Broxou? Respire fundo e saiba como agir

O terror de ‘falhar’ na hora “H” é real para a maioria dos homens. Muitos jamais admitirão que já passaram por isso, mas a realidade é que provavelmente isso aconteceu ou irá acontecer com todos em algum momento de suas vidas sexuais.

O fato de acontecer ocasionalmente não é preocupante. Todo mundo tem dias ruins, com stress do dia a dia e perder o foco, falhando no ato sexual é mais do que normal.

Vários fatores podem causar a “broxada”. Depois de uma noitada daquelas, o organismo talvez não funcione pelo exagero na ingestão de álcool, aliado a jejum prolongado (ou até excesso de comida) e o sono pesado da madrugada. Nessa situação é mais do que normal que falte “energia” para atividade sexual. Lição: Beba menos e se prepare para uma noite de “atividade física prolongada”.

Estresse, ansiedade ou inseguranças com o relacionamento são agentes psicológicos que também podem desencadear a “falha”. Excesso de masturbação ou, ao contrário, muito tempo sem ejaculação podem atrapalhar sua concentração levando a dificuldades de ereção ou ainda ejaculação precoce.

Quando passar por essa situação, não culpe sua parceira ou parceiro. Pode ser um momento unicamente seu, reversível, mas particularmente seu. Despejar a culpa no outro não vai resolver, apenas gerar discussões e frustrações. Ficar se culpando também não vai resolver o problema magicamente. Não dá para controlar tudo, então tente relaxar e tirar o peso de seus ombros. Lembre-se que isso acontece com todos os homens. Eles apenas não contam aos outros!

Se o clima foi quebrado, não tente identificar o motivo imediatamente. Curta a companhia da outra pessoa, que continua ali do seu lado. Relaxe e procure tratar do assunto com mais leveza. Até porquê a noite (ou dia) ainda não acabou. Relaxe, respire fundo e tente outra vez!

Mas afinal, quando você deve se preocupar, então? Quando começar a se tornar constante, acontecer mais falhas do que relações normais ou quando você simplesmente estiver descontente com a qualidade da sua ereção ou duração da relação sexual. Nesse caso, vale a pena procurar um urologista. Há uma avaliação e investigação específica para problemas sexuais. Dessa forma, um diagnóstico pode ser realizado e um tratamento proposto.

Saiba o que é Prostatite e quais os tipos existentes

Você já ouviu falar em Prostatite? Pois é um quadro comum, que surge quando a próstata se encontra inflamada, geralmente com infecção bacteriana associada. Os sintomas são variáveis, podendo incluir febre, dor/ardência para urinar e dor na região do períneo (entre o escroto e o ânus).

Na verdade, PROSTATITE consiste num grupo de doenças que apresentam sintomas semelhantes, relacionadas sempre à inflamação da próstata. Existem quatro tipos: Prostatite Aguda, Prostatite Bacteriana Crônica, Prostatite não Bacteriana Crônica ou Síndrome da Dor Pélvica e, por fim, Prostatite Inflamatória Assintomática.

A Prostatite Aguda pode ocorrer tanto em homens jovens como em idosos e constitui uma infecção bacteriana da próstata, sendo as mesmas que causam as populares cistites (em homens e mulheres). Os sintomas são febre, calafrios, dificuldade para urinar, dor pélvica, urina turva, mal-estar, dores musculares e nas articulações. Quando os sintomas são intensos, o paciente precisa ser internado. A Prostatite Aguda tem cura e o tratamento é feito com administração de antibióticos por um período médio de quatro semanas.

A Prostatite Bacteriana Crônica é uma possível complicação de prostatite aguda não devidamente tratada. O quadro é mais brando e os sintomas mais sutis. Normalmente, as queixas dos pacientes se restringem à: disúria (incômodo ao urinar), vontade de urinar frequentemente e mal-estar. As bactérias que causam a Prostatite crônica são, geralmente, as mesmas da aguda e o tratamento é semelhante (antibióticos). Pacientes que apresentam infecção recorrente podem necessitar de tratamento mais prolongado.

A Prostatite não Bacteriana Crônica ou Síndrome da Dor Pélvica pode causar qualquer sintoma urológico, com desconforto na região pélvica. Trata-se de um diagnóstico de exclusão, só podendo ser dado após descartadas as possibilidades de Prostatite bacteriana e outras causas para dor pélvica, tais como tumores, infecções urinárias, hemorroidas e doenças testiculares.

Os sintomas dessa variação de Prostatite incluem os mesmos da variação Prostatite crônica: dor pélvica, desconforto anal e incômodo nos testículos. Não há tratamento específico para a síndrome da dor pélvica crônica. Quando não é possível descartar uma Prostatite Bacteriana Crônica, quatro semanas de antibióticos é o tratamento indicado. Quando não é possível determinar a causa da dor, o tratamento se limita ao uso de analgésicos.

Por final, a Prostatite Inflamatória Assintomática não causa sintomas. As manifestações brandas que podem aparecer nesse caso são micções frequentes, desconforto perineal, sensação de queimação durante a micção ou dor na região da bexiga que podem durar vários meses ou anos. Para um diagnóstico preciso, é necessária a realização de uma biópsia da próstata.

