Carambola pode desencadear insuficiência renal: mito ou verdade?

Verdade. A carambola possui uma substância tóxica que pode causar insuficiência renal. Os dados foram revelados por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), de Ribeirão Preto (SP), que descobriram uma substância existente na fruta causadora de intoxicação e outros danos à saúde, especialmente em pessoas com problemas nos rins.

A pesquisa durou mais de dez anos e teve o envolvimento de 19 profissionais, entre biólogos, químicos e médicos, que fizeram testes em ratos de laboratório para comprovar os efeitos causados pela molécula caramboxina. Apesar de ser encontrada em baixas concentrações na fruta, sendo inclusive facilmente eliminada por pessoas saudáveis que a consomem, a substância tende a se acumular no organismo das pessoas com problemas renais, provocando sintomas como soluços constantes por várias horas, confusão mental, convulsão e, se o paciente não for tratado adequadamente a tempo, pode até mesmo ir a óbito.

A caramboxina é bastante instável, uma vez que é derivada de um aminoácido natural, e não é reconhecida de imediato pelo organismo. A alta solubilidade em água deveria fazer com que a toxina fosse eliminada pela filtração renal. Entretanto, se essa filtragem não ocorre a contento, a molécula circula livremente pelo corpo. Em seguida, disfarçada, penetra e chega ao sistema nervoso central, causando danos à saúde do paciente.

De acordo com os pesquisadores da USP, se as pessoas que não apresentam problemas renais consumirem a fruta em grandes quantidades, seja in natura ou na forma de suco, também se expõem ao risco de desenvolver problemas neurológicos e insuficiência renal aguda.

Uso de Anabolizantes X Reposição de Testosterona

A testosterona é o principal hormônio masculino e influencia no comportamento, desempenho sexual, caraterísticas físicas como pelos, barbas, aumento da massa muscular, detalhes de fisionomia e estrutura óssea dos homens.

A partir dos 40 anos, os níveis sanguíneos da testosterona caem naturalmente devido ao envelhecimento, causando piora no espermograma, na libido e aparecimento de disfunção erétil, indiretamente percebido pela falta de ereções matinais “involuntárias”, ao acordar.

Além dos sintomas clássicos, a baixa de testosterona pode resultar em cansaço excessivo, pensamento confuso, problemas de memória, mudanças de humor, acúmulo de gordura corporal, baixo crescimento de pelos, dificuldade para ganhar massa muscular, entre outros.

Nesta situação, recomenda-se um médico para discutir a Terapia de Reposição de Testosterona (TRT), que pode ser feita por injeção trimestral ou por gel diário, sempre acompanhado por urologista.

Em contrapartida, a utilização abusiva da testosterona (anabolizantes) vem aumentando cada dia mais entre os homens e mulheres, principalmente dos praticantes de academia. As substâncias mais utilizadas são: oxandrolona, metilestosterona, metandienona, ésteres de testosterona, undecanoato de nandrolona, undecilato de bolderona (uso veterinário), oximetolona, enantato de metenolona, testosterona e estanozolol.

Os chamados androgênios são adquiridos através de mercados ilegais (distribuição, perda, roubo), através de fabricantes, comerciantes ou varejistas. As substâncias são também produzidas ilegalmente como drogas sem registro, falsificadas ou utilizando produtos inertes, sem nenhum efeito.

De acordo com um estudo divulgado no Congresso Brasileiro de Urologia, que analisou 4860 participantes em mais de 60 centros de esporte nas cinco maiores áreas geográficas da Arábia Saudita, 9,8% deles usavam AAS (Anabolic Androgenic Steroids) e 6,8% estavam planejando usar no futuro, sendo que metade dos usuários aconselharam outros participantes da academia a usarem as substâncias.

De acordo com o estudo, menos de um terço dos usuários dos AAS tiveram uma consulta médica antes e 25% dos usuários nem mesmo sabiam qual tipo de AAS eles estavam utilizando. Depois de parar de fazer uso dos AAS, mais da metade relatou estar com depressão e perda muscular.

A utilização de anabolizantes pode causar uma série de complicações, como acne, dependência, agressividade, problemas cardíacos, além de sintomas depressivos, disfunção erétil e diminuição da libido.

Os androgênios derivados da testosterona em altas doses podem atuar diretamente nas funções celulares, com fatores genéticos ou epigenéticos, determinando resultados tóxicos, mutagênicos, genotóxicos e carcinogênicos.

