UOL: Vasectomia prejudica a ereção?

Muitos homens têm dúvidas em relação à vasectomia

Quando se fala de vasectomia, muitos homens ficam preocupados com relação à masculinidade que pode ser “perdida”. Alguns acreditam que não conseguirão mais ter a mesma libido e que o procedimento pode até afetar a ereção.

Contudo, o sexólogo e urologista Danilo Galante garante que essa cirurgia, cujo objetivo é esterilizar os homens, não causa impotência sexual. “No procedimento, apenas os ductos deferentes são cortados, o que impede a passagem dos espermatozoides. Isso não interfere nos nervos responsáveis pela ereção”, diz ele, deixando claro que não há alteração nenhuma nessa parte.

Ainda segundo o especialista, o procedimento também não interfere na sensibilidade do pênis ou dos testículos. “Na cirurgia, os nervos da pele não sofrem qualquer tipo de intervenção. As complicações possíveis são sangramentos, hematomas, dor crônica e infecção, correspondendo a menos de 5% do total de pacientes operados.”

E a ejaculação? Não fica prejudicada?

De acordo com Galante, há uma diminuição de, aproximadamente, 60% no volume, além de aspecto menos espesso e transparente. “A ejaculação ocorre normalmente, só que em menor quantidade”.

 

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PORTAL GQ: Vasectomia: especialista diz 8 mitos e verdades sobre a cirurgia

vasectomia é o procedimento de esterilização para homens, normalmente feito no próprio consultório médico, e que tem se popularizado no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde, o país apresentou uma alta na procura por essa cirurgia, quando comparamos os anos de 2011 e 2017. O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou um crescimento de 20% no número de vasectomias, indo dos 30,6 mil em 2011 para os 36,7 mil em 2017.

Vasectomia: especialista diz 8 mitos e verdades sobre a cirurgia (Foto: Getty Images)

Vasectomia: especialista diz 8 mitos e verdades sobre a cirurgia (Foto: Getty Images)

Apesar do número crescente, muitos homens ainda têm medo de se submeter ao procedimento, principalmente devido a diversos mitos disseminados sobre o assunto. Entre as dúvidas mais comuns: “Será que a vasectomia causa impotência sexual? Causa dor crônica? Causa perda de sensibilidade peniana?”.

Para esclarecer as dúvidas, o urologista e sexólogo Danilo Galante desmembrou os principais mitos. Confira abaixo:

A cirurgia causa impotência sexual?
MITO! No procedimento, apenas os ductos deferentes são cortados, impedindo a passagem dos espermatozoides. Isso não interfere nos nervos responsáveis pela ereção, não tendo como afetá-la.

Perda de sensibilidade no pênis ou testículos?
MITO! Na cirurgia, os nervos da pele não sofrem qualquer tipo de intervenção. As complicações possíveis são sangramentos / hematomas, dor crônica e infecção, correspondendo a menos de 5% do total de pacientes operados.

Todos os pacientes têm dor crônica após serem operados?
MITO! A dor crônica pode permanecer por até três meses, mas acomete menos de 3% dos pacientes.

MITO! Estima-se uma diminuição aproximada de 60% no volume ejaculado. O sêmen adquire aspecto menos espesso e transparente. Portanto, a ejaculação ocorre, com volume e aspectos diferentes.

O orgasmo pode ser perdido?
MITO! O paciente que faz a vasectomia mantém todas as sensações de prazer, incluindo o orgasmo. Somente o volume da ejaculação é alterado.

É um procedimento rápido?
VERDADE! Os dois lados do escroto são operados e o tempo estimado para a realização da cirurgia é inferior a uma hora.

O paciente tem uma breve recuperação?
VERDADE! Já no dia seguinte, é possível retornar ao trabalho e às demais atividades cotidianas.

A cirurgia tem alternativas quanto ao local de realização?
VERDADE! O procedimento pode ser feito no hospital ou no próprio consultório médico, caso seja equipada para isso.

Confira a matéria no link original: https://gq.globo.com/Corpo/noticia/2020/10/vasectomia-especialista-diz-8-mitos-e-verdades-sobre-cirurgia.html 

 

MITOS E VERDADES SOBRE A VASECTOMIA

A vasectomia é a cirurgia para esterilização mais eficiente e feita no mundo. No entanto, muitos homens ainda têm medo de se submeter ao procedimento, principalmente devido a diversos mitos disseminados por leigos no assunto. 

