Saiba mais sobre a Mycoplasma genitalium, DST que vem preocupando médicos

Infecção pouco conhecida, tornou-se uma recente DST (doença sexualmente transmissível) a preocupar médicos em todo o mundo. 

 

A doença é causada por uma bactéria, transmitida através de contato sexual com um parceiro(a) contaminado(a). Nos homens, causa a inflamação da uretra, levando à liberação de secreções e dores na hora de urinar. 

 

 

Já em mulheres, pode inflamar o útero e as trompas uterinas. Assim, provoca dor, febre, sangramento e, em casos mais graves, até mesmo a infertilidade.

 

De acordo com o Ministério da Saúde, apesar da doença ocorrer mais na Europa, o Brasil já vem monitorando esta condição. Ainda não se sabe quantas pessoas foram atingidas no território brasileiro, mas estudos regionais afirmam que a Mycoplasma genitalium é muito menos frequente que outras doenças sexualmente transmissíveis.

 

Para evitar este e outros tipos de DST, sempre se previna durante as relações sexuais. E na dúvida, consulte sempre um especialista.

 

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Saiba mais sobre a cistite da lua de mel

Cistite da lua de mel ou cistite pós-coito é o nome que se dá à infecção urinária que surge de 24 a 48 horas após uma relação sexual.

Ao contrário do que se possa imaginar, esta não é uma doença sexualmente transmissível, apesar de ser facilitada pelo ato. No geral, a cistite ocorre quando o indivíduo tem sua bexiga infectada com bactérias que habitam a região do períneo (localizada entre os testículos e o ânus) ascendem à bexiga.

Como no ato sexual existe fricção constante entre os órgãos genitais, há mais chance destas bactérias caminharem da região perineal até a uretra, invadindo rapidamente a bexiga.

Embora possa atingir homens, é mais muito mais comum em mulheres, pois a uretra feminina é bem mais curta (6cm) que a masculina (com 20 centímetros).

Os sintomas mais comuns são: vontade frequente de urinar, sensação de não esvaziamento da bexiga, urgência para urinar, dor ou ardência durante o ato urinário, além de cheiro e cor mais fortes na urina.

O tratamento consiste em aumento da hidratação e antibióticos, inicialmente de uso oral.

Em caso de maiores dúvidas, consulte sempre um especialista

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Saiba como o tabagismo prejudica sua vida sexual

É consenso que existem diversos danos à saúde causados pelo tabagismo. Mas um dos mais frequentes é a impotência sexual.

A nicotina altera o fluxo sanguíneo do corpo, fazendo com que o pênis receba menor circulação. Assim, a ereção do indivíduo é altamente prejudicada ou inexiste. Além disso, os tecidos penianos se contraem e o órgão acaba sofrendo pela falta de irrigação de sangue, piorando a qualidade da ereção.

Segundo estudos, há cerca de seis milhões de homens brasileiros com disfunção erétil. Boa parte causados pelo hábito de fumar.

E os problemas sexuais causados pelo tabagismo não aparecem apenas no sexo masculino; de acordo com a Associação Médica Britânica, mulheres fumantes têm propensão a sentir menos prazer durante o ato sexual e mais dificuldade em chegar ao orgasmo.

Vale lembrar que o cigarro provoca também inúmeras outras doenças, como câncer de pulmão, de boca e laringe, problemas cardiovasculares, entre outros. Mais do que uma questão de saúde, abandonar o cigarro é uma escolha de melhoria da qualidade e quantidade de vida.

Em caso de maiores dúvidas, consulte sempre um especialista.

Saiba mais sobre os diversos problemas encontrados na hora da ejaculação

Ejaculação é o processo pelo qual o homem expele o esperma em uma relação sexual ou masturbação. Objetivo é a fecundação, permitindo, quando os espermatozoides, presentes no sêmen, encontrem o óvulo.

