Parto normal & incontinência urinária

Para muitas mães, o parto normal é a maneira ideal de findar o período da gravidez. No entanto, pode iniciar-se algo bastante inconveniente: a incontinência urinária. 

O problema atinge cerca de 50% das mulheres e ocorre principalmente pelas grandes alterações musculares do assoalho pélvico, responsável pela sustentação de órgãos como a bexiga. 

Os principais fatores que causam essas alterações são trabalho de parto prolongado e/ou induzido, número de partos anteriores da paciente, bebês maiores de 4kg, além da dificuldade do parto em si. 

É comum que o problema surja nos primeiros dias após o parto e que a recuperação se dê naturalmente nas semanas seguintes. Alguns cuidados como evitar a ingestão de bebida alcoólica e estimulantes como o café  podem tornar mais confortável este período de maior incontinência. 

 Em casos de incontinência persistente, recomendam-se exercícios fisioterápicos (exercícios de Kegel) que atuam no fortalecimento da musculatura pélvica.

Para casos mais severos, a cirurgia de reparação do períneo, bem como a colocação do “sling”, uma pequena tela de material sintético, podem melhorar muito a qualidade de vida da paciente. 

 Para saber qual tratamento é o mais eficaz, sempre procure um urologista.

Sangue no esperma… E agora?

A presença de sangue na ejaculação é chamada de Hematospermia ou Hemospermia e pode ser decorrente de uma causa infecciosa. Estima-se que apenas 1% dos homens sofra com o problema, principalmente pacientes jovens.

Embora assustadora para o paciente e para a parceira, a condição não indica necessariamente um problema de saúde grave, devendo o homem procurar um médico para realizar a avaliação clínica.

As causas mais comuns são inflamações nos testículos e próstata. Os processos inflamatórios irritam a mucosa, aumentam o fluxo de sangue e causam inchaço de ductos e glândulas. Sintomas como febre, vermelhidão e testículos inchados podem acompanhar o sangramento.

Inflamação das vesículas seminais, que são responsáveis pela produção do sêmen, é outra causa comum para o sangue no esperma. Esta inflamação pode acontecer por inúmeras razões, mas principalmente por alguma DST.

Outras causas para o sangue na urina podem ser: malformações congênitas e vasculares, distúrbios hemorrágicos, prostatite, infecção urinária, cálculo urinário ou prostático, tumores e doenças sistêmicas.

Fique atento às mudanças no seu corpo. Se o sangramento persistir ou estiver associado a outros sintomas, um urologista deve ser procurado o mais rápido possível.

Já ouviu falar em próteses penianas?

O último tratamento que o urologista recorre para cuidar da disfunção erétil é a prótese peniana. São dispositivos cilíndricos implantados no interior de cada um dos dois corpos cavernosos (aqueles que se enchem no momento da ereção) do pênis. Isso  proporciona rigidez suficiente para retorno à prática sexual.

Existem dois tipos de próteses: maleáveis ou semirrígidas e infláveis ou hidráulicas. As infláveis são consideradas mais fisiológicas por melhor reproduzir os estados de flacidez e rigidez penianas. Já a semirrígida, mais colocada em nosso país pelo preço e facilidade, mantém o pênis em ereção 24h por dia.

A prótese semirrígida é de silicone, com uma cordoalha metálica em seu interior que permite que sejam dobradas para baixo (posição de descanso) e para cima (para prática sexual). Já a prótese inflável possui uma capa externa de silicone que enche-se de soro fisiológico, aumentando o volume do corpo cavernoso e promovendo rigidez peniana.

A técnica cirúrgica para aplicação das próteses é bem semelhante: preparo pré-operatório, antibióticos para profilaxia de infecção, anestesia, abertura da pele, abertura dos corpos cavernosos, dilatação interna e implante das próteses.

Embora eficiente em mais de 95% da vezes, a cirurgia não é isenta de complicações, sendo a principal a infecção, principalmente em pacientes diabéticos descompensados.

Se você tem disfunção erétil, converse com seu urologista. A colocação da prótese peniana pode ser uma ótima opção para o seu caso.

Testículos inchados: o que pode ser?

Entre as causas mais comuns para aumento do volume do escroto estão: hérnia, varicocele, epididimite e tumor de testículo. Abaixo vamos abordar cada um dos temas resumidamente:

1) A hérnia inguinal atinge até 8% dos brasileiros. Ela ocorre quando há falha da parede abdominal, com possibilidade de entrada de algum órgão abdominal. Normalmente há um “inchaço” na região inguinal com ou sem dor local. O grande risco é o encarceiramento de intestino, ou seja, ele entrar na região e ficar aprisionado, levando à urgência em sua resolução. O tratamento das hérnias é sempre cirúrgico.