Para combater a desinformação, esclarecemos alguns mitos e verdades sobre a vasectomia. Confira:

MITOS

1 – A cirurgia causa impotência sexual

No procedimento, apenas os ductos deferentes são cortados, impedindo a passagem dos espermatozoides. Isso não interfere nos nervos responsáveis pela ereção, não tendo como afetá-la. 

2 – Perda de sensibilidade no pênis ou testículos 

Na cirurgia, os nervos da pele não sofrem qualquer tipo de intervenção. As complicações possíveis são sangramentos / hematomas, dor crônica e infecção, correspondendo a menos de 5% do total de pacientes operados. 

3 – Todos os pacientes têm dor crônica após serem operados

A dor crônica pode permanecer por até três meses, mas acomete menos de 3% dos pacientes.

4 – A vasectomia zera a ejaculação

Estima-se uma diminuição aproximada de 60% no volume ejaculado. O sêmen adquire aspecto menos espesso e transparente. Portanto, a ejaculação ocorre, com volume e aspectos diferentes.

5 – O orgasmo pode ser perdido

O paciente que faz a vasectomia mantém todas as sensações de prazer, incluindo o orgasmo. Somente o volume da ejaculação é alterado.

VERDADES

1 – É um procedimento rápido

Os dois lados do escroto são operados e o tempo estimado para a realização da cirurgia é inferior a uma hora.

2 – O paciente tem uma breve recuperação

Já no dia seguinte, é possível retornar ao trabalho e às demais atividades cotidianas.

3 – A cirurgia tem alternativas quanto ao local de realização

O procedimento pode ser feito no hospital ou no próprio consultório médico, caso seja equipada para isso. 

Conheça os prós e os contras de fazer vasectomia

A vasectomia é a forma mais comum e eficiente de tornar um homem estéril. Estima-se que mais de 500 mil homens americanos realizam vasectomia todo ano. Demorando menos de 1h, desconecta-se os ductos deferentes, por onde são levados os espermatozóides dos testículos ao pênis. No entanto, cerca de 10% destes homens arrependem-se da cirurgia, muitos dos quais procuram por reversão de vasectomia. Dessa forma, a decisão pela vasectomia deve ser muito bem pensada, já que uma possível reversão não tem 100% de chance de sucesso.

Porque fazer vasectomia?

Vários são os motivos para escolhê-la: possibilidade de ter relações sexuais sem gerar filhos, a custos baixos; recuperação rápida, poucos riscos, dor ou complicações ; volta rápida às atividades profissionais; nenhuma interferência no desempenho sexual, entre outros.

E quando há arrependimento?

Muitos casais se separam após a vasectomia, logicamente não por causa dela. A vida segue e muitas vezes esse homem vasectomizado encontra outra esposa, que ainda sem filhos, solicita a reversão para realizar esse sonho. Essa é a causa mais comum de arrependimento. Perda de filhos por doença ou acidentes também são outra causa para tentar reversão.

Como funciona a reversão de vasectomia?

Os melhores resultados da reversão de vasectomia  ocorrem quando é usado microscópio. Os fios cirúrgicos, extremamente finos, são usados na junção dos ductos. As taxas de sucesso da reversão são altas, mas variam de acordo com o tempo de vasectomia do paciente (cerca de 90% em até 5 anos de vasectomia). É um procedimento não coberto por convênios de saúde, mas que pode ser realizado em qualquer hospital que tenha material de microcirurgia e o aparelho microscópio.

Conclusão

A realização de uma vasectomia deve ser bastante discutida e analisada pelo casal. Apesar da reversão ser possível, ela não é 100% garantida. Seu sucesso (gerar uma gravidez) depende também de fatores femininos (idade e condição fértil da mulher), além do tempo já transcorrido desde a cirurgia e a estrutura disponível para a operação.

Em caso de dúvida, consulte sempre um especialista.