Sexualidade na terceira idade

A sexualidade não é apenas fazer sexo, ela também envolve beijo, toque, cheiro, entre outras coisas. É plenamente possível que a pessoa idosa, como qualquer outro ser humano, vivencie a sexualidade como uma importante dimensão da sua vida, embora, com o passar dos anos, ocorra uma diminuição natural na resposta aos estímulos sexuais. No homem, a produção de espermatozoides e testosterona diminui após os 40 anos. A mulher idosa perde a libido, enquanto o homem a mantém, porém pode apresentar disfunções na ereção e ejaculação. As alterações podem intervir no aspecto sexual, social e psicológico da pessoa idosa. 

Existem formas de amenizar essas mudanças fisiológicas, como o uso do lubrificante, principalmente para as mulheres idosas que acabam tendo ressecamento vaginal, o que pode até machucar.

Além disso, é importante lembrar que os idosos também precisam de cuidados para prevenir doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). O uso do preservativo feminino pode ser uma boa opção porque pode ser colocado antes do ato sexual e, muitas vezes, o homem tem medo de perder a ereção ao colocar a camisinha masculina.

Na verdade, a redução da frequência de atividades sexuais pode acontecer em todas as fases da vida. No fundo, parar de fazer sexo é uma questão de escolha e não um fator biológico. Conforme o indivíduo envelhece, a probabilidade de desenvolver doenças crônicas aumenta, afetando negativamente o desempenho sexual. Interromper a atividade sexual em vez de procurar ajuda é um caminho mais “fácil” e cômodo. O efeito psicológico disso normalmente é percebido por insegurança e receio com o próprio corpo, o que, sobremaneira, afeta a autoestima do indivíduo.

Coceira no escroto: o que pode ser?

A “coceira no saco” (escroto) não precisa se relacionar a doença, podendo ocorrer pelo suor e fricção. Isso forma uma espécie de “assadura”, que pode coçar ou doer.

O homem deve ficar atento se a coceira é constante/intensa, levando ao surgimento de ferida.Nesses casos, a coceira pode representar:

– Infecção por fungos: calor e excesso de umidade por várias horas predispoe ao desenvolvimento de fungos. Isso é mais comum em homens que não tomam banho após exercício físico ou que utilizam cueca de material sintético (não algodão). Nesses casos, além do incômodo da coceira, também podem aparecer manchas avermelhadas na pele.

– Reação alérgica: o homem pode ter alergia ao látex do preservativo, a cuecas de material sintético (poliéster ou elastano) ou até mesmo ao sabonete na higiene íntima.

– Chatos ou piolhos pubianos: podem ser transmitidos sexualmente e causam intensa coceira e vermelhidão no local.

– Doenças Sexualmente transmissíveis (DSTs): embora não seja um sintoma comum nesses casos, algumas DSTs, como herpes ou HPV, podem causar coceira na região do saco escrotal.

Se você apresentar coceira intensa e/ou vermelhidão, não se automedique, procure um médico para o diagnóstico e tratamento adequados.

Quando o adolescente deve ir ao urologista?

A adolescência é formada por muitas transformações importantes que vão preparar os jovens para a vida adulta.

As meninas são incentivadas pelas mães e têm por hábito consultar-se anualmente com ginecologista, desde a primeira menstruação. Culturalmente isso não ocorre com os meninos. Estima-se que mais da metade dos homens acima dos 35 anos nunca foram ao urologista.

As causas mais comuns para tratamento urológico na infância são: criptorquidia, fimose, hidrocele e torção de testículo. Os cuidados devem ser mantidos na adolescência, antes de iniciar a vida sexual, e mesmo depois disso.

O desenvolvimento do corpo masculino acontece de forma desordenada na puberdade. As mudanças corporais nesta fase da vida podem gerar angústia, timidez, insegurança, baixa autoestima e até agressividade.

Além disso, dúvidas quanto ao tamanho do pênis, forma, quantidade de pele, ereções matinais, entre outras, são muito comuns e um médico urologista pode ser muito útil para saná-las.

Consultar-se na adolescência com um urologista ajuda o paciente a tirar suas dúvidas sobre sexualidade e permite tratar precocemente doenças como varicocele, o que evitaria uma possível infertilidade. A consulta torna-se então fundamental para o adolescente conhecer melhor o seu corpo

O que acontece quando o testículo não desce? Conheça a criptorquidia

A criptorquidia ocorre quando os testículos apresentam um desvio em sua trajetória natural e não descem para o escroto.

Durante a vida fetal, os testículos se desenvolvem no abdome e iniciam seu trajeto de ‘descida’ para a bolsa testicular, finalizando-o até o fim da gestação. Comum em bebês prematuros, esta doença ocorre quando um dos testículos (ou os dois) ficam parados em algum ponto desse trajeto.

Caso isso ocorra, a anomalia deve ser corrigida o mais rápido possível, no intuito de preservar a função germinativa (de fertilidade e produção de testosterona) do menino. O tratamento pode se dar através de hormônios ou cirurgia, de nome orquidopexia.

