Conheça algumas das causas de dor nos testículos

A dor nos testículos pode estar relacionada a diversas causas e acomete homens de todas as idades. Classificada como aguda, quando surge rapidamente, durando horas ou dias ou crônica, quando surge lentamente e permanece por semanas a meses. Ambos os casos merecem atenção por poderem comprometer a função do testículo de modo temporário ou definitivo.

 

Dores testiculares também podem refletir alterações em outras regiões do corpo como cálculos (pedras) no canal urinário, próximas a bexiga ou hérnias inguinais.

 

Causas

Embora muito incômoda, a dor nos testículos é comum. São órgãos bastante sensíveis a qualquer trauma local, levando a intensa dor. Praticamente todos os homens terão uma ou mais experiências desse tipo ao longo da vida.

 

Mesmo não trazendo maiores preocupações, qualquer dor testicular merece atenção, pois problemas como a torção testicular pode levar a perda do membro em horas.

 

Saiba então as principais causas

 

  • Lesão direta: qualquer pancada na região pode causar possíveis lesões, como inchaço e hematomas. Esportes de contato são sempre de maior risco.

 

  • Infecções testiculares: Muito comum, inclui a orquite e a orquiepididimite:

 

  1. Orquite: infecção causada por principalmente por vírus (incluindo a caxumba). A inflamação pode afetar um ou ambos os testículos.
  2. Epididimite: causada por infecção bacteriana, podendo ou não ser uma doença sexualmente transmissível (DST). Ocorre uma inflamação no epidídimo (parte do testículo responsável pelo armazenamento dos espermatozoides), afetando homens entre 19 a 35 anos. É tratada por antibióticos.

 

  • Hérnia inguinal: Surge na região da virilha, podendo causar dor nos testículos. Ela surge devido a uma fraqueza na parede muscular do abdome. Pode não apresentar sintomas ou surgir como uma protuberância, com inchaço e dor agravados pelo movimento.

 

  • Torção nos testículos: ocorre quando há torção do cordão espermático, responsável por levar o sangue até os testículos. Ocorre um inchaço com dor muito intensa. É necessário resolução rápida, pois após 6 horas do início dos sintomas aumenta muito as chances de perda do testículo.

 

 

  • Pedra nos rins: Quando descem o canal urinário (ureter) e estão próximas a bexiga, podem ocasionar dor forte que irradia até o escroto.

 

  • Neuropatia diabética: lesão dos nervos ocasionada por glicemia elevada.

 

  • Hidrocele: é acúmulo de fluido seroso no envoltório dos testículos.

 

  • Dor testicular idiopática: (causa desconhecida)

 

  • Testículo retrátil: é a situação clínica em que o testículo migra temporariamente para a região inguinal.

 

  • Câncer de testículo – normalmente não causam dor, apenas aumento do volume do órgão.

 

  • Criptorquidia: falha na descida de testículo para o escroto.

 

  • Infecção do trato urinário: infecção ou colonização do trato urinário por micro-organismos.

 

  • Varicocele: Maior causa de infertilidade masculina, é uma dilatação das veias do cordão que sustenta os testículos.

 

 

 

 

Tratamentos

 

O tratamento da dor testicular depende basicamente de sua causa. Por isso é necessário, e extremamente importante, procurar um urologista para diagnóstico e tratamento corretos.

 

 

Resultados iniciais com DMAU (anticoncepcional masculino) parecem apresentar resultados positivos

Um estudo apresentado em março, realizado com 100 homens – com idades entre 18 e 50 anos -, durante o Encontro Anual da Sociedade de Endocrinologia dos Estados Unidos, apresentou resultados animadores sobre um método contraceptivo direcionado ao público masculino, o anticoncepcional masculino.

 

A pílula é chamada de DMAU, abreviação da substância undecanoato de nandrolona, princípio ativo do remédio, e apresentou resultados melhores que outra droga testada em 2016.

 

Como ele age

 

Segundo a equipe de pesquisa, o DMAU atua como um modulador, regulando a quantidade de testosterona presente no corpo dos homens para evitar a produção de espermatozoides.

 

Efeitos colaterais

 

Dos 100 voluntários recrutados para a pesquisa, 83 continuaram no estudo. Os participantes receberam, por um mês, diferentes doses do contraceptivo, uma vez ao dia, enquanto outros receberam pílulas placebo – sem princípio ativo.

 

Durante o período de testes, os cientistas notaram que doses mais elevadas de DMAU reduziram os níveis de testosterona e outros hormônios no corpo responsáveis pela produção de espermatozoides saudáveis.

