Glande inflamada

Você já ouviu falar em “balanite”? A inflamação da mucosa presente na glande do pênis, associada ou não a uma infecção, é frequente em homens que têm fimose. Se apenas o prepúcio é acometido, é chamada de “postite”. Agora, se a glande também fica inflamada, recebe o nome de “balanopostite”.

A doença possui alguns fatores de risco, a exemplo do diabetes tipo 2 e da obesidade. Contudo, o mais importante destes é a falta de higienização da região genital. A formação e o acúmulo de esmegma, secreção branca formada pela descamação de células mortas da pele, é uma fonte de contaminações do prepúcio por microrganismos, como fungos e bactérias. O esmegma acumulado estreita o prepúcio e dificulta a limpeza adequada da glande, facilitando o surgimento de infecções com potencial para agravar o quadro.

A inflamação também pode ser provocada por ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), como a candidíase e a gonorreia, ou através do contato da pele com produtos que causam irritação ou alergias, a exemplo de tecidos ou substâncias presentes em sabonetes, cremes, pomadas e outros produtos.

Além da glande avermelhada, com um inchaço que leva ao estreitamento do canal urinário, a balanite pode apresentar outros sintomas, como dor, irritação, coceira, descamação da mucosa da glande e surgimento de uma secreção purulenta abaixo do prepúcio. O diagnóstico é obtido a partir de exames laboratoriais, que permitem a identificação do agente causador e a correta aplicação de medidas de tratamento.

A inflamação é combatida com o uso de medicamentos (como pomadas, por exemplo), assim como a eventual infecção associada. É recomendável que parceiros sexuais de pessoas acometidas pelo problema também sejam tratados para evitar uma reinfecção. Outra medida é a cirurgia para retirada de fimose, visando permitir a exposição da glande e, consequentemente, sua higienização correta, a mais eficaz das medidas preventivas.

MITOS E VERDADES SOBRE A VASECTOMIA

A vasectomia é a cirurgia para esterilização mais eficiente e feita no mundo. No entanto, muitos homens ainda têm medo de se submeter ao procedimento, principalmente devido a diversos mitos disseminados por leigos no assunto. 

Para combater a desinformação, esclarecemos alguns mitos e verdades sobre a vasectomia. Confira:

MITOS

1 – A cirurgia causa impotência sexual

No procedimento, apenas os ductos deferentes são cortados, impedindo a passagem dos espermatozoides. Isso não interfere nos nervos responsáveis pela ereção, não tendo como afetá-la. 

2 – Perda de sensibilidade no pênis ou testículos 

Na cirurgia, os nervos da pele não sofrem qualquer tipo de intervenção. As complicações possíveis são sangramentos / hematomas, dor crônica e infecção, correspondendo a menos de 5% do total de pacientes operados. 

3 – Todos os pacientes têm dor crônica após serem operados

A dor crônica pode permanecer por até três meses, mas acomete menos de 3% dos pacientes.

4 – A vasectomia zera a ejaculação

Estima-se uma diminuição aproximada de 60% no volume ejaculado. O sêmen adquire aspecto menos espesso e transparente. Portanto, a ejaculação ocorre, com volume e aspectos diferentes.

5 – O orgasmo pode ser perdido

O paciente que faz a vasectomia mantém todas as sensações de prazer, incluindo o orgasmo. Somente o volume da ejaculação é alterado.

VERDADES

1 – É um procedimento rápido

Os dois lados do escroto são operados e o tempo estimado para a realização da cirurgia é inferior a uma hora.

2 – O paciente tem uma breve recuperação

Já no dia seguinte, é possível retornar ao trabalho e às demais atividades cotidianas.

3 – A cirurgia tem alternativas quanto ao local de realização

O procedimento pode ser feito no hospital ou no próprio consultório médico, caso seja equipada para isso. 

Fatores que podem atrapalhar a vida sexual do homem

Muitas pesquisas já demonstraram que sexo traz diversos benefícios para a saúde, além de proporcionar muito bem-estar. Porém, alguns hábitos, doenças e até mesmo fatores psicológicos podem interferir, diminuindo o desejo ou atrapalhando o desempenho sexual de homens e mulheres. Nos homens, a disfunção erétil (incapacidade de obter ou manter ereção suficiente para penetração) é o principal motivo de queixas ao urologista.

