CBN Saúde: Infecção urinária: entenda causas e como prevenir

Comum nas mulheres, problema pode se agravar e causar internações

No quadro CBN Saúde desta quinta-feira (15), o médico urologista Danilo Galante explica os sintomas e causas da infecção urinária. De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, a incidência dessa infecção é de 80 a 90% em mulheres, principalmente, nas que estão em idade reprodutiva ou na menopausa.

 

CBN SAÚDE (15/04/2021): médico urologista Danilo Galante fala sobre infecção urinária em mulheres
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UOL: Por que algumas mulheres não gemem durante o sexo?

Seja em filmes eróticos, seja em novelas nacionais, grande parte das obras de ficção mostram o sexo sempre acompanhado de muitos gemidos femininos. Contudo, na vida real, existem mulheres que não gostam ou não se sentem confortáveis para gemer. Mas, afinal, qual é a real intenção do gemido?

De acordo com uma pesquisa realizada em 2011, com 71 mulheres heterossexuais com vida sexual ativa, 66% delas afirmaram que gemiam para acelerar o orgasmo do parceiro, enquanto 87% revelaram que os gemidos melhoravam a autoestima.

Mas e as mulheres que não gemem?

Segundo o sexólogo Danilo Galante, algumas mulheres ainda têm a preocupação de não parecerem vulgares na cama. Logo, como o gemido é muito mostrado em filmes pornôs, elas podem se sentir incomodadas e terem essa trava para se soltar na hora H.

O problema nisso é que, ao reprimir uma vontade, as mulheres acabam não conseguindo atingir o orgasmo de forma tão fácil. “Elas sentem vontade de gemer, de fazer caras e bocas, mas se limitam”, explica Danilo.

O sexólogo comenta que esse tipo de atitude pode atrapalhar completamente a performance das mulheres na relação sexual, porque todo mundo precisa estar à vontade para que dê certo. “Só se sentindo à vontade é que se consegue ter prazer e dar prazer para outra pessoa. Se há preocupação em atender expectativas ou se há medo de frustrar a outra pessoa, com comportamento ‘vulgar’, por exemplo, isso limita a performance e as sensações do momento”, diz o médico.

E como resolver isso?

A principal dica de Danilo é que a mulher se conheça muito bem, ou seja, que ela descubra o que gosta na cama e tenha intimidade com o próprio corpo, sem se sentir culpada por isso.

“É importante que ela entenda o que gosta e saiba como fazer isso. A partir do momento em que ela entende tudo isso, a relação fica mais fácil. Ela passa a sentir mais prazer e, consequentemente, dar mais prazer também. Assistir filme pornô pode dar ideias, usar brinquedos eróticos pode facilitar a vida também, mas o principal está dentro dela”, justifica ele.

Contudo, vale lembrar da importância de não se obrigar a nada. O objetivo é justamente se conhecer e entender os próprios limites. Logo, com o filme pornô, por exemplo, a mulher pode até gostar e se inspirar, mas pode ocorrer o efeito contrário e ela ficar incomodada. No fim, quem vai decidir o que fazer se estiver à vontade é ela.

 

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Metrópoles: Conheça 6 opções de preservativos sem látex para alérgicos

É possível encontrar no mercado, preservativos feitos com outros materiais

Para que, além de gostosa, a relação sexual seja segura, é indispensável o uso de preservativo (até mesmo para os sexos anal e oral). Contudo, há pessoas que têm dificuldade em encontrar preservativos porque têm alergia ao látex – principal composto da maior parte das camisinhas.

Segundo o urologista e sexólogo Danilo Galante, estima-se que 10 a 15% da população sofre com a alergia. Ao ter contato com o material, os principais sintomas são coceira, inchaço, vermelhidão e descamação na genitália, além de espirros, olhos lacrimejando e sensação de garganta arranhando.

Ao identificar os sintomas, as primeiras indicações são suspender imediatamente o contato com a camisinha e tomar um antialérgico. O médico ressalta também que, ainda que não seja comum, a alergia pode ser desenvolvida na idade adulta.

“É mais comum que as pessoas tenham essa sensibilidade desde sempre, mas, como qualquer alergia, ela pode aparecer em qualquer momento da vida, depende da exposição”, explica.