 

Os efeitos citados durante o estudo foram: leve ganho de peso e pequena redução do HDL (conhecida como “colesterol bom”). Não foram apresentados diminuição na libido/ereção, aumento na acne ou transtornos de humor, como no caso da droga anteriormente testada.

 

Pesquisa continua

 

Apesar de ser um trabalho com poucos participantes, inicia-se uma fase na medicina para pesquisas de contracepção masculina. Ainda não há como afirmar que a pílula contraceptiva masculina de fato foi descoberta. Para que isso ocorra, ainda precisam ser testados os efeitos colaterais de médio e longo prazo, além do tempo para a restauração da fertilidade após o fim do tratamento. Até lá, continuaremos acompanhando os avanços desses estudos.

Criptorquidia (testículo escondido)

 

Durante a vida fetal, os testículos se desenvolvem no abdome e iniciam seu trajeto de ‘descida’ para a bolsa testicular, finalizando-o até o fim da gestação. A criptorquidia (testículo escondido), comum em bebês prematuros, ocorre quando um dos testículos  (ou os dois) ficam parados em algum ponto desse trajeto.

 

Mas qual a complicação de um testículo que não desceu ao escroto?

 

Para que o homem possa produzir espermatozoides viáveis e maduros, os testículos precisam estar 1° C, 1,5° C abaixo da temperatura corpórea. Desta forma, assim que a criança nasce, é importante verificar se existe ou não criptorquidia. Caso isso ocorra, o menino deve corrigir a anomalia o mais rápido possível, no intuito de preservar sua função germinativa.

 

Diagnóstico

 

Normalmente, a criptorquidia é facilmente diagnosticada através do exame físico. Testículo que está fora do escroto, fixo no trajeto é considerado criptorquídico. Isso é diferente do testículo retrátil, quando ocasionalmente estão fora do escroto, estando na sua posição normal durante o repouso. O testículo pode estar retrátil por resposta ao frio, medo ou por contração da musculatura abdominal, relacionada à atividade física. O testículo retrátil necessita de tratamento quando fica a maior parte do tempo fora do escroto. A palpação da bolsa testicular deve fazer parte do exame pediátrico de todos os bebês recém-nascidos masculinos, pois a criptorquidia deve ser diagnosticada e tratada o quanto antes.

 

Complicações

 

  • Hérnia inguinal
  • Torção testicular
  • Compressão do testículo por traumas na região onde ele está preso.
  • Infertilidade
  • Risco maior de câncer do testículo

 

Tratamento

 

O uso da gonadotrofina coriônica (hCG) provoca o amadurecimento transitório e mais rápido do testículo, auxiliando a fase final da migração. No entanto, na maior parte dos casos, a realocação do testículo deve ser feita cirurgicamente, o mais rápido possível. Caso o diagnóstico seja feito tardiamente, pode ser necessária a retirada do testículo (orquiectomia). Embora necessite anestesia geral, o procedimento é realizado por uma incisão de 2 a 3 centímetros na região inguinal, que permite o reposicionamento correto e definitivo do testículo no escroto na grande maioria dos casos, bem como a correção das hérnias associadas. Após o tratamento, o testículo fica inicialmente inchado devido ao trauma cirúrgico, readquirindo tamanho normal pouco tempo depois, e a seguir desenvolvendo-se normalmente com a idade.

Tenho notado sangue ao ejacular: o que devo fazer?

A hematospermia ou hemospermia é a presença de sangue no esperma, que pode ser detectada a olho nu ou com auxílio de equipamentos médicos. Como tudo na medicina, é preciso um diagnóstico de um profissional especializado para identificar ou eliminar causas médicas importantes, pois a presença de sangue no fluido ejaculatório não indica necessariamente um problema grave de saúde.

 

Algumas possíveis causas para a presença de sangue no sêmen: malformações ao nascimento e vasculares, distúrbios hemorrágicos, doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), prostatite, infecção urinária, cálculo urinário, cálculo prostático, tumores, doenças sistêmicas com risco elevado de sangramento.

 

As causas avaliadas podem (ou não) indicar a presença de algum problema na próstata, na uretra, nos testículos ou no epidídimo.

 

Além dessas possibilidades, o sangue no esperma também pode ocorrer como efeito de exames, tratamentos e o uso de medicamentos específicos. É importante ficar de olho em outros sintomas que podem aparecer juntamente com ao sangue no sêmen.

 

De qualquer forma, a dica mais importante é que você passe por um especialista para o um diagnóstico e tratamento corretos.

