Atrofia testicular: saiba as causas e os tratamentos para a diminuição do testículo

A atrofia testicular pode ser resultado de: compressão do órgão, falta de estímulos hormonais, distúrbios na circulação sanguínea local, perda da inervação ou inflamações. Varicole, orquite e torção do testículo são os fatores causadores mais comuns.

Normalmente, o paciente percebe assimetria entre os dois testículos, chamando sua atenção diminuição de um dos lados.

A atrofia testicular pode ocorrer já ao nascimento por doenças genéticas, no período da infância por doenças como caxumba e na adolescência e fase adulta por infecções agudas do testículo (orquites / epididimites), uso em excesso de álcool, drogas ilícitas, anabolizantes, anemia crônica, câncer dos testículos e por varicocele.

Além da diminuição do tamanho, a atrofia pode sinalizar piora do funcionamento testicular, afetando inicialmente a fertilidade e depois a produção de testosterona, culminando em queixas sexuais (ereção e libido).

O tratamento depende da origem do problema, sendo muitas vezes reversível, com ganho novamente de tamanho e função do órgão.

Sexualidade na terceira idade

A sexualidade não é apenas fazer sexo, ela também envolve beijo, toque, cheiro, entre outras coisas. É plenamente possível que a pessoa idosa, como qualquer outro ser humano, vivencie a sexualidade como uma importante dimensão da sua vida, embora, com o passar dos anos, ocorra uma diminuição natural na resposta aos estímulos sexuais. No homem, a produção de espermatozoides e testosterona diminui após os 40 anos. A mulher idosa perde a libido, enquanto o homem a mantém, porém pode apresentar disfunções na ereção e ejaculação. As alterações podem intervir no aspecto sexual, social e psicológico da pessoa idosa. 

Existem formas de amenizar essas mudanças fisiológicas, como o uso do lubrificante, principalmente para as mulheres idosas que acabam tendo ressecamento vaginal, o que pode até machucar.

Além disso, é importante lembrar que os idosos também precisam de cuidados para prevenir doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). O uso do preservativo feminino pode ser uma boa opção porque pode ser colocado antes do ato sexual e, muitas vezes, o homem tem medo de perder a ereção ao colocar a camisinha masculina.

Na verdade, a redução da frequência de atividades sexuais pode acontecer em todas as fases da vida. No fundo, parar de fazer sexo é uma questão de escolha e não um fator biológico. Conforme o indivíduo envelhece, a probabilidade de desenvolver doenças crônicas aumenta, afetando negativamente o desempenho sexual. Interromper a atividade sexual em vez de procurar ajuda é um caminho mais “fácil” e cômodo. O efeito psicológico disso normalmente é percebido por insegurança e receio com o próprio corpo, o que, sobremaneira, afeta a autoestima do indivíduo.

Coceira no escroto: o que pode ser?

A “coceira no saco” (escroto) não precisa se relacionar a doença, podendo ocorrer pelo suor e fricção. Isso forma uma espécie de “assadura”, que pode coçar ou doer.

O homem deve ficar atento se a coceira é constante/intensa, levando ao surgimento de ferida.Nesses casos, a coceira pode representar:

– Infecção por fungos: calor e excesso de umidade por várias horas predispoe ao desenvolvimento de fungos. Isso é mais comum em homens que não tomam banho após exercício físico ou que utilizam cueca de material sintético (não algodão). Nesses casos, além do incômodo da coceira, também podem aparecer manchas avermelhadas na pele.

– Reação alérgica: o homem pode ter alergia ao látex do preservativo, a cuecas de material sintético (poliéster ou elastano) ou até mesmo ao sabonete na higiene íntima.

– Chatos ou piolhos pubianos: podem ser transmitidos sexualmente e causam intensa coceira e vermelhidão no local.

– Doenças Sexualmente transmissíveis (DSTs): embora não seja um sintoma comum nesses casos, algumas DSTs, como herpes ou HPV, podem causar coceira na região do saco escrotal.

Se você apresentar coceira intensa e/ou vermelhidão, não se automedique, procure um médico para o diagnóstico e tratamento adequados.

Homens também podem sofrer com a infecção urinária

As infecções podem afetar qualquer setor do aparelho genital e urinário masculino: uretra, bexiga, próstata, testículos e rins. O tipo mais comum é a cistite, infecção da urina apenas da bexiga. Ocorre mais frequentemente nas mulheres devido à anatomia, mas também ocorre nos homens, especialmente após os 50 anos de idade (com o aumento da próstata).  A cistite é ainda mais comum entre os que praticam relações sexuais anais sem camisinha. 

