O consumo de vitamina C pode elevar os riscos de cálculo renal

Mesmo trazendo várias vantagens para nossa saúde, a suplementação de vitamina C também pode trazer complicações para o organismo masculino: risco aumentado de pedras nos rins.

Segundo estudo realizado na Divisão de Epidemiologia Nacional do Instituto Karolinska, na Suécia, e publicado na revista norte-americana “American Journal of KidneyDiseases”, a ingestão de 1.000 mg/dia ou mais aumenta em até 19% o risco de aparecimento de cálculos renais.

Isso se dá porque a vitamina C é parcialmente convertida em oxalato, não sendo excretada na urina e aumentando o risco de formação de pedras de oxalato de cálcio.

Vale lembrar que a concentração dos comprimidos de vitamina C encontrados no mercado variam entre 500 mg e 1.000 mg.

Na dúvida, consulte sempre um especialista.

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Sinais de que sua próstata pode estar aumentada

A partir dos 50 anos, muitos homens começam a sentir diferenças na sua condição urinária. Diferença na força do jato, na capacidade de esvaziar a bexiga e outros sintomas. Essa situação está frequentemente associada ao aumento da próstata, que inicia normalmente nessa idade. A doença é causada pela hipertrofia benigna da próstata, um problema que, apesar de benigno, pode causar consequências muito danosas à bexiga. 

 

Sintomas


Nem todo aumento da próstata causa sintomas, sendo diagnosticado apenas por exames de rotina. A compressão da uretra pela próstata aumentada pode causar: jato de urina lento e fraco, dor ao urinar, urgência (vontade repentina de urinar) e incontinência urinária, necessidade de fazer força ao urinar, presença de gotas de urina na cueca após o ato de urinar e sensação de não esvaziamento pleno da bexiga. 

 

Com o surgimento dos primeiros sintomas, aconselha-se a realização de exame físico completo (com toque retal) por urologista, além de complementação com exames de imagem e PSA (de sangue). 

 

Em casos de hipertrofia benigna, o tratamento inicial é feito através do uso de medicamentos via oral. Na falha, as cirurgias endoscópicas (feitas pelo canal) são as formas mais comuns de se resolver o problema. 

 

Na dúvida, consulte sempre um urologista.

 

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Saiba como é feita uma cirurgia robótica

Muito do avanço da medicina se deve à tecnologia, cujo desenvolvimento pode e deve ser aplicado nos mais diversos tratamentos. Isso é real especialmente na cirurgia robótica no campo da urologia.

Esta tecnologia iniciou seus primeiros passos em 1985. Kwoh utilizou-se de um robô para biópsias neurocirúrgicas mais precisas. Desde então, o conceito de cirurgia minimamente invasiva foi ganhando mais força a cada dia. Sendo precedida pela laparoscopia, a cirurgia por robô desenvolveu-se muito e tem um grande campo de atuação no setor urológico.

mais - cirurgia robótica

Assim como em um video game, o robô replica os movimentos que o cirurgião faz, não tendo autonomia para nenhum movimento automático, portanto sem o risco de se perder o controle. A cirurgia robótica é uma opção avançada da cirurgia laparoscópica, leigamente chamada “cirurgia com furinhos”.

Para o campo de cirurgia urológica, existem diversas aplicações para o robô, como a prostatectomia radical (retirada completa da próstata em doenças malignas), a prostatectomia transvesical (retirada de parte da próstata em doenças benignas), a nefrectomia radical (retirada completa do rim para doenças malignas e benignas), a nefrectomia parcial (retirada do tumor, deixando o restante do rim), a colpofixação (correção de cistocele grave pós retirada do útero), a pieloplastia (correção de estenose / estreitamento da JUP – junção do ureter com o rim), o reimplante ureteral (correção de refluxo da urina da bexiga que volta para o ureter/rim), a cistectomia parcial (retirada da bexiga em tumores focais do órgão), a diverticulectomia (retirada de divertículo da bexiga) e a pielolitotomia (retirada de cálculo do interior do rim/ pelve).

As vantagens para o paciente que passa pela cirurgia robótica são várias: mais rápida recuperação pós-operatória, menor sangramento operatório, menor tempo de internação hospitalar e menos dor pós-operatória, além de resultados estéticos melhores.

