Já ouviu falar em próteses penianas?

O último tratamento que o urologista recorre para cuidar da disfunção erétil é a prótese peniana. São dispositivos cilíndricos implantados no interior de cada um dos dois corpos cavernosos (aqueles que se enchem no momento da ereção) do pênis. Isso  proporciona rigidez suficiente para retorno à prática sexual.

Existem dois tipos de próteses: maleáveis ou semirrígidas e infláveis ou hidráulicas. As infláveis são consideradas mais fisiológicas por melhor reproduzir os estados de flacidez e rigidez penianas. Já a semirrígida, mais colocada em nosso país pelo preço e facilidade, mantém o pênis em ereção 24h por dia.

A prótese semirrígida é de silicone, com uma cordoalha metálica em seu interior que permite que sejam dobradas para baixo (posição de descanso) e para cima (para prática sexual). Já a prótese inflável possui uma capa externa de silicone que enche-se de soro fisiológico, aumentando o volume do corpo cavernoso e promovendo rigidez peniana.

A técnica cirúrgica para aplicação das próteses é bem semelhante: preparo pré-operatório, antibióticos para profilaxia de infecção, anestesia, abertura da pele, abertura dos corpos cavernosos, dilatação interna e implante das próteses.

Embora eficiente em mais de 95% da vezes, a cirurgia não é isenta de complicações, sendo a principal a infecção, principalmente em pacientes diabéticos descompensados.

Se você tem disfunção erétil, converse com seu urologista. A colocação da prótese peniana pode ser uma ótima opção para o seu caso.

Testículos inchados: o que pode ser?

Entre as causas mais comuns para aumento do volume do escroto estão: hérnia, varicocele, epididimite e tumor de testículo. Abaixo vamos abordar cada um dos temas resumidamente:

1) A hérnia inguinal atinge até 8% dos brasileiros. Ela ocorre quando há falha da parede abdominal, com possibilidade de entrada de algum órgão abdominal. Normalmente há um “inchaço” na região inguinal com ou sem dor local. O grande risco é o encarceiramento de intestino, ou seja, ele entrar na região e ficar aprisionado, levando à urgência em sua resolução. O tratamento das hérnias é sempre cirúrgico.

2) A varicocele é formada por veias dilatadas na região do escroto, ou seja, varizes no testículo. A varicocele pode ser vista por seu aspecto de “saco de minhoca”, sendo que na maioria das vezes não há sintomas. A varicocele é a principal causa de INFERTILIDADE masculina, devendo ser tratada nesses casos. Dor é um sintoma incomum, mas pode ocorrer. O tratamento é sempre cirúrgico.

3) A epididimite é uma inflamação do epidídimo, área do testículo que armazena e amadurece os espermatozoides. Geralmente, é causada por infecção bacteriana transmitida sexualmente (clamídia ou gonorreia), ou ainda por sexo anal desprotegido. Seu tratamento é feito com antibióticos.

4) O câncer de testículo é frequentemente esquecido por ser raro. No entanto, é uma condição grave, podendo levar a óbito em menos de 1 ano. A notícia boa é que, quando detectada, tem altíssimos índices de cura (mesmo quando diagnosticada já com metástases). O auto exame facilita a detecção de tumores ainda em estágio inicial.

O aumento escrotal pode afetar homens de todas as idades, sendo normalmente unilateral.. Todo paciente com esse sintomas ou dor na região dos testículos deve procurar um urologista o quanto antes.

Homens têm corrimento? Com certeza!

O corrimento em homens pode ser fisiológico quando causado por fatores como: excitação sexual, ato de urinar ou mesmo por um esforço muito forte na hora de defecar. São casos em que o corrimento não apresenta mau cheiro ou irritação, sendo fino, transparente ou branco leitoso. Entretanto, o corrimento amarelado, cinza ou esverdeado, que exala mau cheiro é um alerta ao paciente. Os sintomas mais comuns são: dor ao urinar, coceira, queimação, vermelhidão e ardor.

O corrimento patológico ocorre por infecções ou inflamação do canal urinário (uretrite), causados pelas bactérias clamídia e/ou gonorreia, sendo fatores também de infertilidade.

