Enurese noturna

A perda involuntária de urina durante o sono é chamada de enurese noturna e atinge cerca de 15% das crianças com mais de 5 anos de idade. Ela pode ocorrer por fatores genéticos, psicológicos, atraso no desenvolvimento do mecanismo fisiológico da micção ou redução da capacidade funcional da bexiga. Outras causas incluem anormalidades na produção noturna do hormônio antidiurético ou no trato urinário, além de dificuldades para despertar e ir ao banheiro. Crianças que estão passando por situações de estresse em casa (separação dos pais ou o nascimento de um irmão, por exemplo) aumentam suas chances de ter o problema.

A criança pode se sentir envergonhada com a situação, evitado dormir fora de casa, o que atrapalha sua socialização. Brigar com o menor nunca é a melhor opção. Pelo contrário, reprimir piora o quadro e abala ainda mais a autoestima da criança. É importante ganhar sua confiança, motivando-a a tratar-se, de forma a superar sua disfunção.

Todas as manifestações comentadas acima são normais até os 5-7 anos de idade. Quando o problema persiste, elas devem ser avaliadas por urologista, para que este possa  dar diagnóstico e tratamento adequados.

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Verruga comum ou HPV? Saiba mais sobre isso!

A infecção por HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis (DST) mais comuns, ficando atrás apenas das infecções por Clamídia e da Gonorreia, principais causadores de infecção da uretra. Também chamado de “Human Papiloma Virus”, ele pode infectar de forma “silenciosa”, isto é, sem sintomas. O vírus pode ficar alojado (latente) e repentinamente aparecer em forma de lesões. Isso pode ocorrer mesmo depois de muito tempo.

O HPV genital é transmitido principalmente pelo contato direto de pele com pele durante o sexo (vaginal, oral ou anal). Para transmissão é necessário lesões visíveis. A doença se espalha através do sangue.

 

 

Estima-se que existam mais de 200 subtipos de HPV, porém, a minoria destas (cerca de 14) causam lesões, sendo precursoras de câncer de colo de útero, garganta ou ânus. Saber o subtipo não é passo obrigatório para o tratamento. Entretanto, em alguns casos de dúvida, essa informação pode ser conseguida com os testes de PCR e captura híbrida.

O  HPV surge na forma de verrugas (elevadas na pele) ou lesões planas (manchinha branca ou acastanhada), podendo coçar ou não. Ocasionalmente a lesão só é visível com uso de lente de aumento, usada nos exames de colposcopia, vulvoscopia e peniscopia. Por isso, se você apresenta verrugas ou lesões na região genital, é importante buscar uma consulta de ginecologista ou urologista para complementação diagnóstica.

O tratamento é feito por meio da destruição total das lesões, com pomadas ácidas ou por meio de cauterização com bisturi elétrico, método preferido pelo Dr. Danilo Galante.

A recorrência das lesões por HPV é alta. Por isso aconselha-se retornos trimestrais do paciente ao urologista / ginecologista para exames de controle.

Prevenir é tão importante quanto tratar! O Ministério da Saúde já disponibiliza vacina quadrivalente (contra 4 subtipos), para meninos e meninas, a partir dos 13 anos. A vacina para homens adultos, sexualmente ativos, também é recomendada como forma de prevenção do aparecimento de verrugas genitais e anais, tanto para quem não tem lesões como para quem já as tratou.

 

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Mitos sobre a vasectomia

De acordo com Lei 9.263/96 e a Portaria n° 144/97 da Secretaria de Assistência à Saúde, recomenda-se a vasectomia nas seguintes condições: em homens com capacidade civil plena e maiores de vinte e cinco anos de idade ou, pelo menos, com dois filhos vivos OU situações que envolvam risco à vida da mulher ou do futuro filho, testemunhado por relatório de dois médicos. O objetivo principal do procedimento é o planejamento familiar, em acordo com sua companheira.

 

A cirurgia é muito simples e o pênis não participa do procedimento: o cirurgião irá cortar os canais deferentes, que são os dois canais que transportam o esperma dos testículos para a uretra. As duas extremidades são seccionadas e, então amarradas. Com a interrupção dos ductos deferentes, o sêmen fica sem espermatozóides. É uma operação feita com anestesia local, onde são feitos dois cortes muito pequenos no escroto (e não no pênis), fechados com pontos separados. Veja como é o passo a passo da vasectomia: http://drdanilogalante.com.br/cirurgia-de-vasectomia-passo-passo/

 

 

Ainda hoje, a vasectomia é cercada de mitos e gera muitas dúvidas, especialmente em relação à masculinidade. Neste texto, vamos esclarecer alguns pontos sobre o assunto:

 