Opções
Se você é do time que não se dá bem com o látex, não tem por que desistir para sempre da camisinha. No Brasil, ainda que não sejam tantas opções, algumas marcas disponibilizam preservativos que não usam o látex em sua composição. Confira:

Skyn tradicional
As camisinhas da marca Skyn, da Blowtex, além de prometerem a sensação de estar sem camisinha, também são feitas com outro material que não o látex. Liberado!

Preservativo feminino Della
Muitos preservativos femininos são feitos com outras substâncias que não são o látex. Logo, ainda que não seja tão facilmente encontrada, é uma solução para os alérgicos.

Skyn texturizado
Se além da segurança o desejo é de uma sensação a mais, a Skyn conta com a opção da linha texturizada, com texturas onduladas e saliências elevadas.

Preserv Extra Premium
A linha Extra Premium da camisinha Preserv é, além de sem látex, sem cheiro, mais fina e mais larga, prometendo mais conforto na relação sexual.

Skyn Cocktail
Sem látex e com sabor? Tem, sim senhor! A Linha Cocktail da Skyn traz camisinhas saborizadas inspiradas em drinques. A Cherry Sunrise tem aroma e sabor de cereja, a Piña Colada de coco e a Passion Daiquiri de maracujá.

Jontex Pele com Pele
A Pele com Pele, da Jontex, é mais fina, livre de látex e promete a sensação de não estar usando nada.

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Metrópoles: Não curte vibrador? Entenda o papel dos sex toys no movimento sex-positive

Apesar dos muitos benefícios dos sex toys, especialista explica por que está tudo bem não ser adepto aos brinquedos sexuais

Nos últimos anos, com a liberdade sexual e o movimento sex-positive em alta, tem sido cada vez maior o incentivo do autoconhecimento por meio da masturbação e do uso de sex toys, como os vibradores.

Contudo, em meio a uma ebulição de artigos e celebridades militando em favor dos brinquedos sexuais, pode surgir a dúvida: “será que só eu não gosto de acessórios de sex shop?”.

De acordo com o urologista e sexólogo Danilo Galante, ainda que o movimento de incentivo ao uso de sex toys não possa ser visto como uma forma de pressão, as pessoas devem ter em mente que os brinquedos são apenas mais uma opção para descobrir o prazer. “No fundo, em matéria de sexo, cada um deve fazer o que se sente bem, mais à vontade e confortável em fazer”, explica

Ainda segundo o especialista, não há problema algum em não gostar de sex toys, uma vez que eles estão no mercado como um complemento, não como algo obrigatório.

Tem muita gente que não gosta e não se sente bem usando. Na verdade, a maioria das pessoas que gostam de se masturbar não usam sex toys. Caso a pessoa queira testar e ver como se sai com eles, ótimo. Mas quem prefere se tocar e se conhecer sem eles, ótimo também”, diz.

Não há regras

Assim como em todas as outras áreas, na sexualidade, a sociedade tende a querer impor regras. Porém, o prazer sexual é subjetivo e, de acordo com Danilo, não existem critérios quanto às formas de sentir prazer.

O especialista reforça a importância dos sex toys como uma forma de apimentar a vida sexual – seja ela solo ou em um relacionamento -, mas lembra que eles não devem ser vistos como a única forma de obter prazer. No mais, Não há uma maneira única de se satisfazer.

A pessoa tem que fazer o que se sente melhor e conseguir, de uma certa forma, chegar no prazer máximo dela com o mínimo de conforto e se sentindo bem pra isso. Se tudo isso acontecer, está ótimo”, finaliza.

 

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Glande inflamada

Você já ouviu falar em “balanite”? A inflamação da mucosa presente na glande do pênis, associada ou não a uma infecção, é frequente em homens que têm fimose. Se apenas o prepúcio é acometido, é chamada de “postite”. Agora, se a glande também fica inflamada, recebe o nome de “balanopostite”.

A doença possui alguns fatores de risco, a exemplo do diabetes tipo 2 e da obesidade. Contudo, o mais importante destes é a falta de higienização da região genital. A formação e o acúmulo de esmegma, secreção branca formada pela descamação de células mortas da pele, é uma fonte de contaminações do prepúcio por microrganismos, como fungos e bactérias. O esmegma acumulado estreita o prepúcio e dificulta a limpeza adequada da glande, facilitando o surgimento de infecções com potencial para agravar o quadro.

