Varicocele x infertilidade masculina

A varicocele é uma dilatação anormal das pequenas veias do escroto. Em outras palavras, são varizes da região testicular, semelhantes àquelas que vemos comumente  nas pernas. Não é considerada, no entanto, uma doença dos testiculos, mas do sistema vascular. Os pacientes com varicocele também apresentam chances mais elevadas de varizes nos membros inferiores e de terem hemorroidas.

Pelo menos 25% da população masculina têm varicocele, mas apenas 10% daqueles que apresentam o problema terão infertilidade. É a principal causa de infertilidade entre os homens. No entanto, é reversível na maioria dos pacientes. 

A doença pode apresentar piora progressiva, levando a aumento da temperatura do testículo em cerca de 1 ou 1,5 ºC. Habituado a trabalhar em temperatura mais baixa que a do corpo, o testiculo em ambiente mais quente trabalhar de forma menos eficiente e aumenta sua produção de toxinas (radicais livres). 

Existem três graus de varicocele: 

Grau 3: É visível, sendo diagnosticado apenas olhando para o escroto do paciente. 

Grau 2: Não é visível, mas é facilmente palpável ao exame físico. 

Grau 1: o médico só consegue palpar quando solicita ao paciente alguma manobra de esforço abdominal, chamada  “manobra de Valsalva”.

Apesar de progressiva, a varicocele precocemente diagnosticado pode evitar problemas futuros de fertilidade e queixas sexuais. O tratamento é sempre cirúrgico, preferencialmente com microscópio, de forma a interromper o fluxo de sangue das pequenas veias, possibilitando a queda na temperatura do testículo. A cirurgia dura 1 hora para cada lado, sendo indicada quando ocorrem as 3 condições ao mesmo tempo:

1 – Casal infertil, ou seja, que não conseguiu engravidar mesmo após 1 ano de tentativas;

2 – Paciente com exame físico mostrando varicocele. 

3 – Espermograma alterado

Conheça os efeitos da quimioterapia na fertilidade

A quimioterapia é um tratamento bastante usado no tratamento de tumores de vários órgãos. Os efeitos adversos dependem de qual medicação é usada, mas alguns deles são mais marcantes como a queda de cabelo, náuseas/vômitos e cansaço. Entretanto, pouco se fala da infertilidade que esse tratamento pode levar. 

 

Mulheres – o processo pode diminuir os hormônios que produzem corretamente os óvulos nos ovários. Assim, a paciente pode ter menopausa precoce (idade anterior ao esperado) e interromper seu ciclo de menstruação e ovulação. 

 

Homens – A quimioterapia pode afetar a produção de células testiculares produtoras de espermatozoides. Isso pode ocorrer tanto por alteração das próprias células, quanto com o aumento intenso de radicais livres. Então, isso pode contribuir para que o indivíduo se torne infértil.

 

Existem alguns métodos que possibilitam a chance de realizar fertilização in vitro posteriormente ao tratamento: congelamento de óvulos/embriões/tecido ovariano e supressão ovariana em mulheres e o armazenamento de sêmen com homens. Mas nada disso garante que haja uma gravidez. É uma tentativa que muitas vezes funciona. 

 

O indicado é que a pessoa que vai passar pela quimioterapia se informe com o médico a respeito desses fatores, para que não haja uma infertilidade inesperada. 

 

Na dúvida, consulte sempre um especialista.

 

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