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Criptorquidia (testículo escondido)

 

Durante a vida fetal, os testículos se desenvolvem no abdome e iniciam seu trajeto de ‘descida’ para a bolsa testicular, finalizando-o até o fim da gestação. A criptorquidia (testículo escondido), comum em bebês prematuros, ocorre quando um dos testículos  (ou os dois) ficam parados em algum ponto desse trajeto.

 

Mas qual a complicação de um testículo que não desceu ao escroto?

 

Para que o homem possa produzir espermatozoides viáveis e maduros, os testículos precisam estar 1° C, 1,5° C abaixo da temperatura corpórea. Desta forma, assim que a criança nasce, é importante verificar se existe ou não criptorquidia. Caso isso ocorra, o menino deve corrigir a anomalia o mais rápido possível, no intuito de preservar sua função germinativa.

 

Diagnóstico

 

Normalmente, a criptorquidia é facilmente diagnosticada através do exame físico. Testículo que está fora do escroto, fixo no trajeto é considerado criptorquídico. Isso é diferente do testículo retrátil, quando ocasionalmente estão fora do escroto, estando na sua posição normal durante o repouso. O testículo pode estar retrátil por resposta ao frio, medo ou por contração da musculatura abdominal, relacionada à atividade física. O testículo retrátil necessita de tratamento quando fica a maior parte do tempo fora do escroto. A palpação da bolsa testicular deve fazer parte do exame pediátrico de todos os bebês recém-nascidos masculinos, pois a criptorquidia deve ser diagnosticada e tratada o quanto antes.

 

Complicações

 

  • Hérnia inguinal
  • Torção testicular
  • Compressão do testículo por traumas na região onde ele está preso.
  • Infertilidade
  • Risco maior de câncer do testículo

 

Tratamento

 

O uso da gonadotrofina coriônica (hCG) provoca o amadurecimento transitório e mais rápido do testículo, auxiliando a fase final da migração. No entanto, na maior parte dos casos, a realocação do testículo deve ser feita cirurgicamente, o mais rápido possível. Caso o diagnóstico seja feito tardiamente, pode ser necessária a retirada do testículo (orquiectomia). Embora necessite anestesia geral, o procedimento é realizado por uma incisão de 2 a 3 centímetros na região inguinal, que permite o reposicionamento correto e definitivo do testículo no escroto na grande maioria dos casos, bem como a correção das hérnias associadas. Após o tratamento, o testículo fica inicialmente inchado devido ao trauma cirúrgico, readquirindo tamanho normal pouco tempo depois, e a seguir desenvolvendo-se normalmente com a idade.

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