 

Próteses penianas: os tipos e as suas aplicações

Inicialmente é preciso esclarecer que a utilização de próteses penianas como tratamento para a disfunção erétil é a terceira linha trabalhada pelos profissionais da urologia. Somente é indicada quando medidas mais simples, como medicamentos orais e injetáveis para ereção ou o uso da bomba de vácuo não foram eficazes.

 

Ainda assim, o tratamento somente é indicado a homens com condições clínicas para a realização da cirurgia. Quando constatado que nenhuma das alternativas citadas acima foi útil e o paciente estiver apto a passar pelo procedimento, chega a hora de uma conversa com o paciente e seu parceira (o) para a escolha das opções oferecidas pela medicina.

 

É importante saber ainda que o implante peniano é um tratamento definitivo.

 

Tipos de prótese

 

A prótese peniana é colocada no interior dos corpos cavernosos do pênis, que são cilindros que esticam e encolhem com sangue, responsáveis pela rigidez do órgão.

 

A prótese maleável ou semirrígida é formada por filamentos metálicos envoltos por hastes de silicone. Ela permite uma boa rigidez e, ao mesmo tempo, maleabilidade do pênis. Tem vantagem de não apresentar vazamentos de líquidos ou problemas de funcionamento.

 

Prótese Articulável

 

Com poucas diferenças entre os procedimentos, o implante articulável é parecido com o maleável. O que difere é que ele pode ser dobrado mais facilmente, oferecendo aos pacientes um pouco mais de facilidade para ocultar a ereção.

 

Prótese Inflável

 

Essas próteses apresentam um “sistema hidráulico” composto por dois cilindros implantados no pênis, ligados a uma bombinha minúscula, que fica alojada no escroto. Para uso, o homem pressiona a bombinha (que contém soro fisiológico), os cilindros inflam e a ereção é produzida. Após o ato sexual, pressiona-se o pênis para baixo por alguns segundos, fazendo com que o líquido retorne ao reservatório, retomando a flacidez. A vantagem dessas próteses é a discrição, porém, elas são passíveis de falhas mecânicas, ou seja, vazamentos de líquido, o que demanda um novo procedimento para sua troca.

 

Optar por alguns destes tratamentos depende muito do perfil do paciente. Por isso é tão importante o acompanhamento com um profissional especializado.

 

 

Saiba mais sobre varicocele

Varicocele II

Anatomia da varicocele

As veias que drenam os testículos formam o plexo pampiniforme a nível escrotal. Essas veias se unem aos outros elementos do cordão espermático – artéria testicular e ducto deferente – para cruzar o canal inguinal. Acima deste nível, as diversas veias do plexo se unem para formar a veia espermática interna.

Além disso, a veia espermática interna esquerda é cerca de 8 a 10 cm mais longa que a direita, sendo mais suscetível à presença de válvulas incompetentes, que permitiriam fluxo venoso retrógrado para o plexo pampiniforme.

Espermograma no adolescente

Análise seminal pode parecer atrativa na avaliação de um indivíduo assintomático com varicocele. Na opinião dos autores, não deve ser realizada rotineiramente em adolescentes por dois motivos: primeiro porque é bastante difícil para a maioria dos adolescentes fornecer material para análise, pelas circunstâncias de coleta. Além disso, sabe- se que os valores de volume seminal, motilidade, concentração e morfologia dos espermatozóides considerados normais para adultos não são atingidos até 2 – 3 anos após início da puberdade. Portanto, espermograma seria útil apenas em pacientes maiores de 16 – 17 anos.

Diagnóstico

O exame físico permanece sendo o mais adequado para o diagnóstico da doença. Este deve ser feito com o paciente em posição ortostática.

Evolução

Um terço dos adolescentes com varicocele grau II e mais de 50% daqueles com grau III tem diminuição do volume testicular ipsilateral. Essa lesão, na verdade, é melhor descrita como retardo de crescimento testicular, uma vez que 80% dos adolescentes mostram expressivo aumento do volume testicular após correção cirúrgica da varicocele.

Dor pélvica crônica: causas e tratamento

Você já ouviu falar em dor pélvica crônica? A síndrome pode atingir tanto homens quanto mulheres, podendo causar disfunção sexual em ambos. O problema impacta fortemente na qualidade de vida do paciente e é caracterizado por dor pélvica persistente com duração de mais de três meses.

 

Entre os homens, os sintomas mais recorrentes são dor ou desconforto no períneo, área suprapúbica, pênis e testículos, além de disúria (dor ao urinar) e dor ejaculatória. Sistematicamente, os portadores da dor pélvica crônica apresentam mialgia (dor muscular), artralgia (dor articular) e fadiga inexplicada.

