Infertilidade causada por problemas hormonais

Um casal é considerado infértil quando, após um ano de relações sexuais frequentes, desprotegidas e bem distribuídas ao longo do ciclo menstrual, não ocorre gestação.

O casal deve ser abordado conjuntamente, de forma que a infertilidade é do casal e não de um dos cônjuges. Sempre é avaliada a histórias pessoal dos dois e então analisadas todas as possíveis causas de infertilidade: uso de medicações, cirurgias anteriores, doenças pré-existentes, tipo de trabalho exercido, uso de anabolizantes e uso de terapia de reposição de testosterona.

Nos exames laboratoriais, avaliamos hormonalmente: a função da tireoide, os níveis de testosterona e todos os hormônios que entram no eixo de produção da testosterona (como FSH e LH, produzidos pela hipófise e responsáveis por regular a atividade dos ovários e testículos), o estrógeno e a progesterona, dois hormônios femininos diretamente envolvidos no processo da gravidez.

O tratamento da infertilidade sempre consiste em tratar o fator que está deteriorando a fertilidade. Isso ocorre também quando a causa é hormonal. Um exemplo típico é o paciente infértil por baixos níveis de testosterona. Nesse caso, é feito uma terapia para estímulo de produção de testosterona pelo próprio corpo.

Quando não existe uma causa definida ou há impossibilidade de correção, indica-se os métodos de fertilização assistida.

Infecção urinária na gravidez

As alterações que acontecem no organismo feminino durante a gravidez favorecem o desenvolvimento de bactérias no trato urinário. Segundo um estudo recente feito pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, cerca de 10% das gestantes podem ter infecção urinária, ainda que algumas delas não apresentem sintomas.

A infecção urinária simples não prejudica o bebê quando rapidamente tratada. No entanto, caso a mulher não faça o tratamento adequado, a infecção causa riscos para o bebê, como parto prematuro ou aborto. Desta forma, para evitar complicações, sempre que a gestante identificar alguma alteração ou desconforto deve procurar ajuda médica para realizar um exame de urina e iniciar o tratamento precocemente, caso seja necessário.

O diagnóstico da infecção urinária durante a gravidez é feito através do exame de urina. O tratamento é sempre feito com antibióticos, por um período de 7 a 14 dias. É também importante beber bastante água, não segurar o xixi e esvaziar a bexiga completamente cada vez que for urinar. A melhor forma de evitar todos estes riscos é estar atenta aos sintomas da doença e fazer o tratamento indicado pelo médico.