Cálculos na bexiga

Os cálculos urinários ou pedras são massas duras de minerais que se formam no sistema urinário. Na bexiga, elas se desenvolvem quando a urina torna-se concentrada e há dificuldade de esvaziamento desta para o meio externo.

A formação de pedras na bexiga sempre é uma consequência de um problema do trato urinário já existente, como aumento de próstata, músculos da bexiga enfraquecidos, infecção no trato urinário ou alterações da função neurológica da bexiga (bexiga neurogênica). A maioria dos casos de cálculo de bexiga (95%) ocorre em homens, acima dos 60 anos, e que têm problemas com a próstata.

Os principais sintomas de pedras na bexigas são: bloqueio do fluxo de urina durante a micção, dor na parte de baixo do abdome, dor ou desconforto no pênis, ardência ao urinar e sangue na urina.

Ingerir grande quantidade de líquidos aumenta a produção de urina e ajuda na eliminação de cálculos menores. As pedras maiores (acima de 1cm) precisam ser extraídas por um procedimento cirúrgico: endoscópico pela uretra, quebrando o cálculo com laser ou por cirurgia “aberta”, com abertura da bexiga pelo abdome, retirando o cálculo inteiro.

Impotência sexual: causas e tratamentos

A disfunção erétil, popularmente conhecida como impotência sexual, consiste na dificuldade do homem em obter ou manter uma ereção plena durante a relação sexual e/ou masturbação. Pode ocorrer em homens de qualquer idade, sendo muito mais frequente após os 50 anos, idade onde também há diagnósticos de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e problemas de colesterol e triglicérides, além das alterações hormonais. Tais problemas estão intimamente ligados à disfunção erétil.

Duas são as causas principais: psicogênicas (psicológicas), normalmente por insegurança e ansiedade e as orgânicas (físicas).

Para correto diagnóstico do tipo de impotência, um urologista deve ser sempre consultado. Disfunções psicogênicas podem também precisar de psicólogo para um tratamento mais efetivo.

Além da psicoterapia, há outras formas de tratamento: medicamentos via oral,  injetáveis e reposição hormonal. Um paciente que não responde a nenhum tratamento tem a clássica indicação para implante de prótese peniana (rígidas ou infláveis). De qualquer maneira, o paciente precisa ser avaliado individualmente por um especialista para identificar a causa e melhor tratamento.

Você sofre com repetidas infecções urinárias?

Homens e mulheres podem sofrer de infecção urinária de repetição. Também chamada infecção urinária recorrente, ocorre quando o paciente apresenta ao menos duas infecções em seis meses ou três em intervalo de um ano. É mais comum em mulheres e geralmente não se relaciona a problemas anatômicos no sistema urinário. Já entre os homens, esse tipo de infecção é raro e, quase sempre, é um problema estrutural nas vias urinárias, notadamente a próstata.

Dois tipos de infecção do trato urinário (ITU) são conhecidos: a cistite e a pielonefrite. Chamamos de CISTITE a infecção apenas da bexiga com seus típicos sintomas “irritativos”: dor ao urinar, vontade de urinar a toda hora, sangue na urina, dor em parte inferior do abdome, além de sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. Já a PIELONEFRITE é a infecção de um ou ambos os rins. É um quadro bem mais grave que a cistite, normalmente decorrente dela com sintomas sistêmicos (no corpo todo): febre, dor lombar, fraqueza, náuseas e vômitos. Se não tratada adequadamente, a pielonefrite pode ser fatal.

A CISTITE é muito mais comum e, quando não tratada, pode evoluir a PIELONEFRITE. Apesar de ocorrer em ambos os sexos, há diferenças importantes na abordagem ao paciente:

MULHERES: Maioria dos casos de cistite ocorre em pacientes saudáveis, sem nenhuma alteração da anatomia urinária. A região do períneo, mais susceptível à colonização das bactérias, é muito próxima da uretra, facilitando a ascensão da infecção. Atividade sexual aumenta a chance de ITU. No entanto, é importante destacar que ITU não é DST (doença sexualmente transmissível), não sendo o parceiro(a) responsável por eventual contaminação. Fatores ambientais também podem influenciar: uso de substâncias que contenham espermicidas, ducha vaginal, maus hábitos de higiene pós-evacuação, excesso de higiene íntima, diabetes mellitus e menopausa.

HOMENS: Normalmente há defeito na anatomia do trato urinário, como alterações da próstata e obstrução ou estreitamento do canal urinário.

A causa das infecções urinárias deve ser sempre investidada, mas é comum que não seja identificada.

Estresse: Confira dicas para evitá-lo

“Você anda muito estressado!”. Quem nunca ouviu essa frase? A correria diária tem levado todos ao limite, e a tal “estafa” é mais comum do que se imagina.

