Saiba mais sobre o HPV

Transmitido pelo papilomavírus humano, o HPV é uma das principais doenças sexualmente transmissíveis (DST). Assim como o Herpes, 90% da população já entrou em contato com a doença. Para isso, basta ter tido pelo menos três parceiros sexuais ao longo da vida.

Também como o Herpes, a doença só vai se manifestar no paciente que é susceptível a ela, ou seja, algumas pessoas podem entrar em contato com o HPV por diversas vezes e nunca pegar a doença.

O HPV se manifesta em forma de lesão (verruga), seja nos órgãos genitais ou mucosas como boca, garganta e ânus. A transmissão se dá, principalmente, através da relação sexual. Em alguns casos, o contágio acontece durante o parto e pelo compartilhamento de objetos pessoais como toalhas e roupas íntimas contaminadas.

Para contrair HPV, basta que uma pessoa susceptível tenha contato direto com a pele ou mucosa com lesões. Infelizmente mesmo com proteção, há risco de contágio numa relação sexual protegida. O preservativo protege até 80% da contaminação, mas o vírus pode contaminar também púbis, virilha, escroto e períneo.

Embora o homem seja hospedeiro do vírus, o problema é mais grave nas mulheres: 100% dos tumores de colo de útero são associados ao HPV, ou seja, pacientes do sexo feminino com HPV têm maior probabilidade de apresentar a doença.

O governo brasileiro tem campanha nacional de vacinação contra a doença. Ela é dada gratuitamente a meninas (9 aos 14 anos) e meninos (11 aos 14 anos). Homens e mulheres até os 26 anos, que receberam órgãos transplantados ou estão em tratamento contra câncer também podem receber a vacina.

Disponível em duas doses, o objetivo da vacina quadrivalente é prevenir os pré-adolescentes que ainda não entraram em contato com a doença. A vacinação pode prevenir: 70% dos cânceres do colo útero, 90% de cânceres anais, 63% de cânceres de pênis, 70% dos cânceres de vagina, 72% dos cânceres de garganta e 90% das verrugas genitais.

O tratamento do HPV objetiva a destruição das lesões, seja por elétrico cauterização, laser, crioablação ou pomadas ácidas.

Sexo oral sem proteção pode transmitir doenças?

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a prática de sexo oral sem proteção pode causar diversas doenças como: herpes, HPV, sífilis, gonorreia e, até mesmo, transmitir o HIV, vírus causador da AIDS.

Nas quatro primeiras, basta que exista uma pequena área lesada para que a transmissão do vírus aconteça. No caso do HIV, o risco é menor do que em uma relação sexual convencional desprotegida, mas a infecção também pode ocorrer.

De acordo com o Manual de Controle de IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis), do Ministério da Saúde, as infecções estão entre os problemas de saúde pública mais comuns em todo o mundo, com cerca de 340 milhões casos novos por ano.

Não é apenas o esperma que contém o vírus. O líquido expelido antes da ejaculação masculina e o da secreção vaginal, também podem infectar o(a) parceiro(a). Ferimentos na boca decorrentes de gengivites, aftas e os causados pelas escovas de dentes aumentam o risco de infecção

A maioria das doenças decorrentes de sexo oral desprotegido tem tratamento. No entanto existe o risco de tê-las pelo resto da vida. O melhor caminho, portanto, é a proteção mútua do casal.

Saiba mais sobre as vacinas para HPV

A infecção por HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis (DST) mais comuns. Por isso, é muito importante a divulgação das vacinas contra esta doença.

 

Apesar da principal forma de contágio ser sexual, a infecção também pode ocorrer no parto ou por compartilhamento de objetos pessoais como toalhas e roupas íntimas. A doença é caracterizada por lesões genitais, principalmente na forma de verrugas.