A inflamação também pode ser provocada por ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), como a candidíase e a gonorreia, ou através do contato da pele com produtos que causam irritação ou alergias, a exemplo de tecidos ou substâncias presentes em sabonetes, cremes, pomadas e outros produtos.

Além da glande avermelhada, com um inchaço que leva ao estreitamento do canal urinário, a balanite pode apresentar outros sintomas, como dor, irritação, coceira, descamação da mucosa da glande e surgimento de uma secreção purulenta abaixo do prepúcio. O diagnóstico é obtido a partir de exames laboratoriais, que permitem a identificação do agente causador e a correta aplicação de medidas de tratamento.

A inflamação é combatida com o uso de medicamentos (como pomadas, por exemplo), assim como a eventual infecção associada. É recomendável que parceiros sexuais de pessoas acometidas pelo problema também sejam tratados para evitar uma reinfecção. Outra medida é a cirurgia para retirada de fimose, visando permitir a exposição da glande e, consequentemente, sua higienização correta, a mais eficaz das medidas preventivas.

MITOS E VERDADES SOBRE A VASECTOMIA

A vasectomia é a cirurgia para esterilização mais eficiente e feita no mundo. No entanto, muitos homens ainda têm medo de se submeter ao procedimento, principalmente devido a diversos mitos disseminados por leigos no assunto. 

Para combater a desinformação, esclarecemos alguns mitos e verdades sobre a vasectomia. Confira:

MITOS

1 – A cirurgia causa impotência sexual

No procedimento, apenas os ductos deferentes são cortados, impedindo a passagem dos espermatozoides. Isso não interfere nos nervos responsáveis pela ereção, não tendo como afetá-la. 

2 – Perda de sensibilidade no pênis ou testículos 

Na cirurgia, os nervos da pele não sofrem qualquer tipo de intervenção. As complicações possíveis são sangramentos / hematomas, dor crônica e infecção, correspondendo a menos de 5% do total de pacientes operados. 

3 – Todos os pacientes têm dor crônica após serem operados

A dor crônica pode permanecer por até três meses, mas acomete menos de 3% dos pacientes.

4 – A vasectomia zera a ejaculação

Estima-se uma diminuição aproximada de 60% no volume ejaculado. O sêmen adquire aspecto menos espesso e transparente. Portanto, a ejaculação ocorre, com volume e aspectos diferentes.

5 – O orgasmo pode ser perdido

O paciente que faz a vasectomia mantém todas as sensações de prazer, incluindo o orgasmo. Somente o volume da ejaculação é alterado.

VERDADES

1 – É um procedimento rápido

Os dois lados do escroto são operados e o tempo estimado para a realização da cirurgia é inferior a uma hora.

2 – O paciente tem uma breve recuperação

Já no dia seguinte, é possível retornar ao trabalho e às demais atividades cotidianas.

3 – A cirurgia tem alternativas quanto ao local de realização

O procedimento pode ser feito no hospital ou no próprio consultório médico, caso seja equipada para isso. 

Saiba como ocorre a cistite de repetição

Já falamos aqui no Blog sobre a cistite, infecção urinária que acomete a bexiga. O problema é mais frequente em mulheres adultas, especialmente as sexualmente ativas. No entanto, os homens também podem ser afetados, principalmente aqueles com dificuldades urinárias. Crianças e idosos também podem sofrer com o problema. Na infância, é mais frequente nos meninos por motivos congênitos (ao nascimento), enquanto que na adolescência as mulheres são mais acometidas devido ao início das relações sexuais (saiba mais sobre a cistite da lua de mel).

A frequência da cistite aumenta com o envelhecimento dos pacientes, sejam eles homens ou mulheres. Em mais de 90% das vezes, a infecção é causada pela bactéria Escherichia coli (E. coli).

A cistite de repetição deve ser precisamente diagnosticado, já que muitas mulheres com incontinência urinária ou bexiga hiperativa (que causa contrações involuntárias e urgência para urinar) fazem associação errônea com o problema.

Os principais sintomas do quadro clínico de cistite de repetição são: vontade de ir ao banheiro mesmo com a bexiga vazia, urgência para urinar, dificuldade de segurar a urina, ardência ao urinar e hematúria (presença de sangue na urina).

O diagnóstico da cistite é realizado através de cultura de urina, identificando a bactéria e, consequentemente, o antibiótico que deverá ser utilizado para combatê-la.