A contaminação ocorre por relação sexual anal ou vaginal, sem utilização de preservativos. O paciente infectado pode também ter prostatite (infecção na próstata), infecções urinárias e balanites (glande).

O tratamento é sempre realizado com antibióticos, sendo tratados os dois do casal.

Você levanta muito para ir ao banheiro durante a noite?

Se você levanta muitas vezes para ir ao banheiro durante a noite (mais de duas vezes), interrompendo o seu ciclo de sono, você deve ser investigado. Principalmente em relação a doenças da próstata.

O envelhecimento é o principal fator que leva ao aumento benigno da próstata, principal causador do problema. No entanto, há outras situações que levam a isso: ingerir excessivamente líquidos antes de dormir; medicamentos diuréticos, diabetes descompensada, ansiedade, infecção urinária e distúrbios do sono (apneia e insônia).

O paciente nunca deve se acostumar ao fato de levantar-se para urinar. Ele deve sempre procurar um urologista e realizar exames de sangue, análises dos níveis de glicemia, glóbulos brancos, avaliação da urina e dos sintomas de próstata (quando homem). O tratamento é específico para a causa do problema.

Câncer de testículo merece atenção!

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de testículo é responsável por 5% do total de casos de câncer entre os homens. Quando detectado precocemente, tem cura em até  90%, com baixo índice de mortalidade. Apesar de raro, atinge pacientes entre os 15 e 50 anos, podendo ser confundido com orquiepididimites, inflamação dos testículos e dos epidídimos,  transmitidas sexualmente.

Os principais sintomas do câncer de testículo são: nódulo INDOLOR no testículo sem sintomas urinários associados. Muitas vezes não há sintomas quando o tumor está em estágio inicial.

O diagnóstico é feito com exame físico dos testículos e confirmado com ultrassonografia do escroto. Há pacientes com maior chance de contrair a doença, que merecem maior atenção: histórico familiar, lesões e traumas na região e criptorquidia. O autoexame dos testículos é importante para o diagnóstico precoce. Pequenas alterações de tamanho e consistência do testículo podem ser detectadas nesse exame.

O tratamento é inicialmente cirúrgico. O testículo atingido é retirado inteiro ou, em raras situações, apenas parte dele. Função sexual e reprodutiva do paciente normalmente são mantidas quando o outro testículo é saudável. Após a cirurgia, o médico pode optar por acompanhamento apenas, radioterapia ou quimioterapia, a depender de cada caso.

Não há nenhum programa de prevenção para esta doença no Brasil, devido à baixa incidência. Caso sejam observadas alterações, um urologista deve ser sempre consultado.

Entenda mais sobre a incontinência urinária

Incontinência urinária é definida como a perda involuntária da urina pela uretra. Traz grande impacto na vida do paciente, pois o obriga a se organizar e planejar segundo a disposição de banheiros do local.

Estima-se que cerca de 10 milhões de brasileiros apresentam algum grau de incontinência urinária. É mais comum no sexo feminino, já que as mulheres possuem as estruturas musculares de sustentação aos órgãos pélvicos mais frágil. Essa rede de músculos também produz a contração da uretra.

As causas são variadas: comprometimento da musculatura dos esfíncteres ou do assoalho pélvico; gravidez e parto; bexiga hiperativa, tumores malignos e benignos; doenças que comprimem a bexiga e obesidade. Nos homens, o envelhecimento natural da bexiga e a cirurgia da próstata são os dois principais motivos do problema.

Há também tipos diferentes de incontinência urinária:

– Incontinência urinária de esforço: perda de urina quando a pessoa tosse, ri ou faz exercícios físicos;

– Incontinência urinaria de urgência: vontade súbita de urinar que ocorre durante as atividades normais do dia a dia. A pessoa perde urina antes de chegar ao banheiro;

– Incontinência mista: associa os dois tipos de incontinência acima citados e o sintoma mais importante é a impossibilidade de controlar a perda de urina pela uretra;

– Enurese noturna: é a incontinência que ocorre durante o sono (criança que faz xixi na cama).

Caso apresente perda involuntária de urina, procure um médico para avaliação. Um tratamento adequado começa a partir de diagnóstico correto. A conduta pode ser fisioterapia, uso de medicamentos ou até mesmo cirurgia.

