Vasectomia é reversível! Saiba porque a procura pela reversão tem aumentado

A vasectomia é o método mais prático e seguro para o homem que não pretende mais ter filhos. Porém, estima-se que até 10% dos pacientes submetidos a vasectomia, desistem da ideia e procuram informações sobre a reversão. A decisão é normalmente motivada por um segundo casamento em que a nova esposa deseja ter seu primeiro filho. Sendo realizada há décadas, a Reversão de Vasectomia tornou-se mais eficaz com o uso do microscópio.

Chamado de Vasovasostomia, a cirurgia consiste em religar as duas partes do canal deferente (cortados na vasectomia), permitindo que os espermatozoides voltem ao caminho dos testículos até a vesícula seminal, sendo novamente liberados no esperma ejaculado. Com o auxílio de um microscópio, é realizado um corte no saco escroto e reconectado os canais com sutura com fios ultrafinos (grossura de um fio de cabelo).

Os índices do sucesso da reversão são satisfatórios, principalmente nos pacientes que realizaram a vasectomia há menos de cinco anos (veja tabela completa no site). Quanto maior o intervalo entre a vasectomia e sua reversão, menores serão as chances de uma futura gravidez.

Homens têm corrimento? Com certeza!

O corrimento em homens pode ser fisiológico quando causado por fatores como: excitação sexual, ato de urinar ou mesmo por um esforço muito forte na hora de defecar. São casos em que o corrimento não apresenta mau cheiro ou irritação, sendo fino, transparente ou branco leitoso. Entretanto, o corrimento amarelado, cinza ou esverdeado, que exala mau cheiro é um alerta ao paciente. Os sintomas mais comuns são: dor ao urinar, coceira, queimação, vermelhidão e ardor.

O corrimento patológico ocorre por infecções ou inflamação do canal urinário (uretrite), causados pelas bactérias clamídia e/ou gonorreia, sendo fatores também de infertilidade.

A contaminação ocorre por relação sexual anal ou vaginal, sem utilização de preservativos. O paciente infectado pode também ter prostatite (infecção na próstata), infecções urinárias e balanites (glande).

O tratamento é sempre realizado com antibióticos, sendo tratados os dois do casal.

Sexo oral sem proteção pode transmitir doenças?

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a prática de sexo oral sem proteção pode causar diversas doenças como: herpes, HPV, sífilis, gonorreia e, até mesmo, transmitir o HIV, vírus causador da AIDS.

Nas quatro primeiras, basta que exista uma pequena área lesada para que a transmissão do vírus aconteça. No caso do HIV, o risco é menor do que em uma relação sexual convencional desprotegida, mas a infecção também pode ocorrer.

De acordo com o Manual de Controle de IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis), do Ministério da Saúde, as infecções estão entre os problemas de saúde pública mais comuns em todo o mundo, com cerca de 340 milhões casos novos por ano.

Não é apenas o esperma que contém o vírus. O líquido expelido antes da ejaculação masculina e o da secreção vaginal, também podem infectar o(a) parceiro(a). Ferimentos na boca decorrentes de gengivites, aftas e os causados pelas escovas de dentes aumentam o risco de infecção

A maioria das doenças decorrentes de sexo oral desprotegido tem tratamento. No entanto existe o risco de tê-las pelo resto da vida. O melhor caminho, portanto, é a proteção mútua do casal.

Diabetes pode causar disfunção erétil?

A diabetes, além da hipertensão arterial, é um dos fatores mais comuns que levam à impotência masculina, condição em que o homem não consegue manter uma ereção por tempo suficiente para poder realizar a penetração e a prática sexual.

Um estudo do Centro de Referência em Saúde do Homem (Hospital Brigadeiro), realizado na capital paulista, apontou que 35% dos homens em tratamento para disfunção sexual na unidade sofrem de diabetes.

Na verdade essas doenças, quando não controladas corretamente, causam o estreitamento das artérias penianas, diminuindo a circulação do sangue e, consequentemente, causando falta de ereção. A situação se agrava quando o homem diabético possui mais doenças crônicas como hipertensão arterial, obesidade e problemas com colesterol e triglicérides.