O médico deve ser sempre consultado antes de qualquer tratamento, pois o desenvolvimento de resistência bacteriana a certos antibióticos ocorre frequentemente, sendo a automedicação uma das principais causas para isso. 

A escolha do melhor tratamento sempre deve considerar o perfil de sensibilidade das bactérias aos antibióticos. Nas crianças, o problema já é tratado ao nascimento. Com os pacientes idosos, a principal suspeita deve ser a próstata. Já nas mulheres, principalmente as mais idosas, devemos focar o tratamento também em outras doenças como bexiga hiperativa e incontinência urinária.

Para prevenção são recomendadas algumas alterações comportamentais: aumento da ingestão de água (pelo menos dois litros por dia); ir ao banheiro com frequência; não fazer retenção de urina (segurá-la aumenta a população de bactérias em sua composição) e esvaziar a bexiga após as relações sexuais.

Saiba mais sobre o HPV

Transmitido pelo papilomavírus humano, o HPV é uma das principais doenças sexualmente transmissíveis (DST). Assim como o Herpes, 90% da população já entrou em contato com a doença. Para isso, basta ter tido pelo menos três parceiros sexuais ao longo da vida.

Também como o Herpes, a doença só vai se manifestar no paciente que é susceptível a ela, ou seja, algumas pessoas podem entrar em contato com o HPV por diversas vezes e nunca pegar a doença.

O HPV se manifesta em forma de lesão (verruga), seja nos órgãos genitais ou mucosas como boca, garganta e ânus. A transmissão se dá, principalmente, através da relação sexual. Em alguns casos, o contágio acontece durante o parto e pelo compartilhamento de objetos pessoais como toalhas e roupas íntimas contaminadas.

Para contrair HPV, basta que uma pessoa susceptível tenha contato direto com a pele ou mucosa com lesões. Infelizmente mesmo com proteção, há risco de contágio numa relação sexual protegida. O preservativo protege até 80% da contaminação, mas o vírus pode contaminar também púbis, virilha, escroto e períneo.

Embora o homem seja hospedeiro do vírus, o problema é mais grave nas mulheres: 100% dos tumores de colo de útero são associados ao HPV, ou seja, pacientes do sexo feminino com HPV têm maior probabilidade de apresentar a doença.

O governo brasileiro tem campanha nacional de vacinação contra a doença. Ela é dada gratuitamente a meninas (9 aos 14 anos) e meninos (11 aos 14 anos). Homens e mulheres até os 26 anos, que receberam órgãos transplantados ou estão em tratamento contra câncer também podem receber a vacina.

Disponível em duas doses, o objetivo da vacina quadrivalente é prevenir os pré-adolescentes que ainda não entraram em contato com a doença. A vacinação pode prevenir: 70% dos cânceres do colo útero, 90% de cânceres anais, 63% de cânceres de pênis, 70% dos cânceres de vagina, 72% dos cânceres de garganta e 90% das verrugas genitais.

O tratamento do HPV objetiva a destruição das lesões, seja por elétrico cauterização, laser, crioablação ou pomadas ácidas.

Infertilidade causada por problemas hormonais

Um casal é considerado infértil quando, após um ano de relações sexuais frequentes, desprotegidas e bem distribuídas ao longo do ciclo menstrual, não ocorre gestação.

O casal deve ser abordado conjuntamente, de forma que a infertilidade é do casal e não de um dos cônjuges. Sempre é avaliada a histórias pessoal dos dois e então analisadas todas as possíveis causas de infertilidade: uso de medicações, cirurgias anteriores, doenças pré-existentes, tipo de trabalho exercido, uso de anabolizantes e uso de terapia de reposição de testosterona.

Nos exames laboratoriais, avaliamos hormonalmente: a função da tireoide, os níveis de testosterona e todos os hormônios que entram no eixo de produção da testosterona (como FSH e LH, produzidos pela hipófise e responsáveis por regular a atividade dos ovários e testículos), o estrógeno e a progesterona, dois hormônios femininos diretamente envolvidos no processo da gravidez.

O tratamento da infertilidade sempre consiste em tratar o fator que está deteriorando a fertilidade. Isso ocorre também quando a causa é hormonal. Um exemplo típico é o paciente infértil por baixos níveis de testosterona. Nesse caso, é feito uma terapia para estímulo de produção de testosterona pelo próprio corpo.

Quando não existe uma causa definida ou há impossibilidade de correção, indica-se os métodos de fertilização assistida.