Explicando melhor os homens com mais de 50 anos…

Homens com mais de 50 anos têm possibilidades de aumento da glândula prostática (situada inferiormente à bexiga, envolvendo a porção inicial da uretra). Isso pode bloquear o fluxo urinário a partir da bexiga, impedindo-a de esvaziar completamente. Isso aumenta a probabilidade das bactérias proliferarem e desencadearem uma infecção.

Outros fatores que podem propiciar o aparecimento da doença: cálculos renais, baixa ingestão de líquidos, esvaziamento incompleto da bexiga (e menos frequentemente, o refluxo da urina da bexiga para os rins e tumores)

Sintomas 

Ardência ao urinar, urina escura, sangue na urina, dor pélvica, aumento da frequência de micções diurna e noturna, além de incontinência urinária.

Diagnóstico

O exame cultura de urina é o principal. Exames de imagem e cistoscopia também podem ser usados para investigação. 

Tratamento 

Varia de acordo com o tipo de infecção e sua gravidade, mas sempre inclui uso de antibióticos. 

Diante de qualquer sintoma, procure um médico.

CIGARRO X CÂNCER DE BEXIGA

A bexiga tem duas funções primordiais: armazenamento e esvaziamento da urina. Ela está localizada na parte inferior do abdome, sendo um órgão muscular elástico e oco. Possui musculatura própria que expulsa a urina quando contraída. Mas ela também é responsável por grande parte das mortes por cânceres.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), até o final de 2019 serão 9.480 mil novos casos de câncer de bexiga, sendo 6.690 em homens e 2.790 em mulheres. De acordo com o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), a probabilidade de desenvolvimento de câncer de bexiga é três vezes maior na população fumante. Na bexiga, concentram-se na urina substâncias tóxicas do cigarro. Esse fator irritante estimula mutações nas células da bexiga, formando um câncer.

O principal sintoma da doença é o sangue na urina, além de urgência urinária e dor ao urinar.

O tratamento depende do estágio da doença.  Inicia-se sempre com cirurgia, que pode ser o único tratamento do paciente. Quimioterapia, radioterapia, acompanhamento oncológico, psicoterápico e fisioterápico também fazem parte do tratamento.

Gonorreia

A gonorreia é uma doença sexualmente transmissívelque infecta especialmente a uretra. Causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeaea doença também pode ser transmitida da mãe para a criança no momento do parto. 

Em geral, os principais sintomas da gonorreia são inflamação na uretra, dor ou ardor ao urinar e secreção purulenta através da uretra, mas há também situações específicas entre homens, mulheres e bebês. 

Nos homens, além dos sintomas citados, poderá haver dor ou inchaço nos testículos, e nas mulheres, aumento no corrimento vaginal e mudança de cor na secreção, sangramento fora do período menstrual, dores abdominais e na região pélvica.  Em bebês, os sintomas se assemelham ao de uma conjuntivite, como olhos vermelhos e pálpebras inchadas. 

Vale lembrar que sexo anal e oral também são transmissores, levando infecção para outras regiões do corpo, como reto e garganta, incluindo a corrente sanguínea e as articulações

O tratamento é feito com antibióticos, porém, a recorrência de casos tem feito com que a doença se torna cada vez mais resistente, o que gera preocupação da OMS.

A prevenção, com uso de preservativos inclusive no sexo oral, ainda é a melhor opção. É imprescindível também procurar um médico assim que os sintomas surjam.

WHEY PROTEIN X CÁLCULOS RENAIS

whey protein é uma suplementação alimentar muito comum, principalmente no universo das academias, mas seu uso indiscriminado torna-se um risco para os rins. 

A suplementação em excesso favorece a “hiperfiltração” dos rins, ou seja, o órgão é forçado a trabalhar mais do que sua capacidade natural para metabolizar uma quantidade maior de proteína, o que pode causar sobrecarga do órgão. 

É comum que praticantes de exercícios tentem aumentar bastante o consumo de proteínas através de suplementos proteicos, como whey protein. O grande perigo disso é que alguns pacientes, já propensos a formação de cálculo renal, podem  passar a produzi-los em maior quantidade. 

Mesmo que sua saúde esteja boa, não se esqueça de consumir bastante água, alimentar-se corretamente, dormir bem e seguir uma rotina saudável, de preferência sem o uso de álcool, tabaco ou qualquer tipo de droga.