A impotência sexual por diabetes pode ser curada quando tratada no início do quadro, quando as alterações não se tornaram crônicas. De qualquer forma, deixar os níveis de glicemia regulados sempre vai melhorar a condição erétil do paciente. Medicações adequadas por via oral ou injetáveis (insulina), além de alimentação correta e exercícios regulares, são a base do tratamento do diabético.

O homem que sofre de disfunção erétil precisa procurar um urologista o quanto antes. Quando a causa for diabetes, ela deve ser compensada o mais rápido possível. Precisamos sempre lembrar que diabetes leva a cegueira, problemas renais, lesões que não cicatrizam e maiores riscos de infarto e derrame.

A disfunção erétil pode acometer homens de qualquer idade!

Câncer de testículo merece atenção!

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de testículo é responsável por 5% do total de casos de câncer entre os homens. Quando detectado precocemente, tem cura em até  90%, com baixo índice de mortalidade. Apesar de raro, atinge pacientes entre os 15 e 50 anos, podendo ser confundido com orquiepididimites, inflamação dos testículos e dos epidídimos,  transmitidas sexualmente.

Os principais sintomas do câncer de testículo são: nódulo INDOLOR no testículo sem sintomas urinários associados. Muitas vezes não há sintomas quando o tumor está em estágio inicial.

O diagnóstico é feito com exame físico dos testículos e confirmado com ultrassonografia do escroto. Há pacientes com maior chance de contrair a doença, que merecem maior atenção: histórico familiar, lesões e traumas na região e criptorquidia. O autoexame dos testículos é importante para o diagnóstico precoce. Pequenas alterações de tamanho e consistência do testículo podem ser detectadas nesse exame.

O tratamento é inicialmente cirúrgico. O testículo atingido é retirado inteiro ou, em raras situações, apenas parte dele. Função sexual e reprodutiva do paciente normalmente são mantidas quando o outro testículo é saudável. Após a cirurgia, o médico pode optar por acompanhamento apenas, radioterapia ou quimioterapia, a depender de cada caso.

Não há nenhum programa de prevenção para esta doença no Brasil, devido à baixa incidência. Caso sejam observadas alterações, um urologista deve ser sempre consultado.

Quais são as principais doenças da próstata?

A próstata é um órgão da pelve masculina, localizado na região perineal, acima do reto e com íntimo contato com uretra e bexiga. Responsável por produzir elementos do esperma, ela pode sofrer com diversas doenças, que descreveremos abaixo:

– Câncer de Próstata: segundo tipo de câncer mais comum entre homens no mundo, resulta da interação de fatores hormonais, genéticos, ambientais e alimentares. Diagnóstico precoce aumenta muito a chance de cura.

– Hiperplasia Prostática Benigna: é caracterizada pelo crescimento nodular da próstata por ação da testosterona. Ocorre compressão da uretra com dificuldade na passagem da urina, acarretando piora na qualidade de vida do paciente.

– Prostatite: causado por bactérias, ocasiona dores e dificuldades na micção para o homem.

Visando à detecção e ao tratamento de doenças na próstata, é importante que o indivíduo mantenha seus exames em dia, incluindo check up anual, que deve ser realizado anualmente a partir dos 50 anos na população em geral.

Para mais informações, consulte um especialista.

Xixi na cama: o que fazer?

Enurese noturna ou ato de “fazer xixi na cama” é uma condição comum na infância, afetando 15% das crianças até os cinco anos, 7% até dez anos e 3% até os 12 anos.

Caracteriza-se pela eliminação de xixi involuntária durante o sono, quando em frequência de pelo menos duas vezes semanais. Mais comum em meninos, afeta crianças normalmente sem nenhum problema orgânico no sistema urinário.

Podemos classificar a enurese noturna em dois tipos: a primária e a secundária. A primeira ocorre em crianças de até cinco anos que nunca apresentaram controle da micção, ou seja, sempre fizeram xixi na cama. Já a secundária ocorre após um período de controle da micção noturna pela criança, com retorno do problema após um período.

Vários fatores causam enurese: retardo no desenvolvimento neurológico (responsável pelo controle do esfíncter), falta noturna do hormônio antidiurético vasopressina (causando aumento do volume de urina produzido) e ainda sono pesado. Hereditariedade parece estar também envolvida no processo.

Existem diversos tratamentos: mudanças nos hábitos de vida, uso de alarmes para evitar que a criança urine enquanto dorme e uso de medicamentos.

