Diabetes pode causar disfunção erétil?

A diabetes, além da hipertensão arterial, é um dos fatores mais comuns que levam à impotência masculina, condição em que o homem não consegue manter uma ereção por tempo suficiente para poder realizar a penetração e a prática sexual.

Um estudo do Centro de Referência em Saúde do Homem (Hospital Brigadeiro), realizado na capital paulista, apontou que 35% dos homens em tratamento para disfunção sexual na unidade sofrem de diabetes.

Na verdade essas doenças, quando não controladas corretamente, causam o estreitamento das artérias penianas, diminuindo a circulação do sangue e, consequentemente, causando falta de ereção. A situação se agrava quando o homem diabético possui mais doenças crônicas como hipertensão arterial, obesidade e problemas com colesterol e triglicérides.

A impotência sexual por diabetes pode ser curada quando tratada no início do quadro, quando as alterações não se tornaram crônicas. De qualquer forma, deixar os níveis de glicemia regulados sempre vai melhorar a condição erétil do paciente. Medicações adequadas por via oral ou injetáveis (insulina), além de alimentação correta e exercícios regulares, são a base do tratamento do diabético.

O homem que sofre de disfunção erétil precisa procurar um urologista o quanto antes. Quando a causa for diabetes, ela deve ser compensada o mais rápido possível. Precisamos sempre lembrar que diabetes leva a cegueira, problemas renais, lesões que não cicatrizam e maiores riscos de infarto e derrame.

A disfunção erétil pode acometer homens de qualquer idade!

Sexo e álcool combinam?

Muita gente usa o álcool para desinibição na paquera. Mas será que o consumo de bebida pode afetar o desempenho sexual?

A resposta é sim! Apesar do efeito inicial do álcool (em doses baixas) trazer mais confiança para a pessoa, isto é transitório. Tem efeito depressor no sistema nervoso, tornando o indivíduo mais lento, com dificuldade de raciocínio e tomada de decisões.

No momento da relação sexual há dificuldade em se manter o foco para o próprio ato. Isso piora a excitação (consequentemente, a ereção), além da capacidade de ejacular em momento oportuno. Para as mulheres, também existe uma queda no desempenho, com piora ou inexistência de excitação, lubrificação e, consequentemente, de orgasmo.

A bebida também pode tornar as pessoas mais emotivas e menos equilibradas para uma relação sexual. Por último, e não menos importante, há maiores possibilidades da pessoa embriagada não se prevenir corretamente, aumentando sua chance de contrariar doenças sexuais de todos os tipos.

Em caso de dúvidas, consulte um especialista.

A postectomia pode afetar a vida sexual?

A postectomia, cirurgia para a retirada do prepúcio em caso de excesso de pele (fimose), é um dos procedimentos mais comuns na medicina. A prática está associada a algumas religiões, como o judaísmo, sendo também conhecida como circuncisão. Porém, ainda desperta muita dúvida sobre possíveis impactos na vida sexual do paciente.

Quando o paciente operado  já tem vida sexual ativa, ele pode experimentar uma redução transitória na sensibilidade. Ocorre pois a região passa a ter tecido cicatricial, diminuindo os efeitos do ato sexual.

Há também um suposto maior controle da ejaculação após a postectomia (relatado por boa parte dos operados).

Atenção: se você tem fimose, não tente resolver sozinho, puxando a pele do seu pênis com força para baixo. Você pode se machucar seriamente e o problema será agravado.

Não se esqueça: em caso de dúvida, consulte sempre um especialista.

Homens têm Ponto G?

Muito se fala sobre a existência do Ponto G no corpo feminino. Mas e nos homens, há algo similar?

Alguns especialistas afirmam que o ponto máximo de prazer masculino estaria localizado na próstata ou em região próxima à ela. Estamos falando do períneo, abaixo dos testículos e imediatamente próximo do ânus.

O fato é que nem todos os homens têm vontade de (ou permitem-se) receber carícias nesta região. Isso varia com as preferências pessoais, valores éticos e morais e cada um.

