Conheça a relação entre obesidade e disfunção erétil

A obesidade complica a vida do homem em diversos aspectos: eleva o risco de doenças cardíacas e de cânceres em geral, piora tolerância ao esforço, propicia problemas de articulação e aumenta a incidência de distúrbios psicológicos. Além disso tudo, a obesidade também pode levar à disfunção erétil com (ou sem) queda dos níveis de testosterona.

Segundo estudos, quanto maior a circunferência da cintura, maior a chance de impotência sexual. Cerca de 75% dos homens que possuem mais de 101 cm de circunferência abdominal (cintura) apresentam dificuldades de ereção, comparados a 32% nos com 91 cm. Além da disfunção erétil, os obesos também apresentam maiores chances de problemas de ejaculação precoce.

Com menor condicionamento físico, é natural que a relação sexual dure menos e seja menos prazerosa, uma vez que o paciente se cansa mais rápido e podendo inclusive apresentar dores. Por consequência, não consegue manter o ritmo necessário para a conclusão do ato.

Outra conclusão de estudos variados é que, a cada nove quilos acima do peso adequado, há também aumento de 10% na incidência de infertilidade masculina. Os obesos também apresentam maior incidência de problemas vasculares, reduzindo o fluxo de sangue peniano, tornando mais fraca a ereção.

Uma dica para que esta situação melhore é perder peso, buscando exercícios e dieta regulares.

No caso de disfunção erétil, não tome decisões por conta própria: busque sempre a palavra de um especialista.

Entenda como a obesidade pode afetar seus níveis de testosterona

Após os 50 anos de idade, é comum que homens tenham redução em seu nível de testosterona. É a andropausa, que atinge até 20% dos indivíduos e pode ser potencializada pela obesidade.

Atualmente, o excesso de peso é apontado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos maiores problemas de saúde pública no mundo.

A previsão é de que, em 2024, cerca de de 2,3 bilhões de adultos tenham sobrepeso e mais de 700 milhões sejam obesos. No Brasil, mais de 50% da população está acima do peso, segundo dados da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO).

Um dos principais fatores a ajudar na andropausa é a gordura visceral, encontrada dentro da cavidade abdominal. Tendo diversos tipos de impacto, esta gordura produz hormônios e causa repercussões no nosso corpo, desequilibrando os níveis de testosterona.

Assim, boa parte dos obesos apresentam sintomas da diminuição do hormônio masculino: redução da força muscular, baixa libido, diminuição de pêlos, ginecomastia, entre outros. De acordo com pesquisas, um ganho de 5 quilos em peso pode afetar os níveis de testosterona em até 20%.

Portanto, é muito importante que o paciente busque adequar sua alimentação, realizar exercícios físicos e adquirir hábitos mais saudáveis.

Na dúvida, consulte sempre um especialista.

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