Diante disso, é importante ficar atento e tomar algumas atitudes para evitar um conflito no seu círculo social. Confira algumas dicas para fugir da pressão imposta pelos prazos e cobranças do dia a dia. Tentemos deixar um pouco de lado a ansiedade e a preocupação… Relaxe e boa leitura!

1) Respirar fundo

Sem dúvidas, muitos especialistas incentivam técnicas de respiração. É possível controlar o estresse e a ansiedade apenas respirando lentamente e de forma profunda. Anote aí: caso se sinta muito aflito, respire bem fundo. É uma ótima forma de acalmar e colocar os pensamentos em ordem. Existe, inclusive, um site que ensina a respirar melhor. Confira! http://xhalr.com/

2) Desligue-se

O uso de smartphones é cada vez maior. Separe períodos “off-line” na semana, deixando seu celular (e tablet) de lado por umas horas. Isso descansa seu cérebro de “urgências” desnecessárias. Reserve um momento de qualidade para você e sua família.

Indicamos um site bacana que te ajudará a relaxar (The Quiet Place), proporcionando alguns minutos de sossego. Acesse e siga os passos

3) Outra perspectiva

Acredita na frase “quem está de fora enxerga melhor”? Se um evento te incomoda, tente analisar todos os lados, todas as possíveis formas de enxerga-lo. Desacelere e reflita.

DSTs: 4 informações úteis pra você

Você certamente aprendeu que usar preservativos durante o sexo e realizar exames de sangue (sorologias) de rotina são importantes para evitar doenças sexuais e/ou diagnosticá-las precocemente. No entanto, muitos não estão se protegendo como deveriam, levando a: aumento no número de casos de sífilis, epidemia de HPV e aparecimento de bactérias resistentes, como a da gonorreia.

Separamos algumas orientações adicionais para você ampliar o seu conhecimento sobre o tema:

1) Proteção da camisinha não é 100% – Embora seja o método mais prático, eficaz e difundido, a camisinha não protege algumas áreas expostas como púbis, virilha, pernas, língua e dedos. Por exemplo, uma ferida de sífilis, que esteja na região pubiana, pode infectar o parceiro (parceira) mesmo em uso de preservativo.

2) Lubrificantes ajudam a evitar infecção – Sexo sem lubrificação suficiente pode gerar feridas por fricção, que resultam em uma porta de entrada para infecções DSTs. Na hora de comprar um lubrificante, é ideal que ele seja à base de água. Produtos a base de óleos, gorduras ou graxas enfraquecem o látex da camisinha, aumentando sua chance de rompimento.

3) A saúde bucal está ligada à prevenção de DSTs – Um estudo americano aponta que sangramentos nas gengivas – por gengivite e periodontite – são altamente potenciais para a entrada de herpes, sífilis, clamídia, gonorreia, HPV e hepatite durante o sexo oral sem proteção.

Os especialistas do estudo fazem duas recomendações: sempre usar camisinha masculina ou feminina para sexo oral e não escovar os dentes ou usar fio dental imediatamente antes do sexo oral. Isso minimiza riscos de sangramento. E sempre consultar um dentista se notar qualquer sangramento anormal.

4) Duchas vaginais facilitam DSTs – A higienização com substâncias irritativas pode causar escoriações que favorecem a penetração de agentes infecciosos, incluindo o HIV. A vaginose citolítica é a única condição em que a prática é recomendada. Lembre-se: a vagina só precisa ser lavada por fora, na área dos pelos, sendo que internamente ela é “autolimpante”.

Você sabe o que é FIMOSE? E como tratar?

Fimose é a dificuldade de expor a glande (“cabeça”do pênis), levando a vários problemas: dificuldade para urinar, dores na região genital, incômodos com a higiene local (sujeira e mau cheiro), além de aumentar a chance de infecção urinária. Geralmente, a doença é mais comum em meninos recém-nascidos, podendo desaparecer nos três anos de idade.

A pomada, inicialmente usada no tratamento de alguns pacientes, só é efetiva para “descolar” a pele do prepúcio da glande, a que chamamos de aderência balano-prepucial. A pomada não resolve as situações em que a pele do prepúcio estrangula a glande, impedindo sua exposição. Esses casos só serão resolvidos com cirurgia (postectomia). Nesse procedimento, é realizado retirada do excesso de pele e a glande fica livre e exposta.

O tratamento varia conforme o tipo de problema e a idade do paciente. A cirurgia só é recomendada quando pomadas não resolvem e há claros incômodos decorrentes da fimose.

Exames pré-operatórios raramente são pedidos. A cirurgia é feita em centro cirúrgico, sob sedação e dura em média 45 minutos.

Após a cirurgia, não há grandes limitações para o paciente, pedimos apenas para que evite exercícios intensos e situações de risco para colisões com a região operada. Dor não é uma queixa comum. Roupas íntimas mais apertadas após a cirurgia são úteis, já que evitam que o órgão balance, gerando desconforto. Em relação à abstinência sexual, recomenda-se que o paciente fique quatro semanas sem sexo após a cirurgia.

