Biópsia da próstata: saiba como e quando é realizada

Mesmo sendo considerado um procedimento de baixa complexidade, um dos exames mais temidos entre os homens é a biópsia da próstata. É indicada para pacientes que apresentam suspeita de câncer de próstata após uma avaliação clínica e laboratorial completa do urologista.

Através da biópsia é possível diagnosticar o tumor de próstata, retirando-se amostras do tecido prostático para identificar células cancerígenas no local. O exame é solicitado pelo médico urologista quando são detectadas alterações como elevação do PSA – antígeno prostático específico -, toque prostático alterado, ressonância nuclear da próstata alterada ou lesões pré-malignas.

Após uma anestesia local e sedação anestésica, uma pequena sonda de ultrassom é inserida pelo ânus e, após alcançar a próstata, a sonda expõe e utiliza uma agulha de biópsia para coletar amostras do tecido.

Geralmente, o procedimento é realizado nos centros de serviços de radiologia especializados. Apesar do grande temor entre os pacientes é praticamente indolor, durando cerca de 10 a 15 minutos.

Após a realização do exame, alguns cuidados devem ser tomados, como manter repouso relativo por dois dias e evitar relações sexuais por 7 dias. Dor na região do exame e pequena perda de sangue pelo ânus são comuns, além de pequena quantidade de sangue na urina e esperma por algumas semanas.

Mesmo que pacientes saudáveis dificilmente apresentem complicações após a realização da biópsia, o urologista deve ser procurado em caso de febre, grande perda de sangue ou retenção urinária

HPV e vacinação

A prevalência estimada do vírus HPV no Brasil é de 54,3%, segundo o Projeto POP-Brasil. No entanto, entre 2014 e 2017, menos de 4,9 milhões de meninas tomaram a segunda dose contra o HPV, totalizando 48,7% na faixa etária entre 9 e 14 anos. Muito pouco para uma campanha que objetivava 100% de vacinação.

 

O Ministério da Saúde está realizando uma nova campanha de conscientização, convocando 10 milhões de adolescentes de todo o país para tomar a vacina, prevenindo diferentes subtipos de HPV (são mais de 200), evitando alguns tumores como câncer de colo de útero, da boca e garganta e da região anal. São 16 mil casos de câncer de colo do útero por ano e 5 mil mortes de mulheres pela doença – praticamente todos evitáveis na ausência do HPV. Além disso, mais de 90% dos casos de tumor anal e 63% dos de pênis são atribuíveis a esse agente infeccioso. Grande parte dos cânceres de boca também são associados a esse vírus.

 

O HPV é transmitido sexualmente e vive nas mucosas dos seres humanos: vulva, vagina, colo de útero, pênis e boca. Aos poucos, ele pode levar ao crescimento de lesões externas (condilomas/verrugas) ou alterações das células do órgão hospedeiro, levando aos tumores. Exame físico de rotina masculino e feminino (Papanicolau) ajudam a detectar precocemente a doença.

 

Saiba mais sobre HPV e vacinação: https://drdanilogalante.com.br/consulta/hpv-vacinacao/

Câncer de pênis

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pênis representa apenas 2% de todos os tipos de câncer que atingem o homem brasileiro. Ele é mais comum nas regiões Norte e Nordeste e em homens acima dos 50 anos. Está relacionado a má higiene íntima, infecção pelo HPV  (papilomavírus humano) e sua incidência é maior entre os que não se submeteram à circuncisão  na infância (remoção do prepúcio, pele que reveste a glande – a “cabeça” do pênis).

 

Sintomas

 

O câncer de pênis pode ser visto como um câncer de pele inicial. Provoca mudanças na cor e textura da pele, com posterior surgimento de nódulos ou feridas que não desaparecem. Outro sintomas estão listados abaixo:

 

  • Aparecimento de ferida avermelhada que não cicatriza;
  • Nódulo no pênis, na glande ou no prepúcio;
  • Pele do pênis mais espessa ou com alterações na cor;
  • Corrimento com mau cheiro que sai pela uretra;
  • Sangramento pelo pênis;
  • Inchaço da extremidade do pênis;
  • Dor e inchaço nas “ínguas” (gânglios ou linfonodos) da virilha.

