Uretrite: 100% prevenida com uso de camisinha

A uretrite é uma das principais Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), evitável em 100% das vezes com o uso de camisinha, dado que sua transmissão é feito pelo contato direto da uretra com a secreção.

Uretrites são infecções bacterianas da uretra, canal que leva a urina da bexiga ao meio externo.

A doença pode ser transmitida tanto pelo sexo convencional (oral, vaginal e anal), quanto pelo contato com toalhas ou roupa íntima com a secreção infectada.

A Gonorreia é causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, mais conhecida como Gonococo, e pode atingir homens e mulheres. Pode também acometer região anal, reto, restante do aparelho urogenital, traquéia, garganta e olhos.

Já a infecção por Clamídia é causada pela Chlamydia trachomatis, bactéria intracelular de grande poder infectante, que também atinge homens e mulheres. É a DST de maior prevalência no mundo e sua manifestação é semelhante, porém mais discreta, a da gonorreia.

Embora alguns pacientes sejam assintomáticos, a maioria dos homens sente ardência ao urinar, corrimento uretral, movimentos intestinais dolorosos, coceira, erupções e hemorragias. Entre as mulheres, os sintomas mais comuns são: coceira vaginal, disúria (ardência ao urinar), dor durante a relação sexual, corrimento vaginal e escape de sangue vaginal.

A Clamídia apresenta sintomas mais leves, menos secreção, de coloração mais clara, além de leve ardência ao urinar. Já a gonorreia causa uma secreção viscosa, grossa, com aspecto de pus, e a ardência ao urinar é mais forte.

O diagnóstico da uretrite é feito conversando com o paciente, que vai revelar uma relação sexual suspeita (ou fora do habitual) e sem o uso de preservativo. Coleta de secreção para análise clínica também pode ser solicitada para confirmar o diagnóstico, mas não é obrigatória.

O tratamento é sempre com antibiótico, variando de acordo com a bactéria.

Na mulher, tanto clamídia quanto gonorreia podem dar aderências nas tubas uterinas e causar infertilidade. Já no homem, a uretrite pode causar infertilidade se ele houver “entupimento” dos canalículos do testículo (orquite ou epididimite). No entanto, a principal complicação é estenose (estreitamento da uretra).

O que você precisa saber sobre testosterona?

A testosterona é o principal hormônio masculino e influencia: comportamento, desempenho sexual, características físicas como pêlos, barba, aumento de massa muscular, detalhes da fisionomia e estrutura óssea do homem.

Na adolescência é necessária para desenvolvimento de traços masculinos como desenvolvimento de pêlos, aumento de penis/escroto e engrossar a voz. Aqueles que apresentam baixo índice do hormônio, podem não desenvolver estatura e não manter características infantis.

A testosterona é produzida pelos testículos, estimulados diretamente pela hipófise (glândula localizada no centro do cérebro). É o principal hormônio responsável pela fertilidade masculina, ou seja, produção de espermatozoides, assim como pela ereção e libido.
Os níveis sanguíneos da testosterona decaem naturalmente com o passar da idade, aproximadamente 1% ao ano a partir dos 40 anos.

Portanto, é a partir dessa idade que surge um problema conhecido por muitos como “andropausa”. Chamada no meio médico de Doença androgênica do envelhecimento masculino (DAEM), ocorre por déficit de testosterona com piora no espermograma na libido e aparecimento de disfunção erétil, indiretamente percebido pela falta de ereções matinais “involuntárias”, ao acordar.

Além dos sintomas clássicos, a baixa de testosterona pode resultar em cansaço excessivo, pensamento confuso, problemas de memória, mudanças de humor, acúmulo de gordura corporal, baixo crescimento de pelos, dificuldade para ganhar massa muscular, entre outros.

A recomendação é sempre procurar um médico para discutir a Teraoia de Reposição de Testosterona (TRT), só indicada quando há:

1) Sintomas sexuais
2) Níveis sanguíneos de testosterona total abaixo de 300.

A reposição de testosterona pode ser feita por injeção trimestral ou por gel diário, sempre acompanhado por urologista. Vale ressaltar que pacientes em TRT tem risco de 30% de infertilidade, mesmo com uso de medicamentos no futuro.

