Já ouviu falar em próteses penianas?

O último tratamento que o urologista recorre para cuidar da disfunção erétil é a prótese peniana. São dispositivos cilíndricos implantados no interior de cada um dos dois corpos cavernosos (aqueles que se enchem no momento da ereção) do pênis. Isso  proporciona rigidez suficiente para retorno à prática sexual.

Existem dois tipos de próteses: maleáveis ou semirrígidas e infláveis ou hidráulicas. As infláveis são consideradas mais fisiológicas por melhor reproduzir os estados de flacidez e rigidez penianas. Já a semirrígida, mais colocada em nosso país pelo preço e facilidade, mantém o pênis em ereção 24h por dia.

A prótese semirrígida é de silicone, com uma cordoalha metálica em seu interior que permite que sejam dobradas para baixo (posição de descanso) e para cima (para prática sexual). Já a prótese inflável possui uma capa externa de silicone que enche-se de soro fisiológico, aumentando o volume do corpo cavernoso e promovendo rigidez peniana.

A técnica cirúrgica para aplicação das próteses é bem semelhante: preparo pré-operatório, antibióticos para profilaxia de infecção, anestesia, abertura da pele, abertura dos corpos cavernosos, dilatação interna e implante das próteses.

Embora eficiente em mais de 95% da vezes, a cirurgia não é isenta de complicações, sendo a principal a infecção, principalmente em pacientes diabéticos descompensados.

Se você tem disfunção erétil, converse com seu urologista. A colocação da prótese peniana pode ser uma ótima opção para o seu caso.

Diabetes pode causar disfunção erétil?

A diabetes, além da hipertensão arterial, é um dos fatores mais comuns que levam à impotência masculina, condição em que o homem não consegue manter uma ereção por tempo suficiente para poder realizar a penetração e a prática sexual.

Um estudo do Centro de Referência em Saúde do Homem (Hospital Brigadeiro), realizado na capital paulista, apontou que 35% dos homens em tratamento para disfunção sexual na unidade sofrem de diabetes.

Na verdade essas doenças, quando não controladas corretamente, causam o estreitamento das artérias penianas, diminuindo a circulação do sangue e, consequentemente, causando falta de ereção. A situação se agrava quando o homem diabético possui mais doenças crônicas como hipertensão arterial, obesidade e problemas com colesterol e triglicérides.

A impotência sexual por diabetes pode ser curada quando tratada no início do quadro, quando as alterações não se tornaram crônicas. De qualquer forma, deixar os níveis de glicemia regulados sempre vai melhorar a condição erétil do paciente. Medicações adequadas por via oral ou injetáveis (insulina), além de alimentação correta e exercícios regulares, são a base do tratamento do diabético.

O homem que sofre de disfunção erétil precisa procurar um urologista o quanto antes. Quando a causa for diabetes, ela deve ser compensada o mais rápido possível. Precisamos sempre lembrar que diabetes leva a cegueira, problemas renais, lesões que não cicatrizam e maiores riscos de infarto e derrame.

A disfunção erétil pode acometer homens de qualquer idade!

Conheça a relação entre obesidade e disfunção erétil

A obesidade complica a vida do homem em diversos aspectos: eleva o risco de doenças cardíacas e de cânceres em geral, piora tolerância ao esforço, propicia problemas de articulação e aumenta a incidência de distúrbios psicológicos. Além disso tudo, a obesidade também pode levar à disfunção erétil com (ou sem) queda dos níveis de testosterona.

Segundo estudos, quanto maior a circunferência da cintura, maior a chance de impotência sexual. Cerca de 75% dos homens que possuem mais de 101 cm de circunferência abdominal (cintura) apresentam dificuldades de ereção, comparados a 32% nos com 91 cm. Além da disfunção erétil, os obesos também apresentam maiores chances de problemas de ejaculação precoce.

Com menor condicionamento físico, é natural que a relação sexual dure menos e seja menos prazerosa, uma vez que o paciente se cansa mais rápido e podendo inclusive apresentar dores. Por consequência, não consegue manter o ritmo necessário para a conclusão do ato.

Outra conclusão de estudos variados é que, a cada nove quilos acima do peso adequado, há também aumento de 10% na incidência de infertilidade masculina. Os obesos também apresentam maior incidência de problemas vasculares, reduzindo o fluxo de sangue peniano, tornando mais fraca a ereção.

Uma dica para que esta situação melhore é perder peso, buscando exercícios e dieta regulares.

No caso de disfunção erétil, não tome decisões por conta própria: busque sempre a palavra de um especialista.

Disfunção erétil tem solução

Disfunção erétil é a incapacidade permanente do homem obter ou manter uma ereção com rigidez suficiente para a prática sexual.

