Fatores que podem atrapalhar a vida sexual do homem

Muitas pesquisas já demonstraram que sexo traz diversos benefícios para a saúde, além de proporcionar muito bem-estar. Porém, alguns hábitos, doenças e até mesmo fatores psicológicos podem interferir, diminuindo o desejo ou atrapalhando o desempenho sexual de homens e mulheres. Nos homens, a disfunção erétil (incapacidade de obter ou manter ereção suficiente para penetração) é o principal motivo de queixas ao urologista.

Homens até 40 anos de idade têm como principais motivos para DE fatores psicológicos, notadamente estresse, ansiedade e depressão. Vida conturbada com certeza desfoca o paciente e atrapalha no desempenho sexual, independentemente da causa. 

Diabetes e hipertensão arterial são as principais doenças causadoras da impotência masculina. Estudo do Centro de Referência em Saúde do Homem (Hospital Brigadeiro) apontou incidência de 35% de diabetes nos homens em tratamento para disfunção sexual na unidade. Essas doenças, quando não controladas, geram estreitamento das artérias penianas, diminuindo a circulação do sangue e, consequentemente, causando falta de ereção. A situação se agrava quando o homem diabético possui outras doenças crônicas associadas como obesidade e problemas com colesterol e triglicérides.

A impotência sexual por diabetes pode ser revertida quando tratada no início do quadro, quando as alterações não se tornaram crônicas. É certo que manter os níveis de glicemia regulados sempre vai melhorar a condição erétil do paciente. Medicações adequadas por via oral ou injetáveis (insulina), além de alimentação correta e exercícios regulares, são a base do tratamento do diabético.

Outra causa comum em pacientes acima dos 50 anos é a popular “andropausa” (diminuição de testosterona) que pode levar à perda de libido e da ereção, além de alterações de humor, sono, ganho de massa muscular e fadiga. Corrigir os níveis desse hormônio melhoram todos esses sintomas.

O homem que sofre de disfunção erétil precisa procurar um urologista o quanto antes para um diagnóstico e tratamento adequados.

Você já teve contato com o herpes vírus?

O herpes genital é uma doença sexualmente transmissível (DST) bastante comum causada por dois tipos de vírus: 1 (HSV-1) e 2 (HSV-2). O primeiro tipo é comumente associado a infecções dos lábios, boca e da face, enquanto o segundo normalmente é transmitido através das relações sexuais, afetando os genitais de ambos os sexos.

Estima-se que 90% da população entrou ou entrará em contato com o herpes em algum momento da vida. Para isso, basta que tenha mais de três parceiros sexuais na vida. Uma vez no organismo do paciente, o vírus do herpes dificilmente será eliminado, pois ele se aproveita do material fornecido pelas células do hospedeiro, que possibilitam sua replicação.

Ocorre que muitas pessoas nunca desenvolverão a doença, por mais expostas que sejam. Já pacientes susceptíveis, vão desenvolvê-la diversas vezes na vida.

O herpes provoca lesões (pequenas bolhas esbranquiçadas) na pele ou nas mucosas dos órgãos sexuais, que podem arder, coçar ou até se transformar em pequenas ulcerações que sangram. Além disso, sintomas parecidos com o da gripe podem acompanhar o quadro: apetite reduzido, febre, mal-estar e dores musculares.

Se você possui o vírus do herpes, deve ficar atento, pois traumatismo local, cansaço, estresse e baixa imunidade são condições propícias para a ativação do vírus. Quando a doença está ativa, métodos de prevenção, como a camisinha, não podem ser descartados, pois o herpes é extremamente contagioso.

As lesões costumam regredir espontaneamente entre sete e oito dias, ciclo comum da doença; Entretanto, existem pomadas e medicações que ajudam a acelerar o próximo de recuperação. Géis anestésicos também podem ser prescritos, trazendo maior conforto ao paciente.

Como tratar a ejaculação precoce

A ejaculação precoce é a incapacidade do homem em segurar o orgasmo de maneira satisfatória para ele ou sua parceira(o), sendo considerada um distúrbio caso ocorra em mais da metade das relações. O problema atinge homens de todas as idades e sua  causa ainda é pouco explicada.

Em seu quadro primário, o problema está ligado à insegurança de não ter um bom desempenho sexual, gerando mais ansiedade com as próximas relações. Na adolescência, a falta de experiência é o gatilho mais comum para a situação.

O tratamento consiste em reeducação sexual, treinamento psicológico e comportamental e uso de medicações (não obrigatório) por um curto período de tempo. Veja no meu site, na sessão de doenças sexuais, orientações e dicas sobre ejaculação precoce.