 

É importante ressaltar que estes também podem ser sintomas de outras doenças, mas, caso apresente algum deles, é importante procurar um urologista para que ele possa examinar e orientar o paciente corretamente.

 

Tratamento

 

O tratamento para este tipo de tumor normalmente é cirúrgico, removendo todo o(ou não) com radio ou quimioterapia.

 

A principal complicação do tratamento é a disfunção erétil, já que quanto mais tecido for retirado, maior o risco de afetar os músculos necessários para a ereção do pênis. A colocação de prótese peniana pode ser indicada em alguns casos. Casos mais graves requerem remoção total do órgão, não havendo possibilidade de colocação de prótese.

 

Como evitar

 

Para evitar o câncer de pênis é importante ter alguns cuidados como:

 

  • Fazer a higiene diária do pênis, especialmente na região coberta pelo prepúcio;
  • Utilizar camisinha durante o contato íntimo, evitando doenças sexuais;
  • Não fumar.

Cálculo urinário X alimentação

Os cálculos renais são massas de sais e minerais que se cristalizam e formam pedras”, que podem se movimentar dentro do sistema urinário. Saber como prevenir é essencial para cuidar bem dos rins, mantendo seu bom funcionamento.

 

CAUSAS

 

As principais causas da formação das pedras incluem: dieta pobre em nutrientes, rica em oxalatos, baixo consumo de líquidos, desequilíbrio da acidez (ph) da urina, alergias, obesidade, deficiências minerais ou inatividade.

        A dieta faz parte integrante da prevenção a formação dos cálculos renais.

 

Inclua na sua dieta:

 

– Líquidos: se a urina estiver clarinha, significa que você está ingerindo a quantidade necessária de líquidos. Porém, se a mesma estiver escura, aumente o consumo de líquidos. Entra nessa conta: água, sopas, sucos, frutas, chás e café;

 

– Frutas cítricas. O citrato, presente em frutas como a laranja e o limão, evita a formação de pedras;

 

– Iogurtes. O cálcio presente no iogurte se junta com o oxalato. No intestino, essa junção dá origem a um complexo solúvel que sai pelas fezes, evitando a formação de pedras.

 

Evite o excesso:

 

– Refrigerantes: Além de facilitarem o ganho de peso, situação que favorece a resistência à ação da insulina, essas bebidas fazem com que mais cálcio seja eliminado pela urina. A urina fica mais ácida, com maior propensão ao surgimento de cálculos de ácido úrico.

 

– Sódio: Dietas rica em sal aumentam a quantidade de cálcio eliminada pela urina. Portanto, evite excesso de sal no tempero, enlatados, embutidos, além de sucos e sopas de “pozinho”.

 

– Proteínas: o produto final da digestão da carne é o ácido úrico, que pode se transformar em pedras, por isso evite o excesso de carne bovina e suína .

 

Curiosidades sobre o sêmen

Que o sêmen (ou esperma) pode engravidar todo mundo sabe! Mas existem algumas curiosidades sobre o fluido masculino que você talvez não saiba:

 

Composição do sêmen: Os espermatozóides representam APENAS 5% a 10% do volume total do que é ejaculado, enquanto o restante é composto por aminoácidos, frutose, enzimas, vitaminas, ferro e zinco;

 

Textura “grudenta”: a textura do sêmen, um tanto quanto grudenta, protege os espermatozoides no momento inicial da ejaculação, fazendo com que consigam se fixar por mais tempo no colo do útero. Isso facilita sua missão de fecundar o óvulo;

 

PSA e sêmen: O PSA, medido anualmente no sangue dos homens para check up de câncer de próstata, tem função primordial na fecundação do óvulo. Ele transforma a consistência do sêmen (de gelatinoso para líquido), promovendo meio para os espermatozoides ”nadarem” de encontro ao óvulo.

