fumo já foi um dos principais destes, mas desceu bastante na lista nos últimos anos. Sendo assim, pensando nas possíveis causas, a melhor forma de prevenção é matendo uma vida saudável. Ter os níveis de glicemia e pressão arterial em dia, evitar a obesidade e o uso de cigarros, e claro, fazer exercícios físicos com frequência. O sono e o estresse também são importantes e possuem relação direta com o desempenho sexual. Se prevenir significa manter uma boa qualidade de vida. 

 

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O Liberal: Especialista fala sobre preconceito, falta de exames de rotina e prevenção ao câncer de próstata

Especialista responde uma série de dúvidas como: sintomas, grupos de risco, exames, comportamento masculino, entre outras, que envolvem o câncer de próstata

De acordo com a Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL), 30 a 40% dos brasileiros deixaram de fazer seus exames de rotina em razão do medo da infecção pelo coronavírus.

Índices expedidos pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), em 2020, já demonstraram, por meio de uma pesquisa, o abandono do público masculino nos consultórios: mais da metade, 55%, com mais de 40 anos, deixaram de ir ao médico ou até abandonaram o tratamento.

Na opinião do urologista Dr. Danilo Galante, membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), esta deserção aos laboratórios e ao consultório médico é muito preocupante. “Noventa por cento dos pacientes com câncer de próstata em estágio inicial podem ser curados. Por esta razão, é necessário realizar periodicamente os exames de rotina para a prevenção de problemas prostáticos. Se não fizer este acompanhamento, a situação pode se agravar”, adverte.

Para esclarecer algumas dúvidas em relação à conscientização preventiva do câncer de próstata, o especialista respondeu algumas questões:

Sabemos que, na maioria dos casos, o câncer de próstata é assintomático. Na fase avançada, quais são os sintomas? O que fazer depois de constatado?

R. Em 95% dos casos, a doença é assintomática. Na fase mais avançada da doença há sintomas como obstrução da bexiga com dificuldades em urinar ou aumento da frequência diurna e noturna, dores ósseas, e até presença de sangue na urina ou no sêmen. É possível, em casos mais graves, a obstrução alta dos rins e o risco de infecção generalizada ou insuficiência renal. A indicação para estes casos é cirúrgica.   

Quais os exames que previnem a enfermidade?

R. O diagnóstico precoce é a única forma de prevenção. O exame de PSA (Antígeno Prostático Específico) pode detectar alterações na próstata como inflamações, infecções, crescimento benigno e tumores. A dosagem de PSA no sangue é crucial para avaliar a suspeita de câncer de próstata. Este teste deve ser realizado em conjunto com o toque retal. Posteriormente, depois de diagnosticado o mal, é preciso fazer a biópsia, onde se retira fragmentos da glândula para análise em laboratório.

Quais são os pacientes que se configuram em grupos de risco?

R. A partir dos 40 anos é recomendável que os homens iniciem suas avaliações anuais. Obrigatório para os pacientes com mais de 50 anos. No entanto, há indivíduos com três vezes mais chance de ter a doença como, por exemplo, os pacientes com histórico de câncer de próstata na família, obesos e os da raça negra.

Qual sua opinião a respeito da displicência ou preconceito do homem em realizar os exames preventivos de próstata?

R. Essa resistência é ligada a aspectos culturais como o machismo associado à perda da virilidade. Esse comportamento prejudica demais, uma vez que quando o homem vai buscar ajuda, a descoberta da doença já em estágio avançado, e isso minimiza as chances de cura. Esta é a proposta do Novembro Azul, conscientizar as pessoas a deixarem de lado os mitos e cuidarem de si próprias.   

Além dos exames preventivos, há outras maneiras de prevenção?

R. Alimentação saudável e equilibrada, evitar o fumo, ficar de olho nos níveis de pressão arterial, colesterol e glicemia, cuidar do sobrepeso e praticar atividades físicas regularmente.

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Terra: Infecção Urinária: por que ela é causada e como evitar

Urologista diz que problemas de próstata colaboram para o surgimento da infecção nos homens

As infecções urinárias não são apenas frequentes em idosos. Desde o nascimento à fase madura, as infecções urinárias visitam as pessoas, mas, curiosamente, a predisposição costuma trocar de sexo de acordo com a faixa etária.