Homens até 40 anos de idade têm como principais motivos para DE fatores psicológicos, notadamente estresse, ansiedade e depressão. Vida conturbada com certeza desfoca o paciente e atrapalha no desempenho sexual, independentemente da causa. 

Diabetes e hipertensão arterial são as principais doenças causadoras da impotência masculina. Estudo do Centro de Referência em Saúde do Homem (Hospital Brigadeiro) apontou incidência de 35% de diabetes nos homens em tratamento para disfunção sexual na unidade. Essas doenças, quando não controladas, geram estreitamento das artérias penianas, diminuindo a circulação do sangue e, consequentemente, causando falta de ereção. A situação se agrava quando o homem diabético possui outras doenças crônicas associadas como obesidade e problemas com colesterol e triglicérides.

A impotência sexual por diabetes pode ser revertida quando tratada no início do quadro, quando as alterações não se tornaram crônicas. É certo que manter os níveis de glicemia regulados sempre vai melhorar a condição erétil do paciente. Medicações adequadas por via oral ou injetáveis (insulina), além de alimentação correta e exercícios regulares, são a base do tratamento do diabético.

Outra causa comum em pacientes acima dos 50 anos é a popular “andropausa” (diminuição de testosterona) que pode levar à perda de libido e da ereção, além de alterações de humor, sono, ganho de massa muscular e fadiga. Corrigir os níveis desse hormônio melhoram todos esses sintomas.

O homem que sofre de disfunção erétil precisa procurar um urologista o quanto antes para um diagnóstico e tratamento adequados.

Entenda para que serve a reposição hormonal masculina

Embora mais comum entre as mulheres, a reposição hormonal está se popularizando também entre os homens.

 

Este tratamento é recomendado para andropausa, comum em homens a partir dos 40 anos, caracterizado pela baixa produção de testosterona. Acarreta em: diminuição do desejo sexual, falta de energia, menor capacidade de ereção, obesidade, ondas de calor e irritabilidade.

 

O tratamento é feito por urologista com medicações via oral, injeções, adesivos ou implantes de testosterona.

 

Vale destacar que o tratamento é contraindicado para homens que possuem suspeita ou confirmação de câncer de próstata ou mama.

Para combater ou prevenir a andropausa, também é importante que o indivíduo mantenha hábitos saudáveis, como boa alimentação, prática regular de exercícios físicos, evitando o consumo de álcool, nicotina e drogas.

 

Não se esqueça, em caso de qualquer dúvida, procure sempre um especialista.

Saiba mais sobre os problemas sexuais mais comuns dos homens

É comum que o homem apresente algum tipo de problema sexual ao longo de sua vida. Então, para compreendermos melhor este assunto, vamos conhecer algumas das condições mais comuns:

DISFUNÇÃO ERÉTIL 

Principal problema sexual masculino. Pode ser causada por fatores psicológicos, doenças hormonais (como diabetes, queda de testosterona e problemas endócrinos), doenças neurológicas (como lesões na medula, mal de Alzheimer e mal de Parkinson), doenças vasculares que impeçam a chegada de sangue no pênis, cirurgias no élvis, doença de Peyronie, fibrose dos corpos cavernosos e ainda consumo excessivo de medicamentos, álcool e tabaco.

EJACULAÇÃO PRECOCE

Atinge homens de todas as idades, sendo mais comum na adolescência e em adultos jovens. Entre os fatores que podem propiciar a situação: orgânicos, podendo ser genéticos, biológicos, metabólicos ou hormonais E/OU psicológicos, principalmente por ansiedade, depressão e problemas com autoestima.

PRIAPISMO

Condição médica em que o pênis permanece em ereção de modo indesejado e involuntário, por longo período de tempo (horas) e de maneira bastante dolorosa para o homem.

PERDA DA LIBIDO (DESEJO SEXUAL)

As alterações da libido podem ser explicadas por causas hormonais (como a queda de testosterona), uso de medicamentos (antidepressivos e anabolizantes são os principais), doenças crônicas e alterações genitais (vistas ao exame físico).

Todas estas condições têm tratamento. Ao surgirem os primeiros sintomas, você deve consultar um urologista e se informar corretamente sobre os procedimentos a serem tomados.