Como funciona a cintilografia renal?

A cintilografia renal é um exame que avalia a função glomerular (de filtração renal) do paciente, observando-se acúmulo, passagem e excreção através das vias urinárias. Isso é feito através da injeção, na veia, de uma substância radioativa chamada radiofármaco (contraste).

Existem dois tipos de cintilografia renal:

Cintilografia renal dinâmica (DTPA): usada para avaliar a função glomerular dos rins e para saber se as vias excretoras urinarias estão obstruídas. Esse exame é especialmente utilizado no diagnóstico de estenose de JUP (estreitamento da porção do ureter junto ao rim)

• A pessoa urina e depois deita-se na maca;
• É injetado o radiofármaco DTPA pela veia;
• É administrado também pela veia um fármaco (diurético) para estimular a formação de urina;
• São obtidas as imagens dos rins através da ressonância magnética;
• O paciente depois vai ao sanitário urinar e é obtida uma nova imagem dos rins.

Cintilografia estática (DMSA): avalia a função tubular e a estrutura anatômica do córtex renal (área de filtração renal). É um método confiável e acurado para o diagnóstico e acompanhamento de cicatrizes renais. É muito utilizada em crianças, sendo realizada principalmente nos casos onde há história de pielonefrite (infecção renal):

1. É injetado na veia o radiofármaco DMSA;
2. A pessoa espera cerca de 4 a 6 horas para este se acumular nos rins;
3. A pessoa é colocada na máquina de ressonância para se obter as imagens dos rins.

Lembre-se de que qualquer tipo de exame deve ser solicitado por um médico especializado na área para que não seja feito nenhum procedimento sem necessidade.

Saiba o que é a hidronefrose

Hidronefrose é a dilatação do rim que ocorre quando a urina não consegue se dirigir à bexiga, acumulando-se na região renal e, assim, prejudicando o funcionamento adequado de todo o sistema urinário.

O rim obstruído não funciona normalmente, perde gradativamente sua função, podendo levar à insuficiência renal. Normalmente, a hidronefrose surge como complicação de outra doença, como, por exemplo, tumor que invade as vias urinárias ou pedras nos rins.

Os principais sintomas são dores constantes no abdome, náuseas e vômitos, dores ao urinar, febre e sensação de bexiga cheia, mesmo após urinar. Além disso, pacientes podem ter queimação ao urinar, dores nas costas e infecções urinárias de repetição.

Normalmente, a hidronefrose acomete apenas um dos rins, porém pode ser bilateral. O tratamento, quase sempre cirúrgico, depende da causa do problema. A solução é sempre a desobstrução da urina retida, preferencialmente levando-a diretamente à bexiga.

Na maioria dos casos, o rim se recupera em menos de 2 meses após o início do tratamento. Portanto, se você sente algum destes sintomas, consulte um especialista.

Saiba como prevenir o câncer nos rins

O câncer renal é uma doença rara, que pode levar à perda do órgão. Nem sempre sua causa é conhecida e, em muitos casos, a doença tem fatores hereditários.

Sabemos que os pacientes que realizam hemodiálise apresentam de 5 a 20 vezes mais chance de desenvolver os tumores, em relação à população em geral. Há pequenas medidas podem ser tomadas para ajudar a reduzir o risco desta doença. Vamos a elas:

Obesidade e pressão arterial elevada são fatores de risco para o câncer nos rins. Hábitos saudáveis de vida regularizam a porcentagem de gordura corporal e a pressão arterial. Para isso, devemos adotar uma alimentação rica em frutas e vegetais e evitar alimentos com grande quantidade de sódio. Além disso, o tratamento com medicações da hipertensão já instalada é essencial.

Outro fator de risco a ser evitado é o tabagismo. Por último, devemos evitar a exposição a substâncias tóxicas, como solventes orgânicos.

Em caso de dúvida, consulte sempre um especialista.

Será que seu rim está fora do lugar?

Normalmente, os rins se localizam um em cada lado do organismo, embaixo das costelas, na região lombar. Lá, são fixados por várias estruturas, como ligamentos, fibras musculares, vasos sanguíneos, entre outras.

Porém, em casos peculiares, podem estar localizados em outras regiões do corpo. A frequência destas anomalias é de 1 em 900 nascimentos, não gerando sintomas explícitos, o que dificulta a descoberta de tal diferença.

Esta é a chamada ectopia renal, um defeito congênito que ocorre durante a migração dos rins para seus locais habituais, durante a gestação:

– Ectopia renal: quando o rim está abaixo da localização correta.

– Ectopia renal cruzada: o rim se localiza no lado oposto.