 

 

Para prevenção, existem vários tipos de vacina. A oferecida pelo SUS é a chamada quadrivalente, que protege contra os 4 subtipos mais comuns do vírus no Brasil. Após a aplicação, há desenvolvimento de anticorpos e, caso a pessoa entre em contato com o HPV, ela não desenvolve a doença. Os últimos congressos de Urologia têm mostrado associação entre pacientes que tomaram vacina e MENOR OCORRÊNCIA DE LESÕES (tanto em frequência de aparecimento, quanto em número de verrugas). 

 

No SUS, a vacina é disponibilizada gratuitamente para meninos e meninas dos 9 aos 14 anos. Homens e mulheres, dos 9 aos 26, que receberam órgãos transplantados ou estão em tratamento contra o câncer também podem receber a vacina gratuitamente. 

 

Em clínicas particulares, existem vacinas para qualquer idade acima dos 9 anos. Únicas contraindicações: gravidez, problemas de coagulação sanguínea (ex: trombocitopenia) ou ainda alergia aos componentes.

 

Na dúvida, consulte sempre um especialista.

 

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Verruga comum ou HPV? Saiba mais sobre isso!

A infecção por HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis (DST) mais comuns, ficando atrás apenas das infecções por Clamídia e da Gonorreia, principais causadores de infecção da uretra. Também chamado de “Human Papiloma Virus”, ele pode infectar de forma “silenciosa”, isto é, sem sintomas. O vírus pode ficar alojado (latente) e repentinamente aparecer em forma de lesões. Isso pode ocorrer mesmo depois de muito tempo.

O HPV genital é transmitido principalmente pelo contato direto de pele com pele durante o sexo (vaginal, oral ou anal). Para transmissão é necessário lesões visíveis. A doença se espalha através do sangue.

 

 

Estima-se que existam mais de 200 subtipos de HPV, porém, a minoria destas (cerca de 14) causam lesões, sendo precursoras de câncer de colo de útero, garganta ou ânus. Saber o subtipo não é passo obrigatório para o tratamento. Entretanto, em alguns casos de dúvida, essa informação pode ser conseguida com os testes de PCR e captura híbrida.

O  HPV surge na forma de verrugas (elevadas na pele) ou lesões planas (manchinha branca ou acastanhada), podendo coçar ou não. Ocasionalmente a lesão só é visível com uso de lente de aumento, usada nos exames de colposcopia, vulvoscopia e peniscopia. Por isso, se você apresenta verrugas ou lesões na região genital, é importante buscar uma consulta de ginecologista ou urologista para complementação diagnóstica.

O tratamento é feito por meio da destruição total das lesões, com pomadas ácidas ou por meio de cauterização com bisturi elétrico, método preferido pelo Dr. Danilo Galante.

A recorrência das lesões por HPV é alta. Por isso aconselha-se retornos trimestrais do paciente ao urologista / ginecologista para exames de controle.

Prevenir é tão importante quanto tratar! O Ministério da Saúde já disponibiliza vacina quadrivalente (contra 4 subtipos), para meninos e meninas, a partir dos 13 anos. A vacina para homens adultos, sexualmente ativos, também é recomendada como forma de prevenção do aparecimento de verrugas genitais e anais, tanto para quem não tem lesões como para quem já as tratou.

 

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HPV: como prevenir

A infecção por papilomavírus humano (HPV) é uma das doenças sexualmente transmissíveis (DST) mais comuns. Segundo uma pesquisa recentemente divulgada pelo Ministério da Saúde, cerca de 54,6% dos brasileiros entre 16 e 25 anos estão em constante contato com o vírus (38,4% são vírus de alto risco para o desenvolvimento de câncer).

 

Apenas 10% dos contaminados costumam sofrer efeitos diretos da ação do vírus, apresentando a formação de verrugas na região genital, na boca e na garganta. Nas mulheres é comum lesões no colo do útero, detectáveis apenas ao exame físico (Papanicolau).

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), existem 150 tipos de HPV diferentes, sendo que 40 deles podem infectar a região anal e genital.

 

O uso da camisinha diminui o contágio, porém não o impede, já que áreas não protegidas também podem ser infectadas. A vacina contra o HPV antes do início das atividades sexuais é a forma mais eficaz de prevenção.

 

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