Saiba mais sobre a Pieloplastia

Alguns pacientes nascem com dilatação do rim ou a desenvolvem durante a vida por infecções ou por cálculo renal impactado. Pieloplastia é o nome dado à cirurgia para correção da Estenose de JUP (estreitamento da junção do ureter com o rim). Tal quadro pode causar fortes dores lombares, náuseas, vômitos e também infecções urinárias de repetição.

A pieloplastia corrige a deformidade do canal, permitindo a retomada de um fluxo urinário contínuo e sem prejuízo aos rins. O procedimento pode ser realizado por laparoscopia, retirando o segmento doente e unindo a pelve renal ao ureter. taxa de sucesso é de cerca de 95%.

Em caso de dúvidas, consulte sempre um especialista.

Infecção urinária na gravidez

As alterações que acontecem no organismo feminino durante a gravidez favorecem o desenvolvimento de bactérias no trato urinário. Segundo um estudo recente feito pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, cerca de 10% das gestantes podem ter infecção urinária, ainda que algumas delas não apresentem sintomas.

A infecção urinária simples não prejudica o bebê quando rapidamente tratada. No entanto, caso a mulher não faça o tratamento adequado, a infecção causa riscos para o bebê, como parto prematuro ou aborto. Desta forma, para evitar complicações, sempre que a gestante identificar alguma alteração ou desconforto deve procurar ajuda médica para realizar um exame de urina e iniciar o tratamento precocemente, caso seja necessário.

O diagnóstico da infecção urinária durante a gravidez é feito através do exame de urina. O tratamento é sempre feito com antibióticos, por um período de 7 a 14 dias. É também importante beber bastante água, não segurar o xixi e esvaziar a bexiga completamente cada vez que for urinar. A melhor forma de evitar todos estes riscos é estar atenta aos sintomas da doença e fazer o tratamento indicado pelo médico.

O que é RTU de Próstata?

A Ressecção Transuretral (RTU) da Próstata é um dos procedimentos mais comuns do urologista. É indicado para casos de HPB, a Hiperplasia Prostática Benigna, popular próstata crescida.

Apesar de pouco conhecida, a Hiperplasia Prostática Benigna é uma das doenças mais comuns do homem e consiste em um crescimento benigno do tecido prostático. Ela começa a ocorrer a partir dos 50 anos de idade e tende a ser ininterrupto.

Há diversas cirurgias para Hiperplasia Benigna, que são escolhidas de acordo com a necessidade do paciente e suas condições clínicas (como idade, existência ou não de hipertensão, diabetes, entre outras). Todas as técnicas têm a finalidade de diminuir o volume interno da próstata. Uma das opções é a RTU. Consiste na ressecção da próstata em camadas, com auxílio de alça elétrica, que corta o tecido prostático. Conhecida também por “raspagem da próstata”, esta é a mais popular das cirurgias de próstata.

A RTU também pode ser feita com uso de laser, consistindo na ressecção do tecido prostático com utilização de laser. Tem sua principal indicação em paciente que tomam AAS (aspirina) ou anticoagulantes, mas pode ser utilizada em qualquer paciente que esteja urinando mal e necessite desobstruir a próstata cirurgicamente.

O que acontece quando o testículo não desce? Conheça a criptorquidia

A criptorquidia ocorre quando os testículos apresentam um desvio em sua trajetória natural e não descem para o escroto.

Durante a vida fetal, os testículos se desenvolvem no abdome e iniciam seu trajeto de ‘descida’ para a bolsa testicular, finalizando-o até o fim da gestação. Comum em bebês prematuros, esta doença ocorre quando um dos testículos (ou os dois) ficam parados em algum ponto desse trajeto.

Caso isso ocorra, a anomalia deve ser corrigida o mais rápido possível, no intuito de preservar a função germinativa (de fertilidade e produção de testosterona) do menino. O tratamento pode se dar através de hormônios ou cirurgia, de nome orquidopexia.

A cirurgia é realizada por uma incisão de dois a três centímetros na região inguinal, que permite, na grande maioria dos casos, o reposicionamento correto e definitivo do testículo no escroto, bem como a correção de hérnias associadas.

Após o tratamento, o testículo irá se desenvolver normalmente com o passar do tempo.

Em caso de dúvida, consulte um especialista.