2) A varicocele é formada por veias dilatadas na região do escroto, ou seja, varizes no testículo. A varicocele pode ser vista por seu aspecto de “saco de minhoca”, sendo que na maioria das vezes não há sintomas. A varicocele é a principal causa de INFERTILIDADE masculina, devendo ser tratada nesses casos. Dor é um sintoma incomum, mas pode ocorrer. O tratamento é sempre cirúrgico.

3) A epididimite é uma inflamação do epidídimo, área do testículo que armazena e amadurece os espermatozoides. Geralmente, é causada por infecção bacteriana transmitida sexualmente (clamídia ou gonorreia), ou ainda por sexo anal desprotegido. Seu tratamento é feito com antibióticos.

4) O câncer de testículo é frequentemente esquecido por ser raro. No entanto, é uma condição grave, podendo levar a óbito em menos de 1 ano. A notícia boa é que, quando detectada, tem altíssimos índices de cura (mesmo quando diagnosticada já com metástases). O auto exame facilita a detecção de tumores ainda em estágio inicial.

O aumento escrotal pode afetar homens de todas as idades, sendo normalmente unilateral.. Todo paciente com esse sintomas ou dor na região dos testículos deve procurar um urologista o quanto antes.

Quando o adolescente deve ir ao urologista?

A adolescência é formada por muitas transformações importantes que vão preparar os jovens para a vida adulta.

As meninas são incentivadas pelas mães e têm por hábito consultar-se anualmente com ginecologista, desde a primeira menstruação. Culturalmente isso não ocorre com os meninos. Estima-se que mais da metade dos homens acima dos 35 anos nunca foram ao urologista.

As causas mais comuns para tratamento urológico na infância são: criptorquidia, fimose, hidrocele e torção de testículo. Os cuidados devem ser mantidos na adolescência, antes de iniciar a vida sexual, e mesmo depois disso.

O desenvolvimento do corpo masculino acontece de forma desordenada na puberdade. As mudanças corporais nesta fase da vida podem gerar angústia, timidez, insegurança, baixa autoestima e até agressividade.

Além disso, dúvidas quanto ao tamanho do pênis, forma, quantidade de pele, ereções matinais, entre outras, são muito comuns e um médico urologista pode ser muito útil para saná-las.

Consultar-se na adolescência com um urologista ajuda o paciente a tirar suas dúvidas sobre sexualidade e permite tratar precocemente doenças como varicocele, o que evitaria uma possível infertilidade. A consulta torna-se então fundamental para o adolescente conhecer melhor o seu corpo

Vasectomia é reversível! Saiba porque a procura pela reversão tem aumentado

A vasectomia é o método mais prático e seguro para o homem que não pretende mais ter filhos. Porém, estima-se que até 10% dos pacientes submetidos a vasectomia, desistem da ideia e procuram informações sobre a reversão. A decisão é normalmente motivada por um segundo casamento em que a nova esposa deseja ter seu primeiro filho. Sendo realizada há décadas, a Reversão de Vasectomia tornou-se mais eficaz com o uso do microscópio.

Chamado de Vasovasostomia, a cirurgia consiste em religar as duas partes do canal deferente (cortados na vasectomia), permitindo que os espermatozoides voltem ao caminho dos testículos até a vesícula seminal, sendo novamente liberados no esperma ejaculado. Com o auxílio de um microscópio, é realizado um corte no saco escroto e reconectado os canais com sutura com fios ultrafinos (grossura de um fio de cabelo).

Os índices do sucesso da reversão são satisfatórios, principalmente nos pacientes que realizaram a vasectomia há menos de cinco anos (veja tabela completa no site). Quanto maior o intervalo entre a vasectomia e sua reversão, menores serão as chances de uma futura gravidez.

Homens têm corrimento? Com certeza!

O corrimento em homens pode ser fisiológico quando causado por fatores como: excitação sexual, ato de urinar ou mesmo por um esforço muito forte na hora de defecar. São casos em que o corrimento não apresenta mau cheiro ou irritação, sendo fino, transparente ou branco leitoso. Entretanto, o corrimento amarelado, cinza ou esverdeado, que exala mau cheiro é um alerta ao paciente. Os sintomas mais comuns são: dor ao urinar, coceira, queimação, vermelhidão e ardor.