É essencial que a família seja compreensiva e, se preciso, busque também ajuda psicológica para a criança.

Você sabe como se prevenir das DSTs?

Também conhecidas como DSTs, as Doenças Sexualmente Transmissíveis podem trazer muitas consequências negativas para a sua saúde. Porém, existem formas de preveni-las:

1) Exames

Uma das maneiras mais eficazes de evitar complicações é a realização de exames regularmente. A seguir, conheça os mais importantes:

– HIV: deve ser realizado pelo menos uma vez na vida, entre todos os adultos que já tiveram relações sexuais; também é recomendado que seja feito regularmente (a cada 3 meses) entre usuários de drogas e homens homossexuais ou bissexuais.

– Clamídia e gonorreia: deve ser feito em todas as mulheres abaixo de 25 anos e nas acima desta faixa etária que tiverem múltiplos parceiros.

– Sífilis e hepatite B: deve ser realizado em todas as gestantes.

– Sífilis, clamídia e gonorreia: deve ser feito anualmente em todos os homens homossexuais e bissexuais.

2) Parceiros(as)

Limitar o total de parceiros sexuais ajuda bastante a diminuir a chance de contrair DSTs. Além disso, converse com seu parceiro(a) sobre sua história médica pregressa.

3) Vacina

As vacinas para hepatite B e para o vírus HPV são seguras e devem ser aplicadas em todos que têm vida sexual ativa.

4) Camisinha

O uso de camisinha é um dos maiores instrumentos no combate às doenças sexualmente transmissíveis, devendo ser usada em todas as modalidades de sexo (vaginal, anal e oral).

Entenda mais sobre a oligospermia

Oligospermia é um termo que define a baixa contagem de espermatozoides em um paciente.

Enquanto as mulheres já nascem com uma quantidade pré-definida de óvulos, o homem produz espermatozoides ao longo de toda sua vida, motivo pelo qual os homens podem ser férteis até mesmo em idades mais avançadas.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), um espermograma normal indica mais de 15 milhões de espermatozoides por ml de sêmen. As contagens inferiores a 15 milhões/ml são classificadas como oligospermia.

Qual a causa?

Inflamações testiculares (vírus ou bactérias), uso de medicamentos (como antibióticos) e varicocele (doença que atinge os vasos dos testículos, causando má circulação de sangue na região e aumento da temperatura local, culminando com infertilidade em muitos casos).

O tratamento varia de acordo com a causa: Infecções são tratadas com antibióticos, problemas hormonais são sanados com reposição hormonal e casos de varicocele necessitam de cirurgia reparadora.

Em caso de dúvidas, consulte sempre um especialista.

Entenda mais sobre a incontinência urinária

Incontinência urinária é definida como a perda involuntária da urina pela uretra. Traz grande impacto na vida do paciente, pois o obriga a se organizar e planejar segundo a disposição de banheiros do local.

Estima-se que cerca de 10 milhões de brasileiros apresentam algum grau de incontinência urinária. É mais comum no sexo feminino, já que as mulheres possuem as estruturas musculares de sustentação aos órgãos pélvicos mais frágil. Essa rede de músculos também produz a contração da uretra.

As causas são variadas: comprometimento da musculatura dos esfíncteres ou do assoalho pélvico; gravidez e parto; bexiga hiperativa, tumores malignos e benignos; doenças que comprimem a bexiga e obesidade. Nos homens, o envelhecimento natural da bexiga e a cirurgia da próstata são os dois principais motivos do problema.

Há também tipos diferentes de incontinência urinária:

– Incontinência urinária de esforço: perda de urina quando a pessoa tosse, ri ou faz exercícios físicos;

– Incontinência urinaria de urgência: vontade súbita de urinar que ocorre durante as atividades normais do dia a dia. A pessoa perde urina antes de chegar ao banheiro;

– Incontinência mista: associa os dois tipos de incontinência acima citados e o sintoma mais importante é a impossibilidade de controlar a perda de urina pela uretra;

– Enurese noturna: é a incontinência que ocorre durante o sono (criança que faz xixi na cama).

Caso apresente perda involuntária de urina, procure um médico para avaliação. Um tratamento adequado começa a partir de diagnóstico correto. A conduta pode ser fisioterapia, uso de medicamentos ou até mesmo cirurgia.