Em todo caso, o acompanhamento de um urologista é fundamental para a realização do melhor tratamento.

 

Já ouviu falar em próteses penianas?

O último tratamento que o urologista recorre para cuidar da disfunção erétil é a prótese peniana. São dispositivos cilíndricos implantados no interior de cada um dos dois corpos cavernosos (aqueles que se enchem no momento da ereção) do pênis. Isso  proporciona rigidez suficiente para retorno à prática sexual.

Existem dois tipos de próteses: maleáveis ou semirrígidas e infláveis ou hidráulicas. As infláveis são consideradas mais fisiológicas por melhor reproduzir os estados de flacidez e rigidez penianas. Já a semirrígida, mais colocada em nosso país pelo preço e facilidade, mantém o pênis em ereção 24h por dia.

A prótese semirrígida é de silicone, com uma cordoalha metálica em seu interior que permite que sejam dobradas para baixo (posição de descanso) e para cima (para prática sexual). Já a prótese inflável possui uma capa externa de silicone que enche-se de soro fisiológico, aumentando o volume do corpo cavernoso e promovendo rigidez peniana.

A técnica cirúrgica para aplicação das próteses é bem semelhante: preparo pré-operatório, antibióticos para profilaxia de infecção, anestesia, abertura da pele, abertura dos corpos cavernosos, dilatação interna e implante das próteses.

Embora eficiente em mais de 95% da vezes, a cirurgia não é isenta de complicações, sendo a principal a infecção, principalmente em pacientes diabéticos descompensados.

Se você tem disfunção erétil, converse com seu urologista. A colocação da prótese peniana pode ser uma ótima opção para o seu caso.

Vasectomia é reversível! Saiba porque a procura pela reversão tem aumentado

A vasectomia é o método mais prático e seguro para o homem que não pretende mais ter filhos. Porém, estima-se que até 10% dos pacientes submetidos a vasectomia, desistem da ideia e procuram informações sobre a reversão. A decisão é normalmente motivada por um segundo casamento em que a nova esposa deseja ter seu primeiro filho. Sendo realizada há décadas, a Reversão de Vasectomia tornou-se mais eficaz com o uso do microscópio.

Chamado de Vasovasostomia, a cirurgia consiste em religar as duas partes do canal deferente (cortados na vasectomia), permitindo que os espermatozoides voltem ao caminho dos testículos até a vesícula seminal, sendo novamente liberados no esperma ejaculado. Com o auxílio de um microscópio, é realizado um corte no saco escroto e reconectado os canais com sutura com fios ultrafinos (grossura de um fio de cabelo).

Os índices do sucesso da reversão são satisfatórios, principalmente nos pacientes que realizaram a vasectomia há menos de cinco anos (veja tabela completa no site). Quanto maior o intervalo entre a vasectomia e sua reversão, menores serão as chances de uma futura gravidez.

Homens têm corrimento? Com certeza!

O corrimento em homens pode ser fisiológico quando causado por fatores como: excitação sexual, ato de urinar ou mesmo por um esforço muito forte na hora de defecar. São casos em que o corrimento não apresenta mau cheiro ou irritação, sendo fino, transparente ou branco leitoso. Entretanto, o corrimento amarelado, cinza ou esverdeado, que exala mau cheiro é um alerta ao paciente. Os sintomas mais comuns são: dor ao urinar, coceira, queimação, vermelhidão e ardor.

O corrimento patológico ocorre por infecções ou inflamação do canal urinário (uretrite), causados pelas bactérias clamídia e/ou gonorreia, sendo fatores também de infertilidade.

A contaminação ocorre por relação sexual anal ou vaginal, sem utilização de preservativos. O paciente infectado pode também ter prostatite (infecção na próstata), infecções urinárias e balanites (glande).

O tratamento é sempre realizado com antibióticos, sendo tratados os dois do casal.

Sexo oral sem proteção pode transmitir doenças?

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a prática de sexo oral sem proteção pode causar diversas doenças como: herpes, HPV, sífilis, gonorreia e, até mesmo, transmitir o HIV, vírus causador da AIDS.

Nas quatro primeiras, basta que exista uma pequena área lesada para que a transmissão do vírus aconteça. No caso do HIV, o risco é menor do que em uma relação sexual convencional desprotegida, mas a infecção também pode ocorrer.

De acordo com o Manual de Controle de IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis), do Ministério da Saúde, as infecções estão entre os problemas de saúde pública mais comuns em todo o mundo, com cerca de 340 milhões casos novos por ano.