O corrimento patológico ocorre por infecções ou inflamação do canal urinário (uretrite), causados pelas bactérias clamídia e/ou gonorreia, sendo fatores também de infertilidade.

A contaminação ocorre por relação sexual anal ou vaginal, sem utilização de preservativos. O paciente infectado pode também ter prostatite (infecção na próstata), infecções urinárias e balanites (glande).

O tratamento é sempre realizado com antibióticos, sendo tratados os dois do casal.

Sexo oral sem proteção pode transmitir doenças?

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a prática de sexo oral sem proteção pode causar diversas doenças como: herpes, HPV, sífilis, gonorreia e, até mesmo, transmitir o HIV, vírus causador da AIDS.

Nas quatro primeiras, basta que exista uma pequena área lesada para que a transmissão do vírus aconteça. No caso do HIV, o risco é menor do que em uma relação sexual convencional desprotegida, mas a infecção também pode ocorrer.

De acordo com o Manual de Controle de IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis), do Ministério da Saúde, as infecções estão entre os problemas de saúde pública mais comuns em todo o mundo, com cerca de 340 milhões casos novos por ano.

Não é apenas o esperma que contém o vírus. O líquido expelido antes da ejaculação masculina e o da secreção vaginal, também podem infectar o(a) parceiro(a). Ferimentos na boca decorrentes de gengivites, aftas e os causados pelas escovas de dentes aumentam o risco de infecção

A maioria das doenças decorrentes de sexo oral desprotegido tem tratamento. No entanto existe o risco de tê-las pelo resto da vida. O melhor caminho, portanto, é a proteção mútua do casal.

Diabetes pode causar disfunção erétil?

A diabetes, além da hipertensão arterial, é um dos fatores mais comuns que levam à impotência masculina, condição em que o homem não consegue manter uma ereção por tempo suficiente para poder realizar a penetração e a prática sexual.

Um estudo do Centro de Referência em Saúde do Homem (Hospital Brigadeiro), realizado na capital paulista, apontou que 35% dos homens em tratamento para disfunção sexual na unidade sofrem de diabetes.

Na verdade essas doenças, quando não controladas corretamente, causam o estreitamento das artérias penianas, diminuindo a circulação do sangue e, consequentemente, causando falta de ereção. A situação se agrava quando o homem diabético possui mais doenças crônicas como hipertensão arterial, obesidade e problemas com colesterol e triglicérides.

A impotência sexual por diabetes pode ser curada quando tratada no início do quadro, quando as alterações não se tornaram crônicas. De qualquer forma, deixar os níveis de glicemia regulados sempre vai melhorar a condição erétil do paciente. Medicações adequadas por via oral ou injetáveis (insulina), além de alimentação correta e exercícios regulares, são a base do tratamento do diabético.

O homem que sofre de disfunção erétil precisa procurar um urologista o quanto antes. Quando a causa for diabetes, ela deve ser compensada o mais rápido possível. Precisamos sempre lembrar que diabetes leva a cegueira, problemas renais, lesões que não cicatrizam e maiores riscos de infarto e derrame.

A disfunção erétil pode acometer homens de qualquer idade!

Câncer de testículo merece atenção!

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de testículo é responsável por 5% do total de casos de câncer entre os homens. Quando detectado precocemente, tem cura em até  90%, com baixo índice de mortalidade. Apesar de raro, atinge pacientes entre os 15 e 50 anos, podendo ser confundido com orquiepididimites, inflamação dos testículos e dos epidídimos,  transmitidas sexualmente.

Os principais sintomas do câncer de testículo são: nódulo INDOLOR no testículo sem sintomas urinários associados. Muitas vezes não há sintomas quando o tumor está em estágio inicial.

O diagnóstico é feito com exame físico dos testículos e confirmado com ultrassonografia do escroto. Há pacientes com maior chance de contrair a doença, que merecem maior atenção: histórico familiar, lesões e traumas na região e criptorquidia. O autoexame dos testículos é importante para o diagnóstico precoce. Pequenas alterações de tamanho e consistência do testículo podem ser detectadas nesse exame.

O tratamento é inicialmente cirúrgico. O testículo atingido é retirado inteiro ou, em raras situações, apenas parte dele. Função sexual e reprodutiva do paciente normalmente são mantidas quando o outro testículo é saudável. Após a cirurgia, o médico pode optar por acompanhamento apenas, radioterapia ou quimioterapia, a depender de cada caso.

Não há nenhum programa de prevenção para esta doença no Brasil, devido à baixa incidência. Caso sejam observadas alterações, um urologista deve ser sempre consultado.