  • Vasectomia não é castração – Muitos homens ainda enxergam a vasectomia como uma castração. Na verdade, não existe nenhuma relação entre a vasectomia e a potência, libido e/ou performance sexual do indivíduo.
  • A cirurgia não causa impotência sexual. T
  • Não existe relação entre dor no pênis e vasectomia, já que este não participa do procedimento, ou seja, a cirurgia não envolve esse órgão.
  • Não há risco de qualquer tipo de mutilação do pênis, portanto não há qualquer alteração no tamanho ou na sensibilidade do órgão sexual masculino.
  • São raros os casos de DOR CRÔNICA testicular, aquela que dura por mais de 3 meses.
  • O homem continua a ejacular, mas o líquido seminal não conterá mais espermatozoides. Grande parte do liquido seminal ejaculado vem das vesículas seminais e não dos ductos deferentes. A mudança observada no esperma é na cor e viscosidade.
  • Na relação sexual – Não haverá nenhum tipo de dor peniana, prevalecendo a sensação habitual de prazer.
  • Após a vasectomia posso ter relações sem risco de engravidar a parceira? NÃO! Após a cirurgia, o paciente deve permanecer sem relações sexuaispor 10 dias e, a partir disso, ter ao menos 20 ejaculações antes de colher um novo exame de espermograma para controle.
  • Quando consideramos SUCESSO na cirurgia? O paciente é considerado estéril apenas após um espermograma de controle que mostre ausência de espermatozóides.
  • A vasectomia é SIM REVERSÍVEL! A reversão tem grandes chances de sucesso, mas depende muito do tempo entre a vasectomia e sua reversão. Saiba mais sobre a reversão da vasectomia aqui: http://drdanilogalante.com.br/reversao-de-vasectomia/

 

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Cateter Duplo J

O Cateter Duplo J é um grande conhecido dos pacientes que sofrem de pedras (cálculos) renais. Tem este nome por apresentar as duas extremidades em forma da letra J, sendo utilizado para livre drenagem de urina pelo ureter, canal que liga o rim à bexiga. Uma extremidade do J ancora-se na pelve renal, enquanto a outra curva-se no interior da bexiga.

É utilizado especialmente em pós-operatórios de cirurgias urológicas do rim ou nos ureteres, compressões de bexiga ou ureter por tumores abdominal; cálculos obstruindo a drenagem de urina dos rins; lesões do ureter por trauma externo (como  tiros e facadas) ou internos (cirurgias ginecológicas por exemplo); estenose congênita (ao nascimento) ou adquirida do ureter.

O tempo de permanência do cateter duplo J deve ser avaliado pelo urologista, no entanto ele pode ficar no ureter por até 3 meses, com riscos gradativamente aumentados de calcificar e ele próprio virar “um problema”pro paciente.

Enquanto estiver com o cateter, o paciente pode fazer o que lhe for conveniente. Pode comer o que quiser, fazer exercícios e ter uma vida relativamente normal. Apesar de, em teoria, não limitar a vida do paciente, há alguns sintomas muitos clássicos que o paciente pode sentir enquanto estiver com o cateter: urina avermelhada (melhora com aumento da ingestão de líquidos), dores lombares e na região da bexiga e vontade de urinar a todo momento.

Além disso, os analgésicos e/ou anti-inflamatórios devem ser tomados de acordo com as orientações do urologista. Antibióticos não são obrigatórios.

O médico urologista é o responsável pela colocação e também pela retirada do cateter duplo J e deve orientar o paciente quanto aos cuidados que deve ter para amenizar os possíveis desconfortos.

Câncer de bexiga

A bexiga tem duas principais funções no corpo humano: armazenar a urina produzida pelos rins e, quando cheia, esvaziar essa urina pela uretra, por contração de sua própria musculatura.

 

Internamente, a bexiga se assemelha ao interior da cavidade bucal, revestida por uma fina película (mucosa), denominada urotélio. Ela reveste também o interior dos ureteres, da pelves e dos cálices renais, responsáveis por transportar a urina produzida nos rins até a bexiga. Abaixo da mucosa da bexiga está uma camada ainda mais fina, denominada lâmina própria, e, sob esta, a musculatura do próprio órgão. Externamente, a musculatura da bexiga (também chamada vesical) está envolvida por tecido gorduroso.

 

 

Mais de 90% dos tumores malignos da bexiga se originam nas camadas mais superficiais da bexiga, que ficam em íntimo contato com a urina. Esse é o principal motivo dos principais fatores de risco dessa doença: tabagismo e exposição constante a produtos químicos como corantes, pesticidas ou arsênico, eliminados do corpo também pela urina.

 

Quando o câncer se limita ao tecido de revestimento da bexiga, é chamado de superficial. Em tese, todo tumor de bexiga começa ai e aprofunda quando não tratado (tumor invasivo). Ele invade posteriormente a parede muscular e dissemina-se até os órgãos próximos ou gânglios linfáticos, transformando-se num câncer metastático.

