Já ouviu falar em “bexiga caída”?

A “bexiga caída”, também conhecida como “prolapso genital” ou “cistocele”, afeta não apenas a bexiga, mas todos os órgãos da pelve que podem perder sustentação e “cair”, formando um abaulamento na vagina. Ela é muito comum em mulheres que com várias gravidezes e, principalmente, partos normais, todavia podendo ser resultado de distúrbios genéticos, neurológicos e musculares, problemas no tecido conjuntivo, problemas e também do envelhecimento.
 
A “bexiga caída” ocorre pelo enfraquecimento da parede localizada entre a bexiga urinária e a vagina, podendo causar dor e/ou desconforto na paciente, além de incontinência urinária aos esforços (tossir, espirrar, pular, fazer exercícios ou dar risada).
 
Embora o parto normal seja um dos grandes responsabilizados pelo potencial causador de ruptura da musculatura na região pélvica, não é verdade que ele deva ser evitado! As pacientes que desejam parto normal devem fazer preparo no pré-natal, inclusive com exercícios fisioterápicos específicos para fortalecimento do assoalho pélvico.
 
Da mesma forma, a fisioterapia é a principal forma de tratamento da incontinência urinária. Quando não curativa, lançamos mão da cirurgia, com objetivo de restabelecimento do controle urinário. Normalmente é implantada uma malha, uma alça (“sling”) embaixo da uretra. A taxa de sucesso é muito alta, mas depende de uma indicação precisa.

Minha bexiga caiu, e agora?

Conhecida como bexiga caída, a cistocele ou prolapso genital é uma doença na qual ocorre o enfraquecimento da parede localizada entre a bexiga urinária e a vagina.

A bexiga desliza gradualmente até a vagina, causando dor e desconforto para a mulher, com abaulamento em região. Observada em três graus, a doença varia entre um leve deslocamento até uma grande alteração, com o órgão sobressaindo da abertura vaginal.

A cistocele (nome médico da situação) é relativamente comum, sendo causada pela perda de sustentação de órgãos como a bexiga, a uretra, o útero, o intestino e o reto. Como o canal vaginal é a região que contém menos fibras musculares, ele acaba sendo a mais atingida.

As causas variam: após uma sequência de vários partos, por distúrbios genéticos, por problemas no tecido conjuntivo, problemas neurológicos e musculares, além do próprio envelhecimento.

Para o tratamento, existem alternativas não cirúrgicas ou cirúrgicas, ambas com foco em resolver a sustentação dos órgãos, corrigindo a postura local, preservando os órgãos e restaurando as funções sexuais, reprodutoras e excretoras. Sempre usamos a fisioterapia do assoalho pélvico como tratamento inicial. A cirurgia é indicada na falha da fisioterapia.

Em caso de dúvida, consulte sempre um especialista.