Saiba mais sobre a infertilidade

Estima-se que a infertilidade atinja de 10% a 20% dos casais em idade reprodutiva, independente da origem étnica ou social. Aproximadamente 1/3 dos casos acontecem por problemas exclusivamente masculinos ou femininos e 1/3 por contribuição dos dois.

Na avaliação masculina, deve-se levar em conta o histórico de cirurgias no abdome ou pelve, vasectomia, tabagismo, etilismo, doenças crônicas, fazer um minucioso exame físico detalhado e solicitar exames laboratoriais. Histórico de tratamentos anteriores também devem ser bem avaliados. Quimioterapia e Radioterapia são fortemente associados a infertilidade.

No exame físico, deve-se palpar ductos deferentes (eles levam os espermatozóides do testículo à uretra). Ausência dos ductos deferentes é uma condição muito rara, mas pode ocorrer. Procura-se também sinais de cirurgias anteriores e presença de varicocele.

A varicocele é a causa mais comum (e tratável) de infertilidade masculina. Ocorre por veias dilatadas e tortuosas na região do escrito. Outras causas: criptorquidia (quando não houve descida correta do testículo para o escroto), histórico de torção testicular, infecções do trato genital masculino, inflamação testicular e outros. Infelizmente, cerca de 25% das causas são desconhecidas, não possuindo tratamento específico.

O tratamento varia de acordo com a causa. Quando não existe uma definida ou há impossibilidade de correção, indica-se um dos métodos de fertilização assistida.

Em caso de dúvida, consulte sempre um especialista.

A postectomia pode afetar a vida sexual?

A postectomia, cirurgia para a retirada do prepúcio em caso de excesso de pele (fimose), é um dos procedimentos mais comuns na medicina. A prática está associada a algumas religiões, como o judaísmo, sendo também conhecida como circuncisão. Porém, ainda desperta muita dúvida sobre possíveis impactos na vida sexual do paciente.

Quando o paciente operado  já tem vida sexual ativa, ele pode experimentar uma redução transitória na sensibilidade. Ocorre pois a região passa a ter tecido cicatricial, diminuindo os efeitos do ato sexual.

Há também um suposto maior controle da ejaculação após a postectomia (relatado por boa parte dos operados).

Atenção: se você tem fimose, não tente resolver sozinho, puxando a pele do seu pênis com força para baixo. Você pode se machucar seriamente e o problema será agravado.

Não se esqueça: em caso de dúvida, consulte sempre um especialista.