 

Estima-se que 100% dos cânceres de bexiga darão sangramento na urina, percebido pelo paciente como urina avermelhada, com ou sem coágulos (macro hematúria), OU por alteração apenas nos exames de urina (micro hematúria). Outros sintomas podem ocorrer:

 

– Sintomas irritativos da bexiga: ardor, urgência e vontade incontrolável de urinar.

 

– Dores pélvicas, dor ou sangramento retal resultante da infiltração do reto e inchaço das pernas provocado por comprometimento dos linfonodos pélvicos.

 

– Hematúria: presença de sangue na urina. É um sinal de alerta, porém não é exclusivo do câncer de bexiga, já que também pode ocorrer em tumores renais, do ureter, da uretra, além de causas benignas como nas infecções urinárias, nos cálculos renais e em prostatites benignas.

 

O exame diagnóstico mais importante para os tumores vesicais é a endoscopia (cistoscopia), que permite ao médico visualizar e filmar o interior da bexiga com uma câmera. O patologista definirá também até que profundidade o tumor invade a bexiga: apenas mucosa e submucosa (tumores superficiais) ou com comprometimento da musculatura (tumores infiltrativos).

 

O tratamento do câncer de bexiga depende da profundidade dele e do grau de comprometimento do órgão. Cirurgia endoscópica sempre é a primeira opção. Cirurgia aberta, quimioterapia, radioterapia e imunoterapia são indicadas em tumores em estágios mais avançados.

 

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Excesso de álcool pode resultar em impotência sexual?

Já é sabido que o consumo de álcool em excesso é prejudicial à saúde, podendo resultar em doenças cardiovasculares, neurológicas e alguns tipos de cânceres. O que muitas pessoas não sabem é que o “álcool” pode influenciar no desempenho sexual masculino.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, homens alcóolatras estão no grupo de risco para desenvolvimento de impotência sexual. Pode ocorrer atrofia testicular, com consequente diminuição da produção de testosterona, culminando em disfunção erétil. A Ginecomastia (aumento das mamas em homens) é outro problema que o alcoolismo pode causar. Por fim, pode haver queda da libido por distúrbios neurológicos ligados ao consumo do álcool.

Então, lembre-se que beber em excesso não é bacana: nem pela questão ética e moral, nem tampouco pelo seu potencial causador de inúmeros problemas à saúde, inclusive sexual.

Bexiga hiperativa: Será que eu tenho?

Embora o problema de bexiga hiperativa seja pouco conhecido, ele é muito comum, acometendo 15% a 20% da população de ambos os sexos, embora predominantemente em mulheres.

Os principais sintomas são: urgência urinária (acompanhada ou não de incontinência urinária), aumento de frequência das micções diurna e noturna.  Quando não tratado adequadamente, pode provocar grande piora na qualidade de vida do paciente, criando uma dependência de suas atividades coyidianas com proximidade do banheiro.

A bexiga hiperativa é um problema neuromuscular, que ocorre quando o músculo principal da bexiga (detrusor) se contrai de forma involuntária durante a fase de enchimento da bexiga. Quando isso ocorre, o paciente tem vontade súbita de urinar, mesmo não estando com a bexiga repleta.

Entre os problemas causadores da bexiga hiperativa temos: lesões traumáticas da medula espinhal, hérnia de disco, AVC, esclerose múltipla, infecção urinária, cálculos na bexiga, entre outros. Quando não existe um fator desencadeante, o quadro é denominado bexiga hiperativa idiopática e é a forma mais comum na população.

O tratamento disponível é dividido em três modalidades: terapia comportamental, medicamentos e cirurgia. A escolha do modo mais adequado para cada paciente depende da intensidade dos sintomas e do quanto a doença está interferindo em sua qualidade de vida. De qualquer forma sempre há orientações de micção e introdução de medicações.

Balanite ou Balanopostite: Já ouviu falar?

Essa doença afeta um a cada vinte homens e é uma das queixas mais comuns de consultório do urologista. Ocorre um inchaço da pele ou da glande do pênis com vermelhidão, coceira e descamação da pele. Ela atinge, principalmente, homens não circuncidados.

As causas para a Balanite podem ser infecções ou condições crônicas na pele, além de uma higiene inapropriada ou umidade excessiva local. Tanto excesso de limpeza quanto a falta dela podem fazer com que o problema ocorra.

Em resumo, a Balanite é causada pela reprodução anormal de bactérias ou fungos ou simplesmente por reação inflamatória da pele úmida, semelhante às assaduras dos bebês. No caso de infecção, a ambiente no interior do prepúcio é idela para seu desenvolvimento (local fechado, escuro e úmido).