O equipamento conta com um filtro de movimento que elimina possíveis tremores do cirurgião, de maneira que não sejam repassados para o paciente durante a cirurgia.

Consulte sempre um especialista.

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Sabia que o esperma pode ser afetado pela alimentação?

Todos sabemos que a alimentação pode afetar diversos aspectos físicos, como peso corporal, aparência de cabelos, unhas e pele, entre outros. Mas saiba que também há influência na qualidade do sêmen.

O esperma de boa qualidade contém espermatozoides com bom número, aspecto e motilidade (rapidez). Para que esta produção seja eficaz, o corpo precisa se abastecer de algumas substâncias como o zinco, ácido fólico e os antioxidantes.

Podemos encontrar elementos antioxidantes em alimentos como o pepino, a aveia, o azeite de oliva e a pitaya. Já o zinco está presente no frango, no leite, no amendoim e em leguminosas. O ácido fólico está presente em vegetais como o espinafre e é associado à melhor motilidade espermática.

Alimentos com licopeno, que dá cor vermelha a eles, podem ajudar no aumento da contagem de esperma (tomate, melancia e pimentas). O nutriente L-carnitina, presente na carne vermelha, também é benéfico na contagem e na motilidade dos espermatozoides.

Da mesma forma, uma alimentação inadequada piora a saúde geral do nosso corpo e também do esperma. Dentre esses alimentos temos: alto consumo de açúcares, frituras e álcool, aliados à baixa ingestão de frutas e verduras.

Consulte um Nutrólogo / Nutricionista.

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Saiba mais sobre as vacinas para HPV

A infecção por HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis (DST) mais comuns. Por isso, é muito importante a divulgação das vacinas contra esta doença.

 

Apesar da principal forma de contágio ser sexual, a infecção também pode ocorrer no parto ou por compartilhamento de objetos pessoais como toalhas e roupas íntimas. A doença é caracterizada por lesões genitais, principalmente na forma de verrugas.

 

 

Para prevenção, existem vários tipos de vacina. A oferecida pelo SUS é a chamada quadrivalente, que protege contra os 4 subtipos mais comuns do vírus no Brasil. Após a aplicação, há desenvolvimento de anticorpos e, caso a pessoa entre em contato com o HPV, ela não desenvolve a doença. Os últimos congressos de Urologia têm mostrado associação entre pacientes que tomaram vacina e MENOR OCORRÊNCIA DE LESÕES (tanto em frequência de aparecimento, quanto em número de verrugas). 

 

No SUS, a vacina é disponibilizada gratuitamente para meninos e meninas dos 9 aos 14 anos. Homens e mulheres, dos 9 aos 26, que receberam órgãos transplantados ou estão em tratamento contra o câncer também podem receber a vacina gratuitamente. 

 

Em clínicas particulares, existem vacinas para qualquer idade acima dos 9 anos. Únicas contraindicações: gravidez, problemas de coagulação sanguínea (ex: trombocitopenia) ou ainda alergia aos componentes.

 

Na dúvida, consulte sempre um especialista.

 

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Fimose não é apenas uma doença infantil

Um dos maiores mitos sobre a fimose é que ela atinge apenas crianças. Consistindo na dificuldade de exposição da glande pelo estreitamento do prepúcio, a doença também atinge adultos.

 

Normalmente, em crianças ocorre desde o nascimento. Já em adultos, ela pode ser uma fimose não tratada na infância ou decorrente de inflamações e infecções da pele durante a vida, condição mais comum ainda em diabéticos.  Ocorre um progressivo estreitamento da pele com piora para limpeza e exposição da glande.  O ambiente torna-se ideal para o surgimento de fungos, vírus e bactérias.

 

 

Por conta disso, a correção da fimose na infância tem sido indicada como um fator protetor do câncer de pênis. Estudos mostram menor número de casos dessa doença em pacientes operados, como também menor ocorrência de DSTs. Ocorre que a cirurgia de fimose é bastante simples e resolve de vez esta condição. Tem rápida recuperação, consistindo na retirada do excesso de pele ao redor da glande do pênis. 

 

Atenção: se você passa por isso, não tente resolver sozinho, puxando a pele do seu pênis para baixo. Você pode se machucar seriamente e o problema pode ser piorado. Caso você esteja com essa dificuldade, procure um urologista.

