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Incontinência Urinária

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, a incontinência urinária – perda involuntária de urina – atinge 10 milhões de brasileiros de todas as idades, sendo duas vezes mais comum no sexo feminino. A incidência aumenta progressivamente com a idade, sendo que um em cada três indivíduos idosos apresenta algum problema de controle da bexiga.

A gravidade varia: tanto perda ao fazer esforços abdominais intensos como tossir ou espirrar como perdas em exercícios leves como andar ou pentear o cabelo.

Sistema de Controle Urinário

A bexiga enche! É a função de armazenamento: Os rins filtram o sangue e produzem a urina, que é armazenada na bexiga. Na parte mais baixa desta o controle da micção é feito pelo esfíncter urinário, um músculo que permanece contraído,  mantendo fechada a uretra (canal que leva a urina para fora do corpo).

A bexiga esvazia! É a função de esvaziamento: No momento em que a bexiga está repleta de urina, estímulos são transmitidos dela ao cérebro e o indivíduo toma consciência da necessidade de urinar. Quando a pessoa, de modo consciente e voluntário, toma a decisão de urinar, o músculo do esfíncter relaxa, permitindo que a urina flua através da uretra, ao mesmo tempo em que os músculos da bexiga se contraem para expulsar a urina.

O processo completo de retenção e liberação da urina (micção) é complexo e a capacidade de controlar a micção pode ser comprometida em diferentes etapas do processo devido a várias anormalidades. O resultado dessas anormalidades é a incontinência urinária, que se caracteriza pela perda do controle do armazenamento/esvaziamento da bexiga.

Tipos de incontinência urinária

  • Incontinência de urgência é o vazamento de urina não controlado (de volume moderado a grande) que ocorre imediatamente após uma necessidade urgente e irreprimível de urinar. Neste caso, levantar para urinar durante a noite (noctúria) e incontinência noturna e diurna são comuns.
  • Incontinência de esforço é o vazamento de urina devido a aumentos abruptos na pressão intra-abdominal (por exemplo, aqueles que ocorrem com a tosse, espirro, risada, flexão ou ao levantar peso). O volume de vazamento é normalmente de baixo a moderado, a depender da gravidade da incontinência.
  • Incontinência por transbordamento é o gotejamento de urina da bexiga sobrecarregada e completamente cheia. O volume é normalmente pequeno, mas pode ser constante, resultando em grandes perdas totais.
  • Incontinência funcional é perda de urina devido a um problema com comprometimento mental ou físico não relacionado ao controle de micção. Por exemplo, uma pessoa com demência devido a doença de Alzheimer pode não reconhecer a necessidade de urinar ou não saber onde fica o banheiro. As pessoas acamadas podem ser incapazes de andar até o banheiro ou alcançar um urinol.

Frequentemente, entretanto, uma pessoa tem mais de um tipo de incontinência. As pessoas são então descritas como tendo incontinência mista.

Em geral, as causas mais comuns da incontinência são:

  • Bexiga hiperativa em crianças, adultos jovens e idosos
  • Fraqueza do músculo pélvico em mulheres como resultado do parto
  • Obstrução da saída da bexiga em homens de meia-idade
  • Distúrbios funcionais, como acidente vascular cerebral e demência em idosos

A grande maioria das pessoas tem vergonha de procurar um médico para relatar o problema, enquanto outras acabam não procurando um profissional por acreditarem que a incontinência faz parte do processo normal de envelhecimento. No entanto, qualquer tipo de incontinência urinária deve ser relatada ao médico, especialmente quando seus sintomas trazem incômodos, interferindo nas atividades diárias ou fazendo com que as pessoas deixem de lado sua vida social. A incontinência tem tratamento, portanto a melhor decisão é sempre consultar um médico.

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