 

Temperatura ideal: para produzir espermatozoides saudáveis, a temperatura dos testículos deve estar cerca de 2 a 4ºC abaixo do restante do corpo. Este é o principal motivo dos testículos ficarem na escroto. A infertilidade pode ocorrer em situações em que essa regra não acontece: em homens que trabalham expostos a altas temperaturas (fornos, metalúrgicas e siderúrgicas, que usam frequentemente laptop no colo; pacientes com varicocele (veias dilatadas na região); homens que nasceram com testículos fora da bolsa testicular (elevados ou escondidos – criptorquidia;

 

Um testículo só: mesmo com apenas um testículo, o homem tem esperma suficiente para gerar filhos;

 

Sexo oral: As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) são mais comumente associadas ao sexo com penetração, mas o ato oral também oferece riscos à saúde. Por isso, embora o risco seja menor do que no sexo anal ou vaginal, sempre é recomendável usar proteção!

 

Carcinoma de Pelve Renal e Ureter: câncer silencioso e raro

Segundo dados da publicação “Urologia Fundamental”, da Sociedade Brasileira de Urologia, os tumores uroteliais de pelve renal e de ureter são raros e correspondem a aproximadamente 5% das neoplasias uroteliais e entre 5 a 7% das renais. Está no grupo de tumores “silenciosos” que apresentam complicações por conta da dificuldade do diagnóstico, mas que sempre deve ser suspeitada em caso de urina com sangue ou imagem suspeita nos exames de imagem, principalmente nos fumantes.

 

Incidência

Mais comum entre os 50 e 70 anos de idade, sendo três vezes mais comum em homens.

 

Sintomas

A maioria dos pacientes apresenta sangue na urina, observado diretamente pelo paciente ou por contagem anormal de glóbulos vermelhos em exame de urina. Outro sintoma observado é a dilatação dos rins e ureteres, relacionada à obstrução da passagem da urina e consequente retenção do líquido no sistema coletor. Essa situação pode ser identificada durante em exame ultrassonográfico, ressonância ou tomografia do abdômen.

 

Causas

Principal fator de risco da doença é o tabagismo, aumentando conforme o número de anos e quantidade fumada.

 

Tratamento

A forma de tratamento dependerá de diversos fatores, como tamanho da lesão, comprometimento do local envolvido, características das células tumorais, condições de saúde, idade, etc. Normalmente há necessidade de cirurgia.

 

Procure sempre um médico urologista para diagnóstico e tratamento adequados.

Infertilidade Masculina

A infertilidade conjugal é caracterizada após 1 ano de tentativas de gravidez, com relações sexuais frequentes, sem uso de métodos contraceptivos e bem distribuídas ao longo do ciclo menstrual.

Estima-se que a infertilidade atinja 10% a 20% dos casais em idade reprodutiva, independendo da origem étnica ou social. Aproximadamente 33% dos casos acontecem por problemas exclusivamente masculinos, 33% exclusivamente femininos e 33% por ambos.

Em todo casal infértil o homem deve ser avaliado por urologista. Na consulta, é feita avaliação do histórico pessoal e familiar, tanto de doenças quanto de tratamentos prévios. Deve-se realizar exame físico minucioso de todo o paciente e solicitar exames laboratoriais e de imagem. O principal exame masculino é o espermograma. Por uma amostra de sêmen (coletada por masturbação) é analisada a saúde da próstata e dos espermatozóides do paciente. Os níveis parâmetros normais são estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde. A partir deste exame, outros também poderão ser requeridos, como avaliação hormonal, genética e testes espermáticos.

Entre as causas mais comuns de infertilidade no homem, temos a varicocele, que se caracteriza pela formação de varizes nos testículos, e a criptorquidia, que ocorre quando não houve descida correta do testículo para o escroto. Outros fatores também podem causar a problemas como: torção testicular, infecções do trato genital masculino, inflamação testicular e outros. No entanto, cerca de 25% das causas são desconhecidas, não possuindo tratamento específico.