Pequenos machucados (fissuras) e lesões contribuem com o problema, bem como não remover totalmente o sabão ao tomar banho. Outras causas: sabonetes, loções ou sprays com componentes alérgicos na região, pílulas para dormir e alguns analgésicos.

Embora os sintomas sejam inchaço e vermelhidão da pele do pênis, outros indícios podem surgir: pele enrijecida, genitália dolorida, coceira nos genitais, dor na pele do pênis e sensação de aperto ou dor ao urinar.

É facilmente identificável em exame físico, sendo seu diagnóstico diferencial com infecções urinárias e DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) que acometem a pele.

Primeiramente, o tratamento da Balanite inclui parar os hábitos que possivelmente estejam causando o problema, incluindo troca do sabonete, descontinuidade de alguns produtos e, principalmente, prevenção da umidade local. Lavagem local, secar bem a região após o banho e durante o dia podem ser bastante efetivos no tratamento e prevenção desse problema. Alguns pacientes irão precisar de cirurgia (postectomia) para remover a pele cronicamente machucada.

Prevenir é o melhor remédio: doenças urológicas vão além do câncer de próstata

Não é apenas o câncer de próstata que preocupa, existem outras doenças urológicas que necessitam tanto cuidado quanto. Um tratamento rápido e correto pode evitar que outras mazelas virem sequelas graves, como a disfunção erétil, por exemplo.

É errada a visão de que os homens adoecem menos que as mulheres. As doenças são várias e a desinformação pode facilitar que o paciente seja acometido por qualquer uma delas. Por isso, é extremamente fundamental que o homem realize pelo menos um check-up por ano.

Além do câncer de próstata, a atenção do homem deve se concentrar no cuidado das doenças do pênis, da bexiga e dos testículos, igualmente passíveis de câncer.

Lembre-se de consultar um urologista sempre que tiver dificuldade em urinar ou manter relações sexuais. Deve ser levado em conta as DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) que podem atingir o homem, a exemplo gonorreia, sífilis e HPV.

Então, lembre-se sempre que a prevenção é o melhor remédio. Estar atento aos sinais que o corpo emite e realizar exames regulares para se prevenir são ações que deve ser tomadas para tratar qualquer problema em seu início, evitando assim o agravamento das doenças.

Você sabe o que são Uretrites? Saiba mais!

A uretra é o canal que leva a urina da bexiga ao meio externo. Mais curta em mulheres, a uretra pode ser acometida por infecções, em sua maioria bacterianas, a que chamamos de uretrites. Elas são causadas principalmente por via sexual, sendo caracterizadas como DSTs (doenças sexualmente transmissíveis).

Uma das uretrites mais comuns é a Gonorréia, que pode atingir tanto homens quanto mulheres. A doença é causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, mais conhecida como Gonococo. Em sua maioria causadora de uretrite, ela pode se desenvolver no reto, restante do aparelho urogenital, traquéia e nos olhos.

O não uso de preservativo é o principal motivo da epidemia da doença. Há riscos pela penetração, contato oral ou mesmo contato ocular. Uma vez instaurada no organismo do paciente, é possível que ele apresente alguns sintomas característicos do problema.

Embora alguns pacientes sejam assintomáticos, na maioria dos casos os homens sentem ardência ao urinar, corrimento uretral, movimentos intestinais dolorosos, coceira, erupções e hemorragias. Entre as mulheres, os sintomas mais comuns são: coceira vaginal, disúria (ardência ao urinar), dor durante a relação sexual, corrimento vaginal e escape de sangue vaginal.

A segunda uretrite mais comum é a Clamídia, causada pela Chlamydia trachomatis, bactéria intracelular de grande poder infectante, que também atinge homens e mulheres. É a DST de maior prevalência no mundo e sua manifestação é semelhante, porém mais discreta, à da gonorreia. O período de incubação para a Clamídia é mais longo (cerca de 15 dias). É o tempo entre o contato e o aparecimento dos sintomas.

Outros tipos de uretrite podem ser causados também pelo vírus da herpes e candidíase, além de irritações causadas por traumas.

A principal complicação da uretrite em homens é a estenose (estreitamento) da uretra. Isso leva à piora do jato urinário e dificuldade em esvaziar a bexiga. Além disso, há outras possíveis complicações mais graves: artrites infecciosas, meningite, osteomielite (infecção nos ossos), endocardite (infecção nas válvulas do coração), hepatite, infertilidade, entre outras.

Ao apresentar um dos sintomas descritos, procure um urologista ou ginecologista, que vai identificar o problema e recomendar o tratamento adequado com antibióticos. Normalmente, a bactéria costuma ser eliminada dentro de alguns dias.