Mitos sobre a vasectomia

De acordo com Lei 9.263/96 e a Portaria n° 144/97 da Secretaria de Assistência à Saúde, recomenda-se a vasectomia nas seguintes condições: em homens com capacidade civil plena e maiores de vinte e cinco anos de idade ou, pelo menos, com dois filhos vivos OU situações que envolvam risco à vida da mulher ou do futuro filho, testemunhado por relatório de dois médicos. O objetivo principal do procedimento é o planejamento familiar, em acordo com sua companheira.

 

A cirurgia é muito simples e o pênis não participa do procedimento: o cirurgião irá cortar os canais deferentes, que são os dois canais que transportam o esperma dos testículos para a uretra. As duas extremidades são seccionadas e, então amarradas. Com a interrupção dos ductos deferentes, o sêmen fica sem espermatozóides. É uma operação feita com anestesia local, onde são feitos dois cortes muito pequenos no escroto (e não no pênis), fechados com pontos separados. Veja como é o passo a passo da vasectomia: http://drdanilogalante.com.br/cirurgia-de-vasectomia-passo-passo/

 

 

Ainda hoje, a vasectomia é cercada de mitos e gera muitas dúvidas, especialmente em relação à masculinidade. Neste texto, vamos esclarecer alguns pontos sobre o assunto:

 

  • Vasectomia não é castração – Muitos homens ainda enxergam a vasectomia como uma castração. Na verdade, não existe nenhuma relação entre a vasectomia e a potência, libido e/ou performance sexual do indivíduo.
  • A cirurgia não causa impotência sexual. T
  • Não existe relação entre dor no pênis e vasectomia, já que este não participa do procedimento, ou seja, a cirurgia não envolve esse órgão.
  • Não há risco de qualquer tipo de mutilação do pênis, portanto não há qualquer alteração no tamanho ou na sensibilidade do órgão sexual masculino.
  • São raros os casos de DOR CRÔNICA testicular, aquela que dura por mais de 3 meses.
  • O homem continua a ejacular, mas o líquido seminal não conterá mais espermatozoides. Grande parte do liquido seminal ejaculado vem das vesículas seminais e não dos ductos deferentes. A mudança observada no esperma é na cor e viscosidade.
  • Na relação sexual – Não haverá nenhum tipo de dor peniana, prevalecendo a sensação habitual de prazer.
  • Após a vasectomia posso ter relações sem risco de engravidar a parceira? NÃO! Após a cirurgia, o paciente deve permanecer sem relações sexuaispor 10 dias e, a partir disso, ter ao menos 20 ejaculações antes de colher um novo exame de espermograma para controle.
  • Quando consideramos SUCESSO na cirurgia? O paciente é considerado estéril apenas após um espermograma de controle que mostre ausência de espermatozóides.
  • A vasectomia é SIM REVERSÍVEL! A reversão tem grandes chances de sucesso, mas depende muito do tempo entre a vasectomia e sua reversão. Saiba mais sobre a reversão da vasectomia aqui: http://drdanilogalante.com.br/reversao-de-vasectomia/

 

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A reversão da vasectomia é possível hoje em dia

A vasectomia é um método cirúrgico de controle de natalidade e planejamento familiar, considerado seguro e definitivo. Esse procedimento interrompe os ductos deferentes do escroto. Dessa forma, os espermatozoides não mais se unem aos líquidos seminais e prostáticos para formar o sêmen.

 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), houve um aumento significativo no número de vasectomias realizadas no Brasil nos últimos amos.

Cerca de 2 a 6% dos homens que optam por se submeter ao procedimento acabam voltando atrás, seja pelo desejo de ter novos filhos com a mesma parceira ou devido a um novo casamento. Só que nem todos esses pacientes foram avisados de que é possível reverter a vasectomia, ou seja, desfazer a cirurgia.

 

Atualmente as taxas de sucesso são elevadas e variam fundamentalmente com o tempo de vasectomia do paciente (tabela abaixo). Após a reversão, uma parte dos homens apresentarão espermatozoides no ejaculado, mas não conseguirão engravidar suas esposas. Nesse caso há possibilidade do uso desses sêmen para uma fertilização in vitro.

 

 

A reversão de vasectomia é indicada em casais cujo espermograma do marido demonstra não haver nenhum espermatozoide vivo e não há dúvida da capacidade reprodutiva da esposa.

 

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