O tratamento sempre é instituído para dois objetivos. Primeiramente para que o casal atinja a gravidez natural. Secundariamente para otimizar as chances de sucesso em posteriores técnicas de reprodução assistida. Sabemos que quando o homem (e  mulher) não tem suas capacidades reprodutivas melhoradas, as chances de aborto espontâneo aumentam e as de sucesso na fertilização in vitro diminuem.

Existem basicamente três técnicas de reprodução assistida:

– Inseminação artificial, quando são injetados espermatozóides na cavidade uterina após estímulo ovulatório.

– Fertilização in vitro, quando se colocam espermatozóides em contato com o óvulo e espera-se a fecundação para transferi-lo para o útero

–  ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoide), quando se introduz o espermatozoide no interior do óvulo e, uma vez fertilizado, transfere-se para o interior da cavidade uterina

Cistite

 

Cistite é uma infecção urinária que acomete a bexiga. É mais frequente nas mulheres adultas, especialmente aquelas em período fértil e sexualmente ativas. No entanto, também ocorre em homens, principalmente naqueles com dificuldades urinárias. Sua frequência também aumenta com o envelhecimento do paciente (homens e mulheres). Em mais de 90% das vezes é causada pela bactéria Escherichia coli. A cistite de repetição é caracterizada quando ocorrem 3 ou mais episódios no espaço de um ano.

 

Os principais sintomas são: ardência e urgência para urinar, dificuldade de segurar a urina, vontade de urinar mesmo com a bexiga vazia e presença de sangue na urina (hematúria).

 

O médico deve ser sempre consultado antes de iniciar o tratamento para infecção urinária. A automedicação deve ser desestimulada, pois pode ocasionar o desenvolvimento de resistência bacteriana a certos antibióticos. A escolha do melhor tratamento leva em consideração os sintomas apresentados pela paciente, bem como o perfil de sensibilidade das bactérias aos antibióticos em determinada comunidade.

 

O urologista é o médico mais indicado para avaliar de maneira global o paciente com cistite de repetição, prescrevendo o tratamento mais apropriado. Algumas medidas comportamentais devem ser instituídas, como: evitar longos períodos sem urinar, ingerir bastante líquido, especialmente nos dias mais quentes, fazer a adequada higiene da genitália e estimular a prática de exercícios físicos. Urinar antes e depois das relações sexuais também diminui a chance de infecção urinária.

 

 

 

LIBIDO DIMINUÍDA? O homem também pode ter esse problema

O transtorno do desejo sexual inibido entre os homens ainda não é tão frequente quanto nas mulheres, mas vem crescendo pouco a pouco, atingindo cerca de 10% da população masculina. A maior parte das pessoas acha que homens pensam em sexo a todo momento e sempre estão a postos para realizá-lo. Essa regra não vale pra muitos. Vamos falar mais sobre esse assunto?

 

Alguns fatores influenciam na libido masculina: psicológicos são os mais comuns (depressão, ansiedade e estresse), alterações hormonais (envelhecimento do homem pode ocasionar queda da função testicular e consequente diminuição dos níveis de testosterona), e alterações do sistema nervoso central (demência, AVCs, traumatismos cranianos) e periférico (diabetes).

 

Os sentimentos em relação ao parceiro e ao próprio relacionamento também afetam as necessidades e vontades. Ao contrário do que se pensa, o apetite sexual masculino requer uma conexão emocional maior à medida que os anos de casamento/relacionamento passam.

 

Toda queixa sexual deve ser investigada. Isso inclui alterações de ereção, tempo de ejaculação e libido (vontade de ter relações sexuais). O homem não deve ter vergonha de procurar ajuda para resolver problemas ligados ao desejo sexual, seja por motivos orgânicos ou psicológicos.