Quando o indivíduo está prestes a ejacular, a bexiga se fecha e as secreções da próstata, dos testículos, das vesículas seminais e das glândulas periuretrais se encaminham para a uretra. Assim, o sistema nervoso manda estímulos, que concluem o ato, expelindo o líquido.

 1) Ejaculação retrógrada ou orgasmo seco

A ejaculação geralmente ocorre acompanhada do orgasmo, mas isso não é obrigatório. A ejaculação retrógrada ocorre quando há orgasmo e o ejaculado retorna pra bexiga ao invés de ser impulsionado pelo pênis. Assim, o indivíduo acha que não houve ejaculação. Isso pode ser causado por motivos físicos (como alterações hormonais, diabetes, lesões medulares, consumo de diversos tipos de drogas, entre outros) ou alterações psicológicas (como estresse, depressão, fobias, etc).

 2) Ejaculação Retardada

Ocorre quando o homem demora demais para ejacular, seja na masturbação ou na relação sexual. Geralmente há um aspecto psicológico importante, com o indivíduo apresentando comportamento de ansiedade e estresse.

 3) Anejaculação

Incapacidade de expulsar o sêmen. Mais grave que as ocorrências citadas anteriormente, compromete a fertilidade do homem, que deixa de produzir o líquido. Decorrem de problemas psicológicos, mas também podem ter causas físicas (como consequências de cirurgias, transtornos neurológicos, inflamações, entre outras).

Não se esqueça: na dúvida, consulte sempre um especialista.

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Saiba mais sobre a disfunção erétil causada por estresse

Quando o assunto é disfunção erétil ou problemas de libido (interesse sexual) em homens de até 40 anos de idade, temos como principais causas os fatores psicológicos, notadamente estresse e ansiedade. Esse dado foi confirmado por recente pesquisa portuguesa, com 5.255 homens europeus entrevistados.

Vida conturbada com certeza atrapalha seu desempenho sexual. Nosso sistema nervoso é encarregado de processar estímulos externos e internos em relação ao nosso corpo, dando ordens e fazendo com que nosso organismo funcione. Caso haja um foco de estresse ou ansiedade muito intenso, os processos que desencadeiam a ereção podem ser dificultados.

Vale lembrar que a disfunção erétil também pode ser causada por outros problemas, como doenças renais, neurológicas, diabetes, pressão alta, câncer de próstata, entre outras.

Como enfrentar o problema?

Dizermos apenas “evitar stress” é uma forma muito simplista de resolvermos as coisas. Na verdade, qualquer hábito que nos torne mais sadios deve ser adotado: alimentar-se e hidratar-se bem, praticar exercícios físicos, abandonar costumes prejudiciais, como o tabagismo e etilismo; cuidar da saúde em geral (tomar as medicações de que precisa) e ir regularmente ao médico.

Não se esqueça: na dúvida, consulte sempre um especialista.

 

Saiba mais sobre a reversão de vasectomia

Cerca de 10% dos homens que se submeteram a uma vasectomia passam a desejar uma reversão do procedimento. Normalmente, a decisão é motivada por um segundo casamento, em que a nova esposa deseja um filho. Essa situação tornou-se cada vez mais comum nos dias de hoje.

 

Para que relembremos o que é a vasectomia, segue uma rápida explicação: neste método, os ductos deferentes dos homens são secionados e separados, o que impede a passagem de espermatozoides. Assim, embora o paciente siga ejaculando e tendo prazer sexual normalmente, ele não será mais capaz de gerar um filho.

 

Na reversão, é feita a recanalização dos ductos, permitindo novamente a passagem do esperma na hora da ejaculação. Com a tecnologia atual, a cirurgia é realizada com o auxílio de microscópio e fios cirúrgicos extremamente finos, fazendo a junção das partes que haviam sido desligadas.

