Saiba como se formam os cálculos renais

Os cálculos renais se formam em organismos com alteração metabólica já existente. Exemplos disso são cálcio aumentado na urina ou diminuição de inibidor (protetor), como o citrato.

Quando o componente mineral (soluto) está em concentração maior na urina, ele se precipita e forma as pedras.

A formação de cálculos renais é mais comum em pacientes com predisposição ao problema, principalmente por componente genético (familiar). Quem tem pai, mãe ou irmão com o problema tem três vezes mais chances de ter cálculo renal. A formação dos cálculos também se relaciona  a hábitos como tomar pouca água, ingerir muito sódio e grande quantidade de proteína animal.

Distúrbios como hiperparatireoidismo, acidose tubular renal e desidratação também podem desencadear o problema. Cálculos podem surgir de um dia para o outro. Para isso, basta haver um aumento súbito da concentração do mineral, em um fim de semana de desidratação e grande consumo de sódio, por exemplo, para as pedras renais se formarem.

O sintoma mais comuns é forte crise de dores provocadas pelas pedras, ponto de partida para o diagnóstico, além de urina muito densa e escura ou com pontos de sangue. Outros sintomas: náusea, vômito, inquietação e sudorese.

Vale ressaltar que os pacientes que têm pedras minúsculas podem não apresentar nenhum tipo de sintoma, eliminando-as com o aumento do consumo de água.

Exames laboratoriais da urina analisam a acidez e a presença de cristais ou infecção. Exames de imagem como tomografia e ultrassom avaliam o tamanho e localização das pedras. Cálculo acima de um centímetro precisa ser tratado, com algum procedimento para fragmentá-lo.

Opções de tratamento:

1) Litotripsia extracorpórea, considerada a menos agressiva para o organismo, realizada através de ondas eletromagnéticas que destroem o material sólido. O paciente elimina os cálculos. 

2)  Ureterolitotripsia flexível – Utilizada principalmente para pedras de até 1,5cm. Procedimento endoscópico, sem cortes, onde são fragmentados os cálculos com um aparelho flexivel que vai até o rim. 

3) Nefrolito percutanea -Utilizado para tratamento de cálculos maiores que 1,5cm. O procedimento que perdura a pele, onde é feita uma incisão nas costas do paciente e um aparelho penetra na pele até atingir o rim para a retirada do cálculo.

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