Estima-se que, em uma dieta equilibrada, o organismo de uma pessoa comum necessita de 1 a 1,4 gramas de proteína por quilo de peso por dia. Dietas acima de 120gr diárias de proteínas são consideradas exageradas e não resultam em ganho de massa muscular. Apenas atletas de alta performance devem superar essa quantidade. 

O ideal é que, antes de iniciar uma rotina de atividades físicas, seja feito acompanhamento com um nutrólogo para calcular corretamente sua suplementação. 

Incontinência urinária na menopausa

A incontinência urinária é um problema frequente em mulheres na menopausa. Com a queda de estrogênio e o enfraquecimento da musculatura pélvica por conta da idade, as mulheres com mais de 40 anos são as mais suscetíveis.

Os escapes de urina afetam até 35% das mulheres entre 44 e 55 anos e podem acontecer após um simples espirro ou tosse, ou ainda por contrações involuntárias da bexiga, que a levam a vontade súbita de urinar. Dessa forma, há dois tipos principais de incontinência urinária: incontinência de esforço, que ocorre com exercícios físicos ou apenas por movimentação do corpo e a incontinência de urgência, que ocorre quando há uma vontade súbita de urinar, com perdas antes mesmo do paciente chegar ao banheiro.

O primeiro tipo é o mais comum e deve ser inicialmente tratado com fisioterapia de assoalho pélvico, forma com que também é prevenida. Já a incontinência urinária de urgência é tratada com medicações que diminuem as contrações involuntárias da bexiga.

Consulte seu médico para saber mais sobre o problema e também sobre outros tratamentos.

Falta de higiene pode levar à amputação do pênis?

 

O câncer de pênis representa 2% de todos os tipos de câncer que atingem o homem e, em casos graves, pode levar à amputação do órgão. Agravada por atrasos no diagnóstico de lesões e no tratamento delas, sua principal causa é, sim, a falta de higiene.

Estima-se que cerca de 1000 amputações de pênis ocorram por ano no Brasil, mas esse número pode ser ainda maior, pois os dados levantados não consideram procedimentos na saúde privada. O maior volume de amputações ocorre no Norte e Nordeste, onde as condições socioeconômicas são mais baixas, implicando diretamente nos hábitos de higiene pessoal.

O principal fator que dificulta a limpeza do pênis é a fimose, excesso de pele que impede a exposição da glande. Isso gera um ambiente propício a fungos, lesões e infecções. A cirurgia de fimose, quando realizada no primeiro ano de vida, diminui a incidência de câncer de pênis.

Com uma rotina diária básica de higiene, os casos de câncer de pênis podem ser drasticamente reduzidos. Além da higienização com água e sabão, o uso de preservativo é fundamental para evitar DSTs. De acordo com pesquisas científicas, é possível relacionar casos de câncer de pênis ao vírus HPV.

O tratamento depende da extensão do tumor e a cirurgia é o tratamento mais eficaz, além da radioterapia e quimioterapia. Entretanto, o diagnóstico precoce é fundamental para evitar a amputação total do pênis.

Confira mais informações sobre o assunto: https://drdanilogalante.com.br/cancer-de-penis

Saiba mais sobre o câncer de rim

De acordo com o Ministério da Saúde, o câncer de rim representa 3% de todos os casos de câncer. Não tão conhecido pelas pessoas em geral, o câncer de rim é duas vezes mais comum em homens eembora não existam causas comprovadas, tabagismo, idade avançada, obesidade e histórico de doenças renais são os principais fatores de risco. 

A doença tem alto índice de letalidade quando não diagnosticada em estágios iniciais. Felizmente é cada vez mais comum que ressonâncias ou ultrassonografias abdominais, pedidas por outros motivos, façam diagnóstico incidental desses tumores. Ou seja, o diagnóstico é feito “sem querer”, sem que o foco inicial fosse o rim. Quando identificados precocemente, os tumores são todos potencialmente curáveis. 

Há poucas formas de prevenção. Ter uma vida saudável e manter o cronograma de consultas médicas sempre em dia ainda é a melhor forma de prevenir e ter a possibilidade de diagnóstico precoce. 

O tratamento da doença depende da fase em que foi diagnosticada. Quando o tumor é localizado há altíssima chance de cura, com retirada apenas do tumor ou de parte do rim (chamada nefrectomia parcial). Para tumores maiores é necessária a retirada de todo rim. Em casos de metástase, o tratamento é mais agressivo e inclui cirurgia e quimioterapia.

É imprescindível o acompanhamento médico conjunto com especialistas de oncologia, urologia e nefrologia. O acompanhamento nutricional e psicológico também é recomendável.