Após o procedimento, cirúrgico inchaço e vermelhidão são normais na região peniana e irão sumir em alguns dias. Higienização com água e sabonete e curativos simples com gazes são suficientes.

Por fim, os médicos têm utilizado suturas (pontos) que caem sozinhas depois de um período, mas em alguns casos é preciso retornar ao consultório para sua retirada. Seu médico vai orientá-lo de acordo com o seu caso.

Atividade física: comece a praticar agora!

Você pratica exercício físico?  A correria do dia a dia não conta como um!

 

Já é sabido que a prática regular da atividade física melhora consideravelmente a qualidade de vida, trazendo inúmeros benefícios como:

 

– Prevenção de doenças como osteoporose, diabetes tipo 2, colesterol aumentado e hipertensão;

 

–  Melhora do funcionamento cardíaco, reduzindo o risco de angina, infarto, arritmias e insuficiências cardíacas;

 

–  Liberação de substâncias neurotransmissoras, como a dopamina e a serotonina, responsáveis pela sensação de prazer e felicidade, que melhoram autoestima, humor e a sensação de bem-estar;

 

– Melhora da qualidade do sono e, consequentemente, da disposição;

 

– Melhora da capacidade pulmonar;

 

– Melhora da postura

 

Se você deseja começar a se movimentar, é primordial fazer um “check up” das suas condições cardíacas e respiratórias, avaliando seu nível de condicionamento físico. A partir daí, procure orientação médica juntamente com um profissional da área de Educação Física.

HPV: como prevenir

A infecção por papilomavírus humano (HPV) é uma das doenças sexualmente transmissíveis (DST) mais comuns. Segundo uma pesquisa recentemente divulgada pelo Ministério da Saúde, cerca de 54,6% dos brasileiros entre 16 e 25 anos estão em constante contato com o vírus (38,4% são vírus de alto risco para o desenvolvimento de câncer).

 

Apenas 10% dos contaminados costumam sofrer efeitos diretos da ação do vírus, apresentando a formação de verrugas na região genital, na boca e na garganta. Nas mulheres é comum lesões no colo do útero, detectáveis apenas ao exame físico (Papanicolau).

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), existem 150 tipos de HPV diferentes, sendo que 40 deles podem infectar a região anal e genital.

 

O uso da camisinha diminui o contágio, porém não o impede, já que áreas não protegidas também podem ser infectadas. A vacina contra o HPV antes do início das atividades sexuais é a forma mais eficaz de prevenção.

 

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Você sabe o que é foliculite genital?

Semelhante a uma “espinha”, a foliculite é uma inflamação ou infecção da porção superficial dos folículos de pelo da pele. No caso de infecção, pode ser bacteriana ou fúngica.

 

A foliculite bacteriana é muito comum em homens e mulheres que se depilam com lâmina. Manifesta-se por crostas, feridas e formações de pus ocasionais na área recentemente depilada. Na maioria dos casos é o Staphilococcus aureus, bactéria comum da nossa pele, que invade o folículo e causa a infecção.

O diagnóstico é feito pela história do paciente e exame físico.

 

No caso da foliculite causada pelo uso de lâminas, é recomendado descontinuar esta prática e acrescentar talcos para diminuir a fricção e a umidade. Além disso, em alguns casos, o médico pode receitar antibióticos e anti-inflamatórios.

 

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A reversão da vasectomia é possível hoje em dia

A vasectomia é um método cirúrgico de controle de natalidade e planejamento familiar, considerado seguro e definitivo. Esse procedimento interrompe os ductos deferentes do escroto. Dessa forma, os espermatozoides não mais se unem aos líquidos seminais e prostáticos para formar o sêmen.

 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), houve um aumento significativo no número de vasectomias realizadas no Brasil nos últimos amos.

Cerca de 2 a 6% dos homens que optam por se submeter ao procedimento acabam voltando atrás, seja pelo desejo de ter novos filhos com a mesma parceira ou devido a um novo casamento. Só que nem todos esses pacientes foram avisados de que é possível reverter a vasectomia, ou seja, desfazer a cirurgia.

 

Atualmente as taxas de sucesso são elevadas e variam fundamentalmente com o tempo de vasectomia do paciente (tabela abaixo). Após a reversão, uma parte dos homens apresentarão espermatozoides no ejaculado, mas não conseguirão engravidar suas esposas. Nesse caso há possibilidade do uso desses sêmen para uma fertilização in vitro.

 

 

A reversão de vasectomia é indicada em casais cujo espermograma do marido demonstra não haver nenhum espermatozoide vivo e não há dúvida da capacidade reprodutiva da esposa.

 

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