Não é apenas o esperma que contém o vírus. O líquido expelido antes da ejaculação masculina e o da secreção vaginal, também podem infectar o(a) parceiro(a). Ferimentos na boca decorrentes de gengivites, aftas e os causados pelas escovas de dentes aumentam o risco de infecção

A maioria das doenças decorrentes de sexo oral desprotegido tem tratamento. No entanto existe o risco de tê-las pelo resto da vida. O melhor caminho, portanto, é a proteção mútua do casal.

Diabetes pode causar disfunção erétil?

A diabetes, além da hipertensão arterial, é um dos fatores mais comuns que levam à impotência masculina, condição em que o homem não consegue manter uma ereção por tempo suficiente para poder realizar a penetração e a prática sexual.

Um estudo do Centro de Referência em Saúde do Homem (Hospital Brigadeiro), realizado na capital paulista, apontou que 35% dos homens em tratamento para disfunção sexual na unidade sofrem de diabetes.

Na verdade essas doenças, quando não controladas corretamente, causam o estreitamento das artérias penianas, diminuindo a circulação do sangue e, consequentemente, causando falta de ereção. A situação se agrava quando o homem diabético possui mais doenças crônicas como hipertensão arterial, obesidade e problemas com colesterol e triglicérides.

A impotência sexual por diabetes pode ser curada quando tratada no início do quadro, quando as alterações não se tornaram crônicas. De qualquer forma, deixar os níveis de glicemia regulados sempre vai melhorar a condição erétil do paciente. Medicações adequadas por via oral ou injetáveis (insulina), além de alimentação correta e exercícios regulares, são a base do tratamento do diabético.

O homem que sofre de disfunção erétil precisa procurar um urologista o quanto antes. Quando a causa for diabetes, ela deve ser compensada o mais rápido possível. Precisamos sempre lembrar que diabetes leva a cegueira, problemas renais, lesões que não cicatrizam e maiores riscos de infarto e derrame.

A disfunção erétil pode acometer homens de qualquer idade!

Sexo e álcool combinam?

Muita gente usa o álcool para desinibição na paquera. Mas será que o consumo de bebida pode afetar o desempenho sexual?

A resposta é sim! Apesar do efeito inicial do álcool (em doses baixas) trazer mais confiança para a pessoa, isto é transitório. Tem efeito depressor no sistema nervoso, tornando o indivíduo mais lento, com dificuldade de raciocínio e tomada de decisões.

No momento da relação sexual há dificuldade em se manter o foco para o próprio ato. Isso piora a excitação (consequentemente, a ereção), além da capacidade de ejacular em momento oportuno. Para as mulheres, também existe uma queda no desempenho, com piora ou inexistência de excitação, lubrificação e, consequentemente, de orgasmo.

A bebida também pode tornar as pessoas mais emotivas e menos equilibradas para uma relação sexual. Por último, e não menos importante, há maiores possibilidades da pessoa embriagada não se prevenir corretamente, aumentando sua chance de contrariar doenças sexuais de todos os tipos.

Em caso de dúvidas, consulte um especialista.

Saiba mais sobre a infertilidade

Estima-se que a infertilidade atinja de 10% a 20% dos casais em idade reprodutiva, independente da origem étnica ou social. Aproximadamente 1/3 dos casos acontecem por problemas exclusivamente masculinos ou femininos e 1/3 por contribuição dos dois.

Na avaliação masculina, deve-se levar em conta o histórico de cirurgias no abdome ou pelve, vasectomia, tabagismo, etilismo, doenças crônicas, fazer um minucioso exame físico detalhado e solicitar exames laboratoriais. Histórico de tratamentos anteriores também devem ser bem avaliados. Quimioterapia e Radioterapia são fortemente associados a infertilidade.

No exame físico, deve-se palpar ductos deferentes (eles levam os espermatozóides do testículo à uretra). Ausência dos ductos deferentes é uma condição muito rara, mas pode ocorrer. Procura-se também sinais de cirurgias anteriores e presença de varicocele.

A varicocele é a causa mais comum (e tratável) de infertilidade masculina. Ocorre por veias dilatadas e tortuosas na região do escrito. Outras causas: criptorquidia (quando não houve descida correta do testículo para o escroto), histórico de torção testicular, infecções do trato genital masculino, inflamação testicular e outros. Infelizmente, cerca de 25% das causas são desconhecidas, não possuindo tratamento específico.

O tratamento varia de acordo com a causa. Quando não existe uma definida ou há impossibilidade de correção, indica-se um dos métodos de fertilização assistida.

Em caso de dúvida, consulte sempre um especialista.