Cálculos na bexiga

Os cálculos urinários ou pedras são massas duras de minerais que se formam no sistema urinário. Na bexiga, elas se desenvolvem quando a urina torna-se concentrada e há dificuldade de esvaziamento desta para o meio externo.

A formação de pedras na bexiga sempre é uma consequência de um problema do trato urinário já existente, como aumento de próstata, músculos da bexiga enfraquecidos, infecção no trato urinário ou alterações da função neurológica da bexiga (bexiga neurogênica). A maioria dos casos de cálculo de bexiga (95%) ocorre em homens, acima dos 60 anos, e que têm problemas com a próstata.

Os principais sintomas de pedras na bexigas são: bloqueio do fluxo de urina durante a micção, dor na parte de baixo do abdome, dor ou desconforto no pênis, ardência ao urinar e sangue na urina.

Ingerir grande quantidade de líquidos aumenta a produção de urina e ajuda na eliminação de cálculos menores. As pedras maiores (acima de 1cm) precisam ser extraídas por um procedimento cirúrgico: endoscópico pela uretra, quebrando o cálculo com laser ou por cirurgia “aberta”, com abertura da bexiga pelo abdome, retirando o cálculo inteiro.

Você sofre com repetidas infecções urinárias?

Homens e mulheres podem sofrer de infecção urinária de repetição. Também chamada infecção urinária recorrente, ocorre quando o paciente apresenta ao menos duas infecções em seis meses ou três em intervalo de um ano. É mais comum em mulheres e geralmente não se relaciona a problemas anatômicos no sistema urinário. Já entre os homens, esse tipo de infecção é raro e, quase sempre, é um problema estrutural nas vias urinárias, notadamente a próstata.

Dois tipos de infecção do trato urinário (ITU) são conhecidos: a cistite e a pielonefrite. Chamamos de CISTITE a infecção apenas da bexiga com seus típicos sintomas “irritativos”: dor ao urinar, vontade de urinar a toda hora, sangue na urina, dor em parte inferior do abdome, além de sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. Já a PIELONEFRITE é a infecção de um ou ambos os rins. É um quadro bem mais grave que a cistite, normalmente decorrente dela com sintomas sistêmicos (no corpo todo): febre, dor lombar, fraqueza, náuseas e vômitos. Se não tratada adequadamente, a pielonefrite pode ser fatal.

A CISTITE é muito mais comum e, quando não tratada, pode evoluir a PIELONEFRITE. Apesar de ocorrer em ambos os sexos, há diferenças importantes na abordagem ao paciente:

MULHERES: Maioria dos casos de cistite ocorre em pacientes saudáveis, sem nenhuma alteração da anatomia urinária. A região do períneo, mais susceptível à colonização das bactérias, é muito próxima da uretra, facilitando a ascensão da infecção. Atividade sexual aumenta a chance de ITU. No entanto, é importante destacar que ITU não é DST (doença sexualmente transmissível), não sendo o parceiro(a) responsável por eventual contaminação. Fatores ambientais também podem influenciar: uso de substâncias que contenham espermicidas, ducha vaginal, maus hábitos de higiene pós-evacuação, excesso de higiene íntima, diabetes mellitus e menopausa.

HOMENS: Normalmente há defeito na anatomia do trato urinário, como alterações da próstata e obstrução ou estreitamento do canal urinário.

A causa das infecções urinárias deve ser sempre investidada, mas é comum que não seja identificada.

Incontinência Urinária

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, a incontinência urinária – perda involuntária de urina – atinge 10 milhões de brasileiros de todas as idades, sendo duas vezes mais comum no sexo feminino. A incidência aumenta progressivamente com a idade, sendo que um em cada três indivíduos idosos apresenta algum problema de controle da bexiga.

A gravidade varia: tanto perda ao fazer esforços abdominais intensos como tossir ou espirrar como perdas em exercícios leves como andar ou pentear o cabelo.

Sistema de Controle Urinário

A bexiga enche! É a função de armazenamento: Os rins filtram o sangue e produzem a urina, que é armazenada na bexiga. Na parte mais baixa desta o controle da micção é feito pelo esfíncter urinário, um músculo que permanece contraído,  mantendo fechada a uretra (canal que leva a urina para fora do corpo).

A bexiga esvazia! É a função de esvaziamento: No momento em que a bexiga está repleta de urina, estímulos são transmitidos dela ao cérebro e o indivíduo toma consciência da necessidade de urinar. Quando a pessoa, de modo consciente e voluntário, toma a decisão de urinar, o músculo do esfíncter relaxa, permitindo que a urina flua através da uretra, ao mesmo tempo em que os músculos da bexiga se contraem para expulsar a urina.

O processo completo de retenção e liberação da urina (micção) é complexo e a capacidade de controlar a micção pode ser comprometida em diferentes etapas do processo devido a várias anormalidades. O resultado dessas anormalidades é a incontinência urinária, que se caracteriza pela perda do controle do armazenamento/esvaziamento da bexiga.