 

As taxas de sucesso da reversão são altas, mas variam de acordo com o tempo de vasectomia do paciente. Taxas de espermatozoides e de gravidez são diferentes.  Abaixo destacamos a chance de gravidez:

  • 3 anos ou menos, as chances de o homem ser capaz de engravidar sua parceira novamente é de 76%.
  • 3 a 8 anos, a possibilidade é de 53%.
  • 9 a 14 anos atrás, a taxa é de 44%.
  • Mais de 15 anos, há uma chance de 30% de gravidez.

 

A duração da operação gira em torno de duas horas, com a cirurgia sendo considerada de pequeno porte e rápida recuperação. O paciente permanece poucos dias em repouso, podendo voltar a dirigir logo e retorna com relações sexuais após 30 dias.

 

Dor nas relações sexuais?

Um problema comum na vida de alguns homens, em diferentes idades, é a dor durante a relação sexual. Os problemas podem ser divididos em cinco grandes causas:

  1. Fimose

É a dificuldade de expor a glande, quando a pele que a recobre não abre ou estica o suficiente. Não está presente apenas em crianças ou adolescentes, sendo encontrado também em adultos.

  1. Inflamação da próstata

Em conjunto com outros sintomas (como ardor e dificuldades ao urinar), inflamações na próstata trazem bastante dor ao homem, causando grande desconforto durante relações sexuais, especialmente na hora da ejaculação.

  1. Doença de Peyronie

Nome dado quando ocorre tortuosidade do pênis, normalmente acusada por traumas peruanos. Além de prejudicar o desempenho sexual, este distúrbio pode causar deformações no corpo peniano e dores durante o ato sexual.

  1. Infecção urinária

Ocorrendo paralelamente com outros sintomas, como coceira no pênis, corrimento amarelado e queimação ao urinar.

  1. DSTs (Doenças sexualmente transmissíveis)

Dores durante a relação sexual podem ser sintomas de diversas doenças sexualmente transmissíveis, como herpes genital e gonorreia, lesão de sífilis, entre outras DSTs

Não se esqueça: em caso de dúvida, consulte sempre um médico especialista.

Sexo seguro: conheça a importância da prevenção de doenças

Sexo Seguro: Embora a importância da prevenção durante o ato sexual seja algo bastante conhecido, muita gente ainda tem dúvidas quanto às principais maneiras de se proteger. Hoje falaremos sobre o assunto.

As DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) mais frequentes são: HIV, sífilis, gonorreia, cancro mole, HPV ou condiloma, herpes genital, candidíase e hepatites virais. Todas elas trazem complicações para a saúde do paciente, sendo que algumas podem ser fatais.

Camisinha masculina (condom)

É o método mais fácil e eficiente para evitar DSTs.

Para não perder sua eficácia, o preservativo deve ser mantido em locais que não recebem calor excessivo. Sua colocação é simples. A retirada de ar da ponta da camisinha sempre deve ser realizada. Na dúvida, siga sempre as instruções da embalagem, que explicam claramente como ela deve ser usada.

Camisinha Feminina

Embora não tão popular, ela também é eficaz. O único cuidado é não usá-la junto com a camisinha masculina. Escolha apenas uma delas, evitando que se rompam com o atrito.

Protetor para sexo oral em mulheres

Apesar de ser menos comum, a transmissão de DSTs pode ocorrer por sexo oral. O ideal é que o praticante esteja sempre protegido. A camisinha pode ser usada com esse objetivo.

Já quando o sexo oral é feito em mulheres, aconselha-se o uso de protetores para a língua da pessoa que executa o ato. Embora pouco conhecidos, eles podem ajudar na proteção contra doenças sexualmente transmissíveis.

Apesar do foco em métodos de prevenção, comportamento de risco é outro dos principais fatores para aumento da incidência de DSTs: manter um número limitado de parceiros sexuais, não usar drogas e usar materiais devidamente esterilizados em locais como salões de beleza e estúdios de tatuagens.

Eu preciso de estimulantes sexuais?

