Saiba o que é a extrofia de bexiga

A extrofia de bexiga é uma má formação ao nascimento, através da qual o indivíduo nasce com a bexiga exposta para fora do abdome.

Com causa desconhecida, o problema se desenvolve a partir das 4 semanas de gestação, período em que vários órgãos do feto passam a ser formados. Apesar de genética, esta característica não é hereditária (não vem de pai pra filho). Ocorre em 1 a cada 30 mil nascimentos, sendo mais comum no sexo masculino. O tratamento é sempre cirúrgico, geralmente realizado em três estágios.

No primeiro, entre as 24 e as 48 horas de vida do bebê, se dá o fechamento da bexiga e do abdome. Aos 2 ou 3 anos de vida, a segunda cirurgia repara a má formação na uretra da criança. E, por fim, aos 4 anos de vida a criança passa por uma correção da incontinência urinária.

Em casos peculiares, outros procedimentos podem ser adotados, como a ampliação da bexiga com o intestino e o reimplante dos ureteres.

Não se esqueça: em caso de dúvida, consulte sempre um especialista.

Saiba mais sobre a estenose de uretra

 

estenose uretra

Estenose de uretra é uma doença em que a uretra, estrutura que conduz a urina da bexiga para fora do organismo, apresenta alguma obstrução, sendo mais comum em homens (mais longa).

Qualquer parte da uretra pode ter estreitamento. A principal causa é o  trauma local. Quando a lesão cicatriza há diminuição  do calibre do canal, o que dificulta a passagem de urina e esperma. A estenose também é causada por doenças sexualmente transmissíveis (como gonorreia ou clamídia), propensão genética ou até mesmo câncer de próstata ou bexiga, sendo esta a causa mais rara.

A estenose de uretra tem sintomas como redução do fluxo de urina (jato fraco), dificuldade para urinar, necessidade de urinar mais vezes que o habitual, ardência e dores ao urinar, além de gotejamento após o ato. O jato pode ser espalhado ou duplo durante a micção.

O tratamento é apenas cirúrgico, com a abertura da área estreitada, realinhamento da uretra ou a substituição da zona estreitada

Em caso de dúvida, consulte sempre um especialista.

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Saiba mais sobre o estudo urodinâmico

Estudo urodinâmico ou avaliação urodinâmica é um exame que analisa as duas principais funções da bexiga: armazenar urina e proporcionar o seu esvaziamento através da micção.

O exame é indicado em situações especiais para alguns pacientes com aumento da próstata, incontinência urinária (homem ou mulher), lesões neurológicas, meningomielocele infantil, entre outros.

Durante o estudo são avaliadas as seguintes características: sensibilidade da bexiga, volume de enchimento máximo, momento do primeiro desejo miccional, contrações involuntárias e capacidade de esvaziamento.

Como é o exame?

Inicialmente, o paciente urina em um funil que, ligado a um computador, registra: tempo, força e fluxo urinário, além de quantidade urinada. A seguir, é avaliado o enchimento da bexiga com a colocação de duas pequenas sondas urinárias. Avalia-se então vontade para urinar, primeiro desejo miccional e enchimento máximo da bexiga. Nesse momento também é avaliado possíveis causas de incontinência urinária como perdas por hiperatividade da bexiga (perdas de urgência) ou por alterações do esfincter (incontinência de esforço). Depois, o paciente esvazia novamente sua bexiga, sendo avaliado forças e facilidade para essa ação.

O exame não costuma ser doloroso, mas pode provocar algum desconforto, como dor na bexiga, náusea ou vômito. A duração média do procedimento varia entre 15 a 45 minutos.

Não se esqueça: na dúvida, consulte sempre um especialista.

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Saiba o que é bexiga neurogênica

Bexiga neurogênica ocorre quando a bexiga funciona de maneira desordenada, podendo trazer graves problemas ao sistema urinário.

Esta característica é causada por diversos fatores, desde alterações nos nervos (que impedem que a musculatura da bexiga funcione de maneira adequada) a irritações, como inflamações locais, infecções na bexiga e alterações hormonais (idade e diabetes, por exemplo)

Existem basicamente dois tipos: a do tipo
1) Bexiga flácida – Musculatura hipoativa. Os músculos não realizam contrações de forma efetiva. Esses pacientes costumam ter baixa sensibilidade do enchimento da bexiga e podem perder urina por “transbordamento”, ou seja, a bexiga está tão cheia que transborda.

2) Bexiga hiperativa – Musculatura com contrações involuntárias. Ocorre quando existe excesso de contração muscular, podendo causar dor e perda de urina. Pode haver grande vontade de urinar, dor ou ardência na bexiga e perda de controle do armazenamento da urina, levando a perdas.

O urologista define o tratamento médico a partir do tipo de alteração. Esse inclui uso de remédios, fisioterapia, uso de sonda vesical ou mesmo a realização de cirurgia.

Quando há um fator reversível, o tratamento é dirigido para ele: infecções, diabetes descompensada, pós traumatismo de coluna. Em outros casos, o tratamento alivia os sintomas, o que já traz grande benefício na qualidade de vida do paciente.

Na dúvida, consulte sempre um especialista.

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