 

Já entre as mulheres, o problema pode ter causa ginecológica, como endometriose, adenomiose, pólipo, mioma uterino, varizes pélvicas, entre outros quadros. Causas não ginecológicas incluem: síndrome do cólon irritável, constipação crônica, hérnias, cistite intersticial, entre outras.

 

O tratamento para a síndrome é específico para a causa do problema, podendo sempre ser também realizada fisioterapia pélvica. Ela trabalha recursos terapêuticos manuais (relaxamento), liberação miofascial, reeducação postural global, massagem perineal, termoterapia, eletroterapia (TENS), cinesioterapia e biofeedback negativo.

Saiba quais são as principais disfunções sexuais entre os homens

Segundo estudos, estima-se que mais da metade dos homens tenham algum tipo de problema na vida sexual. Entre os mais comuns, estão a disfunção erétil e as ejaculações precoce, retardada ou retrógrada. É possível conviver com qualquer um desses distúrbios e tratá-los. Confira!

A impotência sexual (incapacidade de iniciar ou manter uma ereção durante o ato sexual) atinge cerca de 15 milhões de brasileiros de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), sendo causada por fatores físicos ou psicológicos.
Cada caso deve ser analisado minuciosamente pelo urologista, que deve avaliar a origem do problema e sugerir o tratamento, que vão desde exercícios físicos específicos até medicamentos.

Outros distúrbios que atormentam o homem são as ejaculações: precoce, retardada e retrógrada. Na ejaculação precoce, a mais comum, a autoestima do homem é diretamente afetada e pode estar associada à disfunção erétil. O problema se caracteriza pelo déficit do controle voluntário sobre a ejaculação.

Existem dois tipos de ejaculação precoce, a primária, que ocorre desde o início da vida sexual do paciente, e a secundária, quando o homem adquire o problema depois de ter tido relações satisfatórias por anos.

O tratamento com medicamentos nos casos secundários é mais efetivo do que nos primários. Antidepressivos em baixas doses são recomendados para este tipo de disfunção, pois baixam a ansiedade, condensam as secreções e diminuem a excitabilidade. Nunca é útil apenas medicamentos sem uma boa orientação sexual, dada pelo urologista.

Na ejaculação retardada, o homem demora muito para atingir o orgasmo e às vezes nem consegue alcançá-lo. Para ser considerada uma disfunção sexual, esse distúrbio deve ocorrer com frequência e causar um incômodo real. O tratamento adequado é a terapia sexual.

A ejaculação retrógrada ainda é pouco conhecida e seu principal sintoma é a redução – ou ausência – do jato de esperma. Nesse caso, o sêmen, ao invés de ser lançado para fora da uretra, volta na direção da bexiga. Essa situação normalmente é acompanhada de dor ou desconforto e pode resultar na infertilidade do paciente.

Traumas da bexiga, esclerose múltipla, diabetes, procedimentos cirúrgicos na próstata e uso de medicamentos no tratamento de doenças cardíacas são as principais causas da ejaculação retrógrada.

Biópsia da próstata: saiba como e quando é realizada

Mesmo sendo considerado um procedimento de baixa complexidade, um dos exames mais temidos entre os homens é a biópsia da próstata. É indicada para pacientes que apresentam suspeita de câncer de próstata após uma avaliação clínica e laboratorial completa do urologista.

Através da biópsia é possível diagnosticar o tumor de próstata, retirando-se amostras do tecido prostático para identificar células cancerígenas no local. O exame é solicitado pelo médico urologista quando são detectadas alterações como elevação do PSA – antígeno prostático específico -, toque prostático alterado, ressonância nuclear da próstata alterada ou lesões pré-malignas.

Após uma anestesia local e sedação anestésica, uma pequena sonda de ultrassom é inserida pelo ânus e, após alcançar a próstata, a sonda expõe e utiliza uma agulha de biópsia para coletar amostras do tecido.

Geralmente, o procedimento é realizado nos centros de serviços de radiologia especializados. Apesar do grande temor entre os pacientes é praticamente indolor, durando cerca de 10 a 15 minutos.

Após a realização do exame, alguns cuidados devem ser tomados, como manter repouso relativo por dois dias e evitar relações sexuais por 7 dias. Dor na região do exame e pequena perda de sangue pelo ânus são comuns, além de pequena quantidade de sangue na urina e esperma por algumas semanas.

Mesmo que pacientes saudáveis dificilmente apresentem complicações após a realização da biópsia, o urologista deve ser procurado em caso de febre, grande perda de sangue ou retenção urinária