Causas e tratamentos para dificuldade miccional

Dificuldade miccional ou dificuldade para urinar é a condição que afeta os pacientes com problemas de esvaziamento da bexiga. Tanto homens quanto mulheres podem sofrer com a complicação, que pode ser causada pelo uso de medicamentos e até por doenças graves como câncer.

Os principais sintomas que o paciente pode apresentar são: jato de urina fraco ou entrecortado, esforço para iniciar a micção, hesitação e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. Urgência, dor e frequência urinária aumentada também podem acometer o paciente.

As principais causas do problema são hiperplasia prostática benigna (próstata aumentada ou obstrutiva), estreitamento do canal urinário, bexiga que não se abre corretamente e hipocontratilidade detrusora (bexiga que não contrai adequadamente), além de doenças inflamatórias e infecciosas.

O paciente pode ser diagnosticado através de exame clínico com o seu médico, onde são realizados também exames físicos para identificar sinais do mau esvaziamento da bexiga, como: bexiga palpável, dor à palpação do abdome e próstata aumentada ao toque digital.

Após diagnóstico da causa, o tratamento pode ser clínico ou cirúrgico. Homens com próstata aumentada ou obstrutiva incialmente são tratados com medicamentos para relaxar ou diminuir o tamanho da próstata e, no insucesso, são levados à cirurgia. Pacientes com estreitamento da uretra podem ser tratados cirurgicamente através de uretrotomia interna (abertura endoscópica do canal) ou uretroplastia (cirurgia aberta para abertura da área estreita). Pacientes com problemas na bexiga podem ser medicados e/ou encaminhados a fisioterapia.

Saiba o que é a extrofia de bexiga

A extrofia de bexiga é uma má formação ao nascimento, através da qual o indivíduo nasce com a bexiga exposta para fora do abdome.

Com causa desconhecida, o problema se desenvolve a partir das 4 semanas de gestação, período em que vários órgãos do feto passam a ser formados. Apesar de genética, esta característica não é hereditária (não vem de pai pra filho). Ocorre em 1 a cada 30 mil nascimentos, sendo mais comum no sexo masculino. O tratamento é sempre cirúrgico, geralmente realizado em três estágios.

No primeiro, entre as 24 e as 48 horas de vida do bebê, se dá o fechamento da bexiga e do abdome. Aos 2 ou 3 anos de vida, a segunda cirurgia repara a má formação na uretra da criança. E, por fim, aos 4 anos de vida a criança passa por uma correção da incontinência urinária.

Em casos peculiares, outros procedimentos podem ser adotados, como a ampliação da bexiga com o intestino e o reimplante dos ureteres.

Não se esqueça: em caso de dúvida, consulte sempre um especialista.

Saiba mais sobre a estenose de uretra

 

estenose uretra

Estenose de uretra é uma doença em que a uretra, estrutura que conduz a urina da bexiga para fora do organismo, apresenta alguma obstrução, sendo mais comum em homens (mais longa).

Qualquer parte da uretra pode ter estreitamento. A principal causa é o  trauma local. Quando a lesão cicatriza há diminuição  do calibre do canal, o que dificulta a passagem de urina e esperma. A estenose também é causada por doenças sexualmente transmissíveis (como gonorreia ou clamídia), propensão genética ou até mesmo câncer de próstata ou bexiga, sendo esta a causa mais rara.

A estenose de uretra tem sintomas como redução do fluxo de urina (jato fraco), dificuldade para urinar, necessidade de urinar mais vezes que o habitual, ardência e dores ao urinar, além de gotejamento após o ato. O jato pode ser espalhado ou duplo durante a micção.

O tratamento é apenas cirúrgico, com a abertura da área estreitada, realinhamento da uretra ou a substituição da zona estreitada

Em caso de dúvida, consulte sempre um especialista.

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Saiba mais sobre o estudo urodinâmico

Estudo urodinâmico ou avaliação urodinâmica é um exame que analisa as duas principais funções da bexiga: armazenar urina e proporcionar o seu esvaziamento através da micção.

O exame é indicado em situações especiais para alguns pacientes com aumento da próstata, incontinência urinária (homem ou mulher), lesões neurológicas, meningomielocele infantil, entre outros.

Durante o estudo são avaliadas as seguintes características: sensibilidade da bexiga, volume de enchimento máximo, momento do primeiro desejo miccional, contrações involuntárias e capacidade de esvaziamento.

Como é o exame?

Inicialmente, o paciente urina em um funil que, ligado a um computador, registra: tempo, força e fluxo urinário, além de quantidade urinada. A seguir, é avaliado o enchimento da bexiga com a colocação de duas pequenas sondas urinárias. Avalia-se então vontade para urinar, primeiro desejo miccional e enchimento máximo da bexiga. Nesse momento também é avaliado possíveis causas de incontinência urinária como perdas por hiperatividade da bexiga (perdas de urgência) ou por alterações do esfincter (incontinência de esforço). Depois, o paciente esvazia novamente sua bexiga, sendo avaliado forças e facilidade para essa ação.

O exame não costuma ser doloroso, mas pode provocar algum desconforto, como dor na bexiga, náusea ou vômito. A duração média do procedimento varia entre 15 a 45 minutos.

Não se esqueça: na dúvida, consulte sempre um especialista.

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Saiba o que é bexiga neurogênica

Bexiga neurogênica ocorre quando a bexiga funciona de maneira desordenada, podendo trazer graves problemas ao sistema urinário.

Esta característica é causada por diversos fatores, desde alterações nos nervos (que impedem que a musculatura da bexiga funcione de maneira adequada) a irritações, como inflamações locais, infecções na bexiga e alterações hormonais (idade e diabetes, por exemplo)

Existem basicamente dois tipos: a do tipo
1) Bexiga flácida – Musculatura hipoativa. Os músculos não realizam contrações de forma efetiva. Esses pacientes costumam ter baixa sensibilidade do enchimento da bexiga e podem perder urina por “transbordamento”, ou seja, a bexiga está tão cheia que transborda.

2) Bexiga hiperativa – Musculatura com contrações involuntárias. Ocorre quando existe excesso de contração muscular, podendo causar dor e perda de urina. Pode haver grande vontade de urinar, dor ou ardência na bexiga e perda de controle do armazenamento da urina, levando a perdas.

O urologista define o tratamento médico a partir do tipo de alteração. Esse inclui uso de remédios, fisioterapia, uso de sonda vesical ou mesmo a realização de cirurgia.

Quando há um fator reversível, o tratamento é dirigido para ele: infecções, diabetes descompensada, pós traumatismo de coluna. Em outros casos, o tratamento alivia os sintomas, o que já traz grande benefício na qualidade de vida do paciente.

Na dúvida, consulte sempre um especialista.

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