No caso daqueles que queiram, uma dica é a leve compressão nesta região com o dedo atrás dos testículos, enquanto a mulher pratica sexo oral. Uma outra possibilidade, sempre de acordo com a vontade individual, é a prática de massagem no ânus.

Vale lembrar que tais comportamentos não significam homossexualismo. Quando de acordo com a vontade de ambos, vários casais heterossexuais também aderem a tais práticas.

Outras regiões erógenas (sexualmente estimuláveis) do corpo masculino, além do pênis, são: testículos, pescoço, peito, coxas (principalmente região interna) e as costas. Logicamente isso varia em cada organismo.

Na dúvida, consulte um especialista.

Infecção urinária X Sexo

A infecção urinária é uma condição comum entre mulheres, com aumento importante da incidência após início da vida sexual.

Ela ocorre quando bactérias de outras regiões do próprio corpo (pele ou do ânus) sobem pela uretra e chegam até a urina armazenada na bexiga.

Pode ocorrer por diversos motivos: higienização inadequada (quando a mulher, ao se limpar, passa o papel no sentido do ânus para a vagina, sendo que o correto é fazer na maneira inversa), por pedras nos rins, por alteração na anatomia ou funcionamento da bexiga ou rins ou sem explicação estabelecida.

Embora não seja uma doença sexualmente transmissível (DST) e, portanto, não seja transmissível por sexo, a infecção urinária pode ocorrer após o sexo. Isto acontece quando o pênis, com ajuda da lubrificação vaginal, transporta para a uretra bactérias que ficam alojadas em outro local. Por isso é recomendável urinar antes e depois do ato sexual.

Não há contraindicações em manter relação sexual quando há infecção urinária, mas pode ocorrer incômodo na uretra com aumento da dor na região da bexiga.

O tratamento da infecção urinária é simples: antibiótico, prescrito pelo médico.

Não se esqueça: em caso de dúvidas, consulte sempre um especialista.

Saiba mais sobre o tratamento da ejaculação precoce

Ejaculação precoce é uma condição que atinge homens de todas as idades, sendo muito mais comum sua ocorrência desde a adolescência. 

 

Diversos fatores podem propiciar a situação: orgânicos, podendo ser genéticos, biológicos, metabólicos ou hormonais e/ou psicológicos, principalmente por ansiedade, depressão e problemas com autoestima. 

 

 

Para o tratamento, o urologista deve levar em consideração fatores que podem interferir na duração da fase de excitação: idade do paciente, início de relacionamento com uma nova parceira e frequência recente de atividade sexual.

 

A ejaculação precoce tem cura. Ao médico cabe analisar a situação específica do paciente, recomendando um dos seguintes métodos: medicações via oral que retardam a ejaculação, anestésicos tópicos ou, ainda, a psicoterapia.

 

Formas alternativas podem incluir:

 

1) Lubrificantes à base de água (como o KY), que favorecem a penetração e diminuem o atrito, reduzindo, portanto, a sensibilidade do contato com a vagina.

 

 2) Uso de preservativos com látex mais espesso. Apesar de não ter comprovação científica, a prática poderia ajudar na confiança e reduzir a sensibilidade de alguns homens, afastando a ejaculação precoce.

 

O importante é conhecer o seu corpo e, caso haja algo errado, não ter vergonha de conversar com um urologista. Havendo alguma dúvida, consulte um especialista.

 

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Saiba mais sobre a Mycoplasma genitalium, DST que vem preocupando médicos

Infecção pouco conhecida, tornou-se uma recente DST (doença sexualmente transmissível) a preocupar médicos em todo o mundo. 

 

A doença é causada por uma bactéria, transmitida através de contato sexual com um parceiro(a) contaminado(a). Nos homens, causa a inflamação da uretra, levando à liberação de secreções e dores na hora de urinar. 

 

 

Já em mulheres, pode inflamar o útero e as trompas uterinas. Assim, provoca dor, febre, sangramento e, em casos mais graves, até mesmo a infertilidade.

 

De acordo com o Ministério da Saúde, apesar da doença ocorrer mais na Europa, o Brasil já vem monitorando esta condição. Ainda não se sabe quantas pessoas foram atingidas no território brasileiro, mas estudos regionais afirmam que a Mycoplasma genitalium é muito menos frequente que outras doenças sexualmente transmissíveis.