Saiba mais sobre o HPV

Transmitido pelo papilomavírus humano, o HPV é uma das principais doenças sexualmente transmissíveis (DST). Assim como o Herpes, 90% da população já entrou em contato com a doença. Para isso, basta ter tido pelo menos três parceiros sexuais ao longo da vida.

Também como o Herpes, a doença só vai se manifestar no paciente que é susceptível a ela, ou seja, algumas pessoas podem entrar em contato com o HPV por diversas vezes e nunca pegar a doença.

O HPV se manifesta em forma de lesão (verruga), seja nos órgãos genitais ou mucosas como boca, garganta e ânus. A transmissão se dá, principalmente, através da relação sexual. Em alguns casos, o contágio acontece durante o parto e pelo compartilhamento de objetos pessoais como toalhas e roupas íntimas contaminadas.

Para contrair HPV, basta que uma pessoa susceptível tenha contato direto com a pele ou mucosa com lesões. Infelizmente mesmo com proteção, há risco de contágio numa relação sexual protegida. O preservativo protege até 80% da contaminação, mas o vírus pode contaminar também púbis, virilha, escroto e períneo.

Embora o homem seja hospedeiro do vírus, o problema é mais grave nas mulheres: 100% dos tumores de colo de útero são associados ao HPV, ou seja, pacientes do sexo feminino com HPV têm maior probabilidade de apresentar a doença.

O governo brasileiro tem campanha nacional de vacinação contra a doença. Ela é dada gratuitamente a meninas (9 aos 14 anos) e meninos (11 aos 14 anos). Homens e mulheres até os 26 anos, que receberam órgãos transplantados ou estão em tratamento contra câncer também podem receber a vacina.

Disponível em duas doses, o objetivo da vacina quadrivalente é prevenir os pré-adolescentes que ainda não entraram em contato com a doença. A vacinação pode prevenir: 70% dos cânceres do colo útero, 90% de cânceres anais, 63% de cânceres de pênis, 70% dos cânceres de vagina, 72% dos cânceres de garganta e 90% das verrugas genitais.

O tratamento do HPV objetiva a destruição das lesões, seja por elétrico cauterização, laser, crioablação ou pomadas ácidas.

Fatores que podem atrapalhar a vida sexual do homem

Muitas pesquisas já demonstraram que sexo traz diversos benefícios para a saúde, além de proporcionar muito bem-estar. Porém, alguns hábitos, doenças e até mesmo fatores psicológicos podem interferir, diminuindo o desejo ou atrapalhando o desempenho sexual de homens e mulheres. Nos homens, a disfunção erétil (incapacidade de obter ou manter ereção suficiente para penetração) é o principal motivo de queixas ao urologista.

Homens até 40 anos de idade têm como principais motivos para DE fatores psicológicos, notadamente estresse, ansiedade e depressão. Vida conturbada com certeza desfoca o paciente e atrapalha no desempenho sexual, independentemente da causa. 

Diabetes e hipertensão arterial são as principais doenças causadoras da impotência masculina. Estudo do Centro de Referência em Saúde do Homem (Hospital Brigadeiro) apontou incidência de 35% de diabetes nos homens em tratamento para disfunção sexual na unidade. Essas doenças, quando não controladas, geram estreitamento das artérias penianas, diminuindo a circulação do sangue e, consequentemente, causando falta de ereção. A situação se agrava quando o homem diabético possui outras doenças crônicas associadas como obesidade e problemas com colesterol e triglicérides.

A impotência sexual por diabetes pode ser revertida quando tratada no início do quadro, quando as alterações não se tornaram crônicas. É certo que manter os níveis de glicemia regulados sempre vai melhorar a condição erétil do paciente. Medicações adequadas por via oral ou injetáveis (insulina), além de alimentação correta e exercícios regulares, são a base do tratamento do diabético.

Outra causa comum em pacientes acima dos 50 anos é a popular “andropausa” (diminuição de testosterona) que pode levar à perda de libido e da ereção, além de alterações de humor, sono, ganho de massa muscular e fadiga. Corrigir os níveis desse hormônio melhoram todos esses sintomas.