Libido significa desejo. Na teoria de Sigmund Freud, a “energia sexual” é essencial ao ser humano. Para o mais famoso dos psiquiatras, o desenvolvimento da libido ocorre na infância nas fases oral, anal e fálica. Sabemos que o desejo sexual é influenciado por fatores psíquicos, familiares, socioculturais, econômicos, religiosos e também pela forma de vínculo estabelecido entre os parceiros. As alterações da libido podem ser explicadas por causas hormonais (como a queda de testosterona), uso de medicamentos, doenças crônicas e alterações genitais (vistas ao exame físico).

A avaliação da disfunção sexual é considerada subjetiva por muitos e importantíssima em qualquer consulta da Urologia. Devido a grande preocupação dos homens com sua parte sexual, há um progressivo interesse tanto da pesquisa clínica quanto da prática médica. 

Nem todo episódio de desinteresse por sexo ou falta de libido caracteriza necessariamente um quadro de disfunção erétil. Porém, muitos homens têm vergonha de procurar ajuda e, no intuito de melhorar o desempenho sexual, acabam se automedicando com estimulantes sexuais, sem que haja necessidade real para isso. Principal ponto é que o efeito positivo na sexualidade de homens normais é muito pequeno quando comparado aos pacientes com indicação. 

Além disso, os estimulantes sexuais podem causar dores de cabeça e musculares, diarreia, alergias, taquicardia e visão dupla. Os pacientes cardiopatas também não podem ingerir este tipo de medicamento sem indicação médica. Cabe ao especialista diagnosticar a necessidade do uso e prescrever a medição, explicando custo-benéfico dela. 

Em vez de medicamentos, experimente manter uma dieta saudável e uma rotina de prática de atividade física. Isso melhora o condicionamento físico, a circulação sanguínea e aumenta a resistência, trabalhando as peitoral, ombros, braços e pernas, além de elevar a autoestima. Lembre da camisinha, e de conversar sobre sexo com seu parceiro ou parceira, preparando um ambiente propício para a relação. Por fim, não tenha expectativas tão elevadas para seu próprio desempenho sexual.

Se ainda assim achar que tem algum problema sexual, procure ajuda de um urologista antes de usar qualquer remédio por conta própria.

Lesões penianas: conheça algumas causas

Chamamos de lesões genitais quaisquer feridas, verrugas, bolhas ou “bolinhas” que surjam na região genital (pênis, testículos, uretra e períneo – área entre o escroto e o ânus). Elas ocorrem em qualquer idade, podendo ser uma lesão única ou múltiplas.

 

As principais lesões estão relacionadas às Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), como Herpes genital, Sífilis, HPV, Clamídia, Gonorreia, Aids, Uretrite, granuloma inguinal e linfoide venéreo, entre outras. O diagnóstico, na maioria das vezes, é feito através do exame clínico ou exames específicos, como sangue ou biópsia. O tratamento dependerá do diagnóstico.

 

Inflamações locais causadas por umidade (“assaduras”), traumas de pele por masturbação ou relação sexual também podem simular uma lesão genital.

 

Tipos de lesões:

 

Herpes Genital: as lesões são pequenas bolhas que se formam, rompem e viram feridas.

 

Sifilis – lesão única (úlcera) que some espontaneamente.

 

HPV: lesões com aspecto de verrugas

 

Clamídia: múltiplas lesões na pele

 

Gonorreia: A bactéria costuma se desenvolver de diferentes formas, dentre elas, no reto, aparelho urogenital, traqueia e nos olhos. Podem aparecer erupções na pele.

 

Uretrite: pode ser causada por bactérias, vírus ou fungos e, normalmente, é transmitida através do sexo sem proteção. O sintoma mais comum costuma ser o corrimento abundante, com pus, através da uretra.

 

Granuloma inguinal e linfoide venéreo: feridas cheias de líquido e indolores.

 

Com qualquer sintoma, sempre procure um médico. Ele é a pessoa mais indicada para diagnosticar e indicar os tratamentos corretos.