A cirurgia é realizada por uma incisão de dois a três centímetros na região inguinal, que permite, na grande maioria dos casos, o reposicionamento correto e definitivo do testículo no escroto, bem como a correção de hérnias associadas.

Após o tratamento, o testículo irá se desenvolver normalmente com o passar do tempo.

Em caso de dúvida, consulte um especialista.

Saiba o que é a extrofia de bexiga

A extrofia de bexiga é uma má formação ao nascimento, através da qual o indivíduo nasce com a bexiga exposta para fora do abdome.

Com causa desconhecida, o problema se desenvolve a partir das 4 semanas de gestação, período em que vários órgãos do feto passam a ser formados. Apesar de genética, esta característica não é hereditária (não vem de pai pra filho). Ocorre em 1 a cada 30 mil nascimentos, sendo mais comum no sexo masculino. O tratamento é sempre cirúrgico, geralmente realizado em três estágios.

No primeiro, entre as 24 e as 48 horas de vida do bebê, se dá o fechamento da bexiga e do abdome. Aos 2 ou 3 anos de vida, a segunda cirurgia repara a má formação na uretra da criança. E, por fim, aos 4 anos de vida a criança passa por uma correção da incontinência urinária.

Em casos peculiares, outros procedimentos podem ser adotados, como a ampliação da bexiga com o intestino e o reimplante dos ureteres.

Não se esqueça: em caso de dúvida, consulte sempre um especialista.

Saiba como prevenir o câncer nos rins

O câncer renal é uma doença rara, que pode levar à perda do órgão. Nem sempre sua causa é conhecida e, em muitos casos, a doença tem fatores hereditários.

Sabemos que os pacientes que realizam hemodiálise apresentam de 5 a 20 vezes mais chance de desenvolver os tumores, em relação à população em geral. Há pequenas medidas podem ser tomadas para ajudar a reduzir o risco desta doença. Vamos a elas:

Obesidade e pressão arterial elevada são fatores de risco para o câncer nos rins. Hábitos saudáveis de vida regularizam a porcentagem de gordura corporal e a pressão arterial. Para isso, devemos adotar uma alimentação rica em frutas e vegetais e evitar alimentos com grande quantidade de sódio. Além disso, o tratamento com medicações da hipertensão já instalada é essencial.

Outro fator de risco a ser evitado é o tabagismo. Por último, devemos evitar a exposição a substâncias tóxicas, como solventes orgânicos.

Em caso de dúvida, consulte sempre um especialista.

Será que seu rim está fora do lugar?

Normalmente, os rins se localizam um em cada lado do organismo, embaixo das costelas, na região lombar. Lá, são fixados por várias estruturas, como ligamentos, fibras musculares, vasos sanguíneos, entre outras.

Porém, em casos peculiares, podem estar localizados em outras regiões do corpo. A frequência destas anomalias é de 1 em 900 nascimentos, não gerando sintomas explícitos, o que dificulta a descoberta de tal diferença.

Esta é a chamada ectopia renal, um defeito congênito que ocorre durante a migração dos rins para seus locais habituais, durante a gestação:

– Ectopia renal: quando o rim está abaixo da localização correta.

– Ectopia renal cruzada: o rim se localiza no lado oposto.

– Fusão renal: quando um rim é ligado ao outro.

– Rim em ferradura: ambos estão juntos em uma linha, como se fossem um só.

– Rim pélvico: aparece por trás da bexiga, em posição incorreta.

Pacientes que têm ectopias renais sofrem com maiores formações de cálculos, infecções urinárias e problemas de fluxo urinário, mas, no geral, podem levar uma vida normal.

Em caso de dúvida, consulte sempre um especialista.

Entenda para que serve a reposição hormonal masculina

Embora mais comum entre as mulheres, a reposição hormonal está se popularizando também entre os homens.

 

Este tratamento é recomendado para andropausa, comum em homens a partir dos 40 anos, caracterizado pela baixa produção de testosterona. Acarreta em: diminuição do desejo sexual, falta de energia, menor capacidade de ereção, obesidade, ondas de calor e irritabilidade.

 

O tratamento é feito por urologista com medicações via oral, injeções, adesivos ou implantes de testosterona.

 

Vale destacar que o tratamento é contraindicado para homens que possuem suspeita ou confirmação de câncer de próstata ou mama.

Para combater ou prevenir a andropausa, também é importante que o indivíduo mantenha hábitos saudáveis, como boa alimentação, prática regular de exercícios físicos, evitando o consumo de álcool, nicotina e drogas.

 

Não se esqueça, em caso de qualquer dúvida, procure sempre um especialista.