– Fusão renal: quando um rim é ligado ao outro.

– Rim em ferradura: ambos estão juntos em uma linha, como se fossem um só.

– Rim pélvico: aparece por trás da bexiga, em posição incorreta.

Pacientes que têm ectopias renais sofrem com maiores formações de cálculos, infecções urinárias e problemas de fluxo urinário, mas, no geral, podem levar uma vida normal.

Em caso de dúvida, consulte sempre um especialista.

Sabia que alguns medicamentos afetam nossos rins?

Os rins são órgãos responsáveis pela filtragem do sangue, eliminando o excesso de toxinas, sais minerais e outras substâncias danosas ao nosso corpo. Porém, seu funcionamento pode ser afetado por alguns remédios.

Muitos de nós temos uma rotina diária de tomar medicamentos. Quando sentimos dor, nossa primeira reação é nos medicarmos. Mas você deve pensar duas vezes antes de tomá-las.

Todos os medicamentos têm efeitos colaterais, sendo por vezes lesões renais ou hepáticas. Os mais perigosos são os anti-inflamatórios não esteroides. Como parte de seus efeitos, reduzem a capacidade dos rins em filtrar o sangue. Pessoas sadias toleram bem estas alterações, mas aqueles com algum grau de insuficiência renal podem ter graves consequências.

Os anti-inflamatórios também podem causar nefrite intersticial, um tipo de reação alérgica nos rins, levando a insuficiência renal aguda.

Alguns antibióticos também podem causar nefrite: penicilinas, rifampicina, ciprofloxacino e trimetoprim/sulfametoxazol. Além disso, analgésicos, como Paracetamol, em uso constante podem trazer lesões raras, principalmente se associado ao ácido acetilsalicílico (AAS).

Porém, é claro que medicamentos corretos devem ser consumidos. Então, por exemplo, se você sofre de hipertensão arterial e/ou diabetes do tipo 2, você provavelmente irá também sofrer danos nos rins. Não deixe de tratar essas condições e tome seus remédios diários para manter sua doença controlada.

Além disso, há outros cuidados para proteger nossos rins: evite refrigerante, não fume ou use drogas, faça exercícios, alimente-se da maneira adequada, tenha um sono de qualidade e beba pelo menos dois litros de água diariamente.

Não se esqueça: em caso de dúvida, consulte sempre um especialista.

Conheça as diferenças entre cálculo renal e pedra na vesícula

Os cálculos renais, formados nos rins e em todo o trato urinário, são derivados do acúmulo de cristais existentes na urina. Ocorrem em 12% dos homens e 5% das mulheres, sendo mais comum na faixa etária entre 20 e 40 anos de idade.

 

Tal doença muitas vezes só é diagnosticada após a primeira crise de forte dor lombar do paciente. As crises normalmente surgem quando alguma pedra formada no rim se locomove para o trato urinário, obstruindo a passagem da urina em alguma região, como o próprio rim ou o ureter

É uma dor intensa, em cólica, que pode irradiar também para a frente do abdome e região genital. Seu tratamento varia de acordo com o tamanho e localização do(s) cálculo(s), variando do uso de analgésicos ou antiespasmódicos até tratamento cirúrgico. 

 

Já os cálculos biliares, formam-se na vesícula biliar, onde é formada e lançada a bile. Tal substância é responsável pela grande maioria dos cálculos.

 

Alguns se alojam na região e não causam problemas, mas outros ficam presos no ducto biliar, bloqueando o fluxo da bile para o intestino. Assim, o paciente tem dor intensa no lado direito superior do abdome ou nas costas. 

 

O tratamento dos cálculos biliares requer a remoção da vesícula biliar com retirada de possíveis cálculos presentes nos dutos biliares, através de pequena cirurgia.

 

Em caso de dúvida, consulte um especialista.

 

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O uso de suplementação para exercícios pode danificar os rins?

Muito se fala sobre o uso de suplementação para exercícios físicos. Mas será que este costume pode danificar nossos rins?

Em princípio, devemos entender que, antes de usar qualquer tipo de suplemento, devemos estar com a saúde perfeita. Para isso, precisamos realizar um check-up e também uma consulta com um especialista, como o urologista, para que sejam descartados problemas renais. Uma vez que não exista nada de errado, o médico irá te orientar para o uso ou não dessa substância.

É comum que praticantes de exercícios tentem aumentar bastante o consumo de proteínas através de suplementos proteicos. O grande perigo disso é que podemos ultrapassar o limite de nosso organismo digeri-las e utilizá-las. Este excesso pode sim ser danoso aos rins, sobrecarregando também outras regiões do nosso corpo, como fígado e sistema imunológico.