 

Para evitar este e outros tipos de DST, sempre se previna durante as relações sexuais. E na dúvida, consulte sempre um especialista.

 

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Inflamação nos testículos: saiba mais sobre a orquite

A orquite é uma inflamação nos testículos que pode ser causada por diversos fatores. Também conhecida como orqueíte, pode derivar de um traumatismo ou torção na região, mas geralmente ocorre por infecção do vírus da caxumba.

Esta condição pode afetar um ou ambos os testículos. Varia entre as formas aguda ou crônica, sendo que na segunda os sintomas não são presentes.

A orquite pode causar presença de sangue na urina e/ou ejaculação, dor e inchaço no escroto, além de febre e mal-estar. Se a doença é relacionada à caxumba, os sintomas surgem em média uma semana após o inchaço da face.

O diagnóstico é feito através da observação clínica do paciente, da realização de exames de sangue e ultrassonografia escrotal, além de testes para gonorreia e clamídia.

O tratamento da orquite inclui repouso e anti-inflamatórios, além de compressas geladas na região. O inchaço costuma demorar mais de um mês para regredir.

A doença tem cura e não deixa sequela quando o tratamento é feito corretamente. Se o paciente não for tratado, pode ocorrer atrofia testicular, formação de abscessos, infertilidade e, em casos mais graves, até necessitar da remoção dos testículos.

Não se esqueça: na dúvida, consulte sempre um especialista.

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Saiba mais sobre os diversos problemas encontrados na hora da ejaculação

Ejaculação é o processo pelo qual o homem expele o esperma em uma relação sexual ou masturbação. Objetivo é a fecundação, permitindo, quando os espermatozoides, presentes no sêmen, encontrem o óvulo.

Quando o indivíduo está prestes a ejacular, a bexiga se fecha e as secreções da próstata, dos testículos, das vesículas seminais e das glândulas periuretrais se encaminham para a uretra. Assim, o sistema nervoso manda estímulos, que concluem o ato, expelindo o líquido.

 1) Ejaculação retrógrada ou orgasmo seco

A ejaculação geralmente ocorre acompanhada do orgasmo, mas isso não é obrigatório. A ejaculação retrógrada ocorre quando há orgasmo e o ejaculado retorna pra bexiga ao invés de ser impulsionado pelo pênis. Assim, o indivíduo acha que não houve ejaculação. Isso pode ser causado por motivos físicos (como alterações hormonais, diabetes, lesões medulares, consumo de diversos tipos de drogas, entre outros) ou alterações psicológicas (como estresse, depressão, fobias, etc).

 2) Ejaculação Retardada

Ocorre quando o homem demora demais para ejacular, seja na masturbação ou na relação sexual. Geralmente há um aspecto psicológico importante, com o indivíduo apresentando comportamento de ansiedade e estresse.

 3) Anejaculação

Incapacidade de expulsar o sêmen. Mais grave que as ocorrências citadas anteriormente, compromete a fertilidade do homem, que deixa de produzir o líquido. Decorrem de problemas psicológicos, mas também podem ter causas físicas (como consequências de cirurgias, transtornos neurológicos, inflamações, entre outras).

Não se esqueça: na dúvida, consulte sempre um especialista.

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Você sabe o que é foliculite genital?

Semelhante a uma “espinha”, a foliculite é uma inflamação ou infecção da porção superficial dos folículos de pelo da pele. No caso de infecção, pode ser bacteriana ou fúngica.

 

A foliculite bacteriana é muito comum em homens e mulheres que se depilam com lâmina. Manifesta-se por crostas, feridas e formações de pus ocasionais na área recentemente depilada. Na maioria dos casos é o Staphilococcus aureus, bactéria comum da nossa pele, que invade o folículo e causa a infecção.

O diagnóstico é feito pela história do paciente e exame físico.

 

No caso da foliculite causada pelo uso de lâminas, é recomendado descontinuar esta prática e acrescentar talcos para diminuir a fricção e a umidade. Além disso, em alguns casos, o médico pode receitar antibióticos e anti-inflamatórios.

 

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