“Na primeira infância, os meninos têm mais propensão por conta das mal formações do trato urinário. Posteriormente, a tendência empata até a adolescência. Já as meninas, quando iniciam a vida sexual, costumam apresentar mais estas infecções e isso vai até os 50 anos”.

“Na fase adulto maduro, estas predisposições, entre homens e mulheres, empatam, no entanto, a partir de um dado momento, os homens começam a apresentar mais as infecções urinárias por conta dos problemas de próstata”, comenta o Dr. Danilo Galante, urologista.

Medidas para evitar as infecções urinárias

O Dr. Danilo Galante listou algumas posturas e hábitos que devem ser adotados para se esquivar do risco:

Ingestão de líquidos saudáveis – para manter o trato urinário em constante atividade. Os líquidos ajudam a evitar a prisão de ventre, que pode causar infecções; Cardápio alimentar com bastante fibra como frutas, verduras e grãos integrais; Urinar com frequência, de preferência, a cada três horas; Evitar sabonetes muito fortes; Preferir calcinhas de algodão, fugir dos tecidos sintéticos; Postura higiênica em meninas e mulheres: limpar a área da frente para trás para não levar bactérias do bumbum para a vagina.

Vale ressaltar que infecções urinárias frequentes, tanto em homens como mulheres, devem ser investigadas pelos médicos.

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Metrópoles: 5 dicas para apimentar o sexo “papai e mamãe”

Elencamos dicas de diferentes especialistas para deixar o sexo básico mais gostoso

Dia após dia aumentam as opções para variar o repertório sexual. Fetiches ousados, sexo Kinky, poses nível hard do Kama Sutra e muito mais. Tudo isso promete apimentar a transa e garantir um nível de satisfação elevado. Sabemos que são várias as posturas para testar com o par e deixar a hora “H” ainda mais divertida e prazerosa. Mas será que o básico também não pode proporcionar prazer e ser gostoso?

O pessoal adepto à vida fitness já deve ter ouvido falar do básico que funciona: nada de chás milagrosos, ou suplementos caríssimos. Recorra à comida de verdade, faça exercícios regulares e descanse. Sem milagres e segredos. O mesmo vale para o sexo: o básico não tem erro. A posição mais comum continua sendo feita por muitos casais. E não há nada de monótono nela. Estamos falando do sexo “papai e mamãe” ou o missionário.

Após o sucesso da posição do alinhamento coital, que nada mais é que uma variação do “papai e mamãe”, procuramos especialistas para dar dicas de como deixar essa posição trivial mais tesuda. Então, anote tudo para apimentar seu básico.

Saia da cama

Segundo a sexóloga Luisa Miranda, para apimentar o sexo “papai e mamãe”, a primeira coisa a fazer é parar de chamar por esse nome: “O próprio nome acaba sendo broxante”, brinca.

A posição mais comum do Ocidente, onde o casal fica face a face, leva esse nome originalmente porque antigamente acreditava-se que era a maneira mais fácil da mulher engravidar.

Os tempos mudaram (ainda bem!). E a posição onde a pessoa ativa fica em cima da passiva é realizada não apenas para procriação. Para ter mais prazer nesta postura, a dica da especialista é ousar na criatividade: “Temos todas as ferramentas que precisamos em torno de nós: saia da cama e vá para o sofá, chuveiro, chão, escada. Divirta-se”, orienta. “Não é a posição que é básica, e sim nossa limitação”, reforça.

Solte o verbo

O sexólogo e urologista Danilo Galante, concorda que apesar de muito praticada, a postura é pouco explorada pelos casais: “É a postura que mais oferece conexão aos pares, eles podem ficar olho no olho, têm maior contato entre os corpos, proporciona a troca de sensações e mais liberdade para tocar em qualquer parte do corpo”, esclarece.

A dica é aproveitar que está pertinho e falar algo no ouvido do par. Além disso, quem está embaixo pode levantar os dois pés. Inclusive dá para fazer uma variação de sexo anal nesta posição. A postura ainda é benéfica para aqueles com ejaculação precoce: “Dá mais controle de movimento na penetração”, explica.

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