 

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Conheça a importância da peniscopia

O exame de peniscopia, realizado por médicos urologistas, é um processo de diagnóstico (e rastreamento) que observa alterações na região peniana, escrotal, perineal e anal do paciente.

Sua função é detectar lesões causadas pelo Vírus do Papiloma Humano (HPV) ou ainda alterações causadas por herpes, candidíase ou outros tipos de infecções genitais.

O exame é rápido, feito no consultório médico e não dói. O médico aplica ácido acético a 5% (mesmo princípio do vinagre) na região peniana e depois observa o local com a ajuda de alguma lente de aumento. Pode ser realizado com peniscopio, óculos com lente, lupa ou microscópio. Independentemente do aparelho, o objetivo é obter uma imagem ampliada da pele.

Caso alguma alteração, como verruga, seja notada, é feita uma biópsia do elemento e o material é analisado em laboratório, para que o tratamento possa ser iniciado.

Na dúvida, consulte sempre um especialista.

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Saiba mais sobre a Mycoplasma genitalium, DST que vem preocupando médicos

Infecção pouco conhecida, tornou-se uma recente DST (doença sexualmente transmissível) a preocupar médicos em todo o mundo. 

 

A doença é causada por uma bactéria, transmitida através de contato sexual com um parceiro(a) contaminado(a). Nos homens, causa a inflamação da uretra, levando à liberação de secreções e dores na hora de urinar. 

 

 

Já em mulheres, pode inflamar o útero e as trompas uterinas. Assim, provoca dor, febre, sangramento e, em casos mais graves, até mesmo a infertilidade.

 

De acordo com o Ministério da Saúde, apesar da doença ocorrer mais na Europa, o Brasil já vem monitorando esta condição. Ainda não se sabe quantas pessoas foram atingidas no território brasileiro, mas estudos regionais afirmam que a Mycoplasma genitalium é muito menos frequente que outras doenças sexualmente transmissíveis.

 

Para evitar este e outros tipos de DST, sempre se previna durante as relações sexuais. E na dúvida, consulte sempre um especialista.

 

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Alterações no esperma podem indicar doenças

Esperma ou sêmen é o líquido expelido pelo homem durante a ejaculação, com função única de reprodução.

Normalmente, ele é esbranquiçado e de consistência regular e viscosa. Saiba que alterações nestas características podem indicar doenças.

Se o sêmen aparece mais escuro ou de cor vermelha, o homem pode estar sofrendo de hemospermia, que é a presença de sangue neste fluido. Esta alteração pode ser causada por procedimentos cirúrgicos, inflamações, traumas ou, mais raramente, tumores.

No caso de esperma amarelado e com mau cheiro, o paciente pode sofrer de infecções no sistema reprodutor. Líquido marrom pode indicar sangramentos na próstata ou nas vesículas seminais.

Alterações de odor também requerem assistência médica. Cheiro muito forte, diferente do habitual, pode representar infecção.

Então, se você notar alguma alteração em seu esperma, consulte um especialista.

Entenda como a obesidade pode afetar seus níveis de testosterona

Após os 50 anos de idade, é comum que homens tenham redução em seu nível de testosterona. É a andropausa, que atinge até 20% dos indivíduos e pode ser potencializada pela obesidade.

Atualmente, o excesso de peso é apontado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos maiores problemas de saúde pública no mundo.

A previsão é de que, em 2024, cerca de de 2,3 bilhões de adultos tenham sobrepeso e mais de 700 milhões sejam obesos. No Brasil, mais de 50% da população está acima do peso, segundo dados da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO).

Um dos principais fatores a ajudar na andropausa é a gordura visceral, encontrada dentro da cavidade abdominal. Tendo diversos tipos de impacto, esta gordura produz hormônios e causa repercussões no nosso corpo, desequilibrando os níveis de testosterona.

Assim, boa parte dos obesos apresentam sintomas da diminuição do hormônio masculino: redução da força muscular, baixa libido, diminuição de pêlos, ginecomastia, entre outros. De acordo com pesquisas, um ganho de 5 quilos em peso pode afetar os níveis de testosterona em até 20%.

Portanto, é muito importante que o paciente busque adequar sua alimentação, realizar exercícios físicos e adquirir hábitos mais saudáveis.

Na dúvida, consulte sempre um especialista.

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