Tipos de incontinência urinária

  • Incontinência de urgência é o vazamento de urina não controlado (de volume moderado a grande) que ocorre imediatamente após uma necessidade urgente e irreprimível de urinar. Neste caso, levantar para urinar durante a noite (noctúria) e incontinência noturna e diurna são comuns.
  • Incontinência de esforço é o vazamento de urina devido a aumentos abruptos na pressão intra-abdominal (por exemplo, aqueles que ocorrem com a tosse, espirro, risada, flexão ou ao levantar peso). O volume de vazamento é normalmente de baixo a moderado, a depender da gravidade da incontinência.
  • Incontinência por transbordamento é o gotejamento de urina da bexiga sobrecarregada e completamente cheia. O volume é normalmente pequeno, mas pode ser constante, resultando em grandes perdas totais.
  • Incontinência funcional é perda de urina devido a um problema com comprometimento mental ou físico não relacionado ao controle de micção. Por exemplo, uma pessoa com demência devido a doença de Alzheimer pode não reconhecer a necessidade de urinar ou não saber onde fica o banheiro. As pessoas acamadas podem ser incapazes de andar até o banheiro ou alcançar um urinol.

Frequentemente, entretanto, uma pessoa tem mais de um tipo de incontinência. As pessoas são então descritas como tendo incontinência mista.

Em geral, as causas mais comuns da incontinência são:

  • Bexiga hiperativa em crianças, adultos jovens e idosos
  • Fraqueza do músculo pélvico em mulheres como resultado do parto
  • Obstrução da saída da bexiga em homens de meia-idade
  • Distúrbios funcionais, como acidente vascular cerebral e demência em idosos

A grande maioria das pessoas tem vergonha de procurar um médico para relatar o problema, enquanto outras acabam não procurando um profissional por acreditarem que a incontinência faz parte do processo normal de envelhecimento. No entanto, qualquer tipo de incontinência urinária deve ser relatada ao médico, especialmente quando seus sintomas trazem incômodos, interferindo nas atividades diárias ou fazendo com que as pessoas deixem de lado sua vida social. A incontinência tem tratamento, portanto a melhor decisão é sempre consultar um médico.

 

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Infecção urinária – Vamos evitar?

De todas as doenças da urologia, a infecção urinária é a campeã de consultas e internações em Prontos Socorros de todo o mundo. Em média, a prevalência é maior entre as mulheres devido a fatores anatômicos como uretra (canal que conduz a urina) mais curta e proximidade desta com o ânus. No entanto, a incidência é idêntica entre os gêneros na população infantil e nos idosos.

 

Sintomas – Dor, ardência, urgência de ir ao banheiro, cheiro forte no xixi e eliminação de pouco xixi ocorrem na “infecção baixa” ou cistite. Quando o processo não é resolvido, as bactérias ganham acesso aos rins, podendo causar febre, dor no corpo e queda do estado geral. É a chamada pielonefrite, normalmente tratada com internação e cuidados mais intensivos.

Por que a infecção aparece? Baixa ingestão de água, não esvaziar a bexiga frequentemente, cálculos (pedras) nos rins, má higiene genital e diminuição da imunidade são levantados como principais fatores que predispõem às infecções urinárias. Dependendo da idade, uma série de outros fatores podem ser levantados: aumento da próstata, alterações neurológicas e doenças crônicas não bem controladas (diabetes é a principal).

 

O tratamento começa por mudanças de hábitos simples : urinar antes e principalmente após as relações sexuais, esvaziar a bexiga no mínimo de 3 em 3 horas, trocar fraldas e absorventes quando úmidos, evitar roupas úmidas e, o mais importante, tomar ao menos dois litros de água diariamente.

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Por que uma pancada na virilha dói tanto?

Diferente do cérebro, que possui uma armadura natural (crânio), os testículos são externos e muito mais suscetíveis a lesões. Essenciais para a reprodução humana, eles apresentam algo que o cérebro não possui: nociceptores. São receptores de dor, toque e até de temperatura, que os torna ultra sensíveis, permitindo a percepção com mais intensidade em comparação a outras partes do corpo. A dor pode ser tão intensa que algumas pessoas podem sentir tontura, fraqueza, náuseas ou até mesmo desmaiar.

O que fazer numa situação dessa? Posição deitada e pernas afastadas tornam a recuperação da dor mais rápida. Após o susto inicial, aplique uma bolsa de gelo em seus testículos (mas não diretamente. Coloque uma toalha entre o gelo e os testículos). Um analgésico pode ser útil.

Na maioria das vezes a dor some em alguns minutos, mas pode se manter por três a quatro horas. Dependendo da gravidade da lesão, o escroto pode ficar dolorido por até três a cinco dias.

É recomendável manter distância de atividades como ciclismo, corrida e exercícios para os membros inferiores até desaparecimento completo da dor. Esse tempo é necessário para diminuição do edema e processo inflamatório da região.

Se a dor não diminuir em algumas horas ou houver hematoma importante na região escrotal, você deve procurar um médico urologista. Em raras vezes há rompimento do testículo e lesão importante do órgão. Fique sempre de olho nos primeiros dias e lembre-se de que o bem-estar dos seus testículos pode garantir sua fertilidade.

 

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