Em caso de uso excessivo, os suplementos aumentam a necessidade de filtragem dos rins, sobrecarregando-os. Assim, principalmente se a pessoa já tem alguma doença renal ou outra condição que comprometa a região, como pressão alta e diabetes, a função renal pode ficar reduzida. O abuso também pode favorecer a absorção de cálcio pelo organismo e provocar a formação de cálculos renais em pacientes predispostos a isso.

Mesmo que sua saúde esteja boa, não se esqueça de consumir bastante água, alimentar-se corretamente, dormir bem e seguir uma rotina saudável, de preferência sem o uso de álcool, tabaco ou qualquer tipo de droga.

Na dúvida, consulte sempre um especialista.

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O que é Doença Renal Policística?

A doença renal policística se dá quando ocorre a presença de diversos cistos nos rins, bilateralmente. Eles crescem lentamente e são preenchidos por líquido, de maneira a formar bolhas de água de vários tamanhos.

 

Existem diversos tipos da patologia, sendo o mais comum a doença renal policística do adulto (DRPA), que atinge pessoas de 30 a 40 anos de idade, de ambos os sexos.

 

Normalmente, as causas são hereditárias, vindas por algum defeito genético herdado nos genes PKD1 (85%) e PKD2 (15%), que passa de pais para filhos de forma dominante.

 

Em alguns pacientes, os sintomas são imperceptíveis, mas outros podem sofrer de dor nas costas, no abdômen e podem ainda apresentar sangue na urina, hipertensão arterial e cólica causada por cálculos renais.

 

A forma mais comum de diagnóstico é o exame de ultrassom. Porém, nem sempre é possível a detecção pelo método tradicional, com cistos pequenos sendo vistos apenas através de tomografia computadorizada renal ou ressonância nuclear magnética.

 

Ainda não há uma cura para a doença, algo que tem sido alvo de diversas pesquisas médicas. Então, o tratamento funciona no sentido de aliviar as dores e sintomas desta condição. O paciente deve ser acompanhado regularmente por um especialista, que pedirá exames específicos para que a saúde seja monitorada da melhor forma possível.

 

Além disso, é importante a adoção de hábitos mais saudáveis, evitando gordura em excesso e afastando costumes nocivos, como o consumo de álcool e tabaco.

 

Não se esqueça: em caso de dúvida, consulte sempre um especialista.

 

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Conheça os principais mitos envolvendo os cálculos renais

A seguir, conheça alguns mitos e verdades sobre os cálculos renais (também conhecidos como pedra nos rins), condição que atinge milhões de pessoas anualmente e é a principal causa de internações da Urologia em prontos socorros.

VERDADES

1) Beber água previne a formação de cálculos de renais? A ingestão constante de líquidos, especialmente água, diminui a formação destas estruturas. Beba pelo menos 2 litros diariamente.

2) A cólica renal pode ser mais forte que a dor do parto? Pode realmente ser uma dor muito forte, necessitando até de morfina para seu controle. Os pacientes podem ter náuseas e vômitos devido a tanta dor.

3) Quem já teve pedra nos rins tem maior possibilidade de ter novamente? Estudos mostram que quem já teve cálculo renal tem 50% de chance de ter novas crises no futuro em até 3 anos.

4) Algumas infecções urinárias tem origem em cálculos renais? Alguns cálculos grandes do rim podem conter bactérias em seu interior. Isso pode levar a infecções de repetição. Tal problema só resolvido com a resolução do cálculo.

5) Sucos cítricos previnem pedras nos rins.

MITOS

1) Existem chás que dissolvem as pedras? A ação do chamado chá de quebra pedra (erva cientificamente chamada de Phyllanthus) não tem comprovação científica. Porém, a ingestão do líquido pode ser benéfica como qualquer hidratação, ajudando na prevenção das pedras.

2) Cálculo renal é mais comum em idosos? A doença ocorre em todas as idades, mas sua primeira apresentação é mais comum em adultos jovens (20 a 40 anos), principalmente em homens.

3) Cerveja quente dissolve pedra nos rins? A cerveja não tem nenhum efeito nos cálculos renais. Ao contrário, ela é diurética e pode aumentar a desidratação do paciente.

4) Cálculo renal causa impotência sexual? Não há influência das pedras nos rins em relação ao desempenho sexual.

5) Suplementos causam pedras? Depende do suplemento, da dose e da propensão do paciente em formar cálculos. Essa avaliação pode ser feita pelo urologista.

Na dúvida, consulte sempre um especialista.

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