O homem que sofre de disfunção erétil precisa procurar um urologista o quanto antes para um diagnóstico e tratamento adequados.

Você já teve contato com o herpes vírus?

O herpes genital é uma doença sexualmente transmissível (DST) bastante comum causada por dois tipos de vírus: 1 (HSV-1) e 2 (HSV-2). O primeiro tipo é comumente associado a infecções dos lábios, boca e da face, enquanto o segundo normalmente é transmitido através das relações sexuais, afetando os genitais de ambos os sexos.

Estima-se que 90% da população entrou ou entrará em contato com o herpes em algum momento da vida. Para isso, basta que tenha mais de três parceiros sexuais na vida. Uma vez no organismo do paciente, o vírus do herpes dificilmente será eliminado, pois ele se aproveita do material fornecido pelas células do hospedeiro, que possibilitam sua replicação.

Ocorre que muitas pessoas nunca desenvolverão a doença, por mais expostas que sejam. Já pacientes susceptíveis, vão desenvolvê-la diversas vezes na vida.

O herpes provoca lesões (pequenas bolhas esbranquiçadas) na pele ou nas mucosas dos órgãos sexuais, que podem arder, coçar ou até se transformar em pequenas ulcerações que sangram. Além disso, sintomas parecidos com o da gripe podem acompanhar o quadro: apetite reduzido, febre, mal-estar e dores musculares.

Se você possui o vírus do herpes, deve ficar atento, pois traumatismo local, cansaço, estresse e baixa imunidade são condições propícias para a ativação do vírus. Quando a doença está ativa, métodos de prevenção, como a camisinha, não podem ser descartados, pois o herpes é extremamente contagioso.

As lesões costumam regredir espontaneamente entre sete e oito dias, ciclo comum da doença; Entretanto, existem pomadas e medicações que ajudam a acelerar o próximo de recuperação. Géis anestésicos também podem ser prescritos, trazendo maior conforto ao paciente.

Já ouviu falar em próteses penianas?

O último tratamento que o urologista recorre para cuidar da disfunção erétil é a prótese peniana. São dispositivos cilíndricos implantados no interior de cada um dos dois corpos cavernosos (aqueles que se enchem no momento da ereção) do pênis. Isso  proporciona rigidez suficiente para retorno à prática sexual.

Existem dois tipos de próteses: maleáveis ou semirrígidas e infláveis ou hidráulicas. As infláveis são consideradas mais fisiológicas por melhor reproduzir os estados de flacidez e rigidez penianas. Já a semirrígida, mais colocada em nosso país pelo preço e facilidade, mantém o pênis em ereção 24h por dia.

A prótese semirrígida é de silicone, com uma cordoalha metálica em seu interior que permite que sejam dobradas para baixo (posição de descanso) e para cima (para prática sexual). Já a prótese inflável possui uma capa externa de silicone que enche-se de soro fisiológico, aumentando o volume do corpo cavernoso e promovendo rigidez peniana.

A técnica cirúrgica para aplicação das próteses é bem semelhante: preparo pré-operatório, antibióticos para profilaxia de infecção, anestesia, abertura da pele, abertura dos corpos cavernosos, dilatação interna e implante das próteses.

Embora eficiente em mais de 95% da vezes, a cirurgia não é isenta de complicações, sendo a principal a infecção, principalmente em pacientes diabéticos descompensados.

Se você tem disfunção erétil, converse com seu urologista. A colocação da prótese peniana pode ser uma ótima opção para o seu caso.

Vasectomia é reversível! Saiba porque a procura pela reversão tem aumentado

A vasectomia é o método mais prático e seguro para o homem que não pretende mais ter filhos. Porém, estima-se que até 10% dos pacientes submetidos a vasectomia, desistem da ideia e procuram informações sobre a reversão. A decisão é normalmente motivada por um segundo casamento em que a nova esposa deseja ter seu primeiro filho. Sendo realizada há décadas, a Reversão de Vasectomia tornou-se mais eficaz com o uso do microscópio.

Chamado de Vasovasostomia, a cirurgia consiste em religar as duas partes do canal deferente (cortados na vasectomia), permitindo que os espermatozoides voltem ao caminho dos testículos até a vesícula seminal, sendo novamente liberados no esperma ejaculado. Com o auxílio de um microscópio, é realizado um corte no saco escroto e reconectado os canais com sutura com fios ultrafinos (grossura de um fio de cabelo).

Os índices do sucesso da reversão são satisfatórios, principalmente nos pacientes que realizaram a vasectomia há menos de cinco anos (veja tabela completa no site). Quanto maior o intervalo entre a vasectomia e sua reversão, menores serão as chances de uma futura gravidez.

Homens têm corrimento? Com certeza!

O corrimento em homens pode ser fisiológico quando causado por fatores como: excitação sexual, ato de urinar ou mesmo por um esforço muito forte na hora de defecar. São casos em que o corrimento não apresenta mau cheiro ou irritação, sendo fino, transparente ou branco leitoso. Entretanto, o corrimento amarelado, cinza ou esverdeado, que exala mau cheiro é um alerta ao paciente. Os sintomas mais comuns são: dor ao urinar, coceira, queimação, vermelhidão e ardor.

O corrimento patológico ocorre por infecções ou inflamação do canal urinário (uretrite), causados pelas bactérias clamídia e/ou gonorreia, sendo fatores também de infertilidade.

A contaminação ocorre por relação sexual anal ou vaginal, sem utilização de preservativos. O paciente infectado pode também ter prostatite (infecção na próstata), infecções urinárias e balanites (glande).

O tratamento é sempre realizado com antibióticos, sendo tratados os dois do casal.

Sexo oral sem proteção pode transmitir doenças?

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a prática de sexo oral sem proteção pode causar diversas doenças como: herpes, HPV, sífilis, gonorreia e, até mesmo, transmitir o HIV, vírus causador da AIDS.

Nas quatro primeiras, basta que exista uma pequena área lesada para que a transmissão do vírus aconteça. No caso do HIV, o risco é menor do que em uma relação sexual convencional desprotegida, mas a infecção também pode ocorrer.

De acordo com o Manual de Controle de IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis), do Ministério da Saúde, as infecções estão entre os problemas de saúde pública mais comuns em todo o mundo, com cerca de 340 milhões casos novos por ano.

Não é apenas o esperma que contém o vírus. O líquido expelido antes da ejaculação masculina e o da secreção vaginal, também podem infectar o(a) parceiro(a). Ferimentos na boca decorrentes de gengivites, aftas e os causados pelas escovas de dentes aumentam o risco de infecção

A maioria das doenças decorrentes de sexo oral desprotegido tem tratamento. No entanto existe o risco de tê-las pelo resto da vida. O melhor caminho, portanto, é a proteção mútua do casal.

Diabetes pode causar disfunção erétil?

A diabetes, além da hipertensão arterial, é um dos fatores mais comuns que levam à impotência masculina, condição em que o homem não consegue manter uma ereção por tempo suficiente para poder realizar a penetração e a prática sexual.

Um estudo do Centro de Referência em Saúde do Homem (Hospital Brigadeiro), realizado na capital paulista, apontou que 35% dos homens em tratamento para disfunção sexual na unidade sofrem de diabetes.

Na verdade essas doenças, quando não controladas corretamente, causam o estreitamento das artérias penianas, diminuindo a circulação do sangue e, consequentemente, causando falta de ereção. A situação se agrava quando o homem diabético possui mais doenças crônicas como hipertensão arterial, obesidade e problemas com colesterol e triglicérides.

A impotência sexual por diabetes pode ser curada quando tratada no início do quadro, quando as alterações não se tornaram crônicas. De qualquer forma, deixar os níveis de glicemia regulados sempre vai melhorar a condição erétil do paciente. Medicações adequadas por via oral ou injetáveis (insulina), além de alimentação correta e exercícios regulares, são a base do tratamento do diabético.

O homem que sofre de disfunção erétil precisa procurar um urologista o quanto antes. Quando a causa for diabetes, ela deve ser compensada o mais rápido possível. Precisamos sempre lembrar que diabetes leva a cegueira, problemas renais, lesões que não cicatrizam e maiores riscos de infarto e derrame.

A disfunção erétil pode acometer homens de qualquer idade!