Também chamada de impotência sexual, a condição tem diversas causas (psicológicas ou orgânicas): problemas psicológicos (stress excessivo, ansiedade e depressão), doenças hormonais (como diabetes, queda de testosterona e problemas endócrinos), doenças neurológicas (como lesões na medula, mal de Alzheimer e mal de Parkinson), doenças vasculares que impeçam a chegada de sangue no pênis, doença de Peyronie, fibrose dos corpos cavernosos e ainda consumo excessivo de medicamentos, álcool e o tabaco.

Disfunção erétil

Diagnóstico

O primeiro passo para a solução do problema é o diagnóstico correto. Quando psicológica, o paciente deve procurar ajuda de especialistas na área, passando por terapia e/ou medicação. Já os problemas orgânicos devem sem tratados de forma específica, como por exemplo a diabetes ou a hipertensão (principais motivos para disfunção erétil).

Tratamento

O primeiro tratamento sempre é iniciado com medicamentos para a disfunção erétil, como Viagra e Cialis, quando não houver contraindicações. Eles agem na expansão do sistema circulatório, levando mais sangue para todo o genital.

Inclui-se na prevenção da impotência sexual: ter uma rotina mais tranquila, ter hábitos saudáveis, como controle do peso, abandonar o álcool, cigarro e fazer exercícios regularmente. Em caso de doenças já existentes, como a diabetes, siga o tratamento à risca, conforme orientações médicas.

Na dúvida, consulte sempre um especialista.

Clique aqui para mais temas relacionados a sexo

Lesões da coluna vertebral e disfunção erétil

Você sabia que a segunda causa de morte no mundo é composta pelas “causas externas”? Esse grupo reúne mortes de trânsito, mortes acidentais (ou causadas) por armas de fogo, arma branca ou qualquer tipo de morte violenta. Esse contexto inclui uma grande quantidade de pessoas, sobreviventes, com sequelas para o resto da vida. Além das limitações óbvias de locomoção, os pacientes com lesão de coluna vertebral (inclui-se também as lesões por quedas e por retiradas de tumor em coluna) sofrem alterações urinárias e sexuais. Nesse último grupo, observamos problemas de ereção, ejaculação, orgasmo e fertilização, que variam conforme a gravidade e nível da lesão. A libido (“vontade de transar”) é preservada.

 

A lesão medular interrompe a comunicação entre medula espinhal, abaixo do local lesionado, e o cérebro, alterando os impulsos nervosos gerados por esse. A ereção é afetada, mas ainda ocorre por outros motivos: ereção reflexa e ereção psicogênica.

Ereção reflexa – É um arco reflexo, isto é, um movimento que independe do cérebro, similar ao que acontece quando o médico bate o martelinho no joelho e ele ‘pula’. Através de estímulos no órgão genital ou áreas próximas, o impulso nervoso é levado à medula e volta ao órgão genital, sem passagem pelo cérebro. Ocorre uma ereção, que até permite a penetração, mas não dura muito tempo.

 

Ereção psicogênica – Ocorre por estímulo visual, tato, cheiros, sons e pensamentos. Os estímulos acontecem diretamente no cérebro e são enviados ao órgão genital através dos nervos. Essa ereção dura ainda menos tempo que a reflexa e, em geral, o pênis não enrijece completamente.

 

São estímulos diferentes,  comandados  por locais (centros medulares) diferentes. É por esse motivo que o local lesionado determina qual alteração de ereção o paciente terá.

 

O orgasmo também é dificultado ou não ocorre, seja por falta de estímulo tátil ou por alteração da emissão nervosa da própria ejaculação. Além disso, a qualidade dos  espermatozoides também pode piorar, podendo levar a infertilidade.

 

Ocorre que a grande maioria dos pacientes com necessidades especiais são jovens e problemas de infertilidade e disfunção erétil afetam sobremaneira suas vidas

 

O problema da disfunção erétil no cadeirante (ou em qualquer paciente com lesão da coluna vertebral) deve ser desmistificado e visto como algo a ser resolvido. Inicialmente o Urologista pode “lançar mão” de medicações via oral ou injetável que podem resolver a situação. O que poucos sabem é que a colocação de prótese peniana é uma ótima opção para pacientes especiais. Ela devolve ao paciente a capacidade de penetração e retorno à vida sexual do casal. Há mais informações sobre prótese peniana em http://drdanilogalante.com.br/disfuncao-eretil/ .

 

A Infertilidade também deve ser abordada, e muitas vezes resolvida com auxilio  da fertilização invitro.

 

Tão importante quanto tentar melhorar a parte física do paciente para conseguir uma boa relação sexual, é ter muito diálogo e sintonia entre o casal para superar as dificuldades das